A quantidade
de filmes que foram produzidos nos anos sessenta para retratar a contracultura
sob diversos aspectos, foi enorme. Em meio à ebulição gerada pelo movimento
Hippie, muitas obras foram produzidas, tanto com teor cinematográfico
tradicional, a trabalhar com dramaturgia, roteiro, "storyboard" e que tais,
quanto em termos mais alternativos, a buscar o caminho mais livre em torno do
neorrealismo e com ecos na escola cinematográfica nouvelle vague. Isso sem deixar de mencionar que a
quantidade de documentários que foram produzidos, também foi muito grande. E
registre-se igualmente que não apenas a abordar diretamente a questão do
movimento Hippie em voga, mas a focar em assuntos correlatos, tais como o Rock
e a música em geral a ver com tal efervescência, diretamente; os ecos advindos
da “beat generation”, Road Movies em geral, uma enorme quantidade de Motorcycles
Movies e até filmes não exatamente ligados em tais ideias diretamente, mas a
inseri-las em meio ao seu enfoque, seja lá qual fosse, visto que tornou-se uma
espécie de pauta do dia para muitos cineastas, ao sentir-se a movimentação nas ruas, a gerar
muita proeminência no cotidiano da sociedade norte-americana e europeia de uma
maneira geral.
Acrescente-se
a tudo isso que eu mencionei anteriormente, uma movimentação interessante no
meio cinematográfico, onde jovens atores formaram espontaneamente núcleos
dentro da indústria tradicional hollywoodiana, a mostrar-se simpáticos às
ideias contraculturais, e mais que isso, ao demonstrar empenho em usar a
máquina dessa indústria para produzir obras com tal teor. E mais um aspecto, a
presença de alguns cineastas mais veteranos, mas que haviam impactado-se
fortemente com tais ideias, desde a explosão da “beat generation” cinquentista,
aliás, e que dessa forma, sinalizaram buscar mais do que a simples vontade de
procurar entender o que ocorria, contudo, a apresentar o ímpeto para trabalhar diretamente com tais questões em
sua cinematografia, doravante. Casos de Otto Preminger e Roger Corman, por
exemplo. Há registro de que Preminger (juntamente com o veterano ator, Cary
Grant), conversaram bastante com o professor Timothy Leary (considerado um dos
mais ativos acadêmicos a aprofundar as pesquisas sobre as drogas alucinógenas,
notadamente o LSD), e chegou-se a cogitar a hipótese de Preminger filmar uma
história com os atores sob efeito do ácido lisérgico.
O ator, Cary Grant
entusiasmara-se muito com tal perspectiva. Tal informação consta do livro
autobiográfico de Tim Leary, “Flashbacks”. Não há registro que Preminger tenha
filmado sob tais condições, na prática, mas o fato é que tal
cineasta lançou a seguir, a comédia musical, “Skidoo” (em 1968), com um elenco
jovem mesclado a diversos astros veteranos do cinema em seu elenco (Groucho
Marx e Mickey Rooney, entre outros), e cujo mote, foi a psicodelia em voga, mediante
muita lisergia exposta em cena e com muitos freaks & hippies a surgir na tela,
mediante o uso de muitas cores e delírios inerentes (há uma cena em tal filme,
aliás, em que coloca-se ácido lisérgico no reservatório de água de uma
penitenciária e todos os internos e também os guardas penitenciários, iniciam
uma viagem psicodélica coletiva motivada pela droga).
Entre muitos
atores simpatizantes dessas correntes de pensamento, houve um núcleo formado
por jovens a destacar-se as figuras de Jack Nicholson, Bruce Dern, Peter Fonda,
Dennis Hopper, Susan Strasberg, Karen Black, Mimsy Farmer, Max Julien, Adam
Roarke e outros tantos. Desse núcleo básico formado por atores militantes
contraculturais, algumas obras surgiram (“Easy Rider”, talvez seja o emblema
máximo perpetrado por essa turma), e não por acaso, muitos desses atores
mantinham estreita relação profissional com o diretor, Roger Corman, desde o
início dos anos sessenta.
Corman era
reconhecido por trabalhar com orçamentos muito modestos e geralmente a trilhar
o caminho do terror e do Sci-Fi, como gêneros em que atuava no cinema,
predominantemente e com sucesso, aliás, principalmente ao adaptar contos do
escritor, Edgar Allan Poe ou recorrer à literatura gótica europeia para filmar
as suas histórias de terror e neste caso, tornaram-se clássicas as suas obras
com a participação do sensacional ator, Vincent Price, como o seu protagonista predileto
e Jack Nicholson esteve envolvido igualmente, com essa filmografia clássica de
Corman, em alguns momentos.
Em 1966, o filme,
“Hallucination Generation (este dirigido por Edward Mann), já havia chamado a
atenção para o tema dos Hippies em ebulição na sociedade. Eis que a toque de
caixa, no ano seguinte, 1967, surgiu nas telas de cinema, mais filmes como : “The
Love-Ins” e “Riot on Sunset Strip” (estes dois últimos citados, de autoria de Arthur
Dreifuss e aliás, constam em resenhas para este livro, basta procurá-los no índice*),
e no mesmo ano, para esquentar a temática nesse panorama, Roger Corman entrou
com tudo no tema, ao lançar : “The Trip” (“Viagem ao Mundo da Alucinação”, como
ficou conhecido em português), e com direta colaboração daquela turma boa de
atores freaks, que eu mencionei acima, a atuar e escrever a história, no caso,
da parte de Jack Nicholson.
É preciso esclarecer, no entanto, que no plano
inicial estabelecido por Corman, a sua ideia fora trabalhar com o roteirista,
Charles Byron Griffith, com quem já contara em filmes anteriores. De fato,
Charles, que foi um roteirista competente, iniciou o trabalho, no entanto,
Corman percebeu que precisava de um texto mais contundente, mais próximo da
realidade expressa nas ruas, em termos de movimento Hippie que explodia e dessa
forma, convidou, Jack Nicholson, para assumir o projeto e segundo consta na
história dessa produção, pelo menos oitenta por cento do trabalho foi feito por
Nicholson, a dar a entender que o trabalho de Griffith não foi totalmente
descartado e algo de seu roteiro foi utilizado na filmagem.
Outro dado
interessante e que corrobora o que eu comentei anteriormente sobre diretores
veteranos de cinema que estiveram entusiasmados com os meandros da
contracultura: Roger Corman, antes de iniciar a filmagem de “The Trip”, fez
uso de LSD, para experimentar a sensação que a alucinação teria consigo
próprio, portanto, tal qual um ator, fez o seu laboratório experimental
pessoal, a preparar-se para mergulhar de cabeça nesse trabalho.
E mais um
dado: a obra usou a música mais do que um mero adorno para compor a história e
portanto gerou-lhe também a classificação como um Rock Movie, além de ser uma
peça contracultural e alternativa, no sentido de um filme não comercial, em
tese. Isso por conta das aparições sensacionais de artistas como: Gram Parsons
(um grande nome do Folk-Rock), International Submarine Band e da Electric Flag,
onde o baterista/cantor, Buddy Miles e o guitarrista Mike Bloomfield, grandes
músicos da cena sessentista, atuavam juntos.
Bem, sobre o
mote principal, a trama foi construída como uma história comum, e não em tom de
ode à contracultura, em princípio. Talvez tenha sido essa justamente a parcela
de colaboração do primeiro roteirista contratado, ao ter concebido uma
abordagem tradicional. Trata-se da história de um diretor de comerciais de TV,
que em momento de crise matrimonial, procura ajuda profissional e através de um
terapeuta que está a experimentar novas técnicas de tratamento, este lhe sugere o
uso de drogas lisérgicas para que o paciente busque uma espécie de mergulho em
seu próprio subconsciente e nessa reflexão, encontre respostas para entender os
seus problemas, a configurar uma espécie de psicanálise bem alternativa e muito
moderna aos padrões da época.
Esse tal diretor de cinema, é Paul Groves
(interpretado por Peter Fonda), que está atormentado pela suspeita de traição
da parte de sua esposa, Sally Groves (interpretada por Susan Strasberg). Ele
conversa com esse terapeuta chamado, John (interpretado por Bruce Dern), que
propõe então a terapia em si, mediante o uso de LSD. É óbvio que a alusão ao
terapeuta remete à figura do professor, Timothy Leary, e não por coincidência,
em um "frame" bem rápido, adiante, a fotografia do próprio, Tim Leary, aparece em
meio ao delírio que Paul tem, em meio à sua viagem lisérgica. O livro: “Howl”
do poeta Beat e militante hippie, Allen Ginsberg, também é mostrado sutilmente,
mas como um volume colocado a esmo no gabinete do Dr. John.
Paul conhece
então uma moça que atua como uma espécie de apoio ao terapeuta, ao monitorar pessoas
que estão a experimentar o tratamento, para também colher informações. Trata-se
de Glenn (interpretada por Salli Sachse), e há um outro guia dessa experiência,
na figura de Max (interpretado por Dennis Hopper), que mostra-se como um hippie
convicto.
Entretanto, a
grande ação do filme é a viagem lisérgica que Paul obtém ao tomar uma dose de
LSD e são nessas ações entre a realidade a mostrar tal personagem a perambular
pelas ruas e a encenação de seu delírio propriamente dito, que a trama mais
desenvolve-se e aí sim, foi a porção mais clara da contribuição de Jack
Nicholson como roteirista, certamente.
Bem, Paul
mostra-se ansioso no início da experiência, ao cobrar do terapeuta, John, uma
maior rapidez para que o efeito apresente-se de fato, todavia, quando a
alucinação inicia-se, ele embarca de uma forma indelével nessa viagem (The
Trip...), e a experiência dura por horas a fio, quase a completar um dia de
duração, praticamente. Nessa circunstância, Paul vê-se em muitas cenas como se
estivesse a interagir com estranhas situações, a vivenciar um sonho e em que
muitos momentos, configura-se como um pesadelo.
Ele interage com uma mulher
seminua e belíssima, geralmente com o rosto e o corpo pintados com motivações
psicodélicas e em outros momentos, em estilo afro em ambientação praiana, mas
isso muda radicalmente ao bel prazer da viagem, logicamente, visto que ele
vê-se em outras localidades e situações. Por exemplo, em uma espécie de mansão
macabra, em meio a um grupo de pessoas sinistras, que sugere uma ação
perpetrada por uma espécie de seita obscura a persegui-lo. Cabe observar que
nessa parte mais sinistra da viagem de Paul, é óbvio que o diretor, Roger
Corman foi para a sua chamada “zona de conforto”, ao trabalhar dentro da sua
especialidade, que sempre foi predominantemente os filmes de terror. Nesses
termos, cenas em ambientes tétricos a envolver masmorras, mediante forte ação
da fumaça e vozes não identificadas a gargalhar de uma forma maquiavélica para
assustar a personagem, mas sobretudo o espectador do filme, deixa isso bem claro.
Até a morte de Paul é encenada com uma espécie de sacerdote a comandar membros
dessa sugerida seita estranha, a conduzir o caixão para uma cerimônia fúnebre e
muito estranha.
Fica claro
que tal parte da viagem, a configurar-se como algo desagradável, denota a luta
da personagem de Paul contra os seus “demônios interiores” e nesse sentido, os
estranhos cavaleiros encapuzados que sempre estão a rondá-lo, sugerem isso
fortemente e acima de tudo, tal suspeita confirma-se ao final, quando ao
levantar os respectivos capuzes, revela-se que os tais cavaleiros são diversas
mulheres com as quais Paul tivera envolvimento em sua vida, a começar por sua
esposa, Sally. Fica então subliminarmente desvendada uma intenção psicanalítica
no roteiro do filme e a justificar a tese, inclusive defendida pelo Dr. Timothy
Leary na vida real, de que o LSD poderia vir a ser um agente terapêutico poderoso
a auxiliar a psicanálise, no sentido de acessar compartimentos da psique humana,
outrora inatingíveis.
Há um
momento de volta à realidade, deveras interessante, quando Paul conversa com o
terapeuta, John, a tecer muitas impressões sobre a sua experiência e na
verdade, ele nem percebe que ainda está sob o forte efeito da droga. É claro
que John sabe disso, mas há um momento de descontrole na monitoração e Paul, em
meio à sua alucinação, fica agitado e vê John desfalecido, como parte da
fantasia, e assim, sai para a rua. Em cenas noturnas, a parte mais psicodélica
do filme acontece, com cenas editadas de uma forma frenética, para reforçar a
ideia da alucinação a atingir o seu ápice. As cores explodem na tela, com as
motivações psicodélicas a abundar. A música é magnífica nessas cenas, ora a
sugerir o Rock psicodélico explícito, com toque Blues em alguns momentos, ora a
sugerir o Jazz.
Garotas a
dançar seminuas, com os seus corpos pintados com motivações psicodélicas, cores
em profusão vistas através de efeitos caleidoscópicos e fotos de personalidades
completamente distintas da história, passam rapidamente, a sugerir registros de
memórias dispersos contidas na mente de Paul e desconectadas entre si.
Em algum
momento, a consciência de Paul fica dividida entre a alucinação provocada pelo
LSD e a realidade, quando por exemplo ele entra em uma casa de família a esmo e
interage com uma menina pequena que inocentemente o trata como um amigo, mesmo
sendo um adulto estranho e com comportamento adulterado dentro de uma residência
alheia. A menina pede-lhe um copo de leite e ele a atende, como se fosse o seu
pai e a seguir, senta-se com a pequena no sofá da sala de estar da residência
para assistir TV, quando o pai da garotinha aparece e Paul percebe enfim que
mesmo sem fazer nada ofensivo, está ali indevidamente e sai a correr.
Em outra
cena, ele entra em uma lavanderia coletiva e trava uma conversa bizarra com uma
moça que está ali a esperar por suas roupas que estão a ser lavadas. Uma outra
cena delirante, mostra Paul a circular com a companhia de um homem anão em um
brinquedo ao estilo carrossel, de parque de diversão, enquanto, Marx (Dennis
Hopper), verbaliza frases desconexas. Puro nonsense.
Enfim, Paul percebe
que a polícia está a segui-lo e ele entra em uma casa noturna psicodélica, onde
a ótima banda, Electric Flag, está a tocar e a loucura intensifica-se
sobremaneira, a mostrar a psicodelia em cores e sonoridade máxima. Glenn o leva
para a sua casa em uma bela praia californiana e ambos encerram a noite juntos.
No dia seguinte, ao acordar, Glenn pergunta à Paul, qual foi a sua impressão
definitiva sobre a sua primeira experiência com o uso da substância lisérgica e
ele simplesmente responde-lhe que essa resposta ele só terá “amanhã”, a denotar
que repetiria a experiência. Bem, dá-se um desconto pela euforia da época em
enxergar os supostos benefícios e não mensurar os malefícios advindo pelo uso
indiscriminado de uma droga tão poderosa, daí esse tipo de abordagem com tal
teor, sem questionar, como hoje percebemos claramente, uma outra dimensão sob
aspectos nocivos.
O filme foi
lançado em agosto de 1967, portanto a coincidir com o auge do chamado: “Summer
of Love” (“o verão do amor”), considerado o grande clímax do movimento hippie e
consequentemente a conquistar um interesse grande nas salas de cinema, tendo
arrecadado muito bem em contraste ao fato de ter sido produzido com o orçamento
modesto de um filme classe B.
A crítica reagiu mal, à época, naturalmente.
Falou-se basicamente sobre a trama ser inconsistente; os efeitos visuais
exagerados e usados como mera muleta para encobrir uma história tão fraca.
Nesse aspecto, eu penso que os críticos não foram injustos ou impiedosos como
deles sempre espera-se tal tipo de comportamento desagradável, pois à luz da
realidade, a história é realmente simplória e os efeitos chamam mais a atenção
que o conflito em si. Faltou-lhes naturalmente a compreensão sob outros
parâmetros culturais e neste caso em específico, contraculturais, pois se
houvesse tal compreensão da parte deles sob tal ponto de vista, saberiam que a
preocupação da parte de Roger Corman, Jack Nicholson e grande parte do elenco,
que foi formado por atores engajados, foi passar ao máximo a ideia da
experiência lisérgica, expressa em cores, sons e imagens completamente surreais
a sugerir o acesso total do ser humano ao subconsciente.
Nesse campo, os
elementos oníricos são fortíssimos e as sensações amplificadas em níveis
absurdos, daí a existência de tantas cores e sons em experiências psicodélicas,
dada a sua profusão muito além da realidade normal corpórea que vivemos em nosso
cotidiano. A intensidade das cores e dos sons torna-se enorme quando estimulada
nesses termos e daí a necessidade de tentar passar a ideia. Entretanto, o
inevitável ocorre, pois sem a indução proporcionada pela substância, a pessoa
que vê tais imagens e ouve tais sons, não tem a mesma sensação, por isso,
poder-se-á observar a opinião de pessoas que assistem manifestações desse
aporte e as considerar profundamente entediantes.
Creio portanto, que muitos
críticos pensaram assim, notadamente jornalistas conservadores. Uma crítica que
eu li quando pesquisei sobre o filme, levou mais para o lado cinematográfico,
no entanto, ao afirmar que uma determinada cena, onde ocorre uma representação
medieval do enterro de Paul, teria sido uma alusão ao filme: “O Sétimo Selo”
(“Des Enjud Enseglet”, em sueco), obra elogiada do diretor, Ingmar Bergman. De
fato, a figura de um sacerdote fantasmagórico lembra a representação da
“morte”, personagem do filme de Bergman e a encenação toda, inclusive, lembra
um pouco a atmosfera desse filme emblemático, ambientado na Idade Média. Daí a
dizer ter sido essa a intenção deliberada da parte de Roger Corman,
sinceramente eu não poderia afirmar com certeza, pois não encontrei nenhuma
manifestação da parte dele nesse sentido. Se eu estiver enganado, portanto, que
o leitor perdoe-me. Digo de antemão, que não descarto a hipótese, embora eu não
tenha tal confirmação mediante pesquisa realizada e nem mesmo eu possuo essa
impressão pessoal, mediante uma intuição particular minha.
Em princípio,
pareceu-me uma cena a evocar os temores internos da personagem de Paul em
termos de traumas psicológicos advindos de suas neuroses e sob o ponto de vista
cinematográfico, creio que foi uma inserção do estilo pessoal de Roger Corman
como um especialista em filmes de terror, em uma brecha que o roteiro
proporcionou-lhe, ao sugerir uma viagem ruim (bad trip), em forma de pesadelo e
assim, nesses termos, Corman não fez-se de rogado, ao usar da sua especialidade
como diretor de cinema.
Independente
das opiniões emitidas à época por críticos não simpatizantes da contracultura,
o fato é que tal filme entrou para a história, mesmo que em seu bojo, seja
considerado ingênuo nos dias atuais quando a consciência sobre o papel das
drogas alucinógenas, mudou muito e enxerga-se muito mais os malefícios. No
entanto, sob o ponto de vista histórico e artístico, é uma peça que tem a
relevância assegurada, com certeza.
No ponto onde o conceito em ser considerado
como um Rock Movie, ficou patente, eu gosto muito da parte mais musical, ao mostrar
e executar o som de artistas significativos da época e nesse quesito, o som é
de primeira qualidade. Principalmente na parte mais acentuada da famosa viagem
psicodélica da parte da personagem, Paul, quando a música mostra-se tão vital
quanto os efeitos visuais a evocar a psicodelia total expressa na tela.
Outros
atores participantes a ser citados: Barboura Morris (como Flo), Luana Anders
(a garçonete), Dick Miller (este a tratar-se de um veterano ator com farta
filmografia, inclusive dentro do gênero, Rock Movies, inclusive com algumas
peças citadas neste livro. Em “The Trip”, ele interpretou a personagem: “Cash”),
Judy Lang (como Nadine), Katherine Walsh (como Lulu) e outros.
Escrito por Jack
Nicholson (com participação menor de Charles B. Griffith). Foi produzido e
dirigido por Roger Corman. Lançado em 31 de agosto de 1967. Pelo teor do filme,
as proibições foram inevitáveis, portanto, em muitos países foi exibido com
cortes; sob forte controle de idade ou simplesmente proibido. Na TV, ficou
muito restrito igualmente e apenas com a advento da TV a cabo, conteve mais
exibições em canais mais específicos a abrir caminho para produções
alternativas. Foi lançado em fita VHS, posteriormente em DVD e Blu-Ray. Na
atualidade de 2019 (quando escrevi a resenha), encontra-se disponível com facilidade na Internet, através
do portal YouTube, com a sua versão integral e gratuita pronta para ser
acessada.
Esta resenha foi escrita para fazer parte do livro: "Luz; Câmera & Rock'n' Roll", através do seu volume III, com a sua leitura disponibilizada a partir da página 452




















































