quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Filme: Walk Hard (The Dewey Cox Story) - Por Luiz Domingues

Eis aqui o caso de uma comédia que foi escrita para satirizar o Rock como um todo, mas também a esbarrar em muitos itens análogos e que de forma alguma pode melindrar alguém, visto ser uma abordagem sadia e acima de tudo, muito divertida em sua concepção. Em “Walk Hard - The Dewey Cox Story”, é traçado um paralelo muito amplo da história do Rock, com bastante ênfase também na Folk Music, na Black Music e no Pop de uma maneira geral.

A ideia central a sustentar-se como mote é a clara inspiração velada na biografia do astro Country-Rock, o polêmico, Johnny Cash. Porém, o grande mérito dessa produção foi ter abraçado inúmeras outras referências do Rock e de outras escolas paralelas e sobretudo por ter amarrado tantas ideias com o elemento do realismo fantástico, para tornar cada menção, uma piada sensacional.
Bem, a história do tal Dewey, inicia-se com um produtor a procurá-lo pelos bastidores de um show de Rock mediante grande proporção. Dá-se a entender preliminarmente que Dewey Cox é um astro da música e daí, inicia-se o flashback para que o espectador conheça a sua trajetória, desde a sua infância. O filme recua então para 1946, em uma pequena cidade interiorana norte-americana, onde Dewey vive tranquilamente na companhia de seus pais e o irmão, em uma fazenda. 
Em meio a uma vida silvestre como camponeses, os irmãos gostam de brincar com espadas e em uma luta que travam, a brincadeira sai dos limites quando Dewey corta o irmão a partir do seu tronco. Ora, a abordagem fantástica já começa aí, pois o irmão é decepado ao meio, mas continua a conversar calmamente e ainda consegue ser conduzido a um hospital onde submete-se a uma cirurgia em termos absurdos a sugerir a completa abordagem nonsense. Mas apesar dessa insinuação bizarra, o garoto vem a falecer, para constar um mínimo de realismo, digamos assim.

Dewey fica traumatizado por ter matado o irmão e perde o olfato por conta do dano psicológico adquirido. A seguir, ele toma contato com músicos negros que tocam um blues rústico e o menino demonstra um talento surpreendente para absorver a música, ao tocar e cantar blues como se fosse um veterano adepto do gênero. O filme salta para 1953, e aí já entra em cena a figura do ator, John C. Reilly, para interpretá-lo na vida adulta (Conner Rayburn, interpretou Dewey na infância).

Só que existe mais um detalhe para reforçar a estranheza, visto que Dewey é retratado como um adolescente nessa fase, mas o ator, Reilly não aparenta ser jovem o suficiente para viver o personagem nessa idade e isso só amplifica a bizarrice. Ao fazer parte de uma banda infanto-juvenil, Dewey, atua com a sua banda e o repertório é baseado em baladas tipicamente pré-Rock’n Roll, bem inspiradas no cancioneiro Pop norte-americano antigo.
Há uma passagem interessante com um confronto religioso a questionar a música como um suposto agente demoníaco, o que também retrata muito da conturbação causada pelo Rock em seus primórdios, mas claro, tudo é retratado de uma forma hilária. Dewey tem problemas com a família, também por conta de estar a empolgar-se com a música do “diabo” e tem que sair de sua casa. 
Ele consegue um emprego como faxineiro em uma boate frequentada por uma clientela eminentemente formada por pessoas negras, e em certa ocasião onde o guitarrista da banda fixa da casa, quebra o braço, ele oferece-se para substituí-lo e certamente é ironizado por ser branco e presumidamente não conseguir tocar no mesmo nível, mas ele comprova, ao vivo, que é tão bom quanto ou ainda melhor e dessa forma, assume o posto e torna-se o destaque da banda. Nessa altura dos acontecimentos, ele está casado e tem uma filha pequena, mas rapidamente a sua prole aumenta.

É então que cria o que viria a ser um grande sucesso seu, a canção, “Walk Hard”. Três judeus ortodoxos o abordam para convidá-lo a gravar. São executivos de uma gravadora. Começa então o seu sucesso. Ele agora apresenta-se em shows compartilhados com astros cinquentistas. É mostrada uma cena onde na coxia de um teatro, aguarda o show de Elvis Presley, depois de Big Bopper e Buddy Holly, para depois chegar a sua vez. Ele fica apavorado, pois não sente-se seguro o suficiente para tocar depois de três astros dessa grandeza, mas quando ele chega ao palco, canta o seu sucesso, “Walk Hard” e o público responde com grande entusiasmo.

Piadas muito engraçadas permeiam todas as cenas, logicamente e a profusão é tão grande e bem ajustada, que a previsibilidade do roteiro não tem como incomodar o espectador. Por exemplo, a intervenção do seu baterista, Sam MacPherson (interpretado pelo famoso comediante da TV norte-americana, Tim Meadows), que oferece-lhe sempre um tipo de droga popular em cada época retratada e isso faz todo o sentido não somente para a época, mas pelas reações tresloucadas que o personagem de Dewey apresenta em cada situação.

A música passa a mudar, do Rock cinquentista básico a transitar pelo Rockabilly, ele mergulha em uma fase Country-Rock e aí fica ainda mais clara a inspiração em Johnny Cash. Mas a sua personalidade amalgama-se com a personalidade de diversos outros artistas. Nesse aspecto, o personagem de Dewey Cox assemelha-se muito com a figura de Zelig, do Woody Allen. Dewey Cox é na prática, um camaleão ambulante que retrata em si, a personalidade de diversos artistas ao longo da história, ou seja, isso por si só já faz valer muito a pena assistir o filme, para identificar em cada atitude ou mesmo através das canções executadas, sobre quem está a ser mencionado. 

Uma fase Folk-Rock advém e a menção à Bob Dylan é explícita, inclusive com direito à simulação total de sua voz e sobretudo pelo teor das letras em tom de paródias a imitar e satirizar o senhor Zimmerman.

Chega-se em 1966 e vem a Era Hippie, com Dewey a aparentar estar absorvido pela contracultura, todo psicodélico e a agir sob tais parâmetros. Jerry Garcia, o guitarrista do Grateful Dead (interpretado por Adam Herschman), é seu amigo e em uma viagem à Índia, Dewey faz uma sessão de meditação transcendental com a presença dos Beatles e mediante a ingestão de uma dose de LSD, ele obtém uma alucinação sensacional em que sente-se inserido no desenho animado, “Yellow Submarine”. 

Outra cena incrível é uma clara referência à figura de Brian Wilson (baixista do Beach Boys), quando Dewey comanda uma gravação grandiosa e completamente louca, a contar com a presença de uma orquestra sinfônica, misturada a uma banda de Rock e a conter inúmeros hippies muito loucos, animais e uma mulher japonesa em pleno trabalho de parto a berrar e nesse caso, uma clara alusão à figura de Yoko Ono. Dewey está alucinado nessa fase psicodélica e aí misturou-se o Johnny Cash com Jim Morrison e mais uma série de Rock Stars alucinados e personas óbvias nos anais da história do Rock. Inclusive, para reforçar a ideia em torno da referência mais proeminente em torno de Johnny Cash, na presença de uma amante que canta, trata por deixar bem clara a inspiração em June Carter (através da personagem fictícia, Darlene, interpretada por Jenna Fischer).  

Na metade dos anos 1970, Dewey acalma-se e não foi para menos após tanta confusão com a sua esposa, por conta da presença de uma amante praticamente oficial em sua vida e em relação ao uso & abuso das drogas. Ele apresenta então um programa na TV e embarca em uma nova onda musical, a Disco Music. 
A pasteurização do seu som é visível, inclusive com o grande sucesso, “Walk Hard”, devidamente banalizado. As suas apresentações na TV são ridículas com essa roupagem, como por exemplo a cantar e patinar mediante uma coreografia constrangedora. Ele envelhece e através de um delírio, algo aliás recorrente em todo o filme, visto que ele sempre conversava com a fantasmagórica figura de seu irmão morto na infância, eis que resolve conversar com o seu pai para acertar a rusga familiar e sob um duelo com espadas, repete o ato cometido na sua infância, ao cortar o próprio pai pela metade. E logicamente, tal fato mórbido é tratado de uma forma surreal.

Mais velho, percebe que pode dar um passo diferente na carreira e lidera uma banda familiar com a presença de seus muitos filhos como componentes e assim excursiona com um ônibus a la “The Family Partridge” (“A Família Dó-Ré-Mi”) e isso é explícito, na medida em que toca-se o tema musical de abertura desse seriado, em uma menção direta na cena em questão.
Mais envelhecido ainda, já no adentrar dos anos 2000, é abordado por um rapper de origem judaica que usara o seu velho sucesso, “Walk Hard” devidamente “sampleado” para transformá-lo em um “Hip Hop” que estoura nas paradas de sucesso. Então, ele é convidado para fazer uma apresentação especial em um evento grandioso, onde será homenageado pelo conjunto da sua obra. Ele reúne a sua velha banda, onde todos são idosos igualmente, e uma piada hilária segue a tradição do personagem do baterista, Sam, quando nesse momento da vida, ele oferece-lhe uma nova droga moderna, chamada... “Viagra”, muito útil para a faixa etária que ambos ostentam.

Esse é o momento que a junção com o início do filme completa-se, pois o produtor que o procura pelos bastidores, finalmente o encontre e o conduz ao palco, junto aos companheiros de banda. Nesse show, aparecem figuras reais da música, tais como Jackson Browne, Jewel, Ghostface Killah, Eddie Vedder, Lyle Lovett e The Temptations. 
O empresário de Dewey tem um ataque cardíaco fulminante na plateia, para em seguida desprender-se do corpo e ao tornar-se um “espírito”, continuar a assistir o show junto a outros espíritos ali presentes, incluso os familiares de Dewey. Dewey Cox e a sua banda formada pelos velhos companheiros, todos idosos, apresenta-se com grande sucesso e o filme encerra-se, no entanto, mais uma piada boa ocorre, quando, morbidez a parte, anuncia-se que ele morreu três minutos após o encerramento do show, enquanto ainda agradecia as palmas provenientes do público. Bem, frames com ele a sentir a dor do infarto ainda no palco, são acrescentadas para incrementar a piada sarcástica.

Em suma, um filme com bastante humor negro, em tese, mas que por incrível que pareça, não agride os fãs da música, tampouco os artistas mencionados e pelo contrário, passa uma ideia de retrospectiva da história do Rock, desde a raiz remota do Blues, como uma homenagem, praticamente. 
A própria ideia do cartaz promocional do filme, mostra a intenção, a retratar o personagem, Dewey Cox, a simular o famoso ensaio sensual que Jim Morrison estabeleceu como um marco em sua trajetória pessoal e na carreira do The Doors, mediante a sua foto com o dorso nu e os braços abertos a evocar a figura do “Homem Vitruviano”, desenhada por Leonardo Da Vinci.

Sobre a trilha sonora do filme, as canções apresentadas são boas, escritas em sua maioria pela dupla, Dan Berne e Mike Viola. Outros compositores colaboraram em menor escala. 
No elenco, além dos já citados e dos músicos reais inclusos, destaque para: Raymond J. Barry (como Pa Cox, o pai de Dewey), Margo Martindale (como Ma Cox, a mãe de Dewey), Chris Parnell (como Theo), Mat Besser (como Dave), Chipp Hormess e Jonah Hill (ambos como Nate Cox, o irmão de Dewey, criança e mais adolescente como espírito, respectivamente), Kristen Wiig (como a esposa de Dewey, Edith Cox), Jack Black (como Paul McCartney na cena da meditação de Dewey com os Beatles), e muitos outros atores, inclusive com a participação de veteranos astros da TV, casos de Cheryl Ladd, Patrick Duffy e  Morgan Fairchild, como eles mesmos.
Foi escrito por Judd Apatow e Jake Kasdan e dirigido por Jake Kasdan. Com muito boa direção de arte, elenco recheado por comediantes tarimbados e um texto bem escrito, o filme teve uma boa recepção por parte da crítica especializada, na medida em que a mídia entendeu a proposta do filme em criar uma biografia de um astro fictício, porém, toda alinhavada por referências reais, inspiradas em diversas personalidades da história do Rock. Não teve no entanto, um grande apelo popular, com uma recepção aquém das expectativas de seus produtores, na bilheteria. Foi lançado em dezembro de 2007, aliás, uma época incomum para o lançamento de um filme, no padrão norte-americano ou europeu, em pleno inverno.

Assim que saiu de cartaz no circuito das salas de cinema, foi lançado imediatamente em versão DVD e Blue-Ray e seguiu a cadeia natural ao adentrar a TV a cabo e na TV aberta, a seguir. Não é possível assisti-lo na íntegra através do YouTube, no entanto, em portais alternativos como o OK.RU e Dailymotion, isso é facilitado.
Enfim, trata-se de uma comédia boa, quase com o poder didático para cobrir a história do Rock e da música em geral, mediante boa trilha e piadas inteligentes, encenadas por um elenco formado por comediantes experientes, portanto, vale a pena assistir.
Esta resenha foi elaborada para constar no livro: "Luz; Câmera & Rock'n' Roll" e se apresenta em seu volume II, a partir da página 215.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

CD Bagunça/Pepe Bueno & Os Estranhos - Por Luiz Domingues

Banda já sedimentada no cenário do Rock Brasileiro desde meados dos anos 2010, Pepe Bueno & Os Estranhos segue a sua trajetória de sucesso, sempre liderada pelo baixista, cantor e compositor, Pepe Bueno, e cercado de músicos talentosos, a tratar a formação geral da banda como uma confraria móvel, ao estilo da “All Starr Band” de Ringo Starr.

E a identidade artística da banda segue firme em torno de uma proposta “vintage” na sua essência, a abranger diversas vertentes do Rock produzido nas décadas de sessenta e setenta, mas com a devida roupagem moderna no quesito da engenharia de áudio, naturalmente a mesclar a tecnologia de 2022, mas a preservar os timbres maravilhosos que nos acostumados a ouvir e adorar, típicos das melhores décadas da história do Rock.

Pepe Bueno em ação. Pepe Bueno & Os Estranhos. Click: Eduardo Luderer

E a banda vai além, pois também flerta com o Blues, e seus derivados correlatos, a conferir: Soul Music, R’n’B e Funk (o verdadeiro...), além de estar aberta para outras vertentes, ainda que mais sutilmente, como a MPB, Folk Music e o Jazz.

Este é o terceiro álbum d’Os Estranhos que eu tenho a oportunidade de preparar uma resenha a respeito e preliminarmente, já posso adiantar que o padrão de qualidade não apenas se mantém, mas sobe a cada obra, a dar a dimensão que a banda tem muito ainda a evoluir e entregar artisticamente.

Pepe Bueno em destaque. Pepe Bueno & Os Estranhos. Click: Eduardo Luderer

Sobre o áudio apresentado, assim como os trabalhos anteriores, o nível é o mesmo, amparado por um trabalho feito em alguns dos melhores estúdios do Brasil na atualidade, portanto, mediante tal aparato tecnológico e sobretudo pelo preparo dos técnicos que ali trabalham, é impossível que qualquer produção realizada em tais estabelecimentos, fique aquém. Portanto, esse apuro da parte da banda para gravar da melhor maneira possível já agrega e muito.

A respeito da parte gráfica do álbum, a banda manteve a sua disposição anterior para usar ilustrações com intenção nonsense, a evocar o surrealismo com bastante criatividade e bom gosto no meu entender, a se levar em conta de que eu aprecio tal escola estética.

Sobre as músicas propriamente ditas, predomina a produção autoral, no entanto, há também a inclusão de algumas releituras interessantes de canções consagradas, conforme eu citarei adiante.

E por falar no material musical...

Escute a música “Discou:

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=zna-ooGmPA8

Discou” como sugere o seu título bem-humorado, é uma incursão na Disco Music dos anos setenta, a se tratar de um tema instrumental, a utilizar a roupagem típica dessa variante do Funk setentista, com o objetivo deliberado de provocar a vontade irresistível da parte dos ouvintes para dançar, sem nenhuma outra preocupação em mente. Mas, na prática, esta faixa está muito mais para o Funk setentista, com ótima execução de todos os instrumentistas.

Escute a música “Baião Blues”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=VXi4IeQgyF0

Vem a segunda faixa, “Baião Blues” e novamente nos provoca a sensação de sentirmo-nos como se estivéssemos nos anos setenta, tanto pelo ecletismo artístico, quanto pela qualidade apresentada, pois eis que nos deparamos com um Baião-Rock muito interessante, a fazer uma junção feliz ao extremo.

Chico Suman e Pepe Bueno em destaque. Pepe Bueno & Os Estranhos. Click: Eduardo Luderer

O vozeirão de Xande Saraiva, sempre naquela predisposição Blues-Rock que o caracteriza em sua carreira vitoriosa a bordo do “Baranga”, aliado ao talento fortemente gabaritado do guitarrista, Chico Suman, se complementam a mesclar esses dois estilos do Baião e do Blues, tão incrivelmente próximos entre si, apesar de que na aparência superficial sejam considerados díspares, e assim nos faz recordar de artistas como Alceu Valença, Bendengó, Papa Poluição, Odair Cabeça de Poeta & Grupo Capote e outros tantos que brilharam nos anos setenta ao propor tal junção.

Escute a música “Bagunça”:

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=h44VXlVZSDU

Faixa título, “Bagunça” apresenta como destaque, a maravilhosa, Renata “Tata“ Martinelli, uma cantora que tem uma desenvoltura técnica e força de interpretação igual às grandes Divas do Rock, Blues, Soul Music e Jazz ou seja, ao contar com a sua voz, a música já ganha substância por antecipação. Entretanto, a música é muito boa ao agregar um excelente riff, apoio de metais muito descolados, teclados super setentistas & afins. E a sua letra ultra resumida se mostra criativa e assim, fica a impressão de que o recado curto foi preciso, ou seja, essa turma bagunçou tudo, de fato.

Escute a música “Agora eu Sei”:

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=HAjWuPyFaXs

Fernando Ceah e Renata "Tata" Martinelli em ação! Pepe Bueno & Os Estranhos. Click: Eduardo Luderer

Vem a porção mais delicada com muitas cordas bem tocadas, piano elétrico com a sua reverberação tão típica, ótimas intervenções de guitarra, linha de baixo bem criativa, com ótimo timbre e a contar com a voz límpida do grande cantor, compositor e poeta, Fernando Ceah, líder do “Vento Motivo” e apoio excelente da Renata “Tata“ Martinelli, isto é, a canção agrada em cheio pela sua candura no formato. “Agora eu Sei” é uma releitura rica da canção composta por Roberto Carlos.

Escute a música: “Caipira, Pira”:

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=jwF6zv-YWJ0

Eis que o Rock Rural dá as caras e com o mestre Cezar de Mercês na condução, a poesia é certa. Cordas acústicas passeiam pelo “pan” (ouça com headphone, fica a dica), e Cezar conta-nos uma história bonita. Advém uma parte Country-Rock deliciosa com direito a tudo o que gênero pede, a se valer de steel guitar, gaita, baixo & bateria nos “conformes” e tudo mais. Pois é assim que “Caipira Pira” se mostra em toda a sua singularidade e beleza natural.

Escute a música: Dentadura Postiza”:

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=KSwKcDXwww8

Fabian Famin e Pepe Bueno. Pepe Bueno & Os Estranhos. Click: Eduardo Luderer

Dentadura Postiza” é cantada em castellaño por Fabian Famin, um artista latino-americano sensacional, que integra o lendário “Raíces de América”, uma verdadeira instituição de toda a América Latina (e a se tratar de um super grupo Folk, na prática), e também a ótima banda de Rock brasileira/argentina, “Lomo Plateado”.

Trata-se de uma versão hispânica para “Dentadura Postiça”, clássico do repertório de Raul Seixas. Com uma instrumentação excelente, destaca-se o bom solo de guitarra, o órgão Hammond com um timbre leve e muito bonito, além das vozes privilegiadas do Fabian Famin e da Renata “Tata” Martinelli no apoio.

Escute a música “Nada Concreto”:

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=NupQJwhLt2M

Xando Zupo, com Junior Muelas (atrás na bateria) e Pepe Bueno ao vivo. Pepe Bueno & Os Estranhos; Click: Grace Lagôa

Nada Concreto” mostra a face mais pesada do disco, a garantir a fatia Hard-Rock do álbum. Novamente a contar com o ótimo Fabian Famin a cantar junto com Pepe Bueno, tem na guitarra de Xando Zupo, mais um trunfo, certamente ao produzir uma base sólida, ótimas intervenções ao longo da música e um criativo solo com bastante contundência.

Escute a música: Coração Devaneio:

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=aA93Dd1-Kg4

Pepe Bueno, com Ricardo Vignini e Xande Saraiva em ação ao vivo. Pepe Bueno & Os Kurandeiros. Click: Grace Lagôa

Coração Devaneio” tem também uma identidade Country-Rock muito agradável e conta com a participação Chico Suman, mais uma vez e do guitarrista/violeiro, Ricardo Vignini, um mestre das cordas genuinamente caipiras, ótimo no slide guitar e que se notabiliza no meio por unir de forma criativa a música de raiz ao Rock. Rodrigo Hid também participa da gravação e a voz sensacional de Xande Saraiva mostra a sua costumeira contundência. Mais um detalhe importante, a letra escrita por Xande, tem uma mensagem muito bonita a versar contra os preconceitos raciais.

Eu destaco o refrão que diz:

Minha música não é de branco/não é de preto/Música de um coração devaneio”.

Para encerrar, observo que sim, tais faixas contém um padrão de curta duração na média, mas todas estão na medida certa em que foram concebidas no sentido de dar o recado certeiro, assim eu as senti, particularmente.

Além do mais, o brilhantismo instrumental e vocal de todos os músicos envolvidos, que é patente, aliás, uma tradição mantida por essa banda, portanto, estão de parabéns por tal esforço.

Gravado nos estúdios Orra Meu Casa Estúdio 88 e Curumim, todos de São Paulo e Área 13 de São José do Rio Preto-SP

Técnicos de gravação: Gustavo Barcellos e Rafael Marigo (no Orra Meu Estúdios”, Gabriel Marini (no Casa Estúdio 88), Fernando Ceah (no Estúdio Curumim) e Alberto Sabella (no Área 13 Estúdios).

Mixado por Gabriel Martini, Alberto Sabella, Rafael Marigo e Ricardo Vignini

Masterizado por Renato Coppoli

Capa (Arte e Lay-out) por Sandro Saraiva

Para conhecer melhor o trabalho de Pepe Bueno & Os Estranhos, acesse:

Pepe Bueno: Baixo, violão, guitarra havaiana e voz)

Xande Saraiva: guitarra, violão e voz

Chico Suman: guitarra, violão e voz)

Pi Malandrino: guitarra

Rodrigo Hid: guitarra havaiana, teclados e voz)

Gabriel Martini: Bateria

Junior Muelas: Bateria

Alberto Sabella: Teclados

Músicos Convidados:

Ricardo Vignini: Viola e violão em “Coração Devaneio”

Cesar de Mercês: Voz e gaita “Caipira Pira”

Fabian Famin: Voz em “Nada Concreto” e “Dentadura Postiza”

Renata “Tata” Martineli – Voz em “Bagunça”, “Dientes Falsos” e “Agora eu sei”

Fernando Ceah: Voz em “Agora eu sei”

Xando Zupo: Guitarra e voz em “Nada Concreto”

Victor Hugo: Sopros em “Discou” e “Bagunça”

Marcello Schevano: Guitarra em “Discou”

Marcio Gonçalves: Guitarra em “Bagunça”

Vagner Nascimento: Guitarra em “Bagunça”

Diogo Oliveira: Guitarra em “Bagunça”

Produzido por Gabriel Martini e Pepe Bueno

Para conhecer melhor o trabalho de Pepe Bueno & Os Estranhos, acesse:

Facebook: 

https://www.facebook.com/PepeBuenoRock

YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UCLiZvRh_W-zauJ6KQug3oUg

Instagram de Pepe Bueno:

https://www.instagram.com/buenopepe/

Xande Saraiva

https://www.instagram.com/xandesaraivarocknroll

Chico Suman

https://www.instagram.com/chicosuman/

Rodrigo Hid

https://www.instagram.com/rodrigo.hid/

Gabriel Martini

https://www.instagram.com/martini.gabriel/

Junior Muelas

 https://www.instagram.com/juniormuelas/

Alberto Sabella

https://www.instagram.com/albertosabella/

Resenha sobre o CD “Eu, o Estranho” no Blog Luiz Domingues 1:

http://luiz-domingues.blogspot.com/2016/05/eu-o-estranho-pepe-bueno-por-luiz.html

Resenha sobre o CD “Preces & Tentações” no meu Blog 1:

http://luiz-domingues.blogspot.com/2019/09/cd-preces-e-tentacoes-pepe-bueno-os.html

Multi Link para escutar o álbum em diversas plataformas digitais : 

http://smarturl.it/pepebueno?fbclid=IwAR0MJuzbm5aV8YSeObPNb2gXt5S5a7XfE3pztQboWkgd9_v1Ki5TOWaLauk

Contato direto com Pepe Bueno via E-mail: 

peperockista@gmail.com 
Página de Pepe Bueno no Facebook:  

https://www.facebook.com/PepeBuenoRock 

Site oficial de Pepe Bueno: 

http://peperockista.wix.com/pepe