Martin
Scorsese é um diretor de cinema com grandeza inquestionável. The Rolling Stones
é a maior banda de Rock do mundo, esse é outro fato irrefutável. O que poderia
acontecer quando ambos unissem forças para trabalhar em conjunto? Pois é, uma
explosão sonora e visual, certamente. Antes de avançar sobre a resenha, é
preciso esclarecer que mais uma vez eu abri uma exceção ao arrolar um documentário
neste rol, em contraste com o fato de que a proposta deste livro é comentar
sobre filmes.*
Portanto, é óbvio que o ideal seria elaborar uma lista específica
sobre tal modalidade, e assim, possivelmente lançar um livro específico para
enfocar tal assunto, em separado. Entretanto eu considerei que algumas exceções
seriam importantes em constar aqui e não por coincidência, esta em especial, é
a segunda peça que extrapolou a condição de um documentário e assumiu outro
patamar, para ser tratado como um filme, dada a sua luxuosa concepção, conteúdo
e a conter a mesma assinatura, ou seja, da parte do diretor, Martin Scorsese.
Pois então,
se Scorsese houvera transformado o último show da maravilhosa, “The Band”, em
uma peça de arte, como ocorrera em “The Last Waltz”, certamente que tal
documentário elevou-se a atingir a categoria de um filme. Scorsese a continuou
lançar documentários fantásticos ligados ao Rock, Blues e Folk Music, ao longo
dos nos subsequentes em que lançara “The Last Waltz”, e quando os anos dois mil
já estavam em curso, eis que Scorsese anunciou um novo projeto de filmagem de
show ao vivo, com uma banda de primeira grandeza, ninguém menos que: The
Rolling Stones. Ao contrário do trabalho realizado com The Band em 1976, desta feita
não tratou-se de um show de despedida dos Stones, portanto sem a carga
emocional sentida em “The Last Waltz”, no entanto, certamente haveria de conter
muita emoção ao envolver uma banda dessa magnitude gigantesca.
Bem, “Shine
a Light” é uma canção magnífica, contida em álbum excepcional da discografia
dos Rolling Stones, chamado: “Exile on Main Street”, que foi lançado em 1972.
Considerado um dos melhores discos da sua carreira, é bom ressaltar que em uma
carreira longeva e coroada por êxitos, abundam discos incríveis lançados por
tal banda. Em meu caso, eu posso arrolar no mínimo dez discos espetaculares
lançados por tal banda, e “Exile on Main Street” está contido em tal lista, sem
dúvida alguma.
Todavia, este filme não é temático sobre tal disco e tampouco
sobre a canção citada, a revelar-se portanto, uma ideia pinçada em meio a um
repertório gigantesco criado pela banda e a conter a rara felicidade de
exprimir em uma simples frase, o que essa banda representa na história. Pois
eis que “Brilhar a Luz” é o que The Rolling Stones faz de forma ininterrupta,
desde 1962. Modismos passaram, concorrentes tão grandes quanto, tombaram pelo
caminho, mas a luz dos Rolling Stones não parou de brilhar, por décadas.
Ficou mais
do que justificável portanto a intenção de Scorsese em repetir o que já fizera
com The Band e mais uma vez ele logrou êxito, pois “Shine a Light” elevou-se da
condição de um simples documentário a mostrar o show de uma banda de Rock, para
a categoria de um filme luxuoso. Não possui dramaturgia, mas não há problema, tem
o élan de um Rock Movie.
Ao contrário
do risco que correra em 1976, ao contar com um único show da The Band para
filmar, “The Last Waltz” e assim desafiar o próprio azar em perder tudo, se
alguma pane ocorresse, desta feita, Scorsese foi mais prudente e assim, a
produção programou-se para filmar dois shows completos dos Rolling Stones no
Beacon Theatre em Nova York, nos dias 29 de outubro e 1º de novembro de 2006. Tais
shows foram encaixados especialmente dentro da turnê que eles realizavam na
ocasião, chamada: “A Bigger Band”, especialmente para dar vazão às filmagens
que Scorsese comandaria. Claro que a contar com apenas dois dias também não
seria o ideal como margem de segurança para uma filmagem desse porte,
entretanto, foi como já mencionei, tratou-se de uma situação mais confortável para Scorsese
e a sua equipe de filmagem, sem dúvida alguma.
Sobre o
Beacon Theatre, a sua capacidade anunciada para 2984 pessoas acomodadas, em
três andares, obrigatoriamente ofertou à Scorsese, um padrão de filmagem
intimista. Essa foi a ideia, deliberadamente e note-se que um show ser
considerado como “intimista” em um teatro a conter quase três mil pessoas, é um
conceito relativo e que pode ser medido pela grandeza do artista que ali
apresenta-se, pois acostumados em tocar em estádios de futebol, na maior parte
do tempo e nessas circunstâncias, para até cem mil pessoas na média, eis que um
show realizado para cerca de três mil pessoas, no caso dos Rolling Stones, pode
sim, ser considerado “intimista”. E mais um dado, o Beacon Theatre, fundado em
1929, é um charmoso teatro, portanto, a filmagem ali só poderia tornar-se
visualmente muito bonita, por um questão natural.
O início do
filme, mostra cenas bem funcionais, com Scorsese e os membros dos Rolling
Stones a discutir detalhes sobre a filmagem. Nesse aspecto, é um privilégio ver
Scorsese em ação a conversar com os seus produtores, e assim ser mostrado mesmo
que rapidamente, como tantos detalhes são planejados para filmar-se um show ao
vivo. O mesmo ocorre com os membros dos Rolling Stones, e neste caso, com Mick
Jagger a assumir o controle dos interesses da banda. Então, isso significa que
a banda não tem um empresário a comandar
uma equipe de produção para cuidar dos seus assuntos gerenciais? Pois é claro
que existe e certamente que trata-se de uma equipe enorme a gerir cada detalhe
da carreira da banda, incluso a ostentar tentáculos muito além da questão
musical, com negócios e investimentos múltiplos a constituir uma máquina de
gerar lucros e assim dar emprego para muita gente. No entanto, quem conhece
mais a fundo a história dos Rolling Stones, sabe que Mick Jagger é um homem de
negócios, vinte e quatro horas por dia e nada escapa ao seu crivo, no que
concerne os negócios e a receita que a banda movimenta. Nesse aspecto, talvez
desaponte algumas pessoas, ver Mick Jagger longe do palco a portar-se com uma
seriedade além da conta e que beira o mau humor, no entanto, esse choque de
realidade é interessante ao meu ver.
E
finalmente, acrescento que há um lado nessa movimentação de bastidores, que soa
falso. Eu sei que eu afirmei acima, ser bonito ter o contato com os bastidores
da produção e isso eu reafirmo como uma verdade. Todavia, é quase indisfarçável
que tais cenas foram forçadas, como se todos os envolvidos houvessem interpretado
tais situações a seguir um roteiro pré-estabelecido, sem espontaneidade, portanto.
Sinceramente, eu creio que não importa se tal expediente possa ser considerado
como um pecado a denegrir a imagem do filme, ou como algo perfeitamente
suportável, a tratar-se de um ato inofensivo. E aliás, isso não é algo
confesso, mas apenas um desconfiança que que foi cogitada por muitas pessoas e
eu incluo-me nesse rol, pois eu também acho que foi uma sequência de cenas
armadas para parecer naturais, contudo, teriam sido combinadas e eu não usaria o termo,
dramaturgia, pois ninguém li envolvido era ator, apesar de Mick Jagger ter
protagonizado alguns filmes em sua vida, a atuar como ator improvisado (e não
despontou em tais atuações, é bom frisar).
Outro
aspecto que precede o show e mostra um lado social e formal que todo artista
que chega em um patamar de grandeza enorme, caso dos Rolling Stones, tem que
enfrentar praticamente de uma maneira obrigatória, é revelado quando a banda
precisa receber em reservado, o então, ex-presidente dos Estados Unidos, Bill
Clinton, acompanhado de sua esposa, a então senadora, Hilary Clinton e
familiares. É engraçada uma cena onde os membros dos Rolling Stones são
mostrados perfilados a cumprimentar a comitiva de Clinton, a incluir pessoas
idosas e crianças. Contabilize-se também que por uma contingência da agenda de
um ex-presidente, estava presente nessa ocasião, o ex-presidente da Polônia,
Aleksander Kwasniewski e comitiva, portanto, a configurar um tipo de obrigação
muito comum para artistas desse porte, em manter contato social com autoridades
máximas de várias nações, o tempo todo como uma praxe. Bem, no caso de Bill
Clinton, houve uma boa justificativa para a sua presença ali no evento, visto
que as duas apresentações foram monetizadas em benefício de sua fundação em
prol da caridade e por isso, ele em pessoa apresentou a banda no início do show,
como um mestre de cerimônia. do evento.
Bem, eis que
o show começa e toda a grandiosidade de um típico show dos Rolling Stones,
nestes tempos mais modernos, é apresentada. É óbvio que a banda não possuía mais
o élan criativo de outrora e isso faz muito tempo, aliás. Entretanto, a banda
sempre soa bem, e não importa o avançar do tempo, pois os seus componentes
estão sempre em forma impecável e claro, com a presença muito boa de diversos
músicos de apoio, alguns com história, inclusive, no âmbito particular, caso do
baixista, Darryl Jones, considerado um virtuose, mas que em sua participação
como músico contratado dos Stones (desde que o baixista original da banda, Bill
Wyman, deixou a banda em 1993), respeita inteiramente os arranjos originais das
canções e não exagera em sua performance, o ótimo tecladista, Chuck Leavell,
que foi componente do The Allman Brothers Band por um bom tempo e o hoje
saudoso, Bob Keys, saxofonista sensacional e que tocou com muitos astros do
Rock sessenta-setentista e com os Rolling Stones em específico, Bob tocou por
décadas como convidado em discos e turnês. Sim, o famoso solo da canção, “Brown
Sugar”, do LP “Sticky Fingers”, de 1971, foi feito pelo grande, Bob, que
deixou-nos infelizmente, em 2014.
Bem, o que
se mostra encantador neste filme, foi o apuro nas imagens, áudio e
enquadramentos. Toda a planificação que Scorsese desejou ter usado em “The Last
Waltz”, no ano de 1976, e não conseguiu realizar a contento nesse outro filme, ele
finalmente colocou em prática, dessa feita. Isso inclusive faz parte das
conversações travadas ao início, quando Scorsese é mostrado a perguntar sobre
cada música do set list que será executada, pois a sua meta seria direcionar as
câmeras para capturar o início de cada riff, principalmente quando iniciadas
pelas guitarras de Keith Richards e Ron Wood. Então, o que se observa ao longo do filme, é um trabalho não apenas de captura
bastante minucioso, mas sobretudo, uma edição caprichadíssima, pois todas as
nuances musicais foram detalhadas de um forma magnífica. Chega a ser
impressionante em alguns instantes, ver e ouvir com uma nitidez impressionante,
os diferentes arranjos combinados entre os dois guitarristas, como raramente
isso é observado em qualquer outra filmagem de um show ao vivo. Em alguns
momentos, chega a ser algo tão gritante, que dá a impressão para o espectador
mais atento e que seja músico, que esteja a ocorrer uma sessão de audição de
estúdio em trabalho de decupagem, para ouvir-se cada instrumento separadamente
(“solado“, no bordão usado por músicos e técnicos em estúdio de gravação).
Isso sem
contar flagrantes sensacionais sobre a performance em si. O baterista, Charlie
Watts a recuperar o fôlego, após o término de uma canção com andamento
acelerado, é algo a ser exaltado como um exemplo de humanização total de um
ídolo. E claro, a figura inacreditável de Mick Jagger, que tem um domínio de
palco absurdo, além de possuir um grau de carisma perante o público, que é algo
muito sério, talvez a designá-lo como um “encantador de serpentes”, no bom
sentido da expressão, pois o seu poder de comando é total. É uma filmagem
maravilhosa, portanto, em todos os quesitos técnicos imagináveis, tanto pelo
aspecto da cinematografia comandada por Scorsese, quanto pela performance
impecável da parte dos Rolling Stones.
Ao final,
quando todos os participantes cumprimentam o público e isso envolve a banda,
músicos de apoio e os artistas convidados para o show, eis que em última
instância, a banda, reduzida a um quarteto, desde 1993, conforme já afirmei,
fica no palco para receber a sua ovação particular e quando os componentes
saem, a câmera acompanha os movimentos, principalmente no encalço de Mick Jagger
e com Scorsese a aparecer na direção do seu cinegrafista, mostra-se a rua e a
seguir, a cena torna-se aérea, ao ponto de mostrar a ilha de Manhattan do alto,
sob uma linda visão noturna. Uma tomada sensacional, para encerrar com requinte
um filme luxuoso.
Cabe
destacar os convidados especiais, então. O guitarrista, Jack White, da então
famosa banda dos anos zero do novo milênio, “White Stripes”, entra no palco e
canta a bela balada, “Loving Cup” com a banda. A sua performance é boa e a
emoção de sua parte, é cativante e não parece falsa para angariar simpatia
calculada. Fica a impressão portanto, que ele realmente emocionou-se por estar
a cantar com os Rolling Stones e sobretudo por fazer dueto vocal com Mick
Jagger e a mirar-lhe em seus olhos.
Buddy Guy o velho mestre do Blues, entrou
com uma postura firme, porém bastante simpática para defender um blues de raiz,
a constituir-se de: “Champagne & Reefer”, um clássico composto por Muddy
Waters.
E finalmente, a cantora Pop, Christina Aguilera, teve uma performance exemplar
ao cantar com Jagger, o ótimo Rock, “Live With Me”, uma peça dos Rolling Stones,
oriunda dos anos sessenta, ou seja da época em que a banda estava sob explosão
criativa total. Tal cantora, por ter uma carreira Pop e muito longe do espectro
do Rock, geralmente é desprezada pelos Rockers em geral, mas o fato foi que ela
possui (ou possuía, pelo menos), uma garganta privilegiada, pois cantou com
muita desenvoltura e assim demonstrou que teria potencial para ser uma cantora
sensacional no espectro do Rock, Blues e Soul Music, se dessa forma o
desejasse, mas a sua carreira caminhou para um outro lado. Bem, é curioso, mas
o então bem cotado com o “hype” daquele instante, a saudá-lo como a pretensa
“salvação do Rock”, para a virada do milênio, o senhor Jack White, ficou muito
aquém da performance de Christina Aguilera, que rasgou a voz como se fosse Tina
Turner em seus melhores dias e como se não bastasse a voz e a performance de
palco sensacional, hoje em dia (2019), nem tanto, mas na imagem de 2006, que
impregnou-se nesse celuloide, essa moça estava com uma beleza feminina deslumbrante.
Destaca-se também
que intercalado aos shows, imagens de entrevistas e shows dos Stones ao longo
dos anos sessenta e setenta, principalmente, mas também da década de oitenta,
são inseridas. Na edição, privilegiou-se trechos de entrevistas engraçadas com
os componentes a declarar certas posições que através da passagem do tempo,
tornaram-se ridículas, como por exemplo, Mick Jagger na metade dos anos
sessenta, ao ser questionado sobre quanto tempo o sucesso da banda duraria, ter
vaticinado um prazo mínimo, completamente desconectado com a realidade
construída a posteriori. É bonito também, ver algumas imagens de shows antigos,
com as presenças do baixista, Bill Wyman, que deixou a banda em 1993, e
sobretudo do saudoso guitarrista, Brian Jones, falecido em 1969.
Sobre o
repertório, os Rolling Stones, pelo volume da obra, dada a sua longevidade
artística e genialidade exibida desde sempre, sob o ponto de vista criativo,
construiu um repertório monstruoso e recheado por sucessos. Então, já faz
décadas que as suas turnês são montadas com um esqueleto básico de canções que
repetem-se obrigatoriamente em todo show, porém a conter uma margem calculada
para mudanças estratégicas de um show para o outro, Por conta desse
dispositivo, a turnê é montada com um repertório enorme a privilegiar músicas
de vários álbuns e fases da banda. Assim, o público sempre tem uma boa surpresa,
que é exclusiva para aquele show em específico e quem assiste mais de um show
da mesma turnê, sabe da existência desse expediente e comemora tal iniciativa.
Eu mesmo já tive o prazer em passar por tal experiência, em passagens da banda
pela minha cidade, São Paulo, nos anos noventa e foi muito prazeroso receber a
boa surpresa de haver a execução de músicas diferentes de um dia para o outro e
algumas, a revelar-se muito surpreendentes, inclusive, extraídas de discos não
tão óbvios da discografia da banda.
No caso deste filme, o set list contou com: Jumpin Jack Flash, Shattered, She Was Hot, All Down The Line, Loving Cup, As
Tears Go By, Some Girls, Just My Imagination, Far Away Eyes, Champagne &
Reefer, Tumbling Dice, You Got The Silver, Connection (surpresa boa, direto de
1967!), Sympathy For the Devil; Live With Me, Start me Up e Satisfaction.
A canção, “Shine
a Light” é executada, mas como apoio em background a conter a sua versão de
estúdio. Casos também de “Wild Horses” (em uma versão acústica)
e “Only Found Out Yesterday”. Na versão em DVD, algumas canções tocadas ao vivo
foram inclusas, casos de “Undercover of The Night”, “Paint in Black”, Little
T&A (She’s my Litle Rock’n’ Roll) e “I’m Free”.
Em suma, se
o leitor não assistiu, fica a minha recomendação, pois a despeito de não ser
uma captura dos Rolling Stones em seu melhor momento artístico observado
durante as décadas de sessenta e setenta, mostra a banda sob uma grande
performance, e neste caso, talvez os Stones sejam um dos únicos artistas
conhecidos como “dinossauros” que não abalam-se nunca com a passagem do tempo,
pelo menos em termos de shows ao vivo. Some-se a isso um trabalho visual
primoroso, assinado por um cineasta do quilate de Martin Scorsese, que acima de
tudo, adora o vintage Rock, portanto a
constituir-se de um grande filme. A crítica elogiou bastante quando do lançamento
oficial em 2008 e de fato, não há como tecer algum comentário ruim.
Mick Jagger,
Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood na formação oficial dos Rolling
Stones. Os músicos de apoio: Darryl Jones, Bob Keys, Chuck Leavell, Lisa
Fischer, Blondie Chaplin, Bernard Fowler, Tim Ries, Kent Smith e Michael Davis.
Os artistas convidados: Jack White, Buddy Guy e Christina Aguilera.
Um aviso aparece
ao final do filme, para explicar que essa obra fora dedicada a um senhor chamado: Ahmet Ertegün. Talvez o grande público não saiba, mas este homem que nasceu
na Turquia, como sugere a grafia e sonoridade de seu nome, foi o fundador da
lendária gravadora Atlantis, que tantos artistas importantíssimos na história
do Rock e da Black Music, lançou, o Led Zeppelin, entre tantos, só para citar
um nome de peso, além de ter trabalhado com os Rolling Stones, sendo muito
próximo de seus componentes. Pois nesta ocasião da filmagem ele esteve presente
na audiência, no alto de seus então, 83 anos de idade. Nesse dia de uma das
filmagens (29 de outubro de 2006), ele sofreu um acidente nas dependências do
teatro, por tropeçar e bater a cabeça com força no chão. Levado às pressas para
um hospital, entrou em coma e veio a falecer em dezembro do mesmo ano. Um dado
a mais, apaixonado por futebol, foi esse senhor que montou o time do Cosmos de
Nova York nos anos setenta e contratou diversos jogadores internacionais de
renome para reforçar o time, incluso: Franz Beckenbauer, Giorgio Chinaglia, Johan
Neeskens e os brasileiros, Pelé e Carlos Alberto Torres, entre outros. Que
descanse em paz esse grande empreendedor no campo da música e também do
esporte.
Produção por
Steve Bing e Michael Cohl. Direção de Martin Scorsese. Lançado em abril de
2008. O filme estreou no Festival de cinema de Berlim. Já foi exibido muitas
vezes na TV, sobretudo na TV a cabo, e geralmente a marcar mostras sobre o Rock
em geral, Rolling Stones em específico e também sobre a filmografia de Martin
Scorsese. Na Internet, somente em versão paga, tanto no YouTube, quanto Google
Play. No portal da Netflix, não encontra-se mais, mas em compensação, um
documentário mais moderno sobre os Rolling Stones, denominado: “Crossfire
Hurricane”, está em plena exibição neste portal (ao me referir ao ano de 2019, bem entendido)
*A referir-me ao livro que lancei em 2020
Esta resenha foi escrita para fazer parte do livro "Luz; Câmera & Rock'n' Roll", através do seu volume III, com a leitura disponibilizada a partir da página 441






















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