terça-feira, 19 de abril de 2022

CD Blues Quasar/Marcião Pignatari - Por Luiz Domingues

Guitarrista fortemente versado nas tradições clássicas do Rock’n’ Roll e do Blues, Márcião Pignatari é mais do que um ótimo músico, compositor e cantor, mas é também um artista que se comunica com grande desenvoltura e bom humor espirituoso com o público, ou seja, assisti-lo ao vivo é sempre muito prazeroso pela alta qualidade sonora e igualmente pelo astral bom que ele irradia de uma forma muito natural, por conta da sua personalidade.

Artista que já participou de vários projetos, ele mantém a sua banda em atividade, Márcião Pignatari & Os Takeus, sempre cercado por músicos de grande qualidade artística, além dele mesmo ser solicitado para atuar com outros artistas em gravações e apresentações ao vivo, dado o fato de que a sua presença em estúdio ou no palco, sempre abrilhanta o trabalho de quem quer que seja. 

Neste caso, o objeto desta resenha é o CD Blues Quasar, um trabalho solo que esse artista oriundo de Osasco-SP, lançou com bastante desenvoltura. A sonoridade é rica ao longo de todas as faixas, com um instrumental de alto padrão, obtido com uma formação bem básica, o clássico Power-Trio a conter guitarra, baixo e bateria. E como sempre ocorre nesse tipo de formatação, os três músicos se desdobram e preenchem todos os espaços com muita criatividade e uma força incontestável.

 

A respeito do aparato gráfico que acompanha o disco, ele se mostra bem simples, contudo, de bom gosto a mostrar uma ilustração frontal com a foto de um “Quasar”, literalmente, ou seja, um fenômeno astronômico observado pela ciência, a se caracterizar como um núcleo galáctico ativo, maior que uma estrela, porém menor que uma galáxia e no caso da capa, a se mostrar azul com uma esfera exterior amarelada e sob o fundo preto do espaço sideral. 

Na contracapa, se vê uma montagem de uma foto do artista e de seus músicos convidados, com o tom dourado a predominar como fundo. Em relação ao encarte, mostra-se uma foto a se destacar a presença da guitarra e dos amplificadores do Márcião, que insinuam a formação do “quasar” e assim a justificar o título do disco. Seguem fotos dos músicos e uma breve ficha técnica.

Sobre a música proposta pelo Márcião Pignatari, se trata de um conjunto de treze faixas e sobre as quais tenho a pontuar algumas observações.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=FfEHKRNQ2q0

68 Blues” é um tema instrumental a mostrar sonoridade muito agradável e que lembra muito o som de John Mayall & Bluesbreakers, bem ali na metade dos anos sessenta, com uma linha de Blues-Rock direta e reta, mediante uma timbragem bem limpa de todos os instrumentos, principalmente pela guitarra que destila o som puro da Fender Stratocaster.

A condução geral, tanto no aspecto harmônico, quanto na divisão rítmica é pautada pela linha tradicional do Blues e para enriquecer, há a presença de convenções pontuais. 

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=rnqb2u5szgE

A canção “Às Vezes” mostra um Blues-Rock balançado a pender para o R’n’B. Márcião mais uma vez desempenha com a sua guitarra mediante grande desenvoltura e os seus convidados, Marcos Soledade “Pepito” e Douglas Silva, vão juntos na mesma predisposição a acompanhar muito bem a intenção da canção.

Na parte cantada, Márcião lembra o estilo de interpretação do saudoso Celso Blues Boy e no aspecto da letra, a fina ironia se faz presente, ao discorrer sobre o fardo que é ter que conviver com um tipo de pessoa que se julga dotada da sapiência que na realidade não possui.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=jEcrYRiEJv0

Celebrar a Vida” tem uma pegada Blues com sabor Country-Rock, a la Southern Rock, que é muito interessante. É muito bom o solo e o refrão também é bem convidativo para se cantar junto à banda e afinal de contas, o mote da letra é mesmo celebrar a vida, ou seja, uma dádiva.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=_0_6FjNfk9Q

De onde eu Venho” é um Blues-Rock vigoroso, a lembrar o som de Robin Trower, Cream e de seus contemporâneos. É muito bom o riff e a parte melódica, que é cantada com ênfase.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=2H2a3TPOP-M

Aquilo Lá” é um tema que pela timbragem e estrutura harmônica lembra bastante o som da Surf Music bem típica das décadas de cinquenta e sessenta, praticada por bandas instrumentais como The Shadows e The Ventures e por centenas de similares, inclusive no Brasil (Jet Blacks, The Spark’s, The Clevers etc). Tema gostoso de se escutar, mostra bem o desempenho preciso do Marcião à guitarra, sob fraseados mais rápidos.  

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=KAsSdOgbBcg

Em “Cowboy do Salão”, o estilo do Blues texano se faz presente com proeminência. A letra brinca com os clichês oriundos das tradições dos bares de música ao vivo, não só do estado do Texas como de outros estados do sul e oeste dos Estados Unidos, onde os músicos se acostumam a tocar em meio às brigas com garrafas que são arremessadas a esmo, inclusive sobre eles mesmos no palco.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=8LYbp3FalaQ

A sétima faixa, “Um Tempo Bom (Puteiro em Maislaqui)” tem o jeito brejeiro do Blues de New Orleans e como sugere o seu título, contém uma letra bastante satírica a descrever o ambiente de um prostíbulo.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=1I-tUQnYvXk

Cigana” vem a seguir, com uma irresistível pegada a la Carlos Santana, com muita ginga mexicana na forma latinoamericana/hispânica para interpretar o Blues. 

Marcos Soledade, o grande “Pepito”, além de baterista é um excelente percussionista e assim, a sua contribuição nas congas e outros instrumentos de apoio, foi providencial. 

É ótimo o solo de guitarra e a inclusão de um violão também agregou bastante para encorpar a canção, além de brilhar no solo final a encerrar o tema, via efeito de fade out.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=wfilIp26DxQ

Chega a nona faixa, “Pronto para Viagem” e a proposta é um estilo de Blues a pender para o Pop, embora a proposta instrumental remeta levemente à Surf Music sessentista, inclusive pelo bom uso do trêmulo na guitarra.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=erQkwQ3vwTA

De Galho em Galho” tem o seu riff bem orientado pelo Rock’n’ Roll na sua estrutura e lembra bastante o som dos Rolling Stones nos anos setenta. Trata-se de um som que produz o apelo à dança, portanto, é uma peça bem agradável.

Há um final falso que serve para criar uma atmosfera interessante como interlúdio e assim a música volta subitamente ao seu refrão para terminar enfim no embalo total.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=3l0Xvi2OFBk

No Silêncio” é uma música que tem uma proposta de letra mais densa, o que me fez recordar do trabalho de Itamar Assumpção, com uma abordagem de poesia urbana. Eis um pedaço de um verso que me pareceu emblemático:

No Silêncio sentir o dom de respirar/No silêncio a vida que se tem

Na parte musical, a canção tem a pegada dos bons discos solo do Eric Clapton no início da década de setenta, em meio a um som orientado pelo R’n’B, bem balançado.  

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=TzSI51OstiA

A décima segunda faixa é: “Só Pessoas”. Neste caso, se trata de um blues bastante ritmado e na sua letra, Márcio enfatiza o fato de que as pessoas são absolutamente iguais e dessa forma, a arrogância movida à exaltação das posses materiais e/ou em relação à posição social mais elevada, são meras ilusões que os prepotentes tem em mente para subjugar as demais pessoas. Eis um trecho da letra:

Nus em frente ao espelho somos só pessoas

Recado em tom de crítica social a parte, a música empolga por si só, ao se mostrar como um embalo de primeira qualidade.

Ao final, Márcio recita com ênfase: -“venha para a luz”, ou seja, que a prepotência dessa gente esnobe permaneça nas trevas...


Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=E0FzPzvQKgw

Feitiço de Áquila” fecha o disco e em grande estilo ao evocar a presença de Jimi Hendrix subliminarmente em seu estilo. Trata-se de um tema instrumental de uma beleza rara em termos de melodia, toda desenhada pela guitarra com bastante senso emotivo a alternar intensidade na dinâmica.

É belo o final ao se chegar no limite da saturação do amplificador e usar do recurso do “feedback”, bem ao estilo Hendrixiano.

E “O Feitiço de Áquila” em questão é uma lenda com teor medieval que fez grande sucesso como filme no ano de 1985 (“Ladyhawke”, título original em inglês, com direção de Richard Donner), a dar conta de uma maldição lançada por um feiticeiro inescrupuloso a um casal que ele almejou se vingar por ciúmes, no sentido de lhes impor que de dia a moça se transforme em um falcão e a noite, o rapaz se torne um lobo, para que assim, nunca se encontrem como humanos e consumam o seu amor. 

Para encerrar, eu recomendo bastante a audição do CD “Blues Quasar” do guitarrista, compositor e cantor, Márcião Pignatari, por considera-lo um bom disco a trabalhar com a base do Blues e Rock’n’ Roll e igualmente flertar com diversas variantes dessas correntes.

Gravado no Estúdio 500 de São Paulo

Técnico de som (captura): Mauricio Pastori

Mixado no estúdio Big Rec

Técnico de mixagem:  Mauricio Pastori

Capa/encarte: Case 21 Designer

Produção Geral: Márcião Pignatari

Banda:

Márcião Pignatari: Guitarra, violão e voz

Marco Soledade “Pepito”: Bateria e Percussão

Douglas Silva: Baixo 

Para conhecer melhor o trabalho do Márcião Pignatari, acesse:

Facebook:

https://www.facebook.com/adrian.pigblues

YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UCXMaRA5uXPV8jtsWPoGaM6g

Spotify:

https://open.spotify.com/album/7n6JgtMplV6KuwO5K71Twd?si=Zrgky1j4R9qtqscm4l-rGA&nd=1

Instagram:

https://www.instagram.com/marciaopignatari/

sábado, 9 de abril de 2022

CD & DVD: Dream 35 Anos (Um Sonho Nunca Morre)/Edzul - Por Luiz Domingues

Cumprir uma meta estabelecida é um dos maiores prazeres que qualquer pessoa pode experimentar na sua existência. A sensação de bem-estar consigo mesma ao constatar que o seu trabalho foi materializado, é algo inenarrável.

É óbvio que seja lá em qual campo for, todo trabalho que alguém se propõe a fazer e o completa de maneira integral, traz no bojo toda uma história pregressa a reunir esforço, estudo, sacrifícios pessoais e outros tantos aspectos envolvidos que no cômputo geral, valorizam ainda mais todo o empenho que teve para chegar no resultado final e se sentir vitorioso, por conseguinte.

Esse certamente é o sentimento dos componentes do grupo de Rock gaúcho, Edzul, tradicional expoente da cena da Serra Gaúcha. Formada na cidade de Bento Gonçalves-RS nos idos de 1981, o nome da banda foi uma junção em tom de corruptela a se destacar as palavras “Éden”, a denotar o paraíso propriamente dito e a cor azul para reforçar o conceito celestial implícito, e dessa forma a se criar o neologismo.

A formação musical básica dos rapazes sempre foi pautada pelo Rock clássico, também o Blues e com direito aos flertes com as suas variantes, o Rock Progressivo setentista, entre outros, que os impactara em sua formação musical desde o princípio de suas atividades. Alguns músicos passaram pela banda e a formação mais estável seguiu firme no decorrer da década de oitenta a compor as suas músicas e tocar muito por diversas cidades vizinhas, até que em 1986, houvesse uma interrupção dessa trajetória, para que os seus componentes pudessem se dedicar a outros projetos.

Foi quando já no avançar da segunda década do século vinte e um em curso, que os seus componentes vislumbraram a oportunidade para uma reunião e melhor ainda, com recursos para registrar esse reencontro com um disco ao vivo e um DVD e assim, finalmente se resgatar aquelas músicas compostas na década de oitenta, devidamente registradas de forma oficial e assim, ofertar aos seus fãs, a sonhada concretização do trabalho, como um belo legado do trabalho que desenvolveram nos anos 1980. E também foi uma segunda efeméride para a banda, o fato do último show realizado por eles ter sido cumprido em 1986, portanto, em 2016, representou muito para eles, se reunirem no palco trinta anos depois.

Dessa forma, o capricho que tiveram para produzir tal material, impressiona, pois mais do que um espetáculo nostálgico (na verdade fizeram dois shows no mesmo espaço, o Anfiteatro Casa das Artes Bento Gonçalves em 6 e 7 de dezembro de 2016 para registrar esse trabalho), tal esforço representou exatamente o que o título da obra sugere, ou seja, um sonho realizado, trinta e cinco anos depois.

E também é digno de elogio o esmero da produção em termos de aparato, pois tal Kit disponibilizado pelo grupo é luxuoso, a conter o CD, o DVD com a edição dos espetáculos e também com uma série de imagens de ensaios, momentos informais da banda durante a sua preparação prévia e nos bastidores das apresentações, além de depoimentos isolados dos integrantes.

Isso sem deixar de mencionar uma inserção dramatúrgica, porém sem texto, a representar a banda na sua juventude, mediante o apoio de jovens atores, o que foi uma ideia bonita para agregar ao documentário. 

E como se não bastasse, esse generoso kit ainda é acompanhado por um belíssimo livro que é ricamente ilustrado com fotos dessa celebração de 2016, mas igualmente com fotos antigas da banda, em sua atuação nos anos 1980, além de muitas peças de portfólio que eles arregimentaram naquela ocasião de outrora.

Portanto, o resgate que planejaram foi além das expectativas, ou seja, veio com requinte a coroar o esforço e honrar a história da banda.

A capa do CD e do DVD são iguais em termos visuais, no sentido de unificar o conceito do show de 2016, contudo, o livro traz uma outra arte como ilustração frontal a usar uma antiga foto da banda nos anos 1980 e assim a reforçar no subtítulo, a perseverança da banda em jamais deixar de acreditar que mesmo sob um longo hiato, deixaria de conseguir lograr êxito e deixar dessa maneira, para todos a mensagem: “Um Sonho Nunca Morre”. De fato, eles provaram que sempre é possível! 

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=gaLBLUpzTJM

Sobre o material registrado em disco e DVD, a primeira música é: “Tração Progressiva” e como sugere o seu nome, é de fato um tema com forte inspiração do Rock Progressivo, com diversas passagens bem interessantes e muito bem executadas por todos os instrumentistas. 

Lembrou-me bastante o som do Pink Floyd em sua fase mais psicodélica, principalmente pela escala cromática que o Edzul executa em forma de riff e também remonta ao som de bandas germânicas como o Nektar e Eloy que faziam esse tipo de junção do Rock Progressivo com o Hard-Rock, com bastante contundência e senso melódico. Deixo a ressalva que são meras impressões pessoais minhas, neste caso das citações que fiz.


Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=wqNxb-ADFXU

Em “Mutante”, a banda toca um vigoroso Hard-Rock, com uma boa letra a discorrer sobre a visão do jovem Rocker a enxergar o mundo com outra lente, fora da normalidade social aceita pela maioria. É boa a condução vocal, inclusive nos backing vocals.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=dgMkyvqRC_Q

Sem Sentido” tem mais apelo Pop, é bem arranjada e empolga, certamente. 

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=5KfKPCLfLjU

Voo Psicodélico” é um belo tema instrumental, bastante melódico e também a evocar os ecos sessenta-setentistas das melhores influências da banda. Destaque pra a ótima condução da guitarra solo.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=84_wW55pDek

Blue da Lua” traz o Blues com um sabor bem gaúcho a honrar a tradição que existe tão forte no Rio Grande do Sul em termos de artistas bons do campo do Blues-Rock. Há um interlúdio com a declamação de um pedaço da letra, o que foi um recurso interessante para a dinâmica do show.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=Or_BziIup0c

Mecanóide" é uma boa balada com apoio do violão e contém um solo de guitarra bastante desenhado e melódico.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=3pppDJVieBE

Dúvida” mergulha no Rock’n’ Roll visceral com raízes cinquentistas e na sua letra, são várias as menções de artistas das décadas de cinquenta e sessenta que são citadas para reafirmar o compromisso da banda com o gênero.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=gnOif3-idPQ

Dream” fez com que o baterista Osmar Bottega fosse para a frente do palco para tocar flauta no início da canção. Trata-se de uma balada boa, com forte conexão com o Folk-Rock gaúcho de tanta tradição dentro do Rock brasileiro e também para a MPB.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=flNSk8X9syg

Cabelos Compridos” é uma balada bastante emblemática a discorrer sobre o sonho que moveu milhões de jovens ao longo do planeta inteiro, a fazer da música uma motivação para mudar o mundo para que este viesse a se tornar um lugar melhor para todos viverem. E o cabelo comprido em si, foi um símbolo forte a denotar essa luta pela realização do sonho.

Eu vou à luta de guitarra e cabelos compridosdiz um trecho da letra e certamente espelha bem o que tal simbologia representou para essa geração.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=P-_JcBWZcQc

Blue Vadio” é um "slow blues" bem tradicional e que a banda defende muito bem. André Sebben solta a voz na interpretação.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=WXQdDQ9hVkA

Amigo Inimigo” bebe na fonte do Blues-Rock, com bastante balanço e desenvoltura. 

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=oxsBRHHPqDc

Paralela” é um Hard-Rock com uma estrutura montada em torno de um bom riff, bem setentista em sua inspiração.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=HvzD6fOjrao

Pro Vizinho do Lado” é um Rock executado com vigor, e a conter boa vocalização. Há uma desdobrada estratégica em um ponto da canção e a seguir, ocorre uma mudança brusca de direção, algo também bem setentista em sua concepção enquanto composição. 

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=pU8S_J0jBag

Paraíso Azul” fecha o álbum com uma sonoridade de balada bem viajante ao sabor do Prog-Rock. Tal tema conta uma harmonia bonita e que dá margem para que todos os instrumentos brilhem. Há em determinada parte uma mudança para uma passagem mais Hard-Rock que traz o vigor mais acelerado no andamento. O tema volta para a parte mais Prog-Rock, para ser encerrado mediante um emotivo solo de guitarra e mais uma parte cantada com bastante ênfase.

Em suma, está de parabéns o Edzul por toda a sua luta empreendida nos anos 1980 e neste momento posterior de 2016, quando lançaram esse luxuoso kit e enfim deixaram o seu legado para o Rock gaúcho e brasileiro.

Formação do Edzul neste trabalho:

André Seben: Voz, guitarra e violão

Osmar Bottega: Bateria e Flauta

Mauro Munari: Guitarra e voz

Ney Massolini: Baixo e voz

Gravado ao vivo no Anfiteatro Casa das Artes Bento Gonçalves, na cidade gaúcha homônima em 6 e 7 de dezembro de 2016

Técnicos de áudio (captura, mixagem e masterização): Fabricio Franco e Carlos Balbinot

PA & monitor: Fabricio Franco e Carlos Balbinot (DWR Som & Luz)

Iluminação: Cleimar Marcelo e Juliandro de Deus

Direção musical: André Sebben

Direção do Show: Mauro Munari

Fotografia: Wagner Meneguzzi

Produção de Mídia: Walkman Produções

Produção de Vídeo e Edição: Altemir Saibel (Altemir Vídeo)

Projeto Gráfico: Sapiens Comunicação

Arte Finalização: Raiane Bariviera

Documentário: Gustavo Bohm Bottega e André Cavalinni

Atores convidados: William Monteiro, Alex Dal Pizzol e Lucian Maciel

Mestre de Cerimônias: Claudio Troian

Direção geral: Osmar Bottega

Apoio: Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, Secretaria de Cultura de Bento Gonçalves, Fundo Municipal de Cultura e Conselho Municipal de Política Cultural

Lançamento em 2017

Para conhecer melhor o trabalho do Edzul, acesse:

YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UCxSkIc8XoQ9cA2TuSb74ygg/featured

Facebook:

https://www.facebook.com/edzul35anos

Spotify:

https://open.spotify.com/artist/6I8Ozu6SICiUX9cCQwTIpO

Deezer:

https://www.deezer.com/en/track/358657031

Instagram:

https://www.instagram.com/bandaedzul/

Contato direto com a banda:

bandaedzul@gmail.com