segunda-feira, 4 de junho de 2018

CD Sob os Olhos de Eva / Kaoll - Por Luiz Domingues


Eu fico abismado quando observo manifestações oriundas da parte de diversas pessoas através das redes sociais da internet, a lastimar o estado degradante em que encontra-se o panorama da música e da arte em geral nesta atualidade de fim dos anos dez, do século XXI. 

A reclamação procede em linhas gerais, porém, existe um aspecto que também é evidente, a dar conta de que as mesmas pessoas que reclamam o tempo todo, não percebem ou não querem perceber, que tal panorama desfavorável não é motivado pela escassez de artistas expressivos e que tenham algo relevante a acrescentar para o espectro cultural da sociedade. 

Não é o caso aqui para estender tal reflexão, então para resumir, acrescento que a degradação não passa pela falta de artistas com qualidade e principalmente através do seu sincero desejo em dar o seu recado bem embasado, mas simplesmente por haver um vergonhoso monopólio na difusão cultural mainstream a proibi-los, veladamente, ao seu livre acesso e por conseguinte, atingir o grande público. Portanto, artistas incríveis, temos em profusão, todavia, simplesmente eles não estão nos programas popularescos da TV, não são convidados a ceder as suas obras para alimentar as trilhas das novelas e a sua música não toca nas emissoras de rádio, oficiais. Apenas isso...

É o caso do Kaoll, uma banda que já tem uma história significativa na cena da música instrumental, com discografia numerosa e além da sua qualidade técnica e artística, está sempre imbuída por uma sólida base cultural.  

“Sob os Olhos de Eva”, é o novo álbum do Kaoll e traz em seu bojo, um advento muito rico ao basear-se na obra de um livro e a seguir a modernidade tecnológica, em seu aparato de apresentação, oferta ao público, um aplicativo para ser automaticamente unido a um arsenal de ilustrações e vídeos análogos. 

Sobre o livro em si, trata-se da obra homônima, do pensador, Renato Shimmi. Filósofo, com graduação também em Direito e com diversas especializações, Shimmi é um pesquisador sério, com renome, e a sua fama no meio acadêmico, justifica-se plenamente, pelo teor de sua obra. Neste livro, Renato Shimmi apresenta uma série de ensaios a analisar a questão da unidade que transcende a questão dual enfocada no mito de Adão & Eva, proveniente do Genesis bíblico. Através de tal prospecção, com profundidade, joga luzes sobre todo o desenvolvimento da humanidade ao longo dos séculos, através da construção e quebra eventual dos paradigmas estabelecidos. Não li o livro, ainda, mas através do release da obra, chamou-me a atenção uma colocação forte de seu autor a dar ciência de que o caráter libertário em desobedecer as ordens impostas arbitrariamente, foi sufocado por séculos, em uma demonstração clara da ostentação totalitária, portanto o que foi institucionalizado como paradigma irrefutável, pode e na verdade, deve ser contestado, sem dúvida alguma.

Portanto, é sob essa sólida argumentação filosófica proposta pelo pensador, Renato Shimmi, que o Kaoll concebeu o conjunto de músicas de sua mais recente obra e somente por essa iniciativa, este álbum já demonstra conter um lastro enorme. 

Contudo, vai além, pois a parte musical é riquíssima e nada surpreendente para quem acompanha a trajetória dessa banda e a qualidade inquestionável de seus componentes, individualmente a destacar-se.
O trabalho do Kaoll é fortemente influenciado por uma gama de vertentes musicais muito valiosas, mas que tem um componente em comum, o apreço (e a coragem, devo salientar), em fazer uso do experimentalismo, na contramão das regras ditadas pelos produtores musicais que atendem os interesses em prol da música Pop comercial de alto consumo e descartável. Dentre as suas ótimas influências, nota-se a presença de vertentes do Rock Progressivo setentista, a destacar-se a corrente do Krautrock, a maravilhosa escola alemã dos anos setenta, que notabilizou-se na história do Rock, justamente por abrigar uma gama de artistas que usaram o experimentalismo, fortemente em suas respectivas obras. 

Soma-se também nesse bojo, o Jazz, sobre algumas linhagens, o Jazz-Rock predomina, mas há gotas interessantes de outras linhas, como o Free-Jazz e o Fusion, certamente. A música erudita, sob o aspecto de suas camadas mais recônditas, marcadas pelo atonalismo, dodecafonismo e outras correntes mais radicais dentro do gênero, a música Folk, no sentido amplo da designação etc.

Na prática, o som do Kaoll é um instrumental muito versátil, a mesclar a extrema docilidade da flauta, aos solos de guitarra mais proeminentes, com pegada Rocker. Transita entre longos temas, como uma Jam Band, mas tem seus momentos mais concisos, com arranjo fechado e permeado por convenções bem arranjadas. Apresenta um arsenal de melodias, muito bom e a parte rítmica da banda é igualmente excelente, com a presença de várias batidas diferentes, a usar bem as variações nas fórmulas de compasso e claro, com toda essa categoria e ótimas influências apresentadas pelos seus membros, busca os melhores timbres, em perfeita sincronia com a preocupação em ter o seu áudio, a altura de seu quilate artístico. O álbum, “Sob os Olhos de Eva”, apresenta seis faixas. A primeira, a abrir a obra, é homônima.

Em “Sob os Olhares de Eva”, a banda apresenta uma introdução bastante instigante, a lembrar-me o trabalho de bandas progressivas bem do final dos anos sessenta, que faziam aquela transição entre a psicodelia e o iniciante gênero progressivo, propriamente dito. Alguns historiadores rotulam essa corrente intermediária como “Space Rock”, a denotar uma aproximação da música com a expansão espacial da humanidade, então sob alta voga no imaginário popular. 

Logo entra uma parte intermediária onde com muita docilidade, a flauta leva a banda para um passeio muito bonito. Mais um pouco e o Folk que surge é delicioso. Sob uma percussão bem colocada, a banda faz uma base amena, muito bem amalgamada pelo slide de guitarra. A parte final é marcada por um "looping" extremamente bonito, com maior peso e a guitarra é belíssima em sua linha de frente. Na sincronia com o livro, tal tema exprime a visão de Eva ante a oferta da serpente, a denotar a sua sede pelo conhecimento, que pelo paradigma religioso imposto-nos, é tido como algo maléfico e arrogante, por supostamente afrontar uma ordem superior, mas a proposta é a reflexão em torno do contrário, ou seja, não seria a arrogância do totalitarismo que impede a expansão do homem, portanto, o verdadeiro "mal" a ser combatido?

O próximo tema é denominado: “O Exílio da Serpente”. Tudo soa belo nessa faixa. O trabalho magnífico das cordas, da flauta e a cozinha que soa sob uma inspiração fantástica. Teclados pontuam com muita propriedade, ao trazer timbres ótimos dos velhos sintetizadores: Moog, Arp Strings e o tradicional piano vem muito bem no bojo. Lembrou-me o Jethro Tull em seus melhores momentos, com aquela capacidade ímpar que a turma de Anderson; Barre & Cia. possuía em criar arranjos com polimelodias, todas muito bem encaixadas e que obrigam o ouvinte a escutar a faixa várias vezes, para poder a cada audição, prestar atenção em um detalhe específico. A passagem quase no limiar do Hard-Rock, é ótima no trecho final, com um solo de guitarra para arrepiar.
“Kopernick” vem a seguir, e mais uma vez o trabalho das cordas é muito bonito. Tem um certo quê de música flamenca, com batidas de violão a buscar tal acento rítmico característico e mais uma vez com um belo solo de guitarra para realçar-se. Trata-se da referência à Copérnico, e a explicação que vem das estrelas a confrontar os modelos dogmáticos impostos pela Igreja.

“O Julgamento e Morte de Giordano Bruno” vai direto no âmago do problema. Creio ser desnecessário maiores explicações sobre a figura histórica descrita no título da música e o que representou como símbolo de resistência à opressão, em sua época. Em termos musicais, esse tema oferece-nos um riff deveras interessante, com a banda a manter-se nele como base primordial e deixar assim a flauta a flutuar, literalmente. Apresenta peso e leveza em perfeita unidade, eu diria. Solo final com contundência na guitarra a buscar modulação de tom e novo passeio da flauta ao final, para encerrar, e que soa, magnífico.
“A Rua contra os Reis” denota a tomada de consciência das massas, ao ir às ruas e protestar contra a opressão, com a finalidade em exigir mudanças. É muito bonita a melodia proposta pelo slide guitar e a base segue a quebrar ritmicamente, muito bem.
O último tema, “Dharma em Chamas”, busca exprimir o sentimento individual da experiência rumo à unidade final, o romper com a dualidade. Adão & Eva não devem obedecer, tampouco ser punidos, e assim fundem-se em um único ser, absoluto e transcendente. E sob tal conceito metafísico, o tema musical apresenta-se com uma deliciosa explosão sonora, a trazer fortes doses de influência latino-americana, com percussão muito forte, permeada por um forte molho caribenho. O tema é muito vibrante a lembrar bandas "freaks" com tal proposta dentro do Rock norte-americano dos anos sessenta, onde a citação ao Santana é a mais óbvia, pela sua maior projeção nesse campo. Entretanto, advém uma parte mais amena, com a flauta a comandar a boa melodia. E uma terceira parte, mais uma vez sob experimentalismo, fecha a música e o álbum, exatamente como ele iniciara-se. Ou seja, a serpente contorce-se a formar o “oito infinito”, a unidade que denota o indivisível. Em síntese, a obra é muito consistente pela parte musical e a mensagem implícita a acompanhar o pensamento filosófico do schollar, Renato Shimmi, expresso em sua obra homônima ao álbum, é perfeita.
O filósofo, Renato Shimmi, autor do livro "Sob os Olhos de Eva" e que inspirou a obra musical homônima, perpetrada pelo Kaoll 

Ouça na íntegra o álbum, “Sob os Olhos de Eva”:

Eis o link para escutar no You Tube:
A ilustração da capa é muito expressiva. Com traços simples, o artista plástico, Zé Otávio Zangirolami não precisou de grandes recursos tecnológicos para contribuir com a sua criatividade, ao retratar bem o espírito da obra. Uma serpente com seu corpo a enrolar-se e formar assim a imagem do "oito infinito", diz tudo. A serpente, demonizada pelo dogma oficial, mostra aqui uma outra chave para a humanidade, diametralmente oposta. Detalhes como o símbolo atômico, o número “Pi” e o símbolo do gênero feminino, fazem parte da ilustração mais discretamente e claro que são referências importantes para reforçar a chave do pensamento de Renato Shimmi. 

A VJ, Cecília Luchessi, também participa do esforço artístico coletivo, ao responsabilizar-se pelo apoio com vídeos, no aparato virtual do álbum.

Produção geral de Bruno Moscatiello; Yuri Grafunkel e Renato Shimmi
Gravado, mixado e masterizado no estúdio Medusa de São Paulo/SP
Técnico de áudio: Janja Gomes
Capa, encarte, Lay out/arte final: Zé Otávio Zangirolami
Baseado na obra filosófica: “Sob os Olhos de Eva”, de Renato Shimmi
Formação do Kaoll nessa obra:
Bruno Moscatiello: Guitarra e violão
Yuri Garfunkel: Flauta e Viola caipira
Gabriel Catanzaro: Baixo elétrico e acústico
Rodrigo Reatto: Bateria
Janja Gomes: Percussão
Fabio Leandro: Teclados
Gabriel Costa: Baixo e Glissando Guitar

Para conhecer melhor o trabalho do Kaoll, acesse:
Página no Facebook:

site oficial:

canal do youtube:

Recomendo com bastante entusiasmo, o trabalho do Kaoll!

sábado, 26 de maio de 2018

Livro: O Primeiro Milhão de um Homem / Marcelino Rodriguez - Por Luiz Domingues


O título desse livro, mais um da extensa bibliografia do prolífico escritor, Marcelino Rodriguez, pode enganar o leitor desavisado, ao considerar tratar-se de mais um livro produzido dentro do nicho da “autoajuda”, esse campo minado da literatura moderna, onde tais obras e autores podem ser classificados entre os equivocados bem intencionados e os picaretas assumidos. 

De fato, “O Primeiro Milhão de um Homem”, pode tranquilamente ser confundido com uma espécie de manual de como “vencer na vida”, bem naquele tipo de visão materialista a tratar o acúmulo de bens e os luxos supérfluos da vida fútil, como uma meta paradigmática e obrigatória para todo Ser Humano. 

Todavia, por tratar-se de um escritor do quilate de Marcelino Rodriguez, é claro que não representa nada disso e assim, o título e a sua respectiva ilustração da capa frontal, mais buscam a visão crítica de tal modelo, pela via da ironia. De fato, logo no prefácio, o próprio autor deixa claro que a amálgama do livro é a posição contrária em relação ao ditame citado, ou seja, ele quer provocar no leitor, a necessidade em pensar sobre o conceito da riqueza sob um parâmetro diametralmente oposto, isto é, como uma conquista interior, exclusiva, fruto de um intenso mergulho em seu próprio Ser, à procura das chaves que levam a tal tesouro, certamente mensurado por um valor incalculável.

Então, se trata de um livro religioso ou com conotação esotérica/filosófica? Não abertamente, porém, tais ferramentas interessam, sim, ao autor e ele as usa, ainda que com muita parcimônia, é bom frisar, pois não há nenhuma intervenção dogmática, tampouco doutrinária em sua expressão.



Marcelino é eclético como escritor, ao usar várias linguagens diferentes dentro da literatura, para expressar-se em seus livros, mas certamente que a crônica é o seu estilo principal. E assim, “O Primeiro Milhão de um Homem”, traz ao leitor, mais uma bela compilação com crônicas curtas (misturadas a alguns poemas, também), sendo preciso em seus recados, duro em algumas colocações, mas sem perder a ternura jamais, pois há em seu bojo, muita candura, através de algumas reminiscências que evocam a infância, a vida cotidiana e prosaica das pessoas simples, e até uma dose de erotismo em contrapartida com o seu clássico inconformismo com a política educacional e cultural dos governantes brasileiros, uma briga ferrenha com a qual ele empenha-se em enfrentar, através de seus livros, e depoimentos em entrevistas por diversos veículos da mídia, nos quais participa, costumeiramente.



Portanto, de crônica em crônica, Marcelino dá os seus recados concisos, sob o formato de pequenas gotas, não aforismos propriamente ditos, mas por lampejos, que justificam a ideia por ele mesmo propagada, a dar conta de que ler (e prestar atenção no que se lê), é o fundamento para um povo sair da sua miséria terceiro-mundista indecente e achar, de fato, o seu “primeiro milhão na vida”. Eis alguns trechos significativos entre as diversas crônicas publicadas nesse livro:


Em “A certeza dentro do Frio”, ele diz pelo enfoque de uma personagem que leu um de seus livros anteriores: “Lê-lo foi um alento... o único momento, naquela semana, onde suas palavras me tiravam de mim, transportando-me para o mundo invisível das buscas eternas. Com as palavras dela, saio de gelo do inferno e sinto que é verdade: o poeta deu certo”. 

“A Praia da Consciência” traz outro recado direto: “Deveríamos ser para os outros, um universo acolhedor. Deveríamos ser amigos. O que conseguimos, de forma muito tímida, quase uma ilusão, é sermos conhecidos de rosto. Nada mais, no essencial, somos invisíveis. Comunicação verdadeira acontece somente entre corações abertos e cultura tem muito a ver com reverência”.

Crítico das relações sociais efêmeras construídas através das Redes Sociais da Internet, em “Dos Amores Virtuais”, Marcelino criou esse conceito: “Não existe felicidade nenhuma no egoísmo. A felicidade suprema está em dar amor, mais ainda do que receber”.


Tanto discute-se a dicotomia entra razão e emoção, e nesse contexto, Marcelino vem com essa, em “Razão e Sentimento”: “A razão não vê o buraco negro da alma, nem o coração que chora o filho morto, o amor traído”... 

Livro com apenas 78 páginas, é curto em extensão, mas rico em ideias, a prender a atenção do leitor, pela diversidade de temas expressos, mediante alguns momentos lúdicos, até, mas é preciso ficar atento às chaves propostas pelo autor e elas existem, praticamente em todas as crônicas ali encontradas.


Para conhecer a bibliografia e ideias do autor, consulte seu site oficial:




Contato direto com o autor:




Página no facebook:


domingo, 20 de maio de 2018

Os Kurandeiros - Novo Single : Andando na Praia

Os Kurandeiros

Novo Single : Andando na Praia (Kim Kehl / Luiz Domingues)

Gravado; mixado e masterizado no Estúdio Prismathias - Parque São Lucas - São Paulo / SP
Fevereiro / abril de 2018
Técnico de áudio / Produção - Danilo Gomes Santos
Assistente de Produção - Malcolm-X Bezerra Góes

Produção Geral : Kurandeiros e Danilo Gomes Santos
Produção Executiva : Kim Kehl e Lara Pap
Distribuição Digital - Gravadora Baratos Afins
Produção Digital : Luiz Carlos Calanca

Os Kurandeiros
Kim Kehl - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado - Bateria
Nelson Ferraresso - Teclados
Luiz Domingues - Baixo

Convidado especial : 
Marco "Pepito" Soledade - Percussão

Eis o Link para escutar no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=7OswQ9q7BHs&feature=youtu.be

sábado, 19 de maio de 2018

Os Kurandeiros - 20/5/2018 - Domingo / 18 Horas - Feira da Vila Pompeia - São Paulo / SP

Os Kurandeiros

20 de maio de 2018  -  Domingo  -  18 Horas

31ª Feira de Artes da Vila Pompeia

Entrada Gratuita

Rua Tucuna com Rua Padre Chico
Vila Pompeia
São Paulo - SP

Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Luiz Domingues : Baixo 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Patrulha do Espaço - 19/5/2018 - Sábado / 23 Horas - Virada Cultural de São Paulo - Palco Avenida Ipiranga / Edifício Copan - Centro - São Paulo / SP

Patrulha do Espaço

19 de maio de 2018 - Sábado - 23 Horas

Virada Cultural de São Paulo

Palco Avenida Ipiranga / Edifício Copan
Centro - Estação República do Metrô
São Paulo - SP

Entrada Gratuita

Patrulha do Espaço :
Rolando Castello Junior : Bateria
Marcello Schevano : Guitarra, Teclados e Voz
Rodrigo Hid : Guitarra, Teclados e Voz
Marta Benévolo : Voz
Luiz Domingues : Baixo e Voz
 

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Patrulha do Espaço - 11/5/2018 - Sexta-Feira / 21 Horas - Sesc Pompeia - São Paulo / SP

Patrulha do Espaço

11 de maio de 2018 - Sexta-Feira - 21 Horas

Comemoração dos 40 anos da Baratos Afins

Sesc Pompeia

Rua Clélia, 93 - Vila Pompeia
Estação Barra Funda / Palmeiras do Metrô
São Paulo - SP

Participação Especial : Santuário

Patrulha do Espaço :
Rolando Castello Junior - Bateria
Rodrigo Hid - Guitarra e Voz
Marta Benévolo - Voz
Luiz Domingues - Baixo


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Os Kurandeiros - 4/5/2018 - Sexta-Feira / 21 Hs. - Santa Sede Rock Bar - Tucuruvi - São Paulo / SP

Os Kurandeiros 

Lançamento do single da canção "Andando na Praia"

4 de maio de 2018 - Sexta-Feira - 21 Hs.
Entrada Gratuita

Santa Sede Rock Bar
Avenida Luiz Dumont Villares, 2104
Tucuruvi
200 metros da estação Parada Inglesa do Metrô
São Paulo - SP

Os Kurandeiros :
Kim Kehl - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado - Bateria e Voz
Luiz Domingues - Baixo