Este filme
entrou para o imaginário dos Rockers, Freaks & Hippies, mas sobretudo entre
os fãs do guitarrista norte-americano, Jimi Hendrix, como uma peça importante a
registrar um momento da história desse artista, do Rock e da contracultura, no
entanto, mesmo que haja em seu bojo, alguns pontos positivos, no cômputo geral
é uma obra que foi construída em torno de um improviso muito grande, a denotar
amadorismo sob o ponto de vista cinematográfico e igualmente por demonstrar muitos
equívocos no âmbito em torno de uma visão cultural mais ampla, ou melhor,
contracultural. Em certos aspectos, tal precariedade estrutural e sobretudo em
termos de um roteiro confuso (isso na melhor das hipóteses, pois na prática,
mais revela a ausência de um roteiro minimamente organizado), serviu como uma
espécie de "antipropaganda" do ideário hippie.
É possível até comparar-se com um
filme brasileiro em moldes semelhantes, chamado, “Geração Bendita”, se bem que
no caso da película tupiniquim, o nível apresentado (pasmem!), é muitíssimo
pior, e assim, não posso chegar a outra conclusão. E além do mais, “Geração
Bendita” não contém uma performance ao vivo de Jimi Hendrix, portanto,
precariedade à parte, “Rainbow Bridge” é muito melhor.
Bem, este
filme foi um tentativa livre de improvisar uma história muito simples, a
envolver apenas uma personagem solitária e através da sua percepção, traçar um
painel sobre o que envolvia o imaginário da juventude Hippie na América do Norte, capturado no momento de 1970.
Portanto, ao melhor estilo: “uma ideia na cabeça e um câmera na mão”, a
intenção foi essa, literalmente, em acompanhar a andança dessa moça, cuja
personagem nem mesmo recebeu um nome na ficção, interpretada por Pat Hartley. Registre-se
que não há nenhuma influência detectável em termos de Nouvelle Vague francesa
neste película, portanto, a citação que eu fiz a sugerir um estilo a la
Jean-Luc Godard, foi uma mera lembrança a esmo de minha parte.
Pat, a
protagonista, trabalha como uma modelo, supostamente, e que vive em Nova York,
mas está em San Diego, na Califórnia, apenas em trânsito, pois o seu objetivo é
sair dali para Maui, Havaí, onde deseja visitar um centro místico envolvido
com meditação e outras práticas místicas. É nesse aspecto que o filme tenta
justificar o seu mote, pois, tudo gira em torno das andanças dessa moça, a
mostrar as pessoas que ela encontra pelo caminho e também as situações onde
insere-se.
Nesses
termos, a garota encontra pelas ruas, muitos Hippies, Freaks e uma gama de
pessoas comuns que reagem com a esperada estupefação sobre tal movimentação da
parte de pessoas que propunham-se a adotar um tipo de modo de vida bastante
alternativo, muito diferente de seu espectro normal, ditado por valores
conservadores. Nesses termos, são muitas cenas a acompanhar a trajetória andança
dessa moça em meio a tal viagem que realiza, por diversos logradouros públicos,
onde ela passeia a bordo do transporte público e bastante a pé, para interagir
com uma indisfarçável alegria, que é mostrada em seu semblante.
Tal energia,
que é visível por emanar de sua pessoa, talvez seja a grande chave a explicar a
intenção dos produtores deste filme, ao resolver produzi-lo. Explico: pois foi
em torno dessa sutil euforia que estava impregnada no ar, que os responsáveis
por este filme possivelmente entusiasmaram-se em produzir tal obra, no afã de passar
ao público essa realidade que existiu naqueles últimos anos da década de
sessenta e início dos anos posteriores, a formar-se a década de setenta. Tal
tentativa para eternizar em celuloide tal modo de vida libertária da parte das
pessoas que realizaram de fato o “Drop Out”, foi certamente válido e nobre, eu
diria, enquanto empreendimento cultural para preservar fatos históricos,
portanto de inteiro interesse da humanidade, no sentido mais amplo e ousado dessa premissa.
No entanto, se a intenção do filme
foi ótima enquanto mote, na prática, por conta dos seus equívocos gerenciais, o
resultado deixou a desejar por muitos aspectos, e inclusive em seu aspecto mais
sutil ao desejar mostrar a euforia inerente ao movimento Hippie em prol em
propor-se um modo de vida alternativo, desassociado do grande sistema opressor
em torno da sociedade de consumo.
Nesses
termos, a personagem vê-se em meio a uma série de pessoas que nem sempre
mostram a tal euforia natural que impregnara-se no ar tal qual uma polinização,
e a concatenar a mesma percepção do movimento, e assim, o seu comportamento e
mentalidade trata por depor contra os nobres ideais filosóficos em torno dessas
ideias libertárias e assim, com o perdão pelo clichê, portam-se com
libertinagem, na busca efêmera pelos prazeres hedonistas.
Bem, esse foi um dos
deméritos a explicar a derrocada dos ideais, certamente, contudo, é patente
neste filme que a intenção não foi fazer esse contraponto, como se fosse uma
peça documental com cunho jornalístico a dar espaço para o contraditório. Neste
caso, é bem óbvio que tratou-se de uma filmagem feita em aberto, sem um roteiro
pré-estabelecido, portanto, apenas preocupado em seguir a personagem livremente
e capturar o que ocorresse ao seu redor.
É nessa
predisposição (em que pese a alegria estampada no rosto da moça, ao deparar-se
com todos os tipos de freaks), que as cenas mostradas contém falas desconexas
com citações esotéricas e ufológicas proferidas a esmo por muitos desses
participantes. Sim, tais tópicos eram ícones culturais importantes no espectro
de muitos hippies, mas como são mostrados, sem nenhuma seriedade ou
profundidade, apenas reforça os preconceitos todos estimulados pelos
detratores, ao jogar o movimento na vala comum em torno da ideia de ter sido
apenas formado por um grupamento de drogados a esmo.
Bem, nem
todas as falas foram tresloucadas, houve interessantes cenas a mostrar grupo
com freaks a praticar meditação e Tai Chi Chuan em meio a natureza e isso é
bastante salutar, assim como muitas cenas a exibir jovens a praticar esportes,
o surf em predomínio, afinal de contas, a natureza de Maui foi propícia, assim
como as caminhadas em meio a bosques, e em ambientes vulcânicos.
E o melhor
do filme ocorre, quando os jovens são mostrados a caminhar para uma ambientação
em campo aberto e ali vai ocorrer um show de Jimi Hendrix. Ora, que
sensacional, toda a precariedade em torno da ausência de uma história
consistente, haveria por ser redimida com tal apresentação. Todavia, isso não
cumpriu-se em cem por cento e eu comentarei a seguir.
É preciso
esclarecer de antemão, que o próprio, Hendrix, relutou bastante em participar
do filme. Consta que nessa época ele estava bastante incomodado com o rumo de
sua carreira e não animara-se nem um pouco com o projeto. A ideia inicial seria
contar com as músicas de Hendrix apenas para compor a trilha sonora, mas no
calor dos acontecimentos, a predisposição inicial evoluiu para que houvesse a
filmagem de um show ao vivo com ele, Jimi Hendrix (e a sua banda, “Experience”,
naturalmente), porém tudo foi muito nebuloso nessa produção, pois o improviso
para montar-se tal cena a simular um festival, foi total.
O que verifica na tela é
uma ambientação muito bonita em termos de natureza, isso é um fato, mas o palco
montado é simples ao extremo e pequeno para abrigar um show da dimensão de uma
estrela desse porte. E o equipamento disponibilizado, mostrou-se apenas
razoável, mas deu para cumprir o mínimo necessário. Antes da apresentação de
Jimi Hendrix, houve a performance de um trio Folk Rock, com um rapaz a tocar
violão e duas moças. Esse trio vocal não é mencionado na ficha técnica, mas o
seu som mostra-se bem agradável. Quase não há imagens dos três jovens freaks em
ação no palco, a não ser ao final da canção, muito rapidamente, portanto, o
áudio dessa performance apenas serve como “bg” para ilustrar as imagens das
pessoas a aproximar-se do local do show. Um grupo de adeptos da seita indiana,
“Hare Krishna” também comandou a entonação do mantra, “Aum”, alguns momentos
antes do show.
Sobre a
performance de Jimi Hendrix, a despeito de ser de fato a melhor parte de um
filme tão caótico, nem assim é algo para ser comemorado, exatamente. A
performance de Hendrix, a tocar com o grande baterista, Mitch Mitchell e o bom
baixista, Billy Cox, não é ruim, aliás, pode ser considerada boa. No entanto,
por falta de uma melhor estrutura profissional, alguns fatores pesaram muito
para tornar tal filmagem, precária: o fato cabal de ter sido uma apresentação
única, revelou-se uma temeridade, visto que qualquer falha que ocorresse, do
artista ou da equipe de filmagem, inviabilizaria o material de pronto, visto
que sem outras opções de filmagem, inexistiria a possibilidade para se montar as
melhores performances para cada música.
Além disso tudo, por uma questão de
economia, a filmagem desse show foi feita com a luz do dia, para economizar-se
com a questão da iluminação do show e também da filmagem em apoio, no entanto,
mesmo assim, o bom senso em uma filmagem, manda usar-se sim um equipamento de
iluminação adequado para a luz do dia, com rebatedores de luz; uso de filtros
especiais e tudo mais, portanto, a impressão que fica, é a de uma filmagem
amadora, ao estilo de uma filmagem caseira de um piquenique familiar com a
fotografia opaca por falta de melhores recursos.
Sobre a
performance de Hendrix, apesar dessa apresentação ter ocorrido no dia 30 de
julho de 1970, ou seja, menos de dois meses antes de seu falecimento, para quem
o viu ali no calor do show e da filmagem, e não o conhecesse pessoalmente, não
poderia imaginar que a sua saúde estava fragilizada por conta dos seus excessos
cometidos em relação ao consumo de drogas. No filme, ele parece em boa forma e
sua performance é muito boa, dentro da normalidade com a qual sempre atuou.
O mesmo
ocorre com os seus companheiros, com Mitch Mitchell sempre a apresentar-se
daquela forma exuberante e Billy Cox, embora fosse um bom músico, a mostrar-se
comedido em sua performance cênica, mas dentro da normalidade, visto que ele
nunca teve uma postura Rocker, exatamente. Na parte musical, o som do seu baixo Fender Jazz
Bass, soa muito bem, a deixar a impressão que ali no palco devia estar com peso
e timbre, incríveis, mas graças aos problemas verificados no áudio que foi
colocado no filme, a sonoridade não é das melhores.
Por conta
desses problemas técnicos apresentados, é uma grande pena, mas o show de Jimi
Hendrix só contém dezessete minutos de duração e pior ainda, com todas as
músicas cortadas na edição, pois foi a única solução encontrada para viabilizar
as imagens do show neste filme. Em suma, se toda a publicidade do filme foi
calculada para valorizar-se a presença de Jimi Hendrix como atração máxima,
desaponta assistir um show tão curto e totalmente picotado pela edição. Paciência,
foi o que ocorreu e dadas as circunstâncias dramáticas que ocorreram cerca de
cinquenta dias depois da filmagem ter sido feita, tornou-se um documento
importante da carreira de Jimi Hendrix e da história do Rock sessentista.
Outro dado a
desabonar esta obra, deu-se em relação à sua trilha sonora. Quando o LP saiu,
em cerca de outubro de 1971, Hendrix já havia nos deixado há mais de um ano
(ele falecera em setembro de 1970), e este álbum não contém a performance ao
vivo mostrada no filme, mas trata-se na verdade de uma coletânea montada com
performances de estúdio, gravadas como Jam-session em sessões ocorridas entre
1968 e 1970. Tais canções foram usadas como BG no filme, é bem verdade, mas
mesmo assim, a grosso modo tratou-se de uma picaretagem tremenda, em tese, da parte da gravadora.
A
despeito do embuste duplo, perpetrado por conta da gravadora e da produção do
filme, os fãs não reclamaram, pois ainda em meio à comoção recente causada pela
perda do astro, um disco com material gravado em estúdio e a revelar
jam-sessions tornou-se um adendo à discografia para os colecionadores. Mas que
fique bem claro, o disco com a trilha sonora do filme, não tem nada a ver com
as músicas tocadas ao vivo na película, ou seja, foi uma atitude tresloucada da
parte de quem autorizou essa falcatrua fonográfica.
Em sua
estreia no cinema, em outubro de 1971, a metragem do filme foi em torno de cento
e vinte e três minutos de duração. Quando o filme saiu em outras versões, foi
reduzido para um pouco além dos sessenta minutos. Há versões alternativas
portanto, que correm, como piratas no mercado, a conter metragens diferentes. A
diferença na metragem maior é que contém mais músicas do show de Hendrix, no
entanto, na mesma disposição em picotar-se as performances, a evitar exibir-se
as falhas. E mais cenas dispersas da personagem de Pat a interagir com toda a
sorte de malucos, no bom e mau sentido do termo, por todos os cantos.
Sobre as
canções de Hendrix, no show que aparece no filme, são executadas as músicas:
“Hey, Baby”, “In From The Storm”, “Foxy Lady”, “Hear My Train a Comin”, “Voodoo
Chile” (Slight Return), “Purple Haze” e “Star Splangled Banner”. Como material
usado como BG ao longo do filme, acrescenta-se: “Ezy Rider”, “Dolly Dagger”,
“Bleeding Heart”, “Pali Gap”, “Look Over Younder”, “Room Full of Mirrors”, ou
seja, o material oriundo de jam-sessions gravadas em estúdio, entre 1968 e
1970, com exceção da versão de “Hear Me a Train Coming”, não do filme, mas do
LP, que foi retirada de um show ao vivo gravado em maio de 1970, no teatro da
Universidade da Califórnia, Berkeley. Algumas fotos dessa performance ao vivo
em Maui para a filmagem do filme, foram usadas logo a seguir para ilustrar a
capa interna do LP “Cry of Love”, que Jimi Hendrix gravava em 1970, e que ele não
chegou a ver lançado, pois o disco somente saiu para a venda em março de 1971,
a mostrar-se póstumo.
Por falar nisso,
Jimi Hendrix não chegou a assistir o filme montado, igualmente, visto que veio
a falecer em 18 de setembro de 1970, e o filme apenas ficou pronto em meados de
1971, para ser lançado em outubro do referido ano. Por uma ironia do destino, esta
performance em Maui, foi o seu antepenúltimo show em vida, pois dessa data de
30 de julho de 1970, quando filmou o show para compor o filme “Rainbow Bridge”,
em diante, ele cumpriu mais um show na América e o derradeiro aconteceu no
festival da Ilha de Wight, na Inglaterra, poucos dias antes de passar mal e
falecer em Londres.
Ainda a
destacar-se, há o uso e abuso de lentes e filtros a buscar distorções e também a
visar proporcionar o estouro das cores, e assim potencializar o efeito
psicodélico de algumas cenas. Talvez seja essa pirotecnia cinematográfica a sua
ação em termos de maior acerto, visto que no cômputo geral, o filme mostra-se
extremamente pobre como peça cinematográfica. Ainda a falar sobre a ação,
destacam-se muitas ocorrências que soam até engraçadas, em face do seu caráter
bizarro, como por exemplo a presença de adeptos da ufologia que afirmam ser
venusianos, ou seja, seres oriundos do planeta Vênus, segundo acreditavam no
auge de seu delírio, mas tudo perfeitamente compreensível, se pensarmos no tipo
de substâncias alucinógenas bastante apreciadas por tais pessoas nessa ocasião.
Há a
observação da natureza, que é incrível, mas também exótica, principalmente no
tocante aos fortes ventos, um fenômeno normal naquela ilha do oceano Pacífico.
Tanto foi assim, que a personagem de Pat, é mostrada quase a flutuar em
determinadas cenas, quando na companhia de um freak, ambos lutam para não ser
carregados pela ventania. Isso também observa-se durante o show de Hendrix,
visto que os microfones usados estão revestidos com grossas camadas de espuma,
para tentar inibir os ruídos inerentes da ação do vento. O local que Pat visita
em Maui, chamou-se: Ocult Research Meditation Center, que na prática, fica
dúbio se realmente existiu ou foi inventado como uma fantasia para o filme,
pois não há registro oficial de sua existência nos dias atuais. Portanto, se
existiu na realidade, foi algo muito obscuro, ao ponto de não ter sido registrado oficialmente.
Há uma
crítica ao governo Nixon, embutida, mas sutil, quando em cenas rápidas, são
mostradas barracas a vender drogas e em uma delas exibe-se uma placa de
identificação onde lê-se: “Nixon Point”. E também em uma cena em San Diego,
quando Pat vê-se perto de um grupo de recrutas alistados pelo exército para
servir na guerra do Vietnã, a receber instruções duras da parte de um sargento
e ao invés de ouvir-se a sua voz de comando, escuta-se latidos. E mais uma
ocorrência truculenta, ocorre em uma abordagem policial bastante agressiva pela qual
Pat é submetida e em decorrência dessa arbitrariedade, ela é presa, mas logo a
seguir, vê-se a personagem a deixar as dependências da delegacia, sob a luz do
dia, a denotar que dormira no cárcere.
Fora disso, não tem mais nada em termos
de protestos, mas pelo contrário, apenas cenas a conter ações em torno de esportes em
meio à natureza e muitos rituais orientais em tom de espiritualidade, seja em
sessões coletivas de meditação, a entoar-se mantras ou com jovens freaks a
reunir-se na esperança de manter algum tipo de contato ufológico. Claro, a
personagem, Pat é vista na plateia a dançar durante a apresentação de Jimi
Hendrix, no entanto, ela não interage com o guitarrista ou com a sua banda, em
momento algum.
É óbvio que
a crítica conservadora atacou com todas as suas forças tal obra. Chega a ser
engraçado, no entanto, a beligerante verbalização cometida em alguns casos. Um
crítico afirmou: -“é um filme tão viciado, pseudomístico e a conter hippies
narcisistas, que a única esperança para salvá-lo do desastre total, foi inserir
Jimi Hendrix em seu bojo”. Ora, a despeito de todo o veneno conservador contido
em sua observação, eu não posso deixar de concordar com ele, sob uma análise
técnica e honesta. Um outro jornalista disse: -“uma peça a vomitar um ridículo
balbuciar sob a ação de ácido lisérgico, pseudomístico e descompromissado com
a verdade”. Infelizmente, preconceitos a parte, esse rapaz também não errou em
sua avaliação. Outro pegou ainda mais pesado, ao acusar o diretor do filme de
“explorar o cadáver de Jimi Hendrix para salvar o seu bolso”. E mais uma vez,
não posso achar que a opinião desse jornalista, tenha sido descabida.
Sobre mais
pessoas relacionadas como parte do elenco, creio que não valha a pena arrolar
tais nomes, pois tratou-se de pessoas comuns e não atores a participar e
principalmente pelo fato de que tais pessoas não atuaram, mas apenas interagiram
como pessoas comuns em um documentário ou em reportagens jornalísticas de rua. Roteiro
de Charles Bacis e neste caso, eu tenho curiosidade de ler o seu manuscrito com
tal roteiro em forma de rascunho ou a página datilografada, que passou a limpo
e que receio, não deve ter chegado à metade de uma folha sulfite, dada a insipidez do seu trabalho. Produção de
Michael Jeffery e Barry De Prendergast. Direção de Chuck Wein. Lançado em
outubro de 1971.
No cinema,
ficou restrito ao circuito de cineclubes e pequenas salas a exibir filmes
alternativos. Na TV aberta, as exibições foram poucas e escondidas em sessões
exibidas às madrugadas, ao estilo “Sessão Coruja”. Na TV a cabo, foi exibido apenas
muito sazonalmente, via mostras sobre Jimi Hendrix, algo muito específico. Saiu
em VHS e DVD e aí existe uma confusão, sobre qual versão, a super editada com
pouco mais de uma hora de duração ou a mais robusta, com cerca de cento e vinte
minutos. Na Internet, por incrível que pareça, é difícil achar-se tal peça em
uma versão na íntegra e gratuita. No YouTube, há fragmentos disponíveis,
apenas, portanto, o leitor interessado que ainda não assistiu, deverá gastar um
certo tempo para pesquisar em portais alternativos.
Esta resenha foi preparada para compor o livro: "Luz; Câmera & Rock'n' Roll" através do seu volume III e a sua leitura está disponibilizada a partir da página 419.






















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