Entre tantos
países que compõe o planeta, a representar territórios demarcados para que
nações vivam, cada uma dentro de sua própria cultura; língua, tradições e
regulamentos distintos, existe um em específico, que é pitoresco. Aliás, como diria a chef de cozinha, Bela Gil, “pitoresco”
poder-se-ia ser substituído por “picareta”, em muitos aspectos, senão vejamos:
Em qual país
do mundo, a máxima: “rouba mas faz”, a designar administradores públicos que
realizam obras, mas assumidamente roubam o erário público, tem o beneplácito do
povo? Como assim tolerar um executivo público que rouba, um centavo que seja?
Mais uma
máxima típica, dá conta de que esse país cessa o seu poder de trabalho, muitos
dias antes dos festejos do natal e só volta após o carnaval. Um hiato
inacreditável e que dá margem a uma piada que corre desde sempre e em tempos de
Internet, amplifica-se: pessoas desejam “feliz ano novo” umas às outras, em
tom de galhofa, durante a passagem da “quarta-feira de cinzas”, ou seja, logo após o término do Carnaval.
Existem as que vão além, ao afirmar que a semana está morta e o país só começa mesmo na segunda-feira posterior, mas sabe como é... em plena quaresma, tudo feito sob marcha lenta, até passar a Páscoa...
Existem as que vão além, ao afirmar que a semana está morta e o país só começa mesmo na segunda-feira posterior, mas sabe como é... em plena quaresma, tudo feito sob marcha lenta, até passar a Páscoa...
Pois tem
outro axioma tão acintoso quanto, que diz: “Lei que não pega”, cuja força é tão
grande, que no imaginário popular, de fato derruba a legislação, ao demarcar uma demonstração
de escárnio para com os poderes legislativo; judiciário & forças policiais.
Será possível conceber essa mesma mentalidade no bojo dos povos de outras nações? Tirante os países de terceiro e quarto mundo, onde a miséria é tão gritante que as normas básicas de civilização não fazem sentido, é normal dar de ombros para uma lei, até o ponto em que seja tão óbvia a sua ineficácia e que motive os legisladores a revê-la?
Será possível conceber essa mesma mentalidade no bojo dos povos de outras nações? Tirante os países de terceiro e quarto mundo, onde a miséria é tão gritante que as normas básicas de civilização não fazem sentido, é normal dar de ombros para uma lei, até o ponto em que seja tão óbvia a sua ineficácia e que motive os legisladores a revê-la?
“A Lei que
não pega” não existia no velho oeste norte-americano. De fato, diante daquele
território inóspito e enorme, por décadas, a bandidagem teve muito espaço para
agir, mas por falta de logística, ausência do poder público em um país em
construção, e em meio a uma época municiada por poucos recursos tecnológicos e não pela inexistência da Lei, propriamente dita.




