sábado, 15 de outubro de 2022

CD Edição Especial 25º Aniversário/Blindog - Por Luiz Domingues

Este CD foi lançado como um grande presente aos fãs do trabalho da banda de Rock & Blues, “Blindog”, pois é constituído de uma coleção de materiais raros, a se tratar de sobras de estúdio, versões em fase de pré-produção, performances ao vivo e até interpretação de músicas de outros autores, inclusive artistas internacionais clássicos sedimentados no universo do Rock, Blues e Soul Music.

O padrão de sonoridade de áudio, varia, como é de se esperar de uma coletânea a conter gravações de épocas e circunstâncias de gravação diferentes entre si, mas nesse aspecto eu devo ponderar dois pontos: em primeiro lugar, como músico, eu relevo completamente o fato de algum áudio gravado de uma forma mais simples, pois sei que o que vale é o registro que fica para a história da banda, principalmente a se tratar de gravações ao vivo registradas muitas vezes de improviso e sem os melhores recursos disponíveis na ocasião. Isso vale para gravações precárias feitas em ensaios, e até para eventuais demo-tapes gravadas em estúdios mais simples.

E o segundo aspecto, diz respeito ao fato cabal de que na contracapa do CD, a banda deixa claro que algumas gravações tem um padrão mais simples de áudio, portanto, não há como reclamar.

Reitero que eu sou daquele tipo de ouvinte que releva esse detalhe, pois valorizo ao máximo a preservação da história do artista e dessa forma, celebro todo e qualquer material que possa ser resgatado com o princípio arqueológico a se considerar sempre cada peça encontrada e disponibilizada como um grande tesouro.

Posto isso, é claro que parabenizo o Blindog por lançar esse CD com tantas raridades da sua história e assim, não apenas presentear os seus fãs, mas prestar um grande serviço ao Rock brasileiro, por conseguinte, pois todo material agrega e muito.

Em termos de aparato gráfico, este CD optou pela simplicidade ao usar o logotipo da banda apenas como ilustração base em conceito preto e branco, além dos dizeres básicos. Na parte interna, há mais colorido,com a inclusão de várias fotos da banda em diversas formações, algumas peças de portfólio e capas dos discos lançados até então, ou seja, um painel bem rico a ilustrar a trajetória da banda.

E na contracapa, há uma rápida ficha técnica que traz informações gerais, principalmente a arrolar os músicos que estão contidos em formações distintas da banda, além de eventuais convidados, todos esses instrumentistas e cantores ao lado do fundador e grande baluarte do grupo, Jessé Carvalho, um guitarrista emblemático e que se confunde com a própria banda como uma entidade grandiloquente, ao ponto de ser conhecido normalmente no cenário Rocker como: “Jessé Blindog”.

A respeito das músicas que estão contidas nesse álbum, eu tenho mais alguns comentários pontuais, haja vista que não se trata de um disco regular de estúdio com músicas novas, embora existam algumas peças inéditas aqui colocadas como raridades.

O álbum se inicia com a vinheta: “Catkiller Blindog”, que está presente no CD “Sampa Midnight”, já a descarregar toda aquela energia Hard-Rock bem setentista e com a marca registrada da banda, ou seja, a unir riffs e ótimas convenções com uma linha melódica de voz muito bem construída.

Veja o clip de “Metrô das 7”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=x_YpfcbzUCE

Inéditas, as músicas: “Metrô das 7” e “Hora do Rush”, vem a seguir na mesma linha Hard-Rock.

Duas músicas do CD “Blindog” de 1995, representam tal trabalho nesta coletânea: Porre de Matar”, com um espírito Rock’n’ Roll bem empolgante e uma releitura de “Purple Haze” do Jimi Hendrix, com Jessé a usar todo o seu talento para manejar uma guitarra Fender Stratocaster, isso sem deixar de mencionar o arranjo especial, todo cheio de referências da própria obra do homenageado em questão.

Veja o clip de “Olhos Vermelhos”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=KorBnWNxrxI

Muitas músicas do CD “Sampa Midnight” de 2000, vem a seguir: “Olhos Vermelhos”, “Biscateira Blues”, “Blindog Blues”, “Dead Man Blues” e “Fuck you, Baby”, a proporcionar uma boa dose de baladas, Blues in natura, Blues-Rock, Hard-Rock e afins.

Veja o clip de: “O Sonho Ainda não Acabou”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=OpKLBaGjxFs

Veja o clip de “Paulicéia & Madrugada & Blues”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=tvoj_fb-cYM

Veja o clip de “Quando um Cão Cego Chora”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=iic-jq97gYM

Uma boa surpresa para os fãs, eis que três músicas gravadas em fase de pré-produção, do CD “Paulicéia & Madrugada & Blues, de 2010, comparecem: “O Sonho Ainda não Acabou”, “Paulicéia & Madrugada & Blues” e “Quando um Cão Cego Chora”. É sempre interessante poder ouvir versões dessa natureza para se comparar às suas respectivas versões oficiais e assim notar as diferenças no arranjo e tratamento de áudio, mesmo que sejam sutis.

E para fechar a coletânea, eis uma coleção com sete músicas gravadas ao vivo, a conter a interpretação da banda para clássicos do Rock, Blues e Soul, com as seguintes obras: “Come Togheter” (The Beatles), “Mr. Big” (Free), “Pack it Up” (Freddie King), “Purple Haze” (Jimi Hendrix e com a menção para “Rice Pudding” do Jeff Beck), “Sugaree” (Johnny Winter), “Superstition” (Steve Wonder e com a menção a “Moby Dick” do Led Zeppelin) e “Wishing Well” (Free). Tudo muito bem tocado, certamente, e com o adendo de conter arranjos bem personalizados a caracterizar não se tratar de “covers” iguais às versões originais desses artistas citados, porém, de releituras muito criativas.

Em suma, creio que os fãs do “Blindog” foram muito bem presenteados pelos primeiros vinte e cinco anos de atividades do grupo com essa coletânea recheada de raridades e que todo colecionador aspira ostentar na sua prateleira, com orgulho.

CD “Edição Especial/25º aniversário - Blindog

Artes Gráficas: Marco Angeli, André Bertazzi, Caio Carlucci e José Martins

Fotos: Douglas Martinucci, Marcos Blau, Fábio Grum e Leandro Medina

Suporte com vídeos na internet: Luiz Brasileiro

Jessé “Blindog” Carvalho: Guitarra

Bruno Trítono Santana: Voz

Fernando Janson: Voz

Rama Raynsford: Voz

Cris Stuani: Voz

Marcelo Nery: Bateria

Régis Drum: Bateria

Arnaldo Ramos: Bateria

Marcelo Viterite: Bateria

Fernando Camargo: Baixo

Márcio Espíndola (in memoriam): Baixo

Sérgio Luongo: Baixo

Daniel Ribeiro: Baixo

Mário Campanha Junior: Guitarra

Músicos convidados:

Sérgio Duarte: Gaita

Edu Gomes: Guitarra

Silvio Alemão Baixo

Robson Fernandes: Gaita

André Carlini: Gaita

Para conhecer melhor o trabalho do Blindog, acesse:

Resenha sobre o CD Paulicéia + Madrugada & Blues no Blog Luiz Domingues 1:

http://luiz-domingues.blogspot.com/2018/10/cd-pauliceia-madrugada-blues-blindog_2.html

Resenha sobre o CD "Avenida Paulista", trabalho solo de Jessé "Blindog" Carvalho no Blog Luiz Domingues 1:

http://luiz-domingues.blogspot.com/2021/06/cd-avenida-paulistajesse-blindog.html

Facebook:

https://www.facebook.com/jesseblindogpowerblues

Canal do YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UCLSra6vTKboX_FXHP2Upfuw/videos

Contato direto com o artista:

blindogpowerblues@yahoo.com.br 

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

CD DM/Danilo Martire - Por Luiz Domingues

Cantor, compositor, multi-instrumentista e professor de canto, Danilo Martire tem uma carreira prolífica, sempre a lançar novidades como singles e álbuns completos em alternância estratégica, normalmente apoiados com clips bem produzidos e disponibilizados na internet.

Danilo já foi vocalista de uma boa banda do estilo Hard-Rock e com forte influência setentista, o “Balls” e também componente, ainda que por pouco tempo, do grupo de Rock, “Delta Crucis”, além de outros trabalhos coletivos, mas é através da sua carreira solo que ele concentra a sua maior carga e o faz com bastante desenvoltura.

No cômputo geral, o Rock sob diversas nuances é o seu foco, entretanto, Danilo Martire é um artista eclético e aberto a várias tendências, portanto, as suas composições e sobretudo o estilo de sua interpretação é multifacetado, a caracterizar um artista que sofreu influência bastante diversificada a abranger além de muitas escolas distintas dentro do Rock, também as nuances da MPB e da Black Music de uma forma generalizada.

Neste álbum em específico, denominado como: “DM” (que aliás, mediante tal título eu creio que se dispensa qualquer explicação de minha parte ao leitor, pela obviedade do que se trata), eu notei toda essa riqueza musical nas suas boas composições e além do áudio bem caprichado, há de se destacar a ótima interpretação vocal de sua parte e de toda a parte instrumental excelente, da parte dele e de todos os músicos envolvidos na gravação e dois quais, eu conheço alguns pessoalmente e os recomendo sem pestanejar.

O bom gosto predomina em todos os quesitos, portanto, trata-se de uma audição agradável ao extremo e além do mais, demonstra uma abrangência salutar e esse é um trunfo do artista, devemos observar, pois Danilo pratica um tipo de Rock aberto, que pode ser classificado tranquilamente como “Aor”, ou seja, uma música bem composta, arranjada e executada em sua formatação, orientada (daí a sigla a denotar tal característica em inglês) ao público considerado “adulto” que ouve música e sobretudo vai assistir shows ao vivo com outro tipo de postura e expectativa.

A respeito do aparato gráfico, a sobriedade acompanha a predisposição do artista para se apresentar dessa forma, ou seja, com muita classe. A capa frontal é composta de uma boa fotografia a mostrá-lo sentado em frente a uma porta de madeira antiga, oriunda de algum estabelecimento comercial ou quiçá de uma igreja, a segurar o seu violão.

É uma imagem que denota uma força expressiva grande no meu entender, pois o recado é dado com muita objetividade no sentido de que o artista se mostra sem subterfúgios, a deixar claro que a sua integridade artística fala por si só.

Na parte interna da capa, a opção pela foto do “set” usado para compor a ilustração principal, mas desta feita sem a presença do artista, foi a oportunidade para que ele pudesse elaborar um pequeno texto a explanar o que acredita em seu íntimo como Ser Humano e, por conseguinte, nos legou na forma de um aforismo a sua convicção em tom motivacional a quem interessar. Acrescento que concordo com tal pensamento:

“Este álbum é dedicado aos que acreditam em seus sonhos e na capacidade de se reinventar a todo momento”

Para fechar a parte gráfica, a contracapa mostra mais um detalhe do set fotográfico, novamente vazio, sem a presença de Danilo Martire e com uma sutil desfocada nas bordas do enquadramento como fundo para abrigar a ficha técnica e os nomes das canções que compõem o álbum. Já no "silk", do disco em si, eu gostei bastante da foto com aplicação de desenho sobreposto, a mostrar o artista a caminhar com o seu violão às costas.

Senti falta das letras nesse encarte, mas eu como músico, sempre entendo a questão do encarecimento que esse tipo de adendo gera na arte gráfica de um álbum, portanto, relevo a ausência com a devida compreensão da realidade que nos cerca e nesse sentido, sei bem o quanto é oneroso lidar com a produção independente.

Se faltou a presença das letras no encarte e esse quesito na obra de Danilo Martire é muito valorizado por ele mesmo, pois até programa de internet ele tem para discutir a poesia musicada, há a compensação de existir um bom clip para cada canção, o que valorizou em demasia a produção.

Ouça a música: Eu de Ocasião”

Eis o link para escutar diretamente no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=6epOziZbIbo

A respeito das músicas que estão presentes neste disco, sobre a primeira faixa, ”Eu de Ocasião”, eu achei muito boa a escolha dessa canção para abrir o CD, dada a sua verve Rock’n’ Roll, portanto a produzir aquele impacto natural e bem colocado para se dar início à audição de um disco.

Canção com excelente apoio dos teclados, riff “ganchudo” a la Hard-Rock setentista e apoio excelente dos backing vocals a imprimir um teor Pop bem interessante, conta também com um bom solo de guitarra que em alguns trechos tem a boa companhia do som clássico proveniente do órgão “Hammond” a insinuar um duelo muito empolgante entre os dois instrumentistas. Gostei da linha de baixo, também com uma construção criativa, além da bateria firme ao extremo.

Escute “Dissonante”:

Eis o link para ver o clip no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=q-R7qH6DXKE

“Dissonante” é uma bela balada com carga R’n’B adorável. A sua introdução a conter o elemento “Blues” é um adendo de muito bom gosto e quando o balanço entra em cena, só confirma o que eu já salientei. Gostei muito do slide guitarra a pontuar com bastante felicidade, o bom arranjo do piano elétrico, violão de apoio e ótima linha de baixo e bateria.

Veja o clip da música “Pela Última Vez”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=2y_v-u5sjD8

“Pela Última Vez” tem a sua carga da boa MPB com sabor setentista, com todo o arranjo a pender para o som mineiro, a se inspirar no melhor do Folk-Rock com aquela pitada salutar do Rock Progressivo. Gostei da linha melódica toda, sobretudo a construção do refrão, muito bem desenhado.

Assista o clip da música: “Me Reinvento”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=dISlPeZPC7o

“Me Reinvento”, a quarta faixa, já entra em ação com divisão rítmica a usar o “staccato” como recurso e imediatamente tal escolha remete a muitos artistas dos anos sessenta, bem dentro daquela predisposição de fundir o Rock ao cancioneiro popular dos anos 1920 a 1940, ou seja, a conter o elemento Folk e também o Jazz de uma maneira sutil.

Música muito bem composta e interpretada, chama a atenção pelos belos timbres dos instrumentos e pela criatividade vocal da parte de Danilo, inclusive a solar com intenção onomatopaica ao simular um instrumento de sopro com a sua voz, mediante um simulador do gênero. Não se trata de um recurso inovador, mas reforçou com brilho a intenção sessentista da canção. A parte desdobrada ao final da canção é bem bonita, igualmente.

Através da letra, Danilo fala sobre o quanto é nociva a interferência externa na vida de qualquer pessoa e ao final, o recado se encerra de uma forma definitiva quando ele diz de uma forma enfática:

“Essa história que você escreveu, só o prefácio é meu”

Assista o clip de “Não Quero Sair”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=pSnsNkSWwxE

“Não Quero Sair”, é um som com forte influência do Blues-Rock. Faixa bem curta, quando ela acaba fica a sensação de “quero mais”, ou seja, é uma ótima estratégia da parte do artista a se pensar na produção do álbum, propriamente dita. Mais uma vez o arranjo geral se mostra muito bem concatenado com atuações ótimas de todos os instrumentistas e naturalmente da parte vocal.

Assista o clip de “O Instante que o Tempo Para”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=inbci5qAbMA

“O Instante que o Tempo Para”, é uma balada densa com forte pendência ao Slow Blues. Gostei muito do solo de guitarra, bem naquela disposição do Blues, ou seja, a se mostrar extremamente melódico e investir pesado no aspecto emocional, além do apoio poderoso do órgão Hammond. 

Assista o clipe da canção "A Falta":

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=tKabL-nxBFs

“A Falta” tem uma condução com forte apelo da MPB mais moderna, isto é, se trata de uma música bem harmonizada e cheia de detalhes interessantes no arranjo. A linha melódica é muito rica a ofertar a oportunidade ideal para o talento vocal de Danilo Martire brilhar com intensidade e ele explora cada espaço com maestria. O solo super melódico da guitarra também é um destaque.

Assista o clip de “Virtual”:

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=GX6xwZIEafU

“Virtual” fecha o disco. Essa canção já havia sido lançada previamente como um single apoiado com clip e chamara a atenção previamente pela sua qualidade implícita.

O violão muito bem tocado, tem o apoio do piano elétrico na medida certa, além das pontuais intervenções da guitarra em seu início e com tanta sofisticação, lembra bastante o Soft-Rock “jazzy” do duo norte-americano, Steely Dan, como uma referência minha como ouvinte, que fique claro, pois na verdade eu não sei o que exatamente inspirou o artista.

A harmonia sofisticada deu respaldo para um arranjo rico desse quilate, naturalmente, e mais um detalhe, o acréscimo da percussão foi muito bem escolhido e extremamente agradável. E certamente que abriu campo para um solo tão bonito da parte do piano elétrico, com rápidas insinuações dissonantes, inclusive, e ótimo apoio da guitarra.

Foi sábia a decisão de encerrar a canção com o recurso do “fade out” tamanha a felicidade dessa parte a conter o solo final e amparado por uma linha de baixo, bateria e percussão, cheia de balanço ao estilo da Soul Music.

Na letra, Danilo Martire questiona o aspecto ruim da modernidade tecnológica na qual vivemos nos dias atuais, a estremecer as relações humanas reais em detrimento da dita “vida virtual”, tão efêmera.

Para encerrar, digo que esse álbum “DM” do Danilo Martire é uma obra plena de virtudes em todos os aspectos e que deve ser ouvida com bastante atenção.

Gravado (parte instrumental) no estúdio Equinox09 e parte vocal no Ninrod Studios.

Todas as composições por Danilo Martire

Gravação e mixagem: Neto Florêncio

Masterização: Tiago Hospede

Gravação e direção da parte vocal: Rodrigo Lacerda

Fotografia: Elen Goulart

Projeto Gráfico: Rafael Gatti

Danilo Martire: Voz, violões e guitarras

Músicos convidados:

Áureo Alessandri: Guitarras

Nuno Xavier: Teclados

Neto Florencio: Baixo

Fisher “Batera”: Bateria

Para conhecer melhor o trabalho de Danilo Martire, acesse:

Danilo Martire – Site oficial

https://www.danilomartire.com.br/

Canal do YouTube:

https://www.youtube.com/c/danilom

Página no Facebook:

https://www.facebook.com/danilomartire.singer

Spotify:

https://open.spotify.com/artist/5ZDbvyhaLkUatSJsIxHiK6

Deezer:

https://www.deezer.com/br/artist/10499217

Contato direto com o artista:

dmartire@gmail.com