sábado, 14 de agosto de 2021

CD Ainda Estou Correndo Atrás/Picles - Por Luiz Domingues

O Picles é uma banda que está na cena do Rock brasileiro desde o ano 2000, já gravou vários discos e sempre se manteve fiel ao seu ideal em torno do Pop-Rock bem objetivo a buscar a comunicação direta com o público, mediante um discurso coloquial.

Em sua sonoridade, há uma diversidade de influências muito interessante a buscar referências das décadas de sessenta, setenta e oitenta em predomínio e nesses termos, são detectáveis os ecos da “jovem guarda” sessentista, o som Hard-Pop setentista em muitas nuances e a roupagem oitentista bem saliente em torno do Pop que alcançou o mainstream naquela década a bordo do movimento BR Rock 80’s.

Neste seu último lançamento, o CD “Ainda Estou Correndo Atrás”, o trio formado por Ronaldo Estevam (baixo, voz e teclados), Gustavo Galisi (guitarra e violão) e Marcus Mattei (bateria), apresenta um conjunto de quatorze canções de qualidade e no bojo da obra a se mostrar absolutamente dentro das suas tradições construídas ao longo de sua carreira. Dentro dessa prerrogativa, o Picles sempre entrega o que promete aos fãs e estes jamais se decepcionam a cada novo disco que a banda lança no mercado.

Aliás, não apenas em termos da sua sonoridade e coerência com a proposta artística como um todo, mas também na representação gráfica das capas dos seus discos, o Picles também mantém essa tradição de manter a linguagem Pop e a se mostrar extremamente criativa. 

Nesse sentido, exatamente como nos seus álbuns anteriores, a capa de “Ainda Estou Correndo Atrás”, chama a atenção pela criatividade ao seguir literalmente a sugestão do título proposto para o álbum e assim a exibir um par de tênis sobre um piso de madeira molhado, ou seja, a insinuar que alguém que realmente correra, e suava aos píncaros, se descalçou e foi tomar um banho ou coisa que o valha, após “correr atrás” de seus objetivos sejam lá quais forem. Boa metáfora e ótima representação visual em analogia.

O encarte por sua vez se mostra simples, sem muita informação e não houve a inclusão das letras das canções, infelizmente, dada a constatação que é sempre salutar constar tais dados no encarte de qualquer disco, mas por outro lado, como músico que eu também sou e conhecedor por conseguinte de como funciona a dura vida do artista independente, sei bem o quanto encarece incluir mais lâminas nesta resolução gráfica para haver um encarte mais robusto e portanto, a simplicidade neste caso é compreensível.

Mesmo assim, há a inclusão de um texto curto a demarcar a ficha técnica bem sucinta como informação básica, as fotos capas de discos anteriores para mostrar o catálogo disponível e fotos dos membros da banda no espelho da caixinha e na contracapa. 

Sobre as canções que fazem parte desse CD “Ainda Estou Correndo Atrás”, eu tenho mais algumas considerações a tecer:

Escute a música: “Não é”:

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=drwyYqraRPw

A música que abre o disco, se chama: “Não é” tem uma condução agradável, em torno do Rock básico e empolga no seu decorrer quando cresce a dinâmica e assim, ao alternar peso e leveza, se mostra rica. O refrão é muito bom, apreciei a interpretação. Gostei dos timbres de todos os instrumentos.

Escute a música: “Ainda Guardei”

Eis o Link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=eAym91ZiuJQ

A segunda faixa, “Ainda Guardei” mantém a intenção popular da música anterior, mas com a guitarra um pouco mais pesada desta feita. Gostei da harmonia da canção a alternar acordes maiores e menores ao sabor sessentista com intenção “Bubblegum”.

Escute a música: “Olhos Negros”

Eis o Link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=DNfVqCVUFhM

”Olhos Negros” tem a sua condução bem marcada pelo baixo e lembra o trabalho do Pop-Rock oitentista que tanto foi executado em emissoras de rádio e nos programas de TV. Gostei do solo de guitarra com um belo timbre.

Escute a música: “Tão Fácil, Tão Difícil”:

Eis o Link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=7Wkiz2k67IY

“Tão Fácil, Tão Difícil”, vem a seguir e se trata de uma canção que se inicia de uma forma mais amena, mas ao intensificar a sua dinâmica, fica empolgante. Em sua letra, o romantismo é expresso a dar conta que foi difícil encontrar a pessoa ideal e muito fácil perde-la, ou seja, uma verdade em termos de dificuldade para se manter um relacionamento estável.

Escute a música: “Não Há o que Justificar”

Eis o Link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=O-4SHNlSpyg

“Não Há o que Justificar” é a quinta faixa, e se mostra com bastante intensidade em seu andamento mais acelerado. Há a presença de mais um solo bem melódico e sucinto, daqueles que dão o recado com poucas notas e eu aprecio a máxima a dar conta de que “menos é mais”. Gostei do timbre da guitarra e do bom gosto no uso do “delay”.

Escute a música: ”Olho no Olho”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=bFwg8YFFJUo

“Olho no Olho” lembra bastante a sonoridade da Jovem Guarda sessentista em seu início, mas advém uma parte mais pesada a seguir para torná-la mais contemporânea. Gostei muito da levada da bateria e baixo e de seus respectivos timbres.

Escute a música: “Meu Destino é Você"

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=azuSfpz3XRI

“Meu Destino é Você” tem uma sofisticação harmônica e rítmica interessante. Se trata de um R’n’B dançante, com excelente condução dos três instrumentistas e vocalização muito boa. É ótimo o solo de guitarra com timbre limpo. A música é bem curta em sua metragem e neste caso, eu acredito que poderia ter ficado um pouco mais longa para melhor para explorar o seu poder dançante.

Escute a música: “Preciso Acreditar”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=7fscnOYB0NA

“Preciso Acreditar” é uma balada muito boa, com alto teor sessentista, com a melodia muito bem desenhada a esticar as notas de uma forma criativa.

Escute a música: “A Energia Mudou”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=ydoRJrT4vCo

“A Energia Mudou” flerta como o reggae e o Ska oitentista a soar aguda como o “The Police” costumava operar, principalmente nos timbres obtidos pelas peças da bateria, incluso os pratos que quando soam nas pausas, deixam tal perspectiva muito clara. É ótima a condução do baixo e as intervenções da guitarra a desenhar com contra-solos é muito criativa, Gostei também do solo com o efeito do “chorus” bem exagerado.  

Escute a música: “Quais”

Eis o Link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=tEMm25hlHBA

“Quais” soa como um Rock acelerado, sem no entanto, deixar de apresentar o teor altamente comprometido com o Pop radiofônico e dessa forma, cumpre muito bem a sua função planejada pela banda. 

Foi interessante a solução de solo encontrada por Gustavo Galisi, ao montar um solo simples, porém belo com um leve “vibrato”, a demonstrar que ele é um guitarrista que busca a diversificação sempre para os seus arranjos, inclusive a buscar efeitos diferentes para cada faixa.

Escute a música “Coisa do Destino”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=QnZlgFj1f0M

“Coisa do Destino” tem uma intervenção de sintetizador muito bonita ao longo da música e também em formato solo, ainda que sutil, mas que enriqueceu a demais a canção. Me fez recordar do som do grupo de Rock britânico, "Wings" nos anos setenta.

Escute a música “O Amor é Assim”

Eis o Link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=m-3wokywCWs

“O Amor é Assim” segue na toada do Pop-Rock, com Gostei dos timbres dos instrumentos.

Escute a música “Ei, Bel”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=3RFFEiEtlHw

“Ei, Bel” é a décima terceira faixa e mediante uma roupagem ao estilo do R’n’B bem balançado, a banda “swinga” forte, com os três instrumentistas a brilharem. A harmonia é rica e possibilita a boa construção da melodia.

Escute a música “Numa Fita Deixou a Mensagem”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=nbzyJ9LbdS0

“Numa Fita Deixou a Mensagem” fecha o álbum e esta música se trata de um Rock acelerado mais ao sabor dos anos 2000, a flertar com o Neo-Punk que pairou naquele início de milênio. O recado é dado com um ótimo entrosamento dos integrantes da banda e mais uma vez eu gostei dos timbres de todos os instrumentos, com tudo a soar bem na mixagem feliz que obteve.

Eis então mais um álbum do Picles, a comprovar que a banda manda o seu recado com firmeza.

Gravado entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021 no Studio Lambreta Records

Composições e letras de Ronaldo Estevam e na faixa “O Amor é Assim”, com a parceria de Dudê.

Arranjos: Picles

Gravadora Lambreta Records

Distribuição: Tratore

Produção: Ronaldo Estevam

Formação do Picles:

Ronaldo Estevam: Baixo, teclados e voz

Gustavo Galisi: Guitarra e violão

Marcus Mattei: Bateria

Para conhecer melhor o trabalho do Picles, acesse:

Discografia/aquisição:

http://www.picles.com.br/picles__discografia.htm

Facebook:

https://www.facebook.com/bandapicles

Tratore;

https://tratore.com.br/um_artista.php?id=11507

quinta-feira, 29 de julho de 2021

CD Turbulência/Marcos Mamuth - Por Luiz Domingues

Guitarrista com forte influência de algumas das mais nobres vertentes da música, tais como o Blues, Rock, Folk-Rock, R’n’B/Soul Music e MPB, Marcos Mamuth já tocou em muitas bandas e atuou bastante pela noite paulistana. Ele é também poeta, com uma forte tendência a usar da abordagem urbana como uma tendência e tal predisposição se mistura com a música, naturalmente.

Então, o seu som se mostra baseado nessa amálgama rica entre a poesia do asfalto e a melancolia do Blues, do embalo do Rock à docilidade do Soft-Rock, da sofisticação harmônica da Bossa Nova ao engajamento sociocultural do Folk-Rock, o conter o balanço da Black Music e muito mais.

       Marcos Mamuth em ação! Click de Ivani Albuquerque

Em “Turbulência”, seu trabalho solo, Mamuth nos apresenta através de treze faixas, uma boa amostra da sua criação, com o apoio de músicos convidados de alto padrão.

A sonoridade do álbum é agradável ao extremo, por apresentar um ecletismo musical bem grande e assim, são várias as opções sonoras para todos os gostos, bem dentro das influências declaradas do artista, conforme eu já elenquei no início da resenha.

Chamou-me a atenção o aspecto de haver uma boa dosagem na abordagem sonora, ao se observar a leveza de certos temas em contraste com peso em outros, portanto, o álbum se mostra eclético.

            Marcos Mamuth ao vivo! Click: Ivani Albuquerque

Outro aspecto interessante se dá em relação a certos trechos de certas músicas em que Mamuth declama, ao deixar de lado a entoação melódica, e assim realçar a sua veia poética muito forte.

Sobre a embalagem do disco, eu gostei da capa a apresentar a foto do artista, recortada em meio a uma representação abstrata, certamente a insinuar a presença da turbulência, o mote que deu título à obra. Na parte interna do encarte, há uma boa descrição dos músicos que atuaram e a ficha técnica prossegue na contracapa.

A respeito das músicas, anoto algumas observações adicionais a seguir:

Escute a música “O Blues é meus Pastor”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=GGtWvaNMTIQ

“O Blues é o meu Pastor” mostra uma canção vibrante, com peso na base da guitarra e um slide muito bem colocado que desenha a canção de forma muito bonita. Gostei da presença do violão em anexo a garantir um bom balanço. Destaco igualmente os backing vocals bem colocados e a boa bateria, com viradas criativas.

A letra é bem interessante a realçar o caráter de um ato de fé em torno de quem professa o Blues de coração e alma, e assim, eu destaco alguns versos:

“Se os meus versos não convencem/ e ninguém gosta do que eu canto/já nem me importo tanto/se a paixão tem prazo de validade/e a felicidade é sempre por enquanto/ já nem me importo tanto/ mas se o blues é meu pastor/é só o que tem valor/é só o que tem sentido”

Escute a música: “Capitão Solidão”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=CMEL7nYd_g0

A próxima faixa se chama: “Capitão Solidão” e se trata de uma canção muito agradável pelo seu balanço natural. Ela trafega entre o R’n’B e o Soft-Rock, com uma bela melodia. Gostei bastante da contundência na massa sonora da parte B e do ótimo refrão. Mamuth interpreta bem e o arranjo do backing vocals é muito bom, igualmente.

Escute a música: “A Bela e Insensata Rota dos Amantes”:

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=EFzqJCqvICg

A terceira faixa é “A Bela e Insensata Rota dos Amantes”. Mais uma vez a recorrer ao balanço R’n’B e dessa maneira a realçar o apoio de uma ótima cozinha que garantiu tal prerrogativa para que Mamuth possa voar em um solo excelente, mediante um timbre vigoroso, que lava a alma do ouvinte.

E não apenas por isso, mas as pontuais intervenções com contra-solos são providenciais para colorir a música.

A letra é rica em imagens, ao se tratar de uma bela poesia. Destaco os versos iniciais:

“Mesmo se o sol brilhasse em branco e preto/ou as nuvens sufocassem para sempre as estrelas/a cintilância ilusória das estrelas/e a lua desistisse de iluminar/a rota incerta dos amantes/a bela e insensata rota incerta/dos amantes”

Escute a música: “Coração Sem Lei”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=1OhxkYJyBtA

“Coração Sem Lei” é a quarta faixa. Como um trovador, Mamuth dá o seu recado com contundência. A argamassa musical que lhe dá o sustentáculo é muito boa, com vibração, peso nas guitarras, violão batido e muito bem tocado e mais uma vez com apoio excelente do baixo e bateria.  

É muito bom o refrão a dar vazão a uma afirmativa forte contida em mais uma ótima letra, bem construída. Eis dois trechos que eu destaco:

“Reticências entre os dentes/saliências no discurso/no olhar, armadilhas de mel/sonho zero, cinco pra realidade/Eu perdi a fé/mas não a vontade/e muito menos a ternura”     

E no refrão ele justifica ao dizer:

“Se existe um cantinho vazio eu não sei/neste meu coração sem lei/coração, coração, coração/sem lei”

Escute a música “Chuva na Vidraça”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=TRcKtqEGENQ

“Chuva na Vidraça” é um Blues muito encorpado, com apoio de órgão Hammond, violão, guitarras e backing vocals. Os contrasolos da guitarra rasgam a música de ponta a ponta, com um timbre magnífico, às vezes com sobreposição de canais a se construírem vozes distintas entre Marcos Mamuth e o seu convidado nesta faixa, o guitarrista, Matheus Tagé, muito bem concatenadas pelo arranjo. O solo é muito inspirado e emociona.

Escute a música “Dois Acordes”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=5K_f0Orz9Ow

 “Dois Acordes” vem a seguir com um forte apelo pelo Soft-Rock, muito melódico. O apoio do piano é fundamental para imprimir uma docilidade muito grande à canção.

E na letra, Mamuth brinca com a questão da canção estar realmente baseada em apenas dois acordes e mesmo assim soar tão rica, exatamente como muitas músicas que ouvimos e gostamos do James Taylor, Carly Simon, Jim Croce e afins. Veja abaixo um trecho da letra:

“Eu e meus dois acordes/nem o sono quis ficar/eu e meus dois acordes/sem mais nada pra falar/somente dois semeando o deserto”

“Feriado” é a sétima faixa do álbum. Há uma divisão rítmica interessante logo no começo da canção que me despertou a atenção de imediato. Mamuth canta em duo com a cantora Andresa Dantas em alguns trechos e tal predisposição produz um efeito bonito a contribuir com a canção.

Escute a música: “Caminho do Meio”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=83-MVQrLgCU

“O Caminho do Meio” é a próxima peça. Composição do grande Ayrton Mugnaini Junior, nosso amigo em comum, aliás, conta com a letra escrita pelo Marcos Mamuth, a sacramentar a parceria. Apesar da roupagem ao estilo do R’n’B a grosso modo, há uma pitada subliminar a insinuar a presença da MPB nessa canção, que é muito interessante. Contém também um bom refrão e eu gostei bastante do solo.

Desta feita, Marcos Mamuth tratou do tema da relação Homem-Mulher, mas como um poeta nato, ele passou longe dos clichês que normalmente permeiam tal tema. Destaco um trecho da letra:

“Não quero morrer nem de paixão nem de tédio/quero o caminho do meio/por isso vou lhe dizer/vá embora do jeito que veio” 

Marcos Mamuth ao vivo! Click de Cristina Piratininga Jatobá

“Platônica III” é a nona faixa e traz um balanço ao sabor do “R’n’B, muito grande.

Escute a música: “Lost Boy”

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=J5VKjtbg2zE

“Lost Boy” é um reggae com forte apelo Pop. Esta poderia tranquilamente figurar na programação das emissoras FM do dial radiofônico. Gostei do refrão, da harmonia da parte B, do apoio do efeito wah-wah na guitarra e a boa vocalização de apoio da parte da cantora Miss Daisy Blue.

       Marcos Mamuth ao vivo! Click de Ivani Albuquerque

“A Face do Estranho” é a próxima faixa e eu gostei muito do apoio do piano, que trouxe um élan para a canção. A harmonia e consequentemente a melodia, são muito boas.

“Gosto de Nunca Mais” é a décima segunda canção e contém uma proximidade com a MPB em simbiose com a Soul Music, a me fazer recordar das obras de Marcos e Paulo Sérgio Valle no início dos anos setenta.

Gostei do balanço proposto, igualmente da melodia muito boa e do solo com guitarra limpa (este executado pela guitarrista convidada, Marlene Souza Lima), bastante adequado para a canção ao meu ver.

“Cavaleiro Negro” fecha o disco. Gostei da vibração rítmica imposta e penso que tal peça finalizou bem a obra ao se caracterizar como uma boa escolha.

Em suma, Marcos Mamuth nos proporcionou uma obra musical muito boa, eclética, com boa qualidade sonora, muita poesia e beleza estética.

CD Turbulência/Marcos Mamuth

Gravado nos estúdios Red Studios, Estúdio7 e Soul Master Studio em 2013

Mixagem e masterização: Estúdio Jaburu em 2013

Projeto gráfico: Miss Lily Comunicação

Direção Musical: Walton Salles

Fotos: Amanda Cipullo

Composições e letras: Marcos Mamuth (a não ser em “O Caminho do Meio”, em parceria com Ayrton Mugnaini Junior)

Marcos Mamuth: guitarra, violão, voz e backing vocals

Músicos convidados:

Vinicius Soares: Baixo

Marcos Tagé: Bateria

Matheus Tagé: Guitarra (solos 1 e 3 de “Chuva na Viudraça”)

Diogo Timótheo: Teclados

Piano e teclados: Tato Fischer

Ayrton Mugnaini Junior: Baixo

Marlene Souza Lima: Guitarra (solo em “Gosto de Nunca Mais”)

Miss Daisy Blues: Voz

Walton Salles: Voz

Andressa Dantas: Voz

Neto Tezotto: Voz

Para conhecer melhor o trabalho de Marcos Mamuth, acesse:

Site:

https://mmamuth.wixsite.com/mamuth

Canal do YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UCgHSLLEHvzObq6sUuh9yTYA/featured

O álbum "Turbulência" também disponível Music YouTube:

https://music.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_lB3KnOFPKYud7IhWBhj7aYrMMWldd_T08&feature=share

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