segunda-feira, 15 de junho de 2026

Filme: Rainbow Bridge - Por Luiz Domingues

Este filme entrou para o imaginário dos Rockers, Freaks & Hippies, mas sobretudo entre os fãs do guitarrista norte-americano, Jimi Hendrix, como uma peça importante a registrar um momento da história desse artista, do Rock e da contracultura, no entanto, mesmo que haja em seu bojo, alguns pontos positivos, no cômputo geral é uma obra que foi construída em torno de um improviso muito grande, a denotar amadorismo sob o ponto de vista cinematográfico e igualmente por demonstrar muitos equívocos no âmbito em torno de uma visão cultural mais ampla, ou melhor, contracultural. Em certos aspectos, tal precariedade estrutural e sobretudo em termos de um roteiro confuso (isso na melhor das hipóteses, pois na prática, mais revela a ausência de um roteiro minimamente organizado), serviu como uma espécie de "antipropaganda" do ideário hippie. 
É possível até comparar-se com um filme brasileiro em moldes semelhantes, chamado, “Geração Bendita”, se bem que no caso da película tupiniquim, o nível apresentado (pasmem!), é muitíssimo pior, e assim, não posso chegar a outra conclusão. E além do mais, “Geração Bendita” não contém uma performance ao vivo de Jimi Hendrix, portanto, precariedade à parte, “Rainbow Bridge” é muito melhor. 
Bem, este filme foi um tentativa livre de improvisar uma história muito simples, a envolver apenas uma personagem solitária e através da sua percepção, traçar um painel sobre o que envolvia o imaginário da juventude Hippie na América do Norte, capturado no momento de 1970. 
Portanto, ao melhor estilo: “uma ideia na cabeça e um câmera na mão”, a intenção foi essa, literalmente, em acompanhar a andança dessa moça, cuja personagem nem mesmo recebeu um nome na ficção, interpretada por Pat Hartley. Registre-se que não há nenhuma influência detectável em termos de Nouvelle Vague francesa neste película, portanto, a citação que eu fiz a sugerir um estilo a la Jean-Luc Godard, foi uma mera lembrança a esmo de minha parte. 
Pat, a protagonista, trabalha como uma modelo, supostamente, e que vive em Nova York, mas está em San Diego, na Califórnia, apenas em trânsito, pois o seu objetivo é sair dali para Maui, Havaí, onde deseja visitar um centro místico envolvido com meditação e outras práticas místicas. É nesse aspecto que o filme tenta justificar o seu mote, pois, tudo gira em torno das andanças dessa moça, a mostrar as pessoas que ela encontra pelo caminho e também as situações onde insere-se. 
 
Nesses termos, a garota encontra pelas ruas, muitos Hippies, Freaks e uma gama de pessoas comuns que reagem com a esperada estupefação sobre tal movimentação da parte de pessoas que propunham-se a adotar um tipo de modo de vida bastante alternativo, muito diferente de seu espectro normal, ditado por valores conservadores. Nesses termos, são muitas cenas a acompanhar a trajetória andança dessa moça em meio a tal viagem que realiza, por diversos logradouros públicos, onde ela passeia a bordo do transporte público e bastante a pé, para interagir com uma indisfarçável alegria, que é mostrada em seu semblante. 
Tal energia, que é visível por emanar de sua pessoa, talvez seja a grande chave a explicar a intenção dos produtores deste filme, ao resolver produzi-lo. Explico: pois foi em torno dessa sutil euforia que estava impregnada no ar, que os responsáveis por este filme possivelmente entusiasmaram-se em produzir tal obra, no afã de passar ao público essa realidade que existiu naqueles últimos anos da década de sessenta e início dos anos posteriores, a formar-se a década de setenta. Tal tentativa para eternizar em celuloide tal modo de vida libertária da parte das pessoas que realizaram de fato o “Drop Out”, foi certamente válido e nobre, eu diria, enquanto empreendimento cultural para preservar fatos históricos, portanto de inteiro interesse da humanidade, no sentido mais amplo e ousado dessa premissa. 
 
No entanto, se a intenção do filme foi ótima enquanto mote, na prática, por conta dos seus equívocos gerenciais, o resultado deixou a desejar por muitos aspectos, e inclusive em seu aspecto mais sutil ao desejar mostrar a euforia inerente ao movimento Hippie em prol em propor-se um modo de vida alternativo, desassociado do grande sistema opressor em torno da sociedade de consumo. 
Nesses termos, a personagem vê-se em meio a uma série de pessoas que nem sempre mostram a tal euforia natural que impregnara-se no ar tal qual uma polinização, e a concatenar a mesma percepção do movimento, e assim, o seu comportamento e mentalidade trata por depor contra os nobres ideais filosóficos em torno dessas ideias libertárias e assim, com o perdão pelo clichê, portam-se com libertinagem, na busca efêmera pelos prazeres hedonistas. 
 
Bem, esse foi um dos deméritos a explicar a derrocada dos ideais, certamente, contudo, é patente neste filme que a intenção não foi fazer esse contraponto, como se fosse uma peça documental com cunho jornalístico a dar espaço para o contraditório. Neste caso, é bem óbvio que tratou-se de uma filmagem feita em aberto, sem um roteiro pré-estabelecido, portanto, apenas preocupado em seguir a personagem livremente e capturar o que ocorresse ao seu redor.
É nessa predisposição (em que pese a alegria estampada no rosto da moça, ao deparar-se com todos os tipos de freaks), que as cenas mostradas contém falas desconexas com citações esotéricas e ufológicas proferidas a esmo por muitos desses participantes. Sim, tais tópicos eram ícones culturais importantes no espectro de muitos hippies, mas como são mostrados, sem nenhuma seriedade ou profundidade, apenas reforça os preconceitos todos estimulados pelos detratores, ao jogar o movimento na vala comum em torno da ideia de ter sido apenas formado por um grupamento de drogados a esmo. 
Bem, nem todas as falas foram tresloucadas, houve interessantes cenas a mostrar grupo com freaks a praticar meditação e Tai Chi Chuan em meio a natureza e isso é bastante salutar, assim como muitas cenas a exibir jovens a praticar esportes, o surf em predomínio, afinal de contas, a natureza de Maui foi propícia, assim como as caminhadas em meio a bosques, e em ambientes vulcânicos.
E o melhor do filme ocorre, quando os jovens são mostrados a caminhar para uma ambientação em campo aberto e ali vai ocorrer um show de Jimi Hendrix. Ora, que sensacional, toda a precariedade em torno da ausência de uma história consistente, haveria por ser redimida com tal apresentação. Todavia, isso não cumpriu-se em cem por cento e eu comentarei a seguir.
 
É preciso esclarecer de antemão, que o próprio, Hendrix, relutou bastante em participar do filme. Consta que nessa época ele estava bastante incomodado com o rumo de sua carreira e não animara-se nem um pouco com o projeto. A ideia inicial seria contar com as músicas de Hendrix apenas para compor a trilha sonora, mas no calor dos acontecimentos, a predisposição inicial evoluiu para que houvesse a filmagem de um show ao vivo com ele, Jimi Hendrix (e a sua banda, “Experience”, naturalmente), porém tudo foi muito nebuloso nessa produção, pois o improviso para montar-se tal cena a simular um festival, foi total. 
 
O que verifica na tela é uma ambientação muito bonita em termos de natureza, isso é um fato, mas o palco montado é simples ao extremo e pequeno para abrigar um show da dimensão de uma estrela desse porte. E o equipamento disponibilizado, mostrou-se apenas razoável, mas deu para cumprir o mínimo necessário. Antes da apresentação de Jimi Hendrix, houve a performance de um trio Folk Rock, com um rapaz a tocar violão e duas moças. Esse trio vocal não é mencionado na ficha técnica, mas o seu som mostra-se bem agradável. Quase não há imagens dos três jovens freaks em ação no palco, a não ser ao final da canção, muito rapidamente, portanto, o áudio dessa performance apenas serve como “bg” para ilustrar as imagens das pessoas a aproximar-se do local do show. Um grupo de adeptos da seita indiana, “Hare Krishna” também comandou a entonação do mantra, “Aum”, alguns momentos antes do show.
Sobre a performance de Jimi Hendrix, a despeito de ser de fato a melhor parte de um filme tão caótico, nem assim é algo para ser comemorado, exatamente. A performance de Hendrix, a tocar com o grande baterista, Mitch Mitchell e o bom baixista, Billy Cox, não é ruim, aliás, pode ser considerada boa. No entanto, por falta de uma melhor estrutura profissional, alguns fatores pesaram muito para tornar tal filmagem, precária: o fato cabal de ter sido uma apresentação única, revelou-se uma temeridade, visto que qualquer falha que ocorresse, do artista ou da equipe de filmagem, inviabilizaria o material de pronto, visto que sem outras opções de filmagem, inexistiria a possibilidade para se montar as melhores performances para cada música. 
Além disso tudo, por uma questão de economia, a filmagem desse show foi feita com a luz do dia, para economizar-se com a questão da iluminação do show e também da filmagem em apoio, no entanto, mesmo assim, o bom senso em uma filmagem, manda usar-se sim um equipamento de iluminação adequado para a luz do dia, com rebatedores de luz; uso de filtros especiais e tudo mais, portanto, a impressão que fica, é a de uma filmagem amadora, ao estilo de uma filmagem caseira de um piquenique familiar com a fotografia opaca por falta de melhores recursos.    
 
Sobre a performance de Hendrix, apesar dessa apresentação ter ocorrido no dia 30 de julho de 1970, ou seja, menos de dois meses antes de seu falecimento, para quem o viu ali no calor do show e da filmagem, e não o conhecesse pessoalmente, não poderia imaginar que a sua saúde estava fragilizada por conta dos seus excessos cometidos em relação ao consumo de drogas. No filme, ele parece em boa forma e sua performance é muito boa, dentro da normalidade com a qual sempre atuou.
O mesmo ocorre com os seus companheiros, com Mitch Mitchell sempre a apresentar-se daquela forma exuberante e Billy Cox, embora fosse um bom músico, a mostrar-se comedido em sua performance cênica, mas dentro da normalidade, visto que ele nunca teve uma postura Rocker, exatamente. Na parte musical, o som do seu baixo Fender Jazz Bass, soa muito bem, a deixar a impressão que ali no palco devia estar com peso e timbre, incríveis, mas graças aos problemas verificados no áudio que foi colocado no filme, a sonoridade não é das melhores.
Por conta desses problemas técnicos apresentados, é uma grande pena, mas o show de Jimi Hendrix só contém dezessete minutos de duração e pior ainda, com todas as músicas cortadas na edição, pois foi a única solução encontrada para viabilizar as imagens do show neste filme. Em suma, se toda a publicidade do filme foi calculada para valorizar-se a presença de Jimi Hendrix como atração máxima, desaponta assistir um show tão curto e totalmente picotado pela edição. Paciência, foi o que ocorreu e dadas as circunstâncias dramáticas que ocorreram cerca de cinquenta dias depois da filmagem ter sido feita, tornou-se um documento importante da carreira de Jimi Hendrix e da história do Rock sessentista.
Outro dado a desabonar esta obra, deu-se em relação à sua trilha sonora. Quando o LP saiu, em cerca de outubro de 1971, Hendrix já havia nos deixado há mais de um ano (ele falecera em setembro de 1970), e este álbum não contém a performance ao vivo mostrada no filme, mas trata-se na verdade de uma coletânea montada com performances de estúdio, gravadas como Jam-session em sessões ocorridas entre 1968 e 1970. Tais canções foram usadas como BG no filme, é bem verdade, mas mesmo assim, a grosso modo tratou-se de uma picaretagem tremenda, em tese, da parte da gravadora. 
 
A despeito do embuste duplo, perpetrado por conta da gravadora e da produção do filme, os fãs não reclamaram, pois ainda em meio à comoção recente causada pela perda do astro, um disco com material gravado em estúdio e a revelar jam-sessions tornou-se um adendo à discografia para os colecionadores. Mas que fique bem claro, o disco com a trilha sonora do filme, não tem nada a ver com as músicas tocadas ao vivo na película, ou seja, foi uma atitude tresloucada da parte de quem autorizou essa falcatrua fonográfica.
 
Em sua estreia no cinema, em outubro de 1971, a metragem do filme foi em torno de cento e vinte e três minutos de duração. Quando o filme saiu em outras versões, foi reduzido para um pouco além dos sessenta minutos. Há versões alternativas portanto, que correm, como piratas no mercado, a conter metragens diferentes. A diferença na metragem maior é que contém mais músicas do show de Hendrix, no entanto, na mesma disposição em picotar-se as performances, a evitar exibir-se as falhas. E mais cenas dispersas da personagem de Pat a interagir com toda a sorte de malucos, no bom e mau sentido do termo, por todos os cantos.
Sobre as canções de Hendrix, no show que aparece no filme, são executadas as músicas: “Hey, Baby”, “In From The Storm”, “Foxy Lady”, “Hear My Train a Comin”, “Voodoo Chile” (Slight Return), “Purple Haze” e “Star Splangled Banner”. Como material usado como BG ao longo do filme, acrescenta-se: “Ezy Rider”, “Dolly Dagger”, “Bleeding Heart”, “Pali Gap”, “Look Over Younder”, “Room Full of Mirrors”, ou seja, o material oriundo de jam-sessions gravadas em estúdio, entre 1968 e 1970, com exceção da versão de “Hear Me a Train Coming”, não do filme, mas do LP, que foi retirada de um show ao vivo gravado em maio de 1970, no teatro da Universidade da Califórnia, Berkeley. Algumas fotos dessa performance ao vivo em Maui para a filmagem do filme, foram usadas logo a seguir para ilustrar a capa interna do LP “Cry of Love”, que Jimi Hendrix gravava em 1970, e que ele não chegou a ver lançado, pois o disco somente saiu para a venda em março de 1971, a mostrar-se póstumo.
 
Por falar nisso, Jimi Hendrix não chegou a assistir o filme montado, igualmente, visto que veio a falecer em 18 de setembro de 1970, e o filme apenas ficou pronto em meados de 1971, para ser lançado em outubro do referido ano. Por uma ironia do destino, esta performance em Maui, foi o seu antepenúltimo show em vida, pois dessa data de 30 de julho de 1970, quando filmou o show para compor o filme “Rainbow Bridge”, em diante, ele cumpriu mais um show na América e o derradeiro aconteceu no festival da Ilha de Wight, na Inglaterra, poucos dias antes de passar mal e falecer em Londres.
Ainda a destacar-se, há o uso e abuso de lentes e filtros a buscar distorções e também a visar proporcionar o estouro das cores, e assim potencializar o efeito psicodélico de algumas cenas. Talvez seja essa pirotecnia cinematográfica a sua ação em termos de maior acerto, visto que no cômputo geral, o filme mostra-se extremamente pobre como peça cinematográfica. Ainda a falar sobre a ação, destacam-se muitas ocorrências que soam até engraçadas, em face do seu caráter bizarro, como por exemplo a presença de adeptos da ufologia que afirmam ser venusianos, ou seja, seres oriundos do planeta Vênus, segundo acreditavam no auge de seu delírio, mas tudo perfeitamente compreensível, se pensarmos no tipo de substâncias alucinógenas bastante apreciadas por tais pessoas nessa ocasião.
Há a observação da natureza, que é incrível, mas também exótica, principalmente no tocante aos fortes ventos, um fenômeno normal naquela ilha do oceano Pacífico. Tanto foi assim, que a personagem de Pat, é mostrada quase a flutuar em determinadas cenas, quando na companhia de um freak, ambos lutam para não ser carregados pela ventania. Isso também observa-se durante o show de Hendrix, visto que os microfones usados estão revestidos com grossas camadas de espuma, para tentar inibir os ruídos inerentes da ação do vento. O local que Pat visita em Maui, chamou-se: Ocult Research Meditation Center, que na prática, fica dúbio se realmente existiu ou foi inventado como uma fantasia para o filme, pois não há registro oficial de sua existência nos dias atuais. Portanto, se existiu na realidade, foi algo muito obscuro, ao ponto de não ter sido registrado oficialmente.
 
Há uma crítica ao governo Nixon, embutida, mas sutil, quando em cenas rápidas, são mostradas barracas a vender drogas e em uma delas exibe-se uma placa de identificação onde lê-se: “Nixon Point”. E também em uma cena em San Diego, quando Pat vê-se perto de um grupo de recrutas alistados pelo exército para servir na guerra do Vietnã, a receber instruções duras da parte de um sargento e ao invés de ouvir-se a sua voz de comando, escuta-se latidos. E mais uma ocorrência truculenta, ocorre em uma abordagem policial bastante agressiva pela qual Pat é submetida e em decorrência dessa arbitrariedade, ela é presa, mas logo a seguir, vê-se a personagem a deixar as dependências da delegacia, sob a luz do dia, a denotar que dormira no cárcere. 
Fora disso, não tem mais nada em termos de protestos, mas pelo contrário, apenas cenas a conter ações em torno de esportes em meio à natureza e muitos rituais orientais em tom de espiritualidade, seja em sessões coletivas de meditação, a entoar-se mantras ou com jovens freaks a reunir-se na esperança de manter algum tipo de contato ufológico. Claro, a personagem, Pat é vista na plateia a dançar durante a apresentação de Jimi Hendrix, no entanto, ela não interage com o guitarrista ou com a sua banda, em momento algum.
 
É óbvio que a crítica conservadora atacou com todas as suas forças tal obra. Chega a ser engraçado, no entanto, a beligerante verbalização cometida em alguns casos. Um crítico afirmou: -“é um filme tão viciado, pseudomístico e a conter hippies narcisistas, que a única esperança para salvá-lo do desastre total, foi inserir Jimi Hendrix em seu bojo”. Ora, a despeito de todo o veneno conservador contido em sua observação, eu não posso deixar de concordar com ele, sob uma análise técnica e honesta. Um outro jornalista disse: -“uma peça a vomitar um ridículo balbuciar sob a ação de ácido lisérgico, pseudomístico e descompromissado com a verdade”. Infelizmente, preconceitos a parte, esse rapaz também não errou em sua avaliação. Outro pegou ainda mais pesado, ao acusar o diretor do filme de “explorar o cadáver de Jimi Hendrix para salvar o seu bolso”. E mais uma vez, não posso achar que a opinião desse jornalista, tenha sido descabida.
Sobre mais pessoas relacionadas como parte do elenco, creio que não valha a pena arrolar tais nomes, pois tratou-se de pessoas comuns e não atores a participar e principalmente pelo fato de que tais pessoas não atuaram, mas apenas interagiram como pessoas comuns em um documentário ou em reportagens jornalísticas de rua. Roteiro de Charles Bacis e neste caso, eu tenho curiosidade de ler o seu manuscrito com tal roteiro em forma de rascunho ou a página datilografada, que passou a limpo e que receio, não deve ter chegado à metade de uma folha sulfite, dada a insipidez do seu trabalho. Produção de Michael Jeffery e Barry De Prendergast. Direção de Chuck Wein. Lançado em outubro de 1971.
No cinema, ficou restrito ao circuito de cineclubes e pequenas salas a exibir filmes alternativos. Na TV aberta, as exibições foram poucas e escondidas em sessões exibidas às madrugadas, ao estilo “Sessão Coruja”. Na TV a cabo, foi exibido apenas muito sazonalmente, via mostras sobre Jimi Hendrix, algo muito específico. Saiu em VHS e DVD e aí existe uma confusão, sobre qual versão, a super editada com pouco mais de uma hora de duração ou a mais robusta, com cerca de cento e vinte minutos. Na Internet, por incrível que pareça, é difícil achar-se tal peça em uma versão na íntegra e gratuita. No YouTube, há fragmentos disponíveis, apenas, portanto, o leitor interessado que ainda não assistiu, deverá gastar um certo tempo para pesquisar em portais alternativos. 
 
Esta resenha foi preparada para compor o livro: "Luz; Câmera & Rock'n' Roll" através do seu volume III e a sua leitura está disponibilizada a partir da página 419.

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