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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Livro: "Versos Dissidentes & Poemas Veganos"/Willba Dissidente - Por Luiz Domingues

Após o sucesso de sua obra anterior, “Poemas Dissidentes”, o poeta, ativista cultural, radialista, sociólogo e professor, Willba Dissidente lançou mais um livro de poemas nos mesmos moldes, ou seja, a abordar muitas das questões apresentadas na obra anterior, porém, a acrescentar uma carga explícita de inconformismo com diversas nuances que assolam a sociedade, e nesse caso em específico, a defender com veemência a causa animal, o ambientalismo e os direitos sociais.

Falo a respeito do livro “Versos Dissidentes & Poemas Veganos”, segunda obra assinada por tal artista.

O nome do primeiro poema deste novo livro é a chave para entender os propósitos mais nobres do autor, ou seja: “eu escrevo para mudar o mundo” é um testemunho de fé, acima de tudo.

O estilo literário é o do ultrarromantismo, escola típica de meados do século XIX, que muito inspira a abordagem poética do autor e que aliás, ele se valeu novamente, no sentido de que a sua obra anterior também foi norteada por tal inspiração.

Sociólogo por formação, as mazelas de uma sociedade cruel e despótica o incomodam sobremaneira e não é para menos, pois o inconformismo do autor com a desigualdade e a opressão que sustenta o feudalismo disfarçado por uma denominação mais moderna, até os dias atuais, é de fato, desumano.

E por falar em humanidade, a causa animal tem forte presença nos poemas contidos nesse livro. É até implícita a questão, pois faz parte da composição do próprio título da obra, quando ele explicita a sua ode ao veganismo.

De fato, há uma boa quantidade de poemas versados por esse tema e o autor não economiza no seu teor denunciante da crueldade inadmissível, a respaldar hábitos arraigados que remontam à barbárie.

E há o coração Rocker do autor, a vislumbrar através de sua poesia, o universo grandioso do que o Rock representa além da música. Isso fica explícito ao notar-se claramente a paixão embutida a cada poema, a cada referência estabelecida, isto é, a denotar que Willba não apenas “gosta de Rock”, todavia, o sente na sua alma.

Outros aspectos são levantados pelo autor nesta obra, igualmente. Os contos góticos de terror, a literatura fantástica e o amor romantizado (aliás, a se tratar de algo inerente ao estilo poético do ultrarromantismo), ou seja, são tópicos que também ajudam a formar o cabedal de influências que compõe a poesia criada pelo autor.

Aproveito para ressaltar e agradecer a existência de um belo poema inspirado em uma banda da qual fui componente nos anos 1980. Ao citar versos de diversas canções que a nossa extinta banda, “A Chave do Sol”, cantou a exprimir o humanismo como um estandarte a demarcar princípios, o poema vai além da sua beleza estética, ode e homenagem, mas denota que Willba nos entendeu e mais do que isso, se uniu a nós nessa mesma determinação de buscar o melhor para a humanidade. Assim como Willba que escreve para melhorar o mundo, a nossa velha banda pensava igual, ou seja, compúnhamos, tocávamos e cantávamos com o mesmo propósito, por isso, Willba, mais do que se identificar com a nossa obra musical, demonstra que vibra igual, e assim, juntamo-nos todos pelo mesmo ideal. Viva a humanidade! Viva o Rock como forma de se expressar tais ideais!

A ufologia também é um assunto recorrente para o autor. E assim, ele toca no assunto, pois na qualidade de morador da famosa cidade sul-mineira de Varginha, sabe bem o quanto tal assunto é recorrente por toda a cidade.  

Coloco uma pequena amostra abaixo de alguns versos contidos no decorrer da obra:

Eu me sinto feliz, por não me conformar,

Pois quem se conforma, não mais transforma

Que a autoridade arbitrária seja erradicada,

Em pobreza criança alguma criada,

Que toda a diversidade seja preservada,

E toda a discriminação devidamente rechaçada

Sobre a arte de capa, a opção do artista responsável por ela, Silvio Andrade, foi pela fusão das faces de vários animais em meio à natureza e assim, a expressar o principal mote da obra, em torno da ecologia e sobretudo, a clamar pelo respeito aos direitos dos animais.

O mesmo artista fez ilustrações muito significativas para as páginas internas da obra, ou seja, a cada poema há uma bela figura de apoio, ligada diretamente ao seu respectivo tema.    

Trata-se de uma obra forte pelas convicções expressas, bela pela prosódia bem elaborada e essencial para quem acredita que seja possível se criar uma sociedade justa, na qual os valores humanistas sejam colocados na prática.

Agradeço pela menção do meu Blog 1 na lista de colaboradores reconhecidos pelo autor, em relação à resenha que escrevi sobre o seu livro anterior, “Poemas Dissidentes”.

Livro: Versos Dissidentes & Poemas Veganos

Autor: Willba Dissidente

Revisão gramatical & ortográfica, editoração e produção geral: Willba Dissidente

Gravação de audiolivro: Rafael Lourenço (New Democracy) no Braia Studios

Arte de capa e contracapa (técnica de óleo): Silvio Andrade (Estúdio Six Tatoo)

Arte de ilustrações internas (técnica de nanquim e também ferramentas virtuais): Silvio Andrade (Estúdio Six Tatoo)  

Lançamento em 2025

Para conhecer a minha resenha para o livro anterior de Willba Dissidente, “Poemas Dissidentes”, acesse o link abaixo:

https://luiz-domingues.blogspot.com/2025/03/livro-poemas-dissidenteswillba.html

Eis abaixo o QR code para acessar a versão e-book da obra:

Eis abaixo o QR code para acessar a versão audiolivro da obra:

Para conhecer mais sobre o trabalho de Willba Dissidente, acesse:

Blog Rock Dissidente:
https://rockdissidente.blogspot.com/

Facebook:
https://www.facebook.com/RockDissidemte

Instagram:
https://www.instagram.com/rock_dissidente/

YouTube:
https://www.youtube.com/@WillbaDissidente

domingo, 16 de março de 2025

Livro: Poemas Dissidentes/Willba Dissidente - Por Luiz Domingues

Na apresentação da sinopse do livro, contido na contracapa dessa obra, o autor descreve muito bem a sua intenção, influências e ao ir além, demonstra claramente o seu inconformismo com o rumo que a humanidade está a trilhar, perigoso ao extremo e daí, artista sensível que o é, mostra através de sua criação, toda a sua angústia, preocupação e consequentemente, abre trincheira para combater tais valores tão equivocados que fatalmente levarão a humanidade para a sua autodestruição.

"Poemas Dissidentes" é um livro de poesias e se mostra eclético na forma de se expressar, pois não obstante o fato do autor declarar abertamente que é influenciado pela escola do ultrarromantismo, movimento forte e oriundo do século XIV, há o seu lado muito mais ligado à euforia explosiva gerada pelo Rock do século XX, a contrabalançar o seu estilo e isso certamente enriqueceu a sua abordagem. Cabe explicação ante tais nuances aparentemente divergentes entre si e logo ficará claro ao leitor, aonde eu quero chegar.

O fato é que o autor desta obra, Willba Dissidente, além de ser poeta (ele também tem a graduação de ciências sociais e atua como professor), é um ativista cultural muito forte no campo do Rock brasileiro, sendo resenhista de discos & shows, entrevistador, blogueiro, radialista e também apresentador como mestre de cerimônias de shows de Rock por todo o Brasil. Nesses termos, a sua paixão pela música e pelo Rock em específico, dado o seu envolvimento umbilical com tal vertente artística, é total e naturalmente que isso se reflete explicitamente na sua poesia.  

Diante disso, os trâmites clássicos do ultrarromantismo estão muito presentes na poesia de Willba Dissidente, pois há o elemento do pessimismo em torno de uma tomada de posição oposta à atual mentalidade vigente dos líderes de nações poderosas, porém muito equivocadas na sua arrogância sem limites, por exemplo. Há também a romantização ao extremo da projeção do amor entre homem e mulher através do exagero sentimental, mas lhes asseguro, é questão de estilo e por conseguinte não se trata de algo demasiado à obra.

Outros elementos clássicos do ultrarromantismo, tais como o egocentrismo e os escapes da realidade seja pelo aspecto onírico e/ou delirante ou pela via da metafísica ao experimentar o contato com outra realidade extra material se faz presente de uma forma mais discreta, e nesse ponto, é interessante como a outra influência que Willba tem no seu âmago, se mostra como uma força antagônica em tese, porém, a se mostrar devidamente amalgamada de uma maneira muito feliz e dessa forma, a produzir um contraponto e ao mesmo tempo, a denotar haver uma espécie de estilo único para o autor.

E o Rock entra nessa composição estilística pelo viés da pura emoção, expressa por poesias que aludem até à vibração das frequências produzidas pela eletrificação dos instrumentos, euforia que abre caminho para movimentar uma força motriz irresistível a mover a juventude para frente, a buscar a vanguarda na sociedade, ao menos em tese, pois nos dias atuais o autor tem verificado tendências bem equivocadas nessa prerrogativa e se desaponta com tal rumo, até entre os Rockers. Há de se destacar que o seu lado sociólogo lhe garante muita substância teórica para notar tal descalabro social e portanto, isso se expressa sutilmente também na sua poesia.

Como primeiro trabalho impresso, a obra é bem curta na sua composição, no entanto, Willba Dissidente deixou nas entrelinhas que outras virão, e que naturalmente a sua mensagem haverá de ter uma maior expansão.

Sobre a apresentação gráfica da obra, a ilustração mostra um homem a caminhar rumo ao horizonte que lhe surge através de um livro aberto em clara alusão ao próprio livro, ou seja, a usar da metalinguagem. A metáfora da busca de um caminho é explícita e certamente que a poesia é um meio pelo qual o escape imaginado do autor se deu. A presença de um inseto de tamanho irreal pelo caminho, a sugerir o realismo fantástico como recurso estilístico, dá a entender que o atual panorama do mundo não esteja nem um pouco aceitável, a denotar um cenário apocalíptico, no entanto, a representação do homem a se afastar desse cenário é bem clara no sentido de buscar o caminho diametralmente oposto.

Destaco alguns poemas para ilustrar aqui.

Em "Pensamento epistemológico do poema", o autor abre a sua carta de intenções de uma forma incisiva, veja uma estrofe que exemplifica tal afirmativa que eu fiz:

"Este livro que seguras fala sobre desgraça/Pois é seguro que não vou sofrer de graça/Pois de tudo que eu pensei e sofri/Algo a vós pensei e escrevi".

Já em "Vicissitude imperfeita da perfeição", Willba Dissidente afirmou:

"Perfeita é a imperfeição/Na irracional busca por razão/Pois no perfeito só há uma explicação".

Em "O Movimento", a decepção com a falta de um consenso geral a movimentar a força coletiva se faz presente:

"O movimento era total mentira/"E todo mundo o sabia/Que ele não se mexia/A pequenez de seus integrantes refletia".

E como eu aludi anteriormente, a música atinge as entranhas do autor e ele a usa como combustível para viver. Veja o primeiro verso de "Quando a música te tocar":

"Música que enquanto toca, te toca/Em cada dedilhado, ficas emocionando/A palheta que quando toca/Cada emoção evoca".

"Baixo" é uma referência explícita ao instrumento, um dos pilares dentro da configuração de uma banda de Rock. E neste caso, o autor demonstra todo o seu apreço pela sua atuação no contexto da música:

"Esse som que me estoura no peito/O ritmo que me deixa desse jeito/É grave, não agudo/Em quatro cordas eu sinto tudo".

"Meu Caju" é dedicado a um senhor que já não se encontra mais entre nós, chamado: Agenor de Miranda Araújo Neto, popularmente conhecido como: "Cazuza". Willba Dissidente mostra a sua admiração por tal artista da seguinte forma:

"Se ao Rock da descerebração pudermos sobreviver/Como um par na contramão da solidão iremos fugir".

Sobre "Guerreiro, Vagabundo, Poeta e Rei", esta poesia se trata de uma homenagem explícita ao baixista e vocalista da banda de Rock irlandesa Thin Lizzy, o saudoso Phil Lynnot. Eis o que Will Dissidente expressa:

"Muitas coisas você foi/Assim sem perceber/E sem nem saber/Que minha inspiração é você". 

Na página seguinte, outra homenagem é feita para outra personalidade forte da história da história do Rock: Jim Morrison o grande "Rei Lagarto", vocalista, compositor e também poeta, membro do grande grupo de Rock dos anos sessenta: The Doors

Em "Tão baixo que estou por cima", eis alguns versos e desta feita a realçar de novo a sua verve dentro do ultrarromantismo:

"Meu poeta/Diga a todas as pessoas/Que o futuro é incerto/E o fim está sempre perto".

O universo das histórias em quadrinhos, os ditos "comics" e a literatura fantástica de terror marcam presença, quando o autor dedica inicialmente um poema ao autor britânico, Michael Moorcock, que nos anos setenta escreveu diversos romances a descrever a saga do personagem Corum Jhaelen Irsei, naquele realismo fantástico permeado por magia e aventuras com insinuação de ambientação medieval.

Eis a sua ode ao personagem citado e por extensão, ao seu criador, através do poema,"Lamento no castelo de Erorn": 

"Após o etnocídio, Corum aprendera a chorar/Após o etnocídio, Corum aprenderá a matar/Após o etnocídio, Corum vingança buscará/A saga de outro campeão eterno começará".

E sobre a literatura do aclamado autor estadunidense, Stephen King, há uma dupla homenagem, pois Willba Dissidente também menciona o escritor galês, Arthur Machen, autor de muitos livros de terror no século XIX (trata-se do autor do livro: "O Grande Deus Pã" entre outros tantos), e que influenciou Stephen King e neste caso, Willba Dissidente se mostra influenciado por ambos. Eis um trecho do poema:  

"O reflexo era a chave e a saída, sua prisão/Insanidade e dor causava a mera visão".

E assim, permeado por referências, que vão do estilo ultrarromântico dentro do século XIX ao Rock, da literatura fantástica à do terror, Willba Dissidente nos presenteou com um bom livro de poesias em pleno século XXI a misturar tudo isso e abre caminho para esperarmos mais obras em um futuro vindouro.

Eis a versão áudio Book disponibilizada no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=Ehy1PxxIZ58&t=1s

Há de se salientar que a obra também está disponível nas versões "e-book" e "áudio livro". Disponibilizo o QR Code mais abaixo mediante a ficha técnica da obra.

Livro "Poemas Dissidentes"

Autor: Willba Dissidente
Revisão gramatical e diagramação: Willba Dissidente
Arte de capa e lay-out final: Silvinho Tatoo
Locução do áudio-book: Rafael Lourenço (gravado no Braia Studios)
Lançamento em 2024

Para conhecer mais sobre o trabalho de Willba Dissidente, acesse:

Blog Rock Dissidente:
https://rockdissidente.blogspot.com/

Facebook:
https://www.facebook.com/RockDissidemte

Instagram:
https://www.instagram.com/rock_dissidente/

YouTube:
https://www.youtube.com/@WillbaDissidente