sábado, 8 de setembro de 2012

Mesa Redonda: Por Que as Mulheres as Odeiam? - Por Luiz Domingues


Os jogos vão a encerrar-se na rodada de domingo e o pós-jogo ainda monopoliza as atenções nas transmissões de rádio e de algumas TV's fechadas. Mas para o desespero das mulheres, essa falta de atenção dos maridos e/ou namorados ainda não acabou, com o final dos jogos da rodada.
É o fim do domingo e o sujeito nem pisca diante da TV, ao prestar atenção em meia dúzia de homens sentados sob uma bancada, nem sempre arredondada, a discutirem por mais de duas horas sobre... a rodada que já se encerrara há horas...
Discutir a relação? Mulheres, nem ousem falar essa frase infame quando um homem está hipnotizado, por assistir pela quinquagésima vez a jogada que originou aquele pênalti polêmico. As mulheres não entendem que o futebol sucinta inúmeros aspectos que extrapolam as quatro linhas e os noventa minutos regulamentares.
Tão ou mais importante que o jogo em si, são os bastidores. O pré e o pós jogo, pode ser muito mais interessante que a partida em si, por diversas razões. Para quem acompanha, o futebol fascina justamente por essa gama de questões análogas, que adoramos discutir por horas a fio, mas que causa ojeriza às mulheres.
Por exemplo, em volta de seu time, existem os outros times rivais. É uma obviedade, mas as mulheres que não acompanham o futebol, tendem a pensar que cada jogo se resume a ele mesmo, sem entender o mecanismo de um campeonato em termos de regulamento, tabela, tábua de classificação e afins. Então, independente se ganhar, empatar ou perder, o seu time está sempre em um mar revolto, em meio a tubarões vorazes, e assim, torna-se tal visão desse cenário, fundamental para o torcedor estabelecer conjecturas.
Quais foram os resultados dos outros jogos? Qual a situação da tabela após essa rodada recém-encerrada? E nos detalhes a envolver os bastidores, há a mesma predisposição pelas entrelinhas do esporte que são relevantes. 

Quem recebeu cartão vermelho? Quem recebeu o terceiro cartão amarelo e estará suspenso para o próximo jogo? E isso vale para os adversários, é claro. Se fulano, do time "A", recebeu o segundo amarelo na rodada realizada, hoje eu vou torcer para que ele receba o terceiro cartão no jogo da próxima quarta-feira, contra o time "B" para que ele fique suspenso para enfrentar o meu time no domingo que vem, ao enfraquece-lo. Capice, ragazza?
Viu como é importante acompanhar a mesa redonda do domingo a noite? E sobre as contusões, então? Ao assistir tais programas, tornamo-nos todos, ortopedistas práticos... horas e horas a ouvirmos a discussão sobre menisco, músculo adutor da coxa, estiramento, hérnia de disco...
E o mais delicioso de tudo: os bastidores dos clubes e federações!
A política interna do clube, contratações, contratos com patrocinadores, o mercado da bola, e as especulações inerentes dele. Vemo-nos como "experts" em cartolagem, sob os seus obscuros meandros. As mulheres não percebem que esses detalhes nos fascinam.
Técnicos a falar sobre esquemas táticos! Você gosta mais do "3-5-2" ou do "4-4-2? Duas linhas de quatro possibilita a liberdade para os alas, poderem apoiar o ataque? Quantos volantes de contenção você usaria?  O seu técnico mexeu errado no time? Demorou para mexer? Foi humilhado pelo técnico adversário, através de um "nó tático?"
E as jogadas polêmicas? Talvez o mais enigmático e entediante momento para as mulheres nesses programas, pois como podem compreender o que afinal de contas é o "impedimento?" Foi ou não pênalti? A bola entrou ou não entrou? O árbitro foi rigoroso demais na expulsão? Por que tantos minutos de prorrogação? Por que?
A conclusão é: não basta o ludopédio dos noventa minutos dentro das quatro linhas, pois tal como bovinos, gostamos de ruminar o futebol, ao ficarmos horas e horas a discutirmos tais aspectos, ad nauseam.

Agora, meu amigo, torne a ler esta matéria, sob outra perspectiva.
Pense que agora ela se chama: "Fazer Compras no Shopping, Por que os Homens odeiam isso?"
Leia a imaginar que não suportamos passar horas a acompanhá-las nas compras.
Pense no quanto é entediante ver a sua mulher entrar em cinquenta lojas, experimentar tudo que vê nas estantes e "araras", fazer milhões de perguntas às vendedoras e às vezes voltar para a casa sem que tenha comprado absolutamente nada! Pense no fascínio que elas sentem por sapatos, apesar de ter cada uma delas, apenas dois pés, exatamente como nós, e não mais de cem, como uma centopeia...
Pense como é entediante peregrinar de loja em loja, sem que ela se decida enfim sobre comprar algo. O quanto é incompreensível, em nosso entendimento, que fiquem paralisadas diante de vitrines que nós nem notamos que existem. Enfim, a resposta é essa: as mulheres odeiam as mesas redonda de futebol, pelo mesmo motivo que odiamos acompanhá-las aos shoppings!
Tal como nós, comprar para elas é igual ao jogo em si, com noventa minutos. O mais gostoso, portanto, é ruminar muito sobre a compra, assim como nós gostamos de pensar no futebol em muitos detalhes do extracampo. Sendo assim, faça um pacto de tolerância com sua esposa ou namorada: ela vai fazer compras sozinha e gasta o tempo que quiser. Em troca, às quartas e domingos, deixam-nos digerir o futebol igual a uma jiboia que engoliu um boi, por horas a fio... combinado?

E afinal de contas: o centroavante do nosso time volta a a atuar no jogo da próxima quarta, ou não? Essa contusão é eterna? Esse "chinelinho" está a me irritar com a sua indolência...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Mecenato de Ciccillo - Por Luiz Domingues



Tendemos sempre a valorizar a obra artística pelo viés do seu realizador. Ao artista, entrega-se os louros da vitória e consequentemente, da imortalidade. Contudo, não é apenas pela genialidade criativa do artista que nós dependemos para dar vazão à difusão cultural.
Uma séria de fatores e pessoas são importantes nesse processo e entre elas, a figura do mecenas, é fundamental. A palavra "mecenas" designa pessoas dotadas de posses e que usam suas fortunas pessoais para patrocinar artistas, ao dar-lhes o suporte financeiro para que possam dedicar-se à sua criação, ao máximo e mais que isso, promove e difunde a sua arte para o mundo.
A etimologia da palavra deve-se à existência de um cidadão romano que viveu no século I antes de Cristo, chamado : Gaius Cilnius Mecenas, e que por ter sido um homem agraciado com muitas posses e apaixonado pela beleza artística, usou o seu dinheiro e prestígio político para bancar poetas e pensadores de sua época, tais como Virgílio; Horácio e Propertius. Contudo, foi a partir da Idade Média que a figura do mecenas ganhou força e a instituição "mecenato", tornou-se sinônimo de amor a arte.
Francisco Antonio Paulo Matarazzo Sobrinho, nasceu em São Paulo, em 20 de fevereiro de 1898. Filho de Andrea Matarazzo, irmão do Conde Francesco Matarazzo. Desde a tenra idade, ganhou o apelido de "Ciccillo". Herdeiro de um império industrial, passou boa parte da infância e adolescência a estudar em bons colégios italianos e belgas.
De volta ao Brasil, assumiu parte das indústrias da família, mas independente de seu lado empresarial, era apaixonado por artes plásticas.  Sempre inserido nas rodas intelectuais formadas por professores da USP, traçou uma meta ousada junto ao crítico de arte, Sergio Milliet e o arquiteto, Eduardo Kneese de Mello : a criação de um museu de arte moderna na cidade de São Paulo.
Em contato com o empresário norteamericano, Nelson Rockfeller, estabeleceu um acordo de cooperação com o MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York e lança assim as bases para a criação do MAM, o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1948, lançou portanto, o estatuto oficial da instituição, em consonância com o museu novaiorquino e em 1949, ele foi inaugurado oficialmente, ao utilizar inicialmente, as instalações localizadas em um espaço na Rua 7 de abril, número 230, no centro de São Paulo, ao dividir o seu espaço com o também embrionário, MASP, Museu de Arte de São Paulo, que utilizava o mesmo endereço nessa época.
O MAM mudou-se enfim para um espaço exclusivo, em 1958, em um pavilhão dentro do Parque do Ibirapuera. Ainda ao final dos anos quarenta, ao lado de seu amigo de infância, Franco Zampari, criou o TBC, o Teatro Brasileiro de Comédia, importantíssimo espaço no coração do bairro do Bexiga, onde revoluciona o teatro paulista e brasileiro. E dentro do TBC, ajudou decisivamente Franco Zampari a criar a Vera Cruz, uma companhia de cinema com planos ambiciosos, no sentido de seguir o padrão hollywoodiano de produção cinematográfica.Pois então, construiram estúdios em São Bernardo do Campo / SP, adquiriu-se equipamento norteamericano de ponta e contrataram técnicos europeus experientes, além da nata dos atores do teatro brasileiro para o seu elenco.



Simultaneamente, Ciccillo não mediu esforços para realizar em São Paulo, a Bienal de Arte, nos moldes da Bienal de Veneza. Realizou a primeira Bienal em 1951, ainda a utilizar o MAM como fomentador, mas logo a seguir criou a Fundação Bienal, que passou a ser a gestora da Bienal, aliás, até hoje. Por ocasião dos festejos do IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954, Ciccilo foi o presidente da Comissão Organizadora dos festejos e participou ativamente da criação do Parque do Ibirapuera e para tanto, na contratação do arquiteto, Oscar Niemeyer, que fez todo o projeto das edificações.


Em 1963, o MAM é doado à USP, e recentemente, 2011, voltou ao Parque, agora a utilizar as amplas instalações que foram usadas pelo Detran, por décadas.  Ciccillo deixou a presidência da Fundação Bienal em 1975 e faleceu dois anos depois, em 1977.


Seu dinheiro e seu tempo foram muito bem gastos e certamente o prazer que teve em fazer tanto pela arte e cultura, foi o seu retorno, com lucro incalculável.
Foi um mecenas exemplar, desses que lamentamos a falta.



Matéria publicada inicialmente no Site / Blog Orra Meu e republicada no Blog Pedro da Veiga, ambas em 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Filme: Stoned (A História Secreta dos Rolling Stones) - Por Luiz Domingues

Em 2005, o diretor, Stephen Whooley, lançou um filme longa-metragem sobre Brian Jones, guitarrista e fundador dos Rolling Stones, morto em 1969.
A premissa do filme foi baseada em uma versão pouco confiável sobre a sua morte, ou seja, o famoso e não confirmado depoimento prestado pelo empreiteiro, Frank Thorogood, que em seu leito de morte em 1993, afirmou a uma autoridade policial que assassinara Brian Jones em 1969. 

Vamos aos fatos pregressos: Brian Jones foi membro fundador dos Rolling Stones e era considerado um gênio musical. Multi-instrumentista e aberto à todo tipo de experiências musicais, era idolatrado pelos fãs da banda. 
Com a consolidação da fama do grupo, Brian mergulhou fundo no estilo de vida de genuíno "Rock Star" e em meio a loucura proporcionada pelo advento da chamada, "Swinging London", tornou-se um de seus mais expressivos personas. 

A partir de 1967, os abusos decorrentes da fama e consequentemente do dinheiro em fartura, começou a fazer com que insatisfações geradas por conta com suas posturas pouco focadas na carreira, aflorassem dentro da banda, em relação aos seus companheiros.
Em 1968, em meio as gravações do LP "Beggar's Banquet", ele já demonstrava estar improdutivo pelos abusos cometidos, e em 1969, o clima ficara insustentável, com os demais a convidá-lo a retirar-se do grupo, praticamente.
Em meio a esse clima desagradável, não deu muito tempo para ele lamentar o seu infortúnio, visto que uma fatalidade ocorreu, quando em 3 de julho de 1969, o seu corpo foi achado a boiar na piscina de sua mansão. 

Os Rolling Stones fariam um show gratuito no Hyde Park de Londres, dois dias depois, para marcar a estreia do novo guitarrista, Mick Taylor, mas diante dessa fatalidade, foram impelidos a anunciar que este seria um show em homenagem ao ex-companheiro falecido.
De fato, foi um show histórico, com a presença de cerca de quinhentas mil pessoas, e por ter tido como banda de abertura, o King Crimson, a mostrar-se espetacular no campo do Rock Progressivo, ainda desconhecida do grande público, visto que tal grupo faria a sua estreia nesse dia, além de outras atrações (Family, Alexis Korner, Roy Harper etc). Esse show dos Rolling Stones está devidamente registrado em um DVD oficial, chamado: "Stones in the Park". Nele, Mick Jagger lê um poema escrito por Percy Shelley, em homenagem a Brian, mediante o efeito visual de uma revoada de borboletas, simultaneamente. E quando a banda executou a música:"Sympathy for the Devil", eis que entrou em cena, vários percussionistas africanos caracterizados com figurino folclórico, como uma tribo selvagem, e Jagger diz que vão tocar um "samba". 

Entretanto, em relação à morte de Brian Jones, após investigações exaustivas, a polícia britânica nunca esclareceu o caso a contento, ao deixar no ar a versão de que ele afogara-se acidentalmente, pois estaria em estado mental muito alterado, devido aos abusos costumeiros em relação ao álcool e drogas. 
Claro, por ser um ídolo com fama mundial, a sua morte misteriosa suscitou diversos boatos que espalhou-se mundo afora. E a versão de que fora assassinado, veio à tona, é lógico. Até Mick Jagger e Keith Richards foram citados como "mandantes", em versões baseadas em teoria da conspiração que proliferou pela rede mundial de fofocas da ocasião e a internet nem era pública nessa época, portanto, o boato voou pelos meios prosaicos da época.
Essa versão de que o empreiteiro que estava a realizar reformas em sua casa o matou, também foi ventilada, mas nunca houve uma prova conclusiva. 

Tanto que o sujeito viveu tranquilo, até que em 1993, por sentir a sua morte chegar decorrente de um câncer terminal, resolveu confessar o crime, e supostamente morrer em paz com sua consciência. No entanto, será que foi algo sincero ou apenas motivado por alguma razão ainda desconhecida? Por que ele revelaria tal informação em tom de confissão, apenas em seus últimos suspiros?
E foi por aí, baseado nesse depoimento, que o filme foi baseado. Por ser uma produção barata, não houve recursos para caprichar em nada.
Portanto, tal produção mostra-se bastante decepcionante em diversos aspectos. Nem perderei tempo em enumerar os pontos falhos, indo direto ao crucial: como é concebível um filme sobre Brian Jones, que não contenha uma só música dos Rolling Stones em sua trilha sonora? Por outro lado, ao pensar nos produtores sem recursos, como eles poderiam arcar com a fortuna exigida pela editora detentora dos direitos das músicas dos Rolling Stones, para integrar a trilha sonora?
Sendo assim, as poucas menções aos Rolling Stones, ocorrem com versões de músicas que eles tocavam de outros autores, bem no início da carreira, como por exemplo, "Not Fade Away", do Buddy Holly, cujas taxas exigidas para uso, foram muito mais baratas por parte da editora.
E tirante poucas versões de bandas contemporâneas dos Rolling Stones na década de 1960 (lembro-me em ouvir canções de bandas contemporâneas dos Rolling Stones, tais como: Small Faces; Traffic e Jefferson Airplane, entre outras), o restante da trilha foi elaborado com versões de bandas modernas dos anos noventa, de influência sessentista, como o Kula Shaker, por exemplo. 
Se não fosse uma tentativa de cometer-se uma cinebiografia de um astro real do quilate de Brian Jones, o filme poderia passar como um filme sobre a vida de um Rock Star fictício, ambientado na década de sessenta, com certa dignidade, apesar da falta de recursos, mas ao tratar-se dele, fica realmente difícil para aceitar uma produção tão simples, sem as suas músicas (imperdoável!), e também pela versão pouco confiável a respeito de sua morte, através de um depoimento muito suspeito.
Fora esses aspectos cruciais (infelizmente), o filme tem lá os seus atrativos por retratar a loucura dos anos sessenta, apesar da escassez de recursos dessa produção. São mostradas festas de arromba, regadas a muito loucura, a psicodelia lisérgica a enlouquecer a todos, literalmente; os casos amorosos com mulheres instigantes (Anita Pallemberg teria sido um dos motivos de discórdia dentro dos Rolling Stones, claro, pois na vida real, ela, que fora a sua namorada, o deixou para ficar com Keith Richards, seu próprio companheiro de banda, ou seja, outro baque que Brian sofreu) etc.

Ponto positivo, não se pode reclamar da atuação do ator, Leo Gregory, que esforçou-se para interpretar, Brian Jones, da melhor maneira possível.
 
 
Destaque também para Paddy Considini, que fez Frank Thorogood, Tuva Novotny (ao interpretar uma outra namorada, a garota sueca e belíssima, Anna Wholin), e Monet Mazur, mais pela sua beleza física, ao interpretar a outra namorada de Brian, Anita Pallemberg, que o deixou para ser namorada de Keith Richards. Luke De Woolfson interpretou, Mick Jagger, e Ben Whishaw, fez Keith Richards. O baixista, Bill Wyman foi interpretado por Joseph Altin e o baterista, Charlie Watts, por James D.White. E ainda a respeito da banda, o empresário dos Rolling Stones naquela ocasião, Andrew Loog-Oldhan, foi interpretado pelo ator, Will Adamsdale.
Brian teria dito na vida real, que roubaram-lhe a sua namorada e a sua banda, o que de certa forma fazia sentido, embora não ele levasse em conta o seu estado mental alterado pelos abusos.
E no caso específico de seu suposto assassinato, o filme mostra a relação conflituosa entre Brian e o empreiteiro que reformava a sua casa, a tratar-se de uma mansão conhecida como: "Cotchford Farm", localizada em East Sussex. 

Estabeleceu-se entre eles um jogo em torno de provocações e soberba, onde supostamente Brian Jones deu motivos para Frank Thorogood passar a odiá-lo, mas fica a pergunta: ao ponto de matá-lo? Tudo bem, pessoas cometem crimes por razões banais no cotidiano, principalmente em países de terceiro mundo, portanto, causa espécie que em um país de primeiro mundo, onde tal ocorrência é raríssima, senão inexistente, essa tenha sido a motivação do tal trabalhador para dar cabo da vida de Brian.
Brian Jones é considerado um dos quatro "J", ícones do Rock que morreram precocemente entre 1969 e 1971, a nomear-se: Brian Jones; Jimi Hendrix; Janis Joplin, e Jim Morrison.
Quem sabe no futuro, Martin Scorsese ou Oliver Stone não resolvem fazer uma produção mais caprichada, e com orçamento digno? Pois um aspecto é indiscutível, Brian Jones merece uma cinebiografia desse porte. 

Outros atores que participaram dessa obra: David Morrisey (como Tom Keylock), Amelia Warner (como Janet), David Walliams (como o contador), David Williams (como Speecy), Gary Love (como Jeff), Johnny Shannon (como Ladford), Melanie Ramsey (como Mrs. Thorogoode, a esposa do suposto assassino de Brian Jones), Rüdiger Rudolph (como Volker), Ralph Brown (como Gysin), Alfie Allen (como Harry), Guy Flanagan (como Dino), Vanessa Landford (como Jackie), Lisa O'Reilly (como Mary), Jenna Aaron (como Joan), Tom Espiner (como o técnico de áudio dos Rolling Stones), Anna Madeley (como a secretária dos Rolling Stones) e mais alguns atores de apoio.
Sobre a trilha sonora, a despeito de não haver músicas dos Rolling Stones, lastimavelmente, mesmo assim, a parte musical tem muito material de ótima qualidade. Além dos artistas que eu mencionei anteriormente, arrola-se também: Robert Johnson, Bob Dylan e Bee Gees, e entre as bandas modernas dos anos 2000, que gravaram versões de clássicos do Blues e do Rock, destaca-se: The White Stripes e Kula Shaker. 
Escrito por Neal Purvis e Robert Wade. Produção a cargo de Finola Dwyer e Stephen Wooley. Direção por Stephew Wooley. Foi lançado em novembro de 2005.

Cabe ainda acrescentar que o subtítulo que foi usado no Reino Unido, foi: "The Wild and Wicked world of Brain Jones", que sob uma tradução livre seria algo como: "O Mundo Selvagem e Perverso de Brian Jones", o que em si, denota um exagero histriônico ao meu ver. No entanto, no Brasil, o subtítulo escolhido para ser usado em português, foi ainda pior, pois induz o espectador a uma avaliação errônea sobre a banda em si. Portanto, "A História Secreta dos Rolling Stones", foi  um título capcioso e que poderia ser até alvo de reclamação  da parte do espectador que pagou um ingresso na bilheteria de uma sala de cinema, se levado às últimas consequências, pois definitivamente, não se trata de uma cinebiografia dessa banda grandiosa.
O filme angariou pouca projeção no circuito  comercial, ao  restringir-se aos cine-clubes e festivais alternativos, e nem  despertou grande comoção entre os fãs dos Rolling Stones, como esperar-se-ia. Foi exibido em algumas ocasiões esporádicas em canais de TV a cabo. E na internet, atualmente (2012), eu receio que só possa ser visto através do Google Play, em versão paga. No portal YouTube somente há fragmentos.
Resenha publicada inicialmente na rádio/Blog do Juma, em 2012. Posteriormente esta resenha foi revista e ampliada para fazer parte do livro: "Luz; Câmera & Rock'n' Roll", e encontra-se disponível para a leitura em seu volume II, a partir da página 41.