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segunda-feira, 15 de abril de 2024

CD: Travel to the Northern Lands (Live in USA)/Stringbreaker & The Stuffbreakers - Por Luiz Domingues

Banda vigorosa e da qual eu já tive o prazer de resenhar três álbuns de estúdio anteriores lançados por ela, eis que chegou às minhas mãos um trabalho ao vivo do "Stringbreaker and the Stuffbreakers", gravado em meio a uma longa turnê cumprida nos Estados Unidos, através de muitas cidades dos estados de Ohio, New Jersey e também em Nova York, durante o mês de agosto de 2019.

Somente pelo fato de uma banda brasileira de Rock, versada por tradições setentistas e a adotar a linha instrumental como forma de expressão, ter feito uma turnê tão bacana, já seria um feito e tanto, mas conhecedor do trabalho dessa banda e sobretudo por ser um admirador confesso de sua forma exuberante, eu tinha certeza de que representaria muito bem o nosso Rock tupiniquim por lá e não haveria nenhuma hipótese de haver qualquer disposição em contrário.

Bingo...ao escutar o álbum, a constatação óbvia para a minha percepção pessoal não apenas se confirmou, como trouxe acréscimo, no sentido de que a performance da banda ao vivo contém o elemento da adrenalina que sai por todos os poros de qualquer alto falante que o ouvinte usar para degustar tal trabalho.

Mediante aquele clima de disco ao vivo, esse registro mantém a certeira carga de andamento de cada canção a fazer uso de um pouco mais de aceleração, o que é sensacional para qualquer disco ao vivo que se preze, ou seja, a imprimir a devida dose de adrenalina do fator "ao vivo" na performance e o trio solta a mão com uma garra incrível, a lembrar os bons tempos de Beck; Bogert & Appice e Cream, só para citar dois exemplos dentre os grandes, que detinham na performance ao vivo o seu maior trunfo e certamente que o Stringbreaker & the Stuffbreakers segue essa cartilha com grande desenvoltura.

Sobre o áudio, ele é excelente no sentido de que foi capturado através de um sinal "LR" sem maiores requintes na captura inicial, portanto, soa como um "bootleg", porém, o tratamento de pré-produção que recebeu foi sensacional, no sentido de garantir haver um padrão excelente ao se considerar essa circunstância especial da sua captura inicial de gravação. Mais do que isso, dá para ouvir tudo com ótima percepção dos timbres dos instrumentos, portanto, é aquele tipo de "bootleg" de luxo como se diz entre os colecionadores.

Fica sim aquela sensação de reverber de grande amplitude em alguns momentos, e os cortes bem justos entre algumas faixas denota que a mixagem teve que operar verdadeiros "milagres" como trabalho de pós-produção para coibir ruídos indesejáveis e afins, e por isso também merece os parabéns pelo esmero.

Sobre a capa do disco, "Travel to the Northern Lands" (Live in USA), gostei muito da sua boa ideia elaborada ao mostrar a águia, símbolo daquela nação a voar com a sua bandeira ao fundo e em seu bico a carregar um detalhe contido na ilustração da gravata que segura um tijolo, ou seja, desenho que simboliza o álbum: "Brick in a Tie" lançado pela banda em 2019.

Abro parêntese para convidar os leitores para que leiam também as resenhas sobre alguns dos álbuns anteriores lançados pelo Stringbreaker & the Stuffbreakers que eu preparei e publiquei no meu Blog 1:

Sobre o primeiro disco, homônimo:
http://luiz-domingues.blogspot.com/2015/07/stringbreaker-and-stuffbreakers-por.html

Sobre o CD Rebreaker
http://luiz-domingues.blogspot.com/2018/11/cd-rebreaker-stringbreaker.html

Sobre o CD Brick in a Tie:
http://luiz-domingues.blogspot.com/2019/05/cd-brick-in-tie-stringbreaker.html

A respeito das canções apresentadas no disco, como já tive a oportunidade de analisar quase todas ao longo de resenhas anteriores pelo fato de tais peças constarem nos álbuns de estúdio, não cabe repetição de análise nesse aspecto. 

Por se tratar de versões ao vivo de tais peças, o que vale a pena acrescentar é na verdade algo que eu já mencionei anteriormente nesta mesma resenha, ou seja, a extrema boa forma da banda ao se apresentar ao vivo com perfeição e claro, a acrescentar aquela empolgação ao vivo que é vital e neste caso, mediante um grau de energia muito grande.

Para escutar esse trabalho na íntegra, o leitor/ouvinte pode acionar a plataforma Spotify:

https://open.spotify.com/intl-pt/album/18IpxPhWEHOhICHxUNcxof?flow_ctx=960e8ef6-bafb-4da2-9e9a-14f3857d8754%3A1705743343

Eis o repertório contido no álbum:
1) Acts of desperate men
2) Groove party
3) Eventide
4) Travel at the southern lands
5) The long and short of it
6) Stuttering five (Mike's song)
7) A 8ª música mais triste do mundo
8) Lenny (Stevie Ray Vaughan tribute)
9) Área 78
10) Tuxedo run over
11) St. Patrick aerostat
12) Under two color sky
13) Unwearing

Para encerrar, eis mais um ótimo trabalho perpetrado por essa excelente banda e desta feita a nos apresentar um apanhado muito bom de como soa ao vivo, a manter a sua extrema qualidade como uma praxe e a acrescentar a energia ao vivo muito intensa.

Ficha técnica:
CD "Travel to the Northern Lands" (Live in USA) - Stringbreaker & the Stuffbreakers
Guilherme Spilack: Guitarra
Dilson Siud: Baixo
Sérgio Ciccone: Bateria
Gravado ao vivo entre 8 e  31 de agosto de 2019 em cidades dos estados de Iowa, New Jersey e Nova York
Arte de capa: Ricardo Bancalero
Produção da tour nos Estados Unidos: Mike Lemke
Apoio especial em Nova York: Silent Brew Records
Técnico de Mixagem e masterização: Guilherme Spilack
Produção geral: Stringbreaker & the Suffbreakers


Para conhecer ainda mais o trabalho da banda, acesse:

Entrevista específica sobre o disco "Travel to the Northern Lands" (Live in USA), concedida ao Blog 2120: 

http://furia2112.blogspot.com/2019/11/entrevista-stringbreaker-stuffbreakers.html

Canal do You Tube:
https://www.youtube.com/channel/UC3mWA2SwUoApaKsXe4tPRKg

Página do Facebook:
https://www.facebook.com/StringBreakerRock/

Site:
http://www.stringbreakerrock.com/?fbclid=IwAR2sFoYm56rgqQKnEGq_jLv_o9LDD8OzMF2VD6_xOHHK_VX-MFigNnfbuYM

Contato direto com a banda:
info@stringbreakerrock.com

sábado, 11 de maio de 2019

CD Brick in a Tie / Stringbreaker & The Stuffbreakers - Por Luiz Domingues


Ao tratar-se do grupo, Stringbreaker & The Stuffbreakers, creio que eu já gastei o meu repertório de elogios efusivos ao seu trabalho, quando tive o prazer de resenhar os seus dois primeiros trabalhos, ambos, excelentes. Portanto, é óbvio que mediante tais trabalhos pregressos tão bons, gerou-se uma pressão natural (e muito boa, ao meu ver), sobre os componentes da banda em relação aos seus trabalhos do porvir. Manter tal padrão de qualidade, tornou-se uma adorável obrigação para tais artistas, e superá-la, então, um desafio audacioso, embora certamente prazeroso para eles, enquanto desbravadores da criação.

Eis então que o terceiro trabalho chegou e cheio de estilo, pois veio para confirmar que esse Grupo de Rock não está para brincadeira e sim, empenha-se para superar-se, sempre. E se uso a expressão: “Grupo de Rock”, é algo proposital, pois remete a um tipo de nomenclatura que foi muito usada nas décadas de 1960 e 1970 e naturalmente que cabe como uma luva para este trabalho, que tão bem dignifica as influências que o marcam, oriundas dessas duas décadas de ouro para a história do Rock. 

Em “Brick in a Tie”, o seu terceiro álbum, o Stringbreaker & The Stuffbreakers, mantém a sua pegada forte, mediante o uso e abuso de influências nobres do Rock setentista (e sob diversas vertentes professadas naquela década, é bom frisar), além de marcar presença pelo aspecto da tomada de posição, via manifesto ou “statement” como queira o leitor, visto que a ideia de um “tijolo na gravata” (“Brick in a Tie”, o nome do álbum), tem a força simbólica e mastodôntica de quem denuncia o peso que atravanca-nos enquanto sociedade, e entenda-se isso por diversos aspectos da opressão sistemática pela qual estamos todos submetidos, diuturnamente.

O trabalho segue a linha dos álbuns anteriores na opção pela música instrumental. Outro desafio e tanto, a valorizar ainda mais o esforço desses artistas em lutar com tanta dignidade para fazer um obra deveras bonita e que na contramão de toda a expectativa da difusão mainstream, fechada há anos em suas convicções equivocadas em prol da anticultura de massa, este grupo insiste no Rock, na raiz setentista e ainda por cima a expressar-se pela música instrumental, ou seja, faz tudo ao contrário do que os vampiros que comandam a difusão mainstream preconizam e ao enxergar pelo lado estritamente artístico, isso é de uma coragem e honestidade a toda prova. 

Perfeito, que danem-se os sabichões que escolhem músicas para tocar nas novelas de TV, programas populares etc, pois o Stringbreaker and the Stuffbreakers tem o seu compromisso com o Rock verdadeiro e ponto final. Ainda bem.

Sobre a capa, eu gostei muito de sua concepção gráfica. A ilustração da capa principal mostra o tijolo devidamente envolvido pela gravata em questão, aludida no título e no seu desenho interno, sugere-se uma anatomia humana, discreta. E tudo isso sob um fundo sob uma matiz marrom, bem leve. 

No encarte, observa-se ótimas ilustrações em ritmo de Comics/HQ, muito bem desenhadas e temáticas a reforçar alguns títulos de canções. Contém também a foto da banda posada, e bastante informações técnicas sobre o álbum. Tal arte gráfica é um belo trabalho de Ricardo Bancalero, com foto de Marco Gaiotto.


A respeito das faixas, observo algumas particularidades, a seguir, aliás, ouça abaixo o álbum, enquanto continua a ler esta resenha: 

Eis abaixo, o link para escutar diretamente no You Tube : 



“Acts of Desperate Men”

Trata-se de um Blues-Rock com peso. Apresenta um riff central muito bom, bem ornado por uma cozinha firme, mediante a boa base de guitarras e a contar com o reforço discreto de um órgão Hammond, porém eficiente ao extremo. Gostei do uso de pausas e do final brusco, proposital do arranjo.

“Take #25”

Esta faixa apresenta uma linha de baixo belíssima. Além disso, destaca-se o seu timbre robusto, sob extremo bom gosto. Apreciei a boa desdobrada em determinado ponto, que recordou-me toda a pompa do Pink Floyd em: “Breath”. 

“Money Waltz”

Como sugere o título dessa canção, trata-se de uma valsa, sob a clássica estrutura rítmica em fórmula de compasso, 3/4. Mas a canção não segue tal linha até o seu final e na verdade, mostra algumas transformações em seu decorrer. 

É de uma uma atmosfera sombria e melancólica, mas muito bonita igualmente, pela sugestão de sua linha melódica. Existe uma abrupta opção pelo Blues-Rock, bem marcado e vibrante, para em seguida voltar-se ao tema inicial. 

A linha de bateria é muito caprichada, assim como a linha do baixo e a base é bem robusta da parte da guitarra. Os solos excelentes são observados e uma surpresa boa, uma rápida inserção em tom de homenagem é encaixada em meio ao solo, quando o grupo executa um trecho da canção: “Lazy”, do Deep Purple, sob uma rápida e incisiva ação, diga-se de passagem.
“Stone Rule”

Eis um Funk-Rock ultra setentista, com um balanço incrível, a lembrar-nos com saudade dos filmes ao estilo "Blaxpoitation" produzidos naquela década. É literalmente impossível não ter vontade de dançar com um tema desses, ainda mais quando tocado com esse brilhantismo todo, da parte dos três instrumentistas do grupo.

“St Patrick Aerostat”

Mais um Blues-Rock vigoroso, com a felicidade de ser composto por um riff muito forte. Adorei o uso do cowbell na bateria. Ao fugir do trivial, o arranjo feito para tal acessório de percussão, fez uso de desenhos rítmicos muito criativos, para provar que o percussionista não basta ser bom, tecnicamente, mas ao empreender criatividade, mostra um diferencial e tanto. É muito boa uma frase em efeito "looping" do baixo, ainda mais valorizada pelo uso de um timbre poderoso. 

“The Long and Short of It”

Gostei muito dessa música, com um balanço muito forte a insinuar uma intenção Pop, mas no melhor sentido do termo. Contém violões muito bons a pontuar a base, junto às guitarras.

“Ending Drizzle”

A faixa mais singela do álbum, com uma delicadeza muito grande no arranjo. Mais uma melodia muito feliz executada pela guitarra e em certo aspectos, os climas propostos, remetem a uma certa evocação do oriente, embora não seja algo explícito, porém, sutil.

“Stutering Five”

Aqui, temos um tema mais pesado, a lembrar mais o Hard-Rock, embora contenha um balanço muito forte, igualmente, a sugerir o Funk-Rock, sem cerimônia. Há um solo de baixo muito bonito, melódico, e que despertou-me a lembrança de John Entwistle.

“The Undertaker”

A faixa mais densa do disco, certamente. É o sentido mais pesado do Hard-Rock setentista e que o Black Sabbath tão bem utilizou em sua carreira no início, naquela década. Advém ao final, uma parte mais calma e a conter mais um ótimo solo de baixo.

“Unwearing”

Eis uma balada com um arranjo muito bonito com cordas acústicas e apoio do órgão Hammond.

“Tuxedo Run Over”

Trata-se de um Blues-Rock mesclado ao R’n’B, com apoio pontual do órgão Hammond. Gostei da parte final com acordes secos em sentido rítmico de "staccato", a passar pelas frações na fórmula de compasso, com acentos quebrados. Um toque de Rock Progressivo, portanto, certamente a remontar ao som do King Crimson.

Sobre o áudio dessa produção, eu digo que apreciei demais os timbres de todos os instrumentos, certamente a buscar referências vintage e a lograr êxito, sem dúvida alguma. Tenho uma observação negativa apenas, e trata-se de uma opinião versada pelo meu gosto pessoal tão somente, portanto não pode ser entendido como um demérito da produção, todavia, achei que há um excesso de reverber na mixagem como um todo e acentuadamente na bateria.

A recomendação deste álbum, de minha parte, é automática, visto tratar-se do terceiro trabalho desse grupo que eu analiso e do qual, tem a minha admiração total, desde o seu início. É uma banda que persevera e evolui a cada trabalho, portanto, peço ao leitor que também a prestigie com entusiasmo. E que venham mais obras desse alto calibre, de sua parte!

Gravação de cordas e teclados: Spilacktag Estúdio

Estúdio Gravação de bateria: Estúdio Toolbox 68

Captura / mixagem e masterização: Guilherme Spilack

Capa (criação e lay-out): Ricardo Bancalero

Fotos: Marco Gaiotto

Produção: Guilherme Spilack
Stringbreaker & The Stuffbreakers:

Guilherme Spilack: Guitarra; Violões e Teclados

Sérgio Ciccone: Bateria

Dilson Siud: Baixo

Para conhecer melhor o trabalho da banda, acesse:

Canal do You Tube: 



Página do Facebook:



Site:



Contato direto com a banda: 
info@stringbreakerrock.com

sábado, 11 de julho de 2015

CD Stringbreaker & The Stuffbreakers/Sringbreaker & The Stuffbreakers - Por Luiz Domingues

Chegou às minhas mãos o CD de um jovem guitarrista paulistano, a revelar o eu trabalho mais recente em estúdio, e por conta de tal descoberta, a me despertar a atenção, de imediato. 
 
Trata-se de Stringbreaker & the Stuffbreakers, trabalho de Guilherme Spilack, guitarrista técnico, criativo e influenciado pelas melhores referências do Rock Clássico.
Ao lado do baixista, Robinho Tavares e do baterista, Sergio Ciccone, Spilack gravou um disco com dez temas instrumentais, sob agradável audição para ouvidos como os meus, mega simpáticos às sonoridades de cunho sessenta-setentistas. A despeito dessa ótima prerrogativa em prol do Classic Rock, nem sempre foi essa a orientação de Spilack, entretanto.
A sua escola primordial fora o Heavy-Metal, quando ele atuou com a banda "Reviolence" a atuar nesse mundo metálico, além de participações em bandas tributo do Iron Maiden e da carreira solo do vocalista britânico, Bruce Dickinson. 
 
Entretanto, ao demonstrar ecletismo, Spilack nos mostra neste trabalho que enfoco, um outro lado seu, plenamente identificado com a sonoridade clássica das décadas de sessenta e setenta. Nas dez faixas do disco, o "groove" que apresenta é muito grande. 
 
A sua guitarra sai do lugar-comum em torno do virtuosismo puro e simples (e típico de guitarristas de Heavy-Metal, a mostrar via de regra a técnica em sentido desconectado com o sentido cultural em si), mas ao contrário de outros colegas de sua geração, ele segue a trabalhar a favor da música, com sentido e propósito.
Outro ponto forte é a noção melódica excelente, para produzir solos que ficam na memória, com poder semelhante ao de refrães memorizados e cantados por todos, tamanho o seu poder de identificação imediata. E assim configura-se o trabalho, faixa por faixa, onde Spilack e os seus companheiros envolvem o ouvinte, para prender-lhe a atenção, e isso tem um mérito extraordinário ao  considerar-se constituir-se de um trabalho de música instrumental, onde a tendência natural é agradar apenas uma faixa restrita de pessoas e invariavelmente formada por músicos em sua maioria.

Sobre as influências que eu detectei e claro que se leva em conta a minha percepção pessoal e idiossincrática em via de regra, são as melhores possíveis na minha avaliação. Nesse sentido, eu sempre ouço música, mesmo que seja moderníssima e a buscar a inovação absoluta, a imaginar alguma influência antiga, nem que seja subliminar e inconsciente da parte do artista que a concebeu. 
A minha base de influências no Rock, fica mesmo entre as décadas  de cinquenta e setenta, portanto, tudo o que falarei a seguir, segue tal percepção de minha parte. 
 
Por exemplo, em: “Groove Party”, Spilack & Cia. conseguiram fazer com que o Southern Rock soasse forte, com o som dos Allman Brothers Band a lhe fornecer as cartas na mesa desse poker sonoro.

 “Mad Middle Pickup” fez-me pensar em como seria Johnny Winter e Joe Walsh a tocarem juntos... Spilack teve essa proeza ao demonstrar na prática, tal efeito explosivo.
Se mostra absolutamente adorável o Blues roots de: “Travel at the Southern Lands”.

“75’S spring”, mostrou o lado "funkeado" do Jazz-Rock mais sólido, ao reverenciar Jeff Beck e de fato, a primavera de 1975, foi pródiga e embalada por tais petardos desse grande mestre.
Jimi Hendrix aparece em manifestação mediúnica, digamos assim, na inspiração para a música: “Grooveria Paulistana”

“Doida” é puro Led Zeppelin, com Jimmy Page a indicar o caminho para Spilack, mediante uma luminária acesa, montanha acima.

O Folk britânico e europeu de uma maneira mais abrangente, mostra a sua face em “Rainy Afternoon in Gonçalves”. Neste caso, Guilherme também tira o chapéu para Roy Harper, com certeza!
Um blues denso ao extremo, a evocar Jimi Hendrix em seus momentos mais soturnos, nos é brindado em “The Inspiration Blues”.
 
Gosto do sabor Pop, quase imperceptível, mas muito bem colocado de um violão batido na faixa: “Under Two Color Sky”. Marca registrada de um mestre carismático como Peter Frampton, e que Spilack soube explorar com galhardia.

A faixa escolhida por Guilherme Spilack para encerrar o CD, foi estratégica. “Taking Road Back Home” é um tema grandiloquente, com um solo dramático e que muito fez com que eu me recordasse do saudoso Mick Ronson.
O áudio do CD é bastante agradável, a respeitar a intenção do artista em buscar timbragens vintage, mas com a inerente modernidade da era digital. 
 
Sobre a capa, a achei simples, mas bastante criativa em seu lay-out, obra assinada por Débora Born. As fotos são de Renato Ciccone.

Abaixo, ouça uma amostragem do álbum postada no YouTube:
Spilack em pessoa cuidou da produção toda, incluso o áudio, ao operar em seu estúdio particular (SpilackTAG Estúdio), com exceção da captura de bateria, feita em um estúdio diferente, o Estúdio Tool Box 68. 
 
Em suma, um trabalho muito inspirado, que nos oferta a esperança que o Rock possa trilhar caminhos melhores doravante, com jovens a buscar beberem em fontes nobres, novamente.
E uma ótima nova, que eu soube através do próprio Guilherme: a sua intenção é que o Stuffbreakers seja uma banda doravante, para seguir carreira e portanto, ele não trata esse trabalho como solo. Melhor ainda, em suma. 
 
Cabe registrar que eu fiz uso abusivamente de citações a estabelecer associação de ideias com inúmeros artistas do passado na história do Rock, mas neste caso, além de saber que o artista em si concorda com a minha linha de raciocínio, a minha intenção foi enaltecer a boa fonte em que o jovem Guilherme Spilack busca inspiração, mas em essência, é óbvio que ele tem a sua própria identidade como artista e aliás, esse talento é notório. 
 
Jovens talentosos como Guilherme Spilack (e seus companheiros), nos traz de volta essa empolgação de se acreditar que dias melhores virão para quem ama o Rock, verdadeiramente.  
Para conhecer melhor esse trabalho, contato na página do Facebook:
https://www.facebook.com/StringBreakerRock