sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Kim Kehl & Os Kurandeiros - Dia 14 de setembro de 2013 - Sábado - 18:00 h. - Galeria Olido - São Paulo / SP


Kim Kehl & Os Kurandeiros

Dia 14 de setembro de 2013 

Sábado - 18:00 h.

Ao vivo na projeto Rock na Vitrine

Galeria Olido

Avenida São João, 473

Centro

São Paulo  /  SP

Na mesma tarde, se apresentam também : Edvaldo Santana e Blues Riders.


Kim Kehl & Os Kurandeiros :

Kim Kehl - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado - Bateria e Voz
Claudio Veiga - Teclados, Gaita e Voz 
Luiz Domingues - Baixo e Voz

Uma tarde/noite de muito Blues e Rock'n Roll !!


Entrada Gratuita !

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A Mais Secreta das Fórmulas - Por Luiz Domingues

Quando pensamos em segredos estratégicos e / ou espionagem, geralmente imaginamos sobre questões governamentais a envolver a geopolítica, e as suas implicações militares inerentes. Contudo, a espionagem industrial movimenta o mundo de uma forma tão ou mais contundente, ao ponto em requerer verdadeiros exércitos formados por profissionais, especialistas em segurança. 
Isso sem contar os milhões gastos em recursos jurídicos, para tentar ao máximo coibir os transtornos decorrentes de patentes a ser quebradas diariamente, mediante produtos que são copiados, sem nenhum pudor. No caso das fórmulas de produtos alimentícios (e farmacêuticos, incluso), todo o cuidado é pouco, e os industriais gastam milhões em dispositivos de segurança para tentar preservar as fórmulas que garante-lhes a exclusividade em produtos campeões de vendas.

Ao pensar nesses termos, entre inúmeros produtos tradicionalíssimos do mercado, é difícil não imaginar que um entre todos, seja o mais famoso, e claro, refiro-me ao refrigerante conhecido como : "Coca-Cola". Oficialmente, a fórmula do refrigerante foi atribuída a um farmacêutico norteamericano, chamado : John Pemberton. Isso ocorreu em 8 de maio de 1886, inicialmente registrado como um remédio e a contar com a posologia a indicar a atuação psicoativa no cérebro e sistema nervoso humano.
Somente em 1893, outro pesquisador norteamericano, Frank Mason Robinson, adaptou o remédio para o consumo como refrigerante, ao patenteá-lo e assim criar o seu histórico logotipo. Em franca expansão, a Coca-Cola tornou-se um produto com alcance mundial, até que em 1919, a fábrica foi vendida para o magnata, Ernest Woodruff, que tratou por guardar a fórmula no cofre do Guaranty Bank, de Nova York. 
Algum tempo depois, ele resolveu mudar de banco, quando a sua fórmula submeteu-se às sete chaves do banco SunTrust, de Atlanta, no estado da Georgia. Sedimentado como o refrigerante mais famoso e vendido do mundo, a preservação de sua fórmula tornou-se uma lenda, doravante. Inúmeros boatos espalharam-se, e dessa forma tratou por contaminar o imaginário popular. Boatos pró e contra o refresco, naturalmente... 
A questão em ser um refrigerante viciante, logicamente foi atribuído à existência dos elementos da cafeína e cocaína em sua fórmula. Claro, se há um fundamento técnico, e portanto, plausível em tal afirmativa, por outro lado, há por considerar-se que a existência de tais substâncias na fórmula, são evidentemente em escala ínfima, portanto, para prejudicar uma pessoa, seria preciso a ingestão de uma quantidade tão absurda do líquido, que nem o mais contumaz consumidor do mesmo, suportaria, e outra questão, seria mais provável que o consumidor morresse por afogamento... 
Em 2011, a fórmula foi parar em seu depósito definitivo, acredita-se, ao tratar-se do "World of Coca-Cola", um Museu particular da própria companhia, localizado na cidade de Atlanta. 
Outra lenda que corre solta, por décadas, é a de que ao contrário do famoso segredo de sua fórmula, motivado pelo medo de não ser copiado, a origem de tal formulação foi na verdade obtida mediante o uso de fórmulas alheias. 
Uma curiosa história nesse sentido, vem da Espanha, onde uma pequena fábrica artesanal, situada no vilarejo de Aielo de Malferit, na província de Valencia, contém o refrigerante : "Nuez de Kola-Coca", e segundo o seu atual dono, a fraca legislação de décadas atrás, no tocante à patentes, permitiu que os norteamericanos roubassem a sua fórmula, sem nenhuma dificuldade. 
Sob um segundo instante, em 1953, por temer uma contestação na justiça espanhola, os executivos da Coca-Cola procuraram a pequena fábrica de Aielo de Malferit, e mediante o pagamento de trinta mil pesetas, selaram um acordo, ao decretar a questão como encerrada.

Enfim, apesar de inúmeras especulações, a fórmula oficial da Coca-Cola permanece como o maior segredo industrial da história, apesar da polêmica publicação em um jornal de Atlanta, a mencionar a existência de uma anotação assinada por John Pemberton, em 1979, onde o suposto original manuscrito teria sido revelado, mas nunca admitido como fidedigno pela companhia.
Matéria publicada inicialmente no Blog Planet Polêmica, em 2013.

domingo, 8 de setembro de 2013

Pedra : Entrevista no Blog Toca do Shark e Citação no Jornal "O Estado de São Paulo" on line


Entrevista do Pedra ao Blog Toca do Shark !!

Leia e comente !!

http://tocadoshark.blogspot.com.br/2013/09/pedra-uma-banda-ser-conferida-e.html


Pedra citado nessa matéria do jornal "O Estado de São Paulo", versão on line :

http://blogs.estadao.com.br/combate_rock/o-rock-nacional-e-o-verdadeiro-vencedor-do-premio-multishow/

Confira !!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Pedra - Dia 8 de setembro de 2013 - Domingo - 21:00 H. - Café Piu-Piu - Rua 13 de maio, 134 - Bexiga - São Paulo / SP

Pedra

Dia 8 de setembro de 2013

Domingo  -  21:00 .

Café Piu-Piu

Rua 13 de maio, 134

Bexiga

São Paulo  -  SP

Pedra :

Xando Zupo - Guitarra e Voz
Rodrigo Hid - Guitarra, Teclados e Voz
Ivan Scartezini - Bateria e Voz
Luiz Domingues - Baixo e Voz

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O Legado de Charles Miller - Por Luiz Domingues

Muitos ingleses vieram ao Brasil nos últimos anos do século XIX, com um propósito : a construção da malha ferroviária no estado de São Paulo. Entre tantos engenheiros; técnicos e trabalhadores comuns, houve um funcionário da São Paulo Railway, chamado : John D'Silva Miller, cidadão escocês, que casou-se com uma moça brasileira, chamada, Carlota Fox, que era filha de ingleses aqui já estabelecidos. 
Dessa união, o casal gerou um filho, batizado como : Charles William Miller, que nasceu em São Paulo, no ano de 1874. Mandado pelos pais à Inglaterra, quando completou dez anos de idade para ser educado, estudou na cidade de Southampton. Lá, encantou-se com um esporte que popularizara-se rapidamente, derivado do Rugbi e que era baseado na condução de uma bola com os pés, com o objetivo em marcar tentos, ao fazer com que a bola em questão, entrasse em um espaço retangular e demarcado dentro de um campo gramado.

Ele aprendeu as regras e passou a praticar tal esporte, chamado pelos britânicos, como : "football", "chutar a bola", sob uma tradução livre. Charles Miller voltou ao Brasil e à sua cidade natal, São Paulo, ao trazer em sua bagagem, duas bolas; uniformes e chuteiras, tudo de segunda mão, e um livro com as regras do novo esporte. 
Entusiasmado com o jogo, Charles organizou times, ao ensinar as suas regras e os seus fundamentos para amigos brasileiros, e no dia 14 de abril de 1895, fez parte da primeira partida de futebol oficialmente registrada, realizada neste país. No campo da Várzea do Carmo, no bairro do Brás, em São Paulo, o time da São Paulo Railway venceu a equipe da São Paulo Gas Company, por 4 x 2, com Charles Miller a jogar pelo time da São Paulo Railway. 
A seguir, Miller fundou o São Paulo Athletic Club e também a primeira Liga de futebol da cidade, ao organizar os primeiros campeonatos, e anteceder portanto, a criação da federação paulista de futebol. Charles jogou regularmente até 1910, quando passou a atuar como árbitro e dirigente. 
Ele também foi um entusiasta de outros esportes. Incentivou muito o rugbi; o  críquete e o tênis, tendo inclusive sido um dos fundadores da Associação Paulista de Tênis. Charles foi casado com Antonieta Rudge, que foi uma das maiores pianistas de sua época. 
Ele veio a falecer em 1953, quando o futebol já era o maior esporte do Brasil, mas sem ver as grandes maiores glórias perpetradas pela seleção nacional, que viriam a seguir. A pergunta é : será que no mais louco de seus devaneios, Charles Miller poderia imaginar que quando voltou da Inglaterra, ao trazer consigo as bolas oficiais; uniformes; chuteiras e o livro de regras de um obscuro esporte, estava a iniciar uma mania irreversível ? É claro que não...

No entanto, a verdade é essa, Charles Miller trouxe para São Paulo, um jogo que ultrapassaria todas as fronteiras do esporte, simplesmente. O futebol tornou-se uma paixão nacional inquestionável e com o avançar dos tempos, um importante fator de produção de recursos, para movimentar milhões, literalmente. 
A praça que conduz ao portões principais do estádio Paulo Machado de Carvalho, o popular Pacaembu, em São Paulo, leva o nome de Charles Miller, muito merecidamente. Entretanto, convenhamos, devido à importância que o futebol assumiu para São Paulo e o Brasil, Charles Miller merecia muito mais reconhecimento.
Matéria publicada inicialmente no Site / Blog Orra Meu, em 2013.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Kim Kehl & Os Kurandeiros - Dia 4 de setembro - Quarta-Feira - Magnólia Villa Bar - Lapa - São Paulo / SP



Kim Kehl & Os Kurandeiros

Dia 4 de setembro de 2013

Quarta-Feira  -  21:30 h.

Magnólia Villa Bar

Quarta Blues

Rua Marco Aurélio, 884

Lapa

São Paulo  -  SP

KK & K :

Kim Kehl - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado - Vateria e Voz
Luiz Domingues - Baixo

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Um Talento na U.T.I. - Por Luiz Domingues


Houve uma época no Brasil, onde a poliomielite (a popular "paralisia infantil"), revelava-se epidêmica. Doença perigosa, que paralisa membros e tende a ser muito dura com as crianças, foi aos poucos a ser erradicada, graças aos esforços dos órgãos de saúde pública, ao promover ações de vacinação em massa. 
Infelizmente, alheio a esse esforço, um garoto chamado : Paulo Henrique Machado, não teve a sorte em escapar de tal flagelo. A sua mãe morreu apenas dois dias depois de seu nascimento e com um ano e meio, ele teve a infelicidade de contrair a doença. 
Dessa forma, Paulo foi internado no Hospital das Clínicas de São Paulo, pois além de ter perdido o movimento de pernas e braços, precisava de cuidados respiratórios, pois o seu pulmão também estava comprometido. Por isso, o pequeno Paulo permaneceu na U.T.I. do Hospital das Clínicas, pois não houve meios para que ele pudesse obter tais cuidados em sua residência. 
Crescer dentro de um ambiente de U.T.I., e ter assim sérias dificuldades de locomoção e respiração, não foi fácil para o pequeno, Paulo Henrique, todavia, o menino apresentava uma incomum disposição e alegria. Mesmo com as dificuldades inerentes às consequências da doença, Paulo não furtou-se em brincar e interagir com as demais crianças internadas e a sua inteligência desde sempre, revelou-se fora do comum. 
Uma de suas mais remotas lembranças, veio de uma TV em preto e branco, onde assistira com vívido interesse, a chegada do homem à Lua, em julho de 1969. Desse estopim remoto, nasceu o seu interesse pela tecnologia; literatura Sci-Fi e ciência em geral. 
O tempo pôs-se a passar e Paulo tornou-se adulto, mas a sua vida não mudou, ao necessitar dos cuidados terapêuticos do Hospital das Clínicas, que efetivamente estabeleceu-se como o seu Lar. Com a popularização da tecnologia, Paulo adaptou-se rapidamente ao uso da informática e dessa forma, tornou-se um Web designer muito eficiente. 
Ele ganhou seu primeiro PC, em 1994, mas tratara-se de um modelo rudimentar e limitado. Dessa maneira, ele mesmo tratou por montar um novo PC, sozinho, só a indicar as peças que visualizava para tal montagem. 
Hoje em dia, cada vez mais embrenhado nas possibilidades do mundo virtual, Paulo Henrique está com um projeto ambicioso. Pois ele está a criar uma animação em 3D, cujos personagens são deficientes físicos. 
Claro, Paulo precisa de recursos financeiros para tal empreitada e daí, fica a inevitável pergunta : será que os nossos governantes não poderiam fornecer uma ajuda para um projeto desses ? Não quero ser oportunista, mas acho um pouco injusto um talento como o de Paulo Henrique Machado permanecer obscurecido, enquanto bilhões de reais são gastos na construção / reforma de estádios de futebol para satisfazer o caderno de encargos de uma entidade perdulária como a Fifa. Aos que poderiam contra-argumentar no sentido de que um fator não tem nada a ver com a outro, eu pontuo a questão da falta de planejamento e nesse caso, a inexistência de prioridade para a cultura; educação e ciência. Para finalizar, Paulo Henrique Machado é mais um caso de talento desperdiçado e por ser assim, em uma época onde o povo clama por mudanças, entra fácil para o rol das novas prioridades de um Brasil diferente, e que precisa valorizar os seus melhores cérebros.
Publicado inicialmente no Blog Planet Polêmica, em 2013.