quarta-feira, 22 de março de 2023

CD Balls/Balls - Por Luiz Domingues

O primeiro trabalho da banda de Rock, Balls, com denominação homônima, foi lançado em 2012, e já de pronto mostrou o vigor de uma banda excelente, constituída por músicos de alto gabarito, compositores inspirados e amparados por um rol de influências nobres da história do Rock, que lhes garantiu um subsídio fortíssimo como bagagem básica para fazer da sua obra inicial, um belíssimo cartão de visitas.

Banda influenciada fortemente por dois pilares básicos, o Blues-Rock britânico e o Southern Rock norte-americano (há forte pitadas de Hard-Rock e Rock'n' Roll, igualmente), o Balls mostrou com muita desenvoltura tais inspirações no seu primeiro álbum e credenciou automaticamente o grupo para adentrar o circuito de shows nas melhores casas noturnas e teatros de São Paulo, além de ter proporcionado voos maiores, como por exemplo ao garantir participação no festival Lollapalooza na sua edição de 2012, e merecidamente por sinal.

Na prática, o som que se ouve no disco homônimo, é vigoroso ao apresentar uma cozinha firme ao extremo (Alexandre Favero no baixo e Lauro Santhiago na bateria), para dar vazão ao belo trabalho empreendido pelos dois guitarristas (Fernando Gargantini e Pi Malandrino), mediante um arsenal poderoso de riffs, solos e bases muito bem encaixadas e criativas que ambos conceberam em perfeita sintonia entre si.

Cabe destacar igualmente o ótimo trabalho de voz da parte do vocalista principal, Danilo Martire, que anos depois de sair do Balls mergulhou em uma bem sucedida carreira solo, além de ter tido uma rápida passagem pelo grupo, "Delta Crucis".

No campo das letras, o Balls expressou nesse álbum uma linha de poesia urbana calcada em questões do cotidiano com uma acentuada ênfase aos relacionamentos afetivos como um mote mais recorrente. 

Sobre a capa do disco, a ilustração mostra a silhueta de uma mulher de forma parcial a realçar as suas pernas, com uma nítida exaltação ao charme feminino implícito. Trata-se de uma capa tripla a conter um fundo único, vazado e com predomínio da cor marrom, com o logotipo da banda e a figura feminina em preto, o que proporcionou um contraste interessante.

Na contracapa ou face tripla dessa capa aberta, destaca-se a foto promocional da banda perfilada e uma sucinta ficha técnica da produção para compor o cenário. Na face interna, a foto desfocada de uma bela guitarra Gibson Les Paul fecha o trabalho gráfico de muito bom gosto assinado pela Lutheria Design. No "label" do disco, a silhueta da mulher a mostra com as pernas desnudas e aí sim, a investir na sensualidade mais acentuada, sem perder, no entanto, a classe, de maneira alguma.

Sob um padrão de áudio moderno, todavia sem perder a intenção de se buscar os timbres "vintage" na sua concepção, eis que o disco do Balls soa muito bem, a valorizar ainda mais o nível técnico avantajado da parte de seus componentes, mas sobretudo em relação ao seu conteúdo artístico de ótimo padrão.

Sobre as músicas que estão contidas nesse álbum, eis as minhas impressões sobre cada uma:

"A Noite Inteira é Rock"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=e6izf4hxlqQ

Bem setentista na sua essência, essa música tem um belo riff no cômputo geral. Há momentos de duo das guitarras que são realmente muito bonitos, e o solo mostra senso melódico, amparado por um belo timbre, enquanto a base especialmente construída se mostrou bastante ritmica, muito interessante. 

"Ela tem Tudo"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=FaySsIcEy5I

Essa canção lembra bastante o trabalho do "Aerosmith" pela sua vibração e sobretudo pelo apelo Pop irresistível na sua formulação melódica e rítmica. Com baixo e bateria super balançados, excelente trabalho de guitarras, tanto na base como solo (os timbres são sensacionais), e uma ótima interpretação vocal (incluso backing vocals bem colocados), a música evoca a sensação de euforia típica de uma festa.

"Até Agora"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=Pd4edKFGLP0

Blues-Rock vigoroso em sua formatação básica, essa canção tem uma linha de baixo e bateria super balançada, o que valoriza sobremaneira o arranjo. Mais uma vez é muito agradável ouvir (e nesse caso eu recomendo o uso de fone de ouvido) o trabalho muito bem encaixado de base feito pelas duas guitarras, algo bem estudado e muito preciso.

Os solos são ótimos mais uma vez e munidos por timbres que empolgam os apreciadores das sonoridades vintage, meu caso. Há uma surpresa exótica bem ao final da canção, quando o ouvinte é induzido a pensar que acabou, mas não exatamente, preste atenção.

"Brincando com Fogo"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=iVAyskU-gHY

Rock'n' Roll com alta voltagem de bom astral inerente, é um convite à dança, de imediato. 

"Fazer Nada"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=3QtOYIrkWRA

Eis a vertente do Southern-Rock aqui representada com todos os signos dessa maravilhosa escola do Rock norte-americano. E claro, com direito a solo de slide, na melhor tradição do gênero. 

A letra é bem divertida a falar sobre o ócio, quando diz: "não fazer nada, só tocar guitarra", ou seja, ao contrário do que certas pessoas pensam, tocar é estar a fazer algo muito bom!


"Do Homem Pra Mulher"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=V2k0JiQWCr0

Chama a atenção logo de início a bela linha de baixo construída, que abre caminho para um apoio com um riff bem ao estilo do Blues-Rock mais clássico e que lembra muito o Acid-Rock de Jimi Hendrix.

Gostei da construção da linha melódica e do apoio dos backing vocals, muito bem engendrados. A bateria é demolidora no seu peso e brilhante na execução, além de que a concepção do solo se apresenta feliz ao extremo e bem amparada pela base criativa que o sustenta.

"Eu Era como um Rei"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=7gbiReiO6-s

Mais um tema com forte influência do Southern-Rock, tal canção mostra mais uma vez uma boa construção de arranjo da parte de todos os componentes da banda.

"Tocando a Gente se Entende"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=OsarHqBVZGQ

O Hard-Rock setentista é bem proeminente como estilo nesta faixa, com um riff bem típico e reforçado pela linha de bateria e baixo, bastante feliz em sua execução. A melodia é ótima e mais uma vez os timbres são exemplares, com excelente distinção entre as duas guitarras, por exemplo, como um enriquecedor adendo para o áudio da canção.

"Pela Passarela"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=oJIcQoYYhg4

Rock'n' Roll rasgado, a música empolga desde o seu primeiro acorde. A linha do baixo insinua em certas passagens a Disco Music setentista ou seja, a reforçar o clima de festa, super dançante.

"A Próxima"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=bxN45hZrlxY

Mais um Rock'n' Roll com bastante identidade setentista e com uma sincronia excelente entre as duas guitarras, aliás, uma marca registrada da banda em toda a sua obra.

"Seguindo em Frente"
Link do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=gnL0wZx9rsI

Para fechar o disco, esse tema tem uma melodia bastante interessante, reforçada pelo fato de ser vocalizada em duo em muitas partes. 

O teor da letra, versa sobre perdas na vida, e nesse aspecto tem uma resolução diferente do que se espera nesse tipo de abordagem, ou seja, sem nenhum lamento melancólico, o recado é de absoluta convicção na auto confiança, portanto, louvável, quando diz por exemplo: 

"Meu tempo é precioso demais, perdê-lo é andar para trás", em suma, uma mensagem muito assertiva, gostei muito.

Para finalizar, digo que que o Balls é uma banda que merece ser escutada com muita atenção, pelos seus atributos musicais avantajados, referências nobres e também pelo seu áudio que é muito caprichado em todos os quesitos.

CD Balls/Balls  
Gravado no estúdio Diginalogo - São Paulo-SP - Junho a dezembro de 2011
Técnico de áudio (gravação/captura): Marcos Azzella
Mixagem: Pi Malandrino
Arte e lay-out de capa: Lutheria Design (www.lutheriadesign)

Formação do Balls neste trabalho:
Alexandre Favero: Baixo e voz
Lauro Santhiago: Bateria
Danilo Martire: Voz
Fernando Gargantini: Guitarra
Pi Malandrino: Guitarra e voz

Para conhecer melhor o trabalho do Balls, acesse:
Canal do YouTube:
https://www.youtube.com/channel/UCfo61bnRtXLBYku-ZNsua1w

Segundo canal do YouTube:
https://www.youtube.com/@BallsAndRoll

Facebook:
https://www.facebook.com/Bandaballs/about_details

Spotify:
https://open.spotify.com/artist/2an1YxR2qW382iv02VHbQC

Deezer:
https://www.deezer.com/en/artist/10462499

YouTube Music:
https://music.youtube.com/channel/UCcaF8OLntZ3HUcFiWblIwOg


quarta-feira, 15 de março de 2023

Filme: Rock'n' Roll High School Forever (Rock'n' Roll Forever High School - Dia de Rock) - Por Luiz Domingues

É curiosa a situação desse filme, “Rock’n’ Roll High School Forever” (“Rock’n‘ Roll High School Forever/Dia de Rock”, na versão brasileira), pois ele não é considerado exatamente uma continuação do filme de 1979, “Rock’n’ Roll High School”, tampouco uma refilmagem pura e simples, e nem mesmo pode ser classificado como uma peça em regime derivado, o chamado “spin off”, como os norte-americanos gostam de afirmar. O que é então? Bem, trata-se de uma obra a conter a intenção de manter o mote, como se fosse uma sketch de humor, onde se conta a mesma piada ad infinitum, a promover sutis diferenciações, mas sem nenhuma preocupação de ser criticado por tal atitude. 

Em suma, o filme segue quase que inteiramente a fórmula do filme anterior, inclusive ao repetir um personagem, como se fosse um programa humorístico da TV, no mesmo raciocínio adotado por programas famosos no Brasil, tais como: “A Praça da Alegria” ou “A Escolinha do Professor Raimundo”, quando os personagens criados são patenteados e pouco importa quem são os atores a interpretá-los, pois a ideia é usufruir da mesma fórmula, o quanto for possível e nesse caso, o limite é muito flexível, visto que as pessoas demonstram não enjoar de ouvir a mesma piada.
Dentro dessa prerrogativa, o que o filme mostra como diferencial? Muito pouca coisa em essência. Talvez a mais significativa mudança tenha sido em torno da não adoção de uma banda como mote principal como houvera sido o caso dos "Ramones", no filme de 1979, e desta vez a ação mais emblemática fica em torno de uma banda criada pelos próprios alunos da High School, no caso, o grupo fictício, “Eradicators”. E certamente na ambientação do início da década de noventa, a demonstrar signos bem diferentes de 1979, caso do filme anterior. Nesse sentido, o filme parece um grande vídeo clipe produzido pela MTV. 
 
Toda a questão visual e sonora, remete ao período, o que foi natural pela captura de sua contemporaneidade e assim, o filme pautou-se. No entanto é preciso salientar que as duas vertentes mais salientes no Rock, então “moderno” da ocasião (sem contar o nicho do Heavy-Metal do Indie Rock britânico pós Pós-Punk), ou seja, o movimento "Grunge" que acontecia com força na cidade Seattle, Washington e o Funk-Metal oriundo principalmente da Califórnia, não são retratados. O que ouve-se em via de regra nesse filme, é um pastiche Pop, plastificado, mais a assemelhar-se com o Pop oitentista quando este se orientou pelo Techno-Pop, a conter doses de um som industrial, hip-hop e outras vertentes distantes do Rock’n’ Roll. 
 
Dentro dessa perspectiva, mesmo quando o Rock clássico insinua-se vez por outra, ele simplesmente não deslancha a contento, mas certamente a conter ranços para pasteurizá-lo, indevidamente.
Sobre a história, não há muito para se destacar. Ele segue o padrão do filme anterior, com a dinâmica em torno do cotidiano de uma High School típica, neste caso batizada com o nome do ex-presidente, Ronald Reagan, ou seja, um tipo de escárnio bastante descartável e que perdeu o seu imediatismo enquanto gracejo, bem rapidamente. Portanto, é o tipo de piada que perde o sentido ao ter que ser explicada para a geração posterior, que não entende a sua sutileza em torno do contexto daquela época. 
Enfim, a história é centrada em alguns alunos rebeldes, liderados por Jesse Davis (interpretado pelo ex-ator mirim, Corey Feldman), e estes planejam e executam diversos atos de sabotagem no ambiente escolar. Logo no início, mostra-se a articulação para a explosão dos encanamentos dos banheiros da escola, um clássico entre os clichês a envolver a abominável indisciplina indisciplina escolar. 
Entre os principais membros dessa “gangue”, estão os demais componentes da banda, “Eradicators”: Mag (interpretado por Evan Richards), que é o baterista da banda e mostra-se um garoto hiperativo, Jones (interpretado por Patrick Malone), o tecladista e identificado como um “Geek“, interessado em alta tecnologia, Stella (interpretada por Liane Curtis), violonista e única garota da banda/gangue e também namorada de Namrock (interpretado por Steven Ho), que é o baixista da banda e obcecado por artes marciais. 
Acusado de não possuir poder para controlar os alunos indisciplinados, o diretor, McGree (interpretado por Larry Linville) é substituído por uma diretora com mão de ferro, literalmente, visto que ostenta uma mão mecânica com garras ameaçadoras. Trata-se de “Vadar” (interpretada por Mary Worovov), que repetiu a sua participação do filme anterior, mas desta feita a carregar ainda mais na sua personagem ao torná-la ainda mais caricata. 
A insinuação em torno do personagem vilão do filme, “Star Wars” (“Guerra nas Estrelas”), Darth Vader, é total. Ela tem dois assistentes que são sádicos por natureza, mas a revelar-se patéticos em essência. Então, mediante a perseguição inevitável que a terrível diretora adota doravante para prejudicar os adolescentes, a reação é imediata com planos para mais sabotagens e também a elaborar um plano para desmoralizar Vadar e o seus principais apoiadores, quando a turma de Jesse forja situações para que tais pessoas sejam flagradas em situações completamente constrangedoras. 
 
Ao considerarmos os avanços da tecnologia, o engraçado hoje em dia é verificar o tamanho da câmera que usam para filmar as pessoas a cometer atos vergonhosos, detalhe bem mais divertido que as próprias piadas propostas pelo roteiro. Existem também os personagens, Tabatha (Brynn Horrocks) e The Witch (interpretada por Roberta Bassin, filha e mãe, ambas a apresentar-se como “bruxas”.

Bem, haverá o famoso “prom”, o tradicional baile de formatura e que mostra-se sempre tão icônico na cultura norte-americana. A ideia é não deixar a banda Eradicators ser o conjunto oficial da festa a fornecer a música ambiente. Porém, o tecladista da banda, que é um entusiasta da tecnologia, elabora uma artimanha e mediante um robô que inventou para discar alucinadamente para burlar uma votação via telefone, visa assim contornar a vigilância de Vadar para eliminar outras bandas pleiteantes e assim garantir a sua presença no palco da festa. Ou seja, de uma forma ingênua, mostrou como foi criado o monstro manipulador das ditas "fake news", que tantos estragos nos causa nos dias atuais de 2019*

Todavia, a banda, "Zillion Kisses", é escalada para tocar na festa e por conta disso, é claro que o pessoal do Eradicators, arquiteta um plano para sabotá-la e isso ocorre, com a banda assumir o baile e piora ainda, ao projetar no telão da festa, o filme apócrifo, no qual as pessoas que os perseguiam, são devidamente humilhadas mediante a exibição de suas vergonhas pessoais para a escola inteira tomar conhecimento, sob cenas constrangedoras em que foram flagradas. 

Em suma, uma comédia bem simplória, a conter uma resolução óbvia. Segue a cena final com a vilã, Vadar, completamente enlouquecida em sua obstinação de querer matar os alunos rebeldes e mesmo a se configurar como um desfecho supostamente em tom de terror, é encenada naquela prerrogativa usada nos filmes d’Os Trapalhões, para o leitor brasileiro se situar.

Sobra algo positivo nessa obra, enfim? Bem pouco, infelizmente, pois a despeito da intenção ter sido, assim como o filme de 1979, em prol do humor explícito, ao menos no primeiro filme a menção ao Rock foi mais incisiva. 

Desta feita, a rebeldia parece não ter tido conexão direta com o Rock e nem mesmo o fato da gangue central do filme, formada por adolescentes que seriam músicos e formavam uma banda, criou tal conexão, pois ao longo da película, o fato desses alunos serem membros de uma banda de Rock, não faz a menor diferença, pois poderiam ser patinadores, skatistas, dançarinos, esportistas, enfim, não há nenhum comprometimento Rocker, neste caso. 

O que existe é um pano de fundo a justificar a conexão com o filme anterior, sobretudo para fazer jus ao nome da obra, pois afinal de contas, seria o cúmulo que isso não ocorresse, mesmo de forma muito equivocada, como se configurou este filme.

Sobre a trilha sonora, a escolha foi bastante decepcionante. Artistas de segunda, quiçá terceira linha do Pop-Rock norte-americano da ocasião e uma inclusão apenas interessante, no caso, do The Ventures, a executar o tema do seriado de TV “Hawaii 5-0”, logicamente usado apenas para reforçar uma piada. De resto, ouve-se o som de Mister Mixi & Skinner Scotty, Will & The Bushman, Tackhead, The Pursuit of Hapinness, Jesus Jones e The Lunar Twins, entre outros. 

Com todo o respeito aos artistas elencados, a sua insipidez artística era notória até para a época (talvez com exceção do grupo, “The Pursuit of Hapiness”, que tinha uma veia Rocker, não posso negar e um pouco do "Jesus Jones"), portanto, mais um demérito para essa produção. Foi dirigido e escrito por Deborah Brock e lançado em 1991.

Como Rock Movie, na verdade este trabalho nem deveria ser considerado assim, na prática, mas como veio a reboque do filme de 1979, foi alojado na categoria, embora esteja muito mais para uma comédia adolescente como outra qualquer e para dizer a verdade, bem fraca. Passou bastante na grade da TV aberta, a alimentar a sessão da tarde e em canais de TV a cabo que exibem comédias em geral. Existe cópia em versão DVD e está disponível no YouTube. 
*Data na qual escrevi a resenha.
 
Esta resenha faz parte do livro: "Luz; Câmera & Rock'n' Roll", em seu volume II e está disponível para a leitura a partir da página 275.