quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Filme: Shine a Light - Por Luiz Domingues

Martin Scorsese é um diretor de cinema com grandeza inquestionável. The Rolling Stones é a maior banda de Rock do mundo, esse é outro fato irrefutável. O que poderia acontecer quando ambos unissem forças para trabalhar em conjunto? Pois é, uma explosão sonora e visual, certamente. Antes de avançar sobre a resenha, é preciso esclarecer que mais uma vez eu abri uma exceção ao arrolar um documentário neste rol, em contraste com o fato de que a proposta deste livro é comentar sobre filmes.*
Portanto, é óbvio que o ideal seria elaborar uma lista específica sobre tal modalidade, e assim, possivelmente lançar um livro específico para enfocar tal assunto, em separado. Entretanto eu considerei que algumas exceções seriam importantes em constar aqui e não por coincidência, esta em especial, é a segunda peça que extrapolou a condição de um documentário e assumiu outro patamar, para ser tratado como um filme, dada a sua luxuosa concepção, conteúdo e a conter a mesma assinatura, ou seja, da parte do diretor, Martin Scorsese.
Pois então, se Scorsese houvera transformado o último show da maravilhosa, “The Band”, em uma peça de arte, como ocorrera em “The Last Waltz”, certamente que tal documentário elevou-se a atingir a categoria de um filme. Scorsese a continuou lançar documentários fantásticos ligados ao Rock, Blues e Folk Music, ao longo dos nos subsequentes em que lançara “The Last Waltz”, e quando os anos dois mil já estavam em curso, eis que Scorsese anunciou um novo projeto de filmagem de show ao vivo, com uma banda de primeira grandeza, ninguém menos que: The Rolling Stones. Ao contrário do trabalho realizado com The Band em 1976, desta feita não tratou-se de um show de despedida dos Stones, portanto sem a carga emocional sentida em “The Last Waltz”, no entanto, certamente haveria de conter muita emoção ao envolver uma banda dessa magnitude gigantesca.
Bem, “Shine a Light” é uma canção magnífica, contida em álbum excepcional da discografia dos Rolling Stones, chamado: “Exile on Main Street”, que foi lançado em 1972. Considerado um dos melhores discos da sua carreira, é bom ressaltar que em uma carreira longeva e coroada por êxitos, abundam discos incríveis lançados por tal banda. Em meu caso, eu posso arrolar no mínimo dez discos espetaculares lançados por tal banda, e “Exile on Main Street” está contido em tal lista, sem dúvida alguma. 
Todavia, este filme não é temático sobre tal disco e tampouco sobre a canção citada, a revelar-se portanto, uma ideia pinçada em meio a um repertório gigantesco criado pela banda e a conter a rara felicidade de exprimir em uma simples frase, o que essa banda representa na história. Pois eis que “Brilhar a Luz” é o que The Rolling Stones faz de forma ininterrupta, desde 1962. Modismos passaram, concorrentes tão grandes quanto, tombaram pelo caminho, mas a luz dos Rolling Stones não parou de brilhar, por décadas.
Ficou mais do que justificável portanto a intenção de Scorsese em repetir o que já fizera com The Band e mais uma vez ele logrou êxito, pois “Shine a Light” elevou-se da condição de um simples documentário a mostrar o show de uma banda de Rock, para a categoria de um filme luxuoso. Não possui dramaturgia, mas não há problema, tem o élan de um Rock Movie.
Ao contrário do risco que correra em 1976, ao contar com um único show da The Band para filmar, “The Last Waltz” e assim desafiar o próprio azar em perder tudo, se alguma pane ocorresse, desta feita, Scorsese foi mais prudente e assim, a produção programou-se para filmar dois shows completos dos Rolling Stones no Beacon Theatre em Nova York, nos dias 29 de outubro e 1º de novembro de 2006. Tais shows foram encaixados especialmente dentro da turnê que eles realizavam na ocasião, chamada: “A Bigger Band”, especialmente para dar vazão às filmagens que Scorsese comandaria. Claro que a contar com apenas dois dias também não seria o ideal como margem de segurança para uma filmagem desse porte, entretanto, foi como já mencionei, tratou-se de uma situação mais confortável para Scorsese e a sua equipe de filmagem, sem dúvida alguma.
Sobre o Beacon Theatre, a sua capacidade anunciada para 2984 pessoas acomodadas, em três andares, obrigatoriamente ofertou à Scorsese, um padrão de filmagem intimista. Essa foi a ideia, deliberadamente e note-se que um show ser considerado como “intimista” em um teatro a conter quase três mil pessoas, é um conceito relativo e que pode ser medido pela grandeza do artista que ali apresenta-se, pois acostumados em tocar em estádios de futebol, na maior parte do tempo e nessas circunstâncias, para até cem mil pessoas na média, eis que um show realizado para cerca de três mil pessoas, no caso dos Rolling Stones, pode sim, ser considerado “intimista”. E mais um dado, o Beacon Theatre, fundado em 1929, é um charmoso teatro, portanto, a filmagem ali só poderia tornar-se visualmente muito bonita, por um questão natural.
O início do filme, mostra cenas bem funcionais, com Scorsese e os membros dos Rolling Stones a discutir detalhes sobre a filmagem. Nesse aspecto, é um privilégio ver Scorsese em ação a conversar com os seus produtores, e assim ser mostrado mesmo que rapidamente, como tantos detalhes são planejados para filmar-se um show ao vivo. O mesmo ocorre com os membros dos Rolling Stones, e neste caso, com Mick Jagger a assumir o controle dos interesses da banda. Então, isso significa que a banda não tem um empresário  a comandar uma equipe de produção para cuidar dos seus assuntos gerenciais? Pois é claro que existe e certamente que trata-se de uma equipe enorme a gerir cada detalhe da carreira da banda, incluso a ostentar tentáculos muito além da questão musical, com negócios e investimentos múltiplos a constituir uma máquina de gerar lucros e assim dar emprego para muita gente. No entanto, quem conhece mais a fundo a história dos Rolling Stones, sabe que Mick Jagger é um homem de negócios, vinte e quatro horas por dia e nada escapa ao seu crivo, no que concerne os negócios e a receita que a banda movimenta. Nesse aspecto, talvez desaponte algumas pessoas, ver Mick Jagger longe do palco a portar-se com uma seriedade além da conta e que beira o mau humor, no entanto, esse choque de realidade é interessante ao meu ver. 
E finalmente, acrescento que há um lado nessa movimentação de bastidores, que soa falso. Eu sei que eu afirmei acima, ser bonito ter o contato com os bastidores da produção e isso eu reafirmo como uma verdade. Todavia, é quase indisfarçável que tais cenas foram forçadas, como se todos os envolvidos houvessem interpretado tais situações a seguir um roteiro pré-estabelecido, sem espontaneidade, portanto. 
Sinceramente, eu creio que não importa se tal expediente possa ser considerado como um pecado a denegrir a imagem do filme, ou como algo perfeitamente suportável, a tratar-se de um ato inofensivo. E aliás, isso não é algo confesso, mas apenas um desconfiança que que foi cogitada por muitas pessoas e eu incluo-me nesse rol, pois eu também acho que foi uma sequência de cenas armadas para parecer naturais, contudo, teriam sido combinadas e eu não usaria o termo, dramaturgia, pois ninguém li envolvido era ator, apesar de Mick Jagger ter protagonizado alguns filmes em sua vida, a atuar como ator improvisado (e não despontou em tais atuações, é bom frisar).  
Outro aspecto que precede o show e mostra um lado social e formal que todo artista que chega em um patamar de grandeza enorme, caso dos Rolling Stones, tem que enfrentar praticamente de uma maneira obrigatória, é revelado quando a banda precisa receber em reservado, o então, ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, acompanhado de sua esposa, a então senadora, Hilary Clinton e familiares. É engraçada uma cena onde os membros dos Rolling Stones são mostrados perfilados a cumprimentar a comitiva de Clinton, a incluir pessoas idosas e crianças. Contabilize-se também que por uma contingência da agenda de um ex-presidente, estava presente nessa ocasião, o ex-presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski e comitiva, portanto, a configurar um tipo de obrigação muito comum para artistas desse porte, em manter contato social com autoridades máximas de várias nações, o tempo todo como uma praxe. Bem, no caso de Bill Clinton, houve uma boa justificativa para a sua presença ali no evento, visto que as duas apresentações foram monetizadas em benefício de sua fundação em prol da caridade e por isso, ele em pessoa apresentou a banda no início do show, como um mestre de cerimônia. do evento.
Bem, eis que o show começa e toda a grandiosidade de um típico show dos Rolling Stones, nestes tempos mais modernos, é apresentada. É óbvio que a banda não possuía mais o élan criativo de outrora e isso faz muito tempo, aliás. Entretanto, a banda sempre soa bem, e não importa o avançar do tempo, pois os seus componentes estão sempre em forma impecável e claro, com a presença muito boa de diversos músicos de apoio, alguns com história, inclusive, no âmbito particular, caso do baixista, Darryl Jones, considerado um virtuose, mas que em sua participação como músico contratado dos Stones (desde que o baixista original da banda, Bill Wyman, deixou a banda em 1993), respeita inteiramente os arranjos originais das canções e não exagera em sua performance, o ótimo tecladista, Chuck Leavell, que foi componente do The Allman Brothers Band por um bom tempo e o hoje saudoso, Bob Keys, saxofonista sensacional e que tocou com muitos astros do Rock sessenta-setentista e com os Rolling Stones em específico, Bob tocou por décadas como convidado em discos e turnês. Sim, o famoso solo da canção, “Brown Sugar”, do LP “Sticky Fingers”, de 1971, foi feito pelo grande, Bob, que deixou-nos infelizmente, em 2014.  
Bem, o que se mostra encantador neste filme, foi o apuro nas imagens, áudio e enquadramentos. Toda a planificação que Scorsese desejou ter usado em “The Last Waltz”, no ano de 1976, e não conseguiu realizar a contento nesse outro filme, ele finalmente colocou em prática, dessa feita. Isso inclusive faz parte das conversações travadas ao início, quando Scorsese é mostrado a perguntar sobre cada música do set list que será executada, pois a sua meta seria direcionar as câmeras para capturar o início de cada riff, principalmente quando iniciadas pelas guitarras de Keith Richards e Ron Wood. Então, o que se observa ao longo do filme, é um trabalho não apenas de captura bastante minucioso, mas sobretudo, uma edição caprichadíssima, pois todas as nuances musicais foram detalhadas de um forma magnífica. Chega a ser impressionante em alguns instantes, ver e ouvir com uma nitidez impressionante, os diferentes arranjos combinados entre os dois guitarristas, como raramente isso é observado em qualquer outra filmagem de um show ao vivo. Em alguns momentos, chega a ser algo tão gritante, que dá a impressão para o espectador mais atento e que seja músico, que esteja a ocorrer uma sessão de audição de estúdio em trabalho de decupagem, para ouvir-se cada instrumento separadamente (“solado“, no bordão usado por músicos e técnicos em estúdio de gravação).
Isso sem contar flagrantes sensacionais sobre a performance em si. O baterista, Charlie Watts a recuperar o fôlego, após o término de uma canção com andamento acelerado, é algo a ser exaltado como um exemplo de humanização total de um ídolo. E claro, a figura inacreditável de Mick Jagger, que tem um domínio de palco absurdo, além de possuir um grau de carisma perante o público, que é algo muito sério, talvez a designá-lo como um “encantador de serpentes”, no bom sentido da expressão, pois o seu poder de comando é total. É uma filmagem maravilhosa, portanto, em todos os quesitos técnicos imagináveis, tanto pelo aspecto da cinematografia comandada por Scorsese, quanto pela performance impecável da parte dos Rolling Stones.
Ao final, quando todos os participantes cumprimentam o público e isso envolve a banda, músicos de apoio e os artistas convidados para o show, eis que em última instância, a banda, reduzida a um quarteto, desde 1993, conforme já afirmei, fica no palco para receber a sua ovação particular e quando os componentes saem, a câmera acompanha os movimentos, principalmente no encalço de Mick Jagger e com Scorsese a aparecer na direção do seu cinegrafista, mostra-se a rua e a seguir, a cena torna-se aérea, ao ponto de mostrar a ilha de Manhattan do alto, sob uma linda visão noturna. Uma tomada sensacional, para encerrar com requinte um filme luxuoso.
Cabe destacar os convidados especiais, então. O guitarrista, Jack White, da então famosa banda dos anos zero do novo milênio, “White Stripes”, entra no palco e canta a bela balada, “Loving Cup” com a banda. A sua performance é boa e a emoção de sua parte, é cativante e não parece falsa para angariar simpatia calculada. Fica a impressão portanto, que ele realmente emocionou-se por estar a cantar com os Rolling Stones e sobretudo por fazer dueto vocal com Mick Jagger e a mirar-lhe em seus olhos.
Buddy Guy o velho mestre do Blues, entrou com uma postura firme, porém bastante simpática para defender um blues de raiz, a constituir-se de: “Champagne & Reefer”, um clássico composto por Muddy Waters. 
E finalmente, a cantora Pop, Christina Aguilera, teve uma performance exemplar ao cantar com Jagger, o ótimo Rock, “Live With Me”, uma peça dos Rolling Stones, oriunda dos anos sessenta, ou seja da época em que a banda estava sob explosão criativa total. Tal cantora, por ter uma carreira Pop e muito longe do espectro do Rock, geralmente é desprezada pelos Rockers em geral, mas o fato foi que ela possui (ou possuía, pelo menos), uma garganta privilegiada, pois cantou com muita desenvoltura e assim demonstrou que teria potencial para ser uma cantora sensacional no espectro do Rock, Blues e Soul Music, se dessa forma o desejasse, mas a sua carreira caminhou para um outro lado. Bem, é curioso, mas o então bem cotado com o “hype” daquele instante, a saudá-lo como a pretensa “salvação do Rock”, para a virada do milênio, o senhor Jack White, ficou muito aquém da performance de Christina Aguilera, que rasgou a voz como se fosse Tina Turner em seus melhores dias e como se não bastasse a voz e a performance de palco sensacional, hoje em dia (2019), nem tanto, mas na imagem de 2006, que impregnou-se nesse celuloide, essa moça estava com uma beleza feminina deslumbrante.
Destaca-se também que intercalado aos shows, imagens de entrevistas e shows dos Stones ao longo dos anos sessenta e setenta, principalmente, mas também da década de oitenta, são inseridas. Na edição, privilegiou-se trechos de entrevistas engraçadas com os componentes a declarar certas posições que através da passagem do tempo, tornaram-se ridículas, como por exemplo, Mick Jagger na metade dos anos sessenta, ao ser questionado sobre quanto tempo o sucesso da banda duraria, ter vaticinado um prazo mínimo, completamente desconectado com a realidade construída a posteriori. É bonito também, ver algumas imagens de shows antigos, com as presenças do baixista, Bill Wyman, que deixou a banda em 1993, e sobretudo do saudoso guitarrista, Brian Jones, falecido em 1969. 
Sobre o repertório, os Rolling Stones, pelo volume da obra, dada a sua longevidade artística e genialidade exibida desde sempre, sob o ponto de vista criativo, construiu um repertório monstruoso e recheado por sucessos. Então, já faz décadas que as suas turnês são montadas com um esqueleto básico de canções que repetem-se obrigatoriamente em todo show, porém a conter uma margem calculada para mudanças estratégicas de um show para o outro, Por conta desse dispositivo, a turnê é montada com um repertório enorme a privilegiar músicas de vários álbuns e fases da banda. Assim, o público sempre tem uma boa surpresa, que é exclusiva para aquele show em específico e quem assiste mais de um show da mesma turnê, sabe da existência desse expediente e comemora tal iniciativa. Eu mesmo já tive o prazer em passar por tal experiência, em passagens da banda pela minha cidade, São Paulo, nos anos noventa e foi muito prazeroso receber a boa surpresa de haver a execução de músicas diferentes de um dia para o outro e algumas, a revelar-se muito surpreendentes, inclusive, extraídas de discos não tão óbvios da discografia da banda. 
No caso deste filme, o set list contou com: Jumpin Jack Flash, Shattered, She Was Hot, All Down The Line, Loving Cup, As Tears Go By, Some Girls, Just My Imagination, Far Away Eyes, Champagne & Reefer, Tumbling Dice, You Got The Silver, Connection (surpresa boa, direto de 1967!), Sympathy For the Devil; Live With Me, Start me Up e Satisfaction.
A canção, “Shine a Light” é executada, mas como apoio em background a conter a sua versão de estúdio. Casos também de “Wild Horses” (em uma versão acústica) e “Only Found Out Yesterday”. Na versão em DVD, algumas canções tocadas ao vivo foram inclusas, casos de “Undercover of The Night”, “Paint in Black”, Little T&A (She’s my Litle Rock’n’ Roll) e “I’m Free”.  
Em suma, se o leitor não assistiu, fica a minha recomendação, pois a despeito de não ser uma captura dos Rolling Stones em seu melhor momento artístico observado durante as décadas de sessenta e setenta, mostra a banda sob uma grande performance, e neste caso, talvez os Stones sejam um dos únicos artistas conhecidos como “dinossauros” que não abalam-se nunca com a passagem do tempo, pelo menos em termos de shows ao vivo. Some-se a isso um trabalho visual primoroso, assinado por um cineasta do quilate de Martin Scorsese, que acima de tudo, adora o vintage Rock,  portanto a constituir-se de um grande filme. A crítica elogiou bastante quando do lançamento oficial em 2008 e de fato, não há como tecer algum comentário ruim.  
Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood na formação oficial dos Rolling Stones. Os músicos de apoio: Darryl Jones, Bob Keys, Chuck Leavell, Lisa Fischer, Blondie Chaplin, Bernard Fowler, Tim Ries, Kent Smith e Michael Davis. Os artistas convidados: Jack White, Buddy Guy e Christina Aguilera.
Um aviso aparece ao final do filme, para explicar que essa obra fora dedicada a um senhor chamado: Ahmet Ertegün. Talvez o grande público não saiba, mas este homem que nasceu na Turquia, como sugere a grafia e sonoridade de seu nome, foi o fundador da lendária gravadora Atlantis, que tantos artistas importantíssimos na história do Rock e da Black Music, lançou, o Led Zeppelin, entre tantos, só para citar um nome de peso, além de ter trabalhado com os Rolling Stones, sendo muito próximo de seus componentes. Pois nesta ocasião da filmagem ele esteve presente na audiência, no alto de seus então, 83 anos de idade. Nesse dia de uma das filmagens (29 de outubro de 2006), ele sofreu um acidente nas dependências do teatro, por tropeçar e bater a cabeça com força no chão. Levado às pressas para um hospital, entrou em coma e veio a falecer em dezembro do mesmo ano. Um dado a mais, apaixonado por futebol, foi esse senhor que montou o time do Cosmos de Nova York nos anos setenta e contratou diversos jogadores internacionais de renome para reforçar o time, incluso: Franz Beckenbauer, Giorgio Chinaglia, Johan Neeskens e os brasileiros, Pelé e Carlos Alberto Torres, entre outros. Que descanse em paz esse grande empreendedor no campo da música e também do esporte.
Produção por Steve Bing e Michael Cohl. Direção de Martin Scorsese. Lançado em abril de 2008. O filme estreou no Festival de cinema de Berlim. Já foi exibido muitas vezes na TV, sobretudo na TV a cabo, e geralmente a marcar mostras sobre o Rock em geral, Rolling Stones em específico e também sobre a filmografia de Martin Scorsese. Na Internet, somente em versão paga, tanto no YouTube, quanto Google Play. No portal da Netflix, não encontra-se mais, mas em compensação, um documentário mais moderno sobre os Rolling Stones, denominado: “Crossfire Hurricane”, está em plena exibição neste portal (ao me referir ao ano de 2019, bem entendido) 
*A referir-me ao livro que lancei em 2020
Esta resenha foi escrita para fazer parte do livro "Luz; Câmera & Rock'n' Roll", através do seu volume III, com a leitura disponibilizada a partir da página 441

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