Uncle & Friends
24 de novembro de 2019 - Domingo - 15 Horas
10º Festival Jingle Blues
Esquina das Ruas Padre Chico e Raul Pompeia
Vila Pompeia
Estação Barra Funda do Metrô
São Paulo - SP
Entrada Gratuita
Uncle & Friends
Lincoln "The Uncle" Baraccat - Guitarra e Voz
Caio Durazzo - Guitarra e Voz
Roy Carlini - Guitarra e Voz
Carlinhos Machado - Bateria
Luiz Domingues - Baixo
Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste meu primeiro Blog, reúno a minha produção geral e divulgo as minhas atividades musicais. Não escrevo apenas sobre música, é preciso salientar ao leitor, pois abordo diversos assuntos variados. Como músico, iniciei a minha carreira em 1976, e já toquei em diversas bandas. Atualmente, estou a trabalhar com Os Kurandeiros.
domingo, 24 de novembro de 2019
Uncle & Friends - 24/11/2019 - Domingo / 15 Horas - 10º Festival Jingle Blues - Vila Pompeia - São Paulo / SP
sábado, 9 de novembro de 2019
A Expansão Bem Vinda - Por Luiz Domingues
Penso que em uma megalópole da dimensão de São Paulo, a expansão da malha metroviária ainda está muito aquém da necessidade que a cidade necessita realmente.
Ao pensar na malha metroviária como um todo, o atraso de uma obra que iniciou-se apenas em 1968, mas que na verdade já era planejada desde 1928, gerou um prejuízo sem tamanho, em todos os sentidos. Inaugurado em 1974, com uma tímida linha, apenas, foi somente no decorrer dos anos 1980, que se viu a chegada de uma segunda linha e sendo assim, apenas no início dos anos noventa, foi que surgiu a terceira e bastante incompleta. Para pensar-se em expandir as três linhas então existentes e criar novas, demorou-se ainda mais. Hoje em dia, 2019, são seis linhas, com uma delas ainda a faltar uma estação e duas em novas dessas, em processo de construção. Há planos para a a expansão de duas já existentes e plano para mais duas a sair do papel, em breve.
Penso que gestão pública e mobilidade são questões que deveriam estar à frente das prioridades, dado o tamanho da metrópole e além do mais, já passou da hora de haver a expansão para as diversas cidades acopladas à capital e que formam a colossal região da "grande São Paulo".
Uma dessas novas linhas que está para sair do papel e entrar na fase de obras, ligará a capital à três cidades do grande ABC. Ótimo, até que enfim. A ligação com Guarulhos e Osasco, em outros quadrantes faz-se mister, igualmente. Isso sem contar que a expansão de mais linhas na capital são urgentíssimas.
No entanto, sem pensar em partidarização/ideologia, vejo com bons olhos o fato de que as obras estão em andamento e tem havido uma boa vontade do governo estadual em expandir a malha em várias frentes simultâneas. Que assim seja, com mais metrô e menos carros nas ruas!
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
Os Kurandeiros - 9/11/2019 - Sábado / 19 Hs. - Festival Lapa Rock and Roll - Lapa - São Paulo / SP
Os Kurandeiros
9 de novembro de 2019 - Sábado - 19 Horas
Festival Lapa Rock and Roll
Viela Ema Angelo Murari - Shopping Center Lapa
Estação Lapa de Trem / CPTM
Lapa - Zona Oeste
São Paulo / SP
Entrada Grátis
Apresentação : Marquês
Bandas desde às 10 Horas da manhâ :
Caio Durazzo
Matilha
Galo Índio
Santanaz
The Jam
Marquês
Pompeia 72
Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Nelson Ferraresso : Teclados
Phill Rendeiro : Guitarra e Voz
Luiz Domingues : Baixo
domingo, 20 de outubro de 2019
CD Power Blues / Power Blues - Por Luiz Domingues
Quando um
grupo de músicos tarimbados anuncia que formou uma banda de Rock, a expectativa
gerada previamente já garante uma simpatia pelo trabalho, mesmo antes do
primeiro acorde que essa turma boa vai emitir através de seus instrumentos, pois
é óbvio que desse novo grupo, somente coisas boas advirão.
Formada por Daniel Gerber (guitarra e voz), Paula Mota (voz e percussão), Daniel “Kid” Ribeiro (baixo e voz) e Franklin Paolillo (bateria e percussão), essa banda nasceu para brilhar e o seu debut fonográfico prova isso, plenamente.
O extrato da banda é o Rock clássico e o Blues como fontes primordiais. Dentro desse espectro, há uma mobilidade interessante entre a aposta natural em torno das escolhas pela sonoridade vintage e a modernidade. Pois ao avançar nessa predisposição, a banda acerta em cheio ao manter ao estética inteiramente inspirada no melhor do Rock pregresso, em termos estéticos e simultaneamente, deter um áudio moderno, com o melhor da tecnologia da atualidade.
Acrescento mais um dado que julgo ser oportuno: cerca de dois anos atrás, uma discussão repercutiu na mídia internacional quando um jornalista musical levantou uma questão interessante sobre o panorama do Rock naquela atualidade e que se pode afirmar, ainda vigora. Em sua tese, a desconexão com a raiz do Blues prejudicara o Rock, observada em tendências que avançam desde a década de oitenta. Não cabe aqui avançar sobre tal discussão, mas serve como adendo ao observar que o Power Blues propõe exatamente o contrário, isto é, ao mostrar o seu trabalho inteiramente baseado em um Blues-Rock vigoroso, convicto em seus ideais e orgulhoso de suas raízes.
Na prática, em seu álbum de estreia, o Power Blues mostra uma coleção de canções fortes, mediante a observação de melodias muito boas. Ao ir além, a construção primordial das composições é orientada por uma autêntica usina de riffs muito fortes e os arranjos mostram-se excelentes, ao privilegiar a construção de convenções intrincadas em alguns momentos e que enriquecem sobremaneira as músicas. E a parte cantada mostra-se forte, com Paula Mota, a brilhar mediante o uso da sua emissão vocal que é muito boa, naturalmente.
No quesito das letras, a aposta da banda é pela crônica do cotidiano, no entanto, há espaço para cravar opinião ante as mazelas observadas no meio social, no entanto sem esbarrar em panfletagem política, portanto, uma escolha acertada ao meu ver, no sentido em que todo artista tem que fazer valer a sua opinião forte (e convenhamos, da parte de quem enxerga na frente, há por tornar-se um farol), entretanto, nem todo artista percebe tal sutileza e sobretudo a responsabilidade que possui em ser um influenciador em potencial, ao abusar da sua condição para tomar partido acintosamente sobre uma posição “A ou B”, quando o ideal seria manter-se imparcial para enxergar o todo da questão. Pois não é o caso do Power Blues, que porta-se com inteligência nesse sentido.
Formada por Daniel Gerber (guitarra e voz), Paula Mota (voz e percussão), Daniel “Kid” Ribeiro (baixo e voz) e Franklin Paolillo (bateria e percussão), essa banda nasceu para brilhar e o seu debut fonográfico prova isso, plenamente.
O extrato da banda é o Rock clássico e o Blues como fontes primordiais. Dentro desse espectro, há uma mobilidade interessante entre a aposta natural em torno das escolhas pela sonoridade vintage e a modernidade. Pois ao avançar nessa predisposição, a banda acerta em cheio ao manter ao estética inteiramente inspirada no melhor do Rock pregresso, em termos estéticos e simultaneamente, deter um áudio moderno, com o melhor da tecnologia da atualidade.
Acrescento mais um dado que julgo ser oportuno: cerca de dois anos atrás, uma discussão repercutiu na mídia internacional quando um jornalista musical levantou uma questão interessante sobre o panorama do Rock naquela atualidade e que se pode afirmar, ainda vigora. Em sua tese, a desconexão com a raiz do Blues prejudicara o Rock, observada em tendências que avançam desde a década de oitenta. Não cabe aqui avançar sobre tal discussão, mas serve como adendo ao observar que o Power Blues propõe exatamente o contrário, isto é, ao mostrar o seu trabalho inteiramente baseado em um Blues-Rock vigoroso, convicto em seus ideais e orgulhoso de suas raízes.
Na prática, em seu álbum de estreia, o Power Blues mostra uma coleção de canções fortes, mediante a observação de melodias muito boas. Ao ir além, a construção primordial das composições é orientada por uma autêntica usina de riffs muito fortes e os arranjos mostram-se excelentes, ao privilegiar a construção de convenções intrincadas em alguns momentos e que enriquecem sobremaneira as músicas. E a parte cantada mostra-se forte, com Paula Mota, a brilhar mediante o uso da sua emissão vocal que é muito boa, naturalmente.
No quesito das letras, a aposta da banda é pela crônica do cotidiano, no entanto, há espaço para cravar opinião ante as mazelas observadas no meio social, no entanto sem esbarrar em panfletagem política, portanto, uma escolha acertada ao meu ver, no sentido em que todo artista tem que fazer valer a sua opinião forte (e convenhamos, da parte de quem enxerga na frente, há por tornar-se um farol), entretanto, nem todo artista percebe tal sutileza e sobretudo a responsabilidade que possui em ser um influenciador em potencial, ao abusar da sua condição para tomar partido acintosamente sobre uma posição “A ou B”, quando o ideal seria manter-se imparcial para enxergar o todo da questão. Pois não é o caso do Power Blues, que porta-se com inteligência nesse sentido.
Sobre a capa
do álbum, a ideia é muito incisiva ao dar ênfase a uma imagem de um amplificador em
"close-up". A explosão energética total é sugerida, pois tem tudo a ver com o
poder do Blues, elevado em tal grau de eletricidade, portanto, eis aqui um
exemplo perfeito a destacar-se em termos de sincronia entre a música e a imagem
escolhida para ilustrar a capa de um álbum, principalmente ao levar-se em conta
o fato de constituir-se a sua estreia fonográfica. Nesses termos, a imagem que
passa é perfeita ao mostrar a artilharia pesada que municia o poder do Blues. Sobre as
canções em si, cabe destacar:
“A Vida me
Espera”
O Rock’n‘
Roll apresenta-se sem nenhuma parcimônia, com uma base fortemente influenciada
pela influência setentista. Tem o vigor envolvente a mostrar força, no entanto,
ao mesmo tempo é dançante ao extremo.
Destaca-se a voz aguda de Paula Mota, com timbre muito bonito, afinação e estilo de interpretação cativante. A letra contém bom humor, ao citar diversos fatores a respeito da condição da mulher na sociedade e a ironizar o machismo, por conseguinte. Linha de baixo e bateria espetacular e não apenas durante a exceção de um solo excelente, mas também a realçar a base, é preciso salientar que muitos contra-solos executados por Daniel Gerber, mostram-se criativos, ao interagir diretamente com o sentido da letra, principalmente no bom uso do recurso do wah-wah.
Destaca-se a voz aguda de Paula Mota, com timbre muito bonito, afinação e estilo de interpretação cativante. A letra contém bom humor, ao citar diversos fatores a respeito da condição da mulher na sociedade e a ironizar o machismo, por conseguinte. Linha de baixo e bateria espetacular e não apenas durante a exceção de um solo excelente, mas também a realçar a base, é preciso salientar que muitos contra-solos executados por Daniel Gerber, mostram-se criativos, ao interagir diretamente com o sentido da letra, principalmente no bom uso do recurso do wah-wah.
“Sexta-Feira”
Trata-se de
um belo Blues-Rock, com a observação da linha harmônica tradicional do gênero,
mas ao agregar elementos ricos em termos de convenções muito precisas.
Impressiona o áudio a realçar os timbres verdadeiramente espetaculares de todos
os instrumentos. Sobre a interpretação e execução da parte da banda, não há
muito a acrescentar, visto que mostra-se perfeita.
“Liberdade
Tem um Preço”
Nesta faixa
a temperatura esquenta ainda mais. A transitar entre o Acid-Rock sessentista e
o Hard-Rock Setentista, tal música mostra uma energia impressionante. Além
disso, é notável a qualidade da melodia, o que ajuda a dar eloquência à
proposta expressa em sua letra, a citar filosoficamente, mas em alto e bom som,
um posicionamento firme em termos libertários. Paula canta com ênfase:
“Ninguém
bate mais forte do que a vida... Liberdade tem um preço”...
Gostei muito
da quebrada rítmica imposta pela bateria e o baixo, a inverter os tempos, ao
estilo do Led Zeppelin em alguns trechos, e assim revelar criatividade e brilho.
É impressionante o timbre do baixo, a mostrar o estalo bem proeminente ao final das notas,
e assim a sugerir o som de John Entwistle.
Assista
abaixo, o clip da canção: “Mentes Criminosas”
Eis o Link
para assistir no You Tube:
“Mentes
Crimonosas”
Carro chefe
do álbum, pelo fato em ter motivado a produção do primeiro vídeoclip da banda,
essa canção é sem dúvida a que apresenta uma roupagem mais moderna, no sentido
do Hard-Rock. Mesmo a conter essa roupagem mais atual, em seu momento decisivo como ápice, ao destacar-se o seu riff primordial, eis que um fraseado bastante inspirado
na surf music cinquenta/sessentista comanda a atenção. O baixo tocado por Daniel Kid, brilha mais
uma vez ao estabelecer um solo estiloso, com farto uso de efeitos.
“Berço da
Terra”
Eis que um
momento para acalmar o ânimo, sobrevém e mediante alto estilo, eu devo observar. “Berço da Terra”
traz em seu início a condução de uma balada doce, sustentada por um trabalho de
guitarra muito bom e devidamente sedimentado pela presença do imponente órgão Hammond,
sempre agradável em sua sonoridade tão característica.
No entanto, o ritmo acelera ao propor uma mudança na fórmula de compasso para o 2/4 e que sugere ao dobrar-se naturalmente, o 6/8. O solo de guitarra bem melódico, é muito bonito. A banda investe em uma bela inserção ao Prog-Rock, algo aparentemente surpreendente, visto não ser a proposta mais clara da banda e por isso mesmo, é muito agradável ouvi-la em tal viagem instrumental auspiciosa, aparentemente distante de sua zona de conforto bluesy.
No entanto, o ritmo acelera ao propor uma mudança na fórmula de compasso para o 2/4 e que sugere ao dobrar-se naturalmente, o 6/8. O solo de guitarra bem melódico, é muito bonito. A banda investe em uma bela inserção ao Prog-Rock, algo aparentemente surpreendente, visto não ser a proposta mais clara da banda e por isso mesmo, é muito agradável ouvi-la em tal viagem instrumental auspiciosa, aparentemente distante de sua zona de conforto bluesy.
“Nunca Diga
Nunca”
Eis o tema
mais balançado do disco, ao mostrar-se muito inspirado no estilo de muitas
bandas maravilhosas que transitaram com desenvoltura entre os anos sessenta e
setenta. A melodia é muito boa, com uma interpretação excelente da parte de Paula
Mota, que remeteu-me à lembrança da grande e saudosa, Silvinha. Mediante uma linha de baixo
e bateria, excelente, destaco igualmente a percussão que é sutil, mas
contribuiu para garantir mais molho à composição.
“Louca de
Pedra”
Outro tema
bastante dançante, traz o Rock’n‘ Roll em perfeita comunhão como o melhor do
R’n’B, ou seja, uma combinação explosiva que torna impossível ao ouvinte, ouvir
sem sentir a vontade irresistível de dançar sem parar. É providencial a presença do piano ao trazer o elemento,
“boggie woggie”. Paula Mota arrebenta ao lembrar bastante a voz de Maggie Bell
e a banda soa como o Stone The Crown em seus melhores dias.
“Chega de
Chorar”
Mostra-se muito boa a
ideia dos acordes soltos feitas pela guitarra ao início, gostei muito. Rock
vigoroso, tem em sua letra uma ode ao alto astral, por destacar o otimismo como
melhor meio para que ninguém deixe-se contaminar pela choradeira observada em uma
sociedade doente, onde as pessoas vivem tristes em seu cotidiano, talvez
equivocadas em colocar todas as suas expectativas em torno de metas que foram
impostas pela formação de opinião alheia, ou seja, valores que muito
possivelmente nem fossem exatamente os seus por natureza, se não houvessem sido sugestionadas por isso. Gostei bastante do intermezzo desdobrado que realçou um belo solo
melódico (mais uma vez), executado por Daniel Gerber.
“A Coisa Tá
Dura”
O início com
o baixo isolado, mais uma vez realça um belíssimo timbre extraído por Daniel
“Kid“ Ribeiro. Tema acelerado, mostra um Rock mais reto e direto, a conter uma letra a expressar
a insatisfação do cidadão comum em meio aos malfeitos perpetrados pelos poderosos & inescrupulosos.
Enfim, as
canções são ótimas, a execução e interpretação da parte de seus instrumentistas
e cantora, excelentes, os arranjos são muito bem feitos, o áudio é exemplar e
nesse último quesito, certamente há o mérito em conjunto com o técnicos
envolvidos nesta produção e neste caso, a qualidade do estúdio em si, do qual sou suspeito
para elogiar, pois sou conhecedor de sua infraestrutura, construída com o rigor
técnico em torno do padrão internacional da parte de seus proprietários, os irmãos
Schevano, meus amigos de longa data.
Bem, merece
uma menção muito honrosa, o senhor, Franklin Paolillo, que gravou este álbum e
por força das circunstâncias, afastou-se momentaneamente da banda por uma
questão de saúde, e tem sido substituído nos shows pelo grande, Roby Pontes, que também é um
baterista dotado de uma técnica impressionante.
No caso de Franklin, a sua monstruosidade como baterista é pública e notória, a dispensar uma maior explicação. A sua atuação neste álbum é espetacular, na exata medida em que espera-se da atuação de um gênio como ele o é, portanto, expresso aqui os meus mais sinceros votos para que a sua convalescença seja a mais breve possível e que em muito breve ele possa retomar o seu posto na banda.
No caso de Franklin, a sua monstruosidade como baterista é pública e notória, a dispensar uma maior explicação. A sua atuação neste álbum é espetacular, na exata medida em que espera-se da atuação de um gênio como ele o é, portanto, expresso aqui os meus mais sinceros votos para que a sua convalescença seja a mais breve possível e que em muito breve ele possa retomar o seu posto na banda.
Gravado no
Estúdio Orra Meu em São Paulo
Técnicos de
Som (captura): Gustavo Barcellos e André Miskalo
Técnicos de
mixagem e masterização: Gustavo Barcellos e Daniel Gerber
Capa
(criação e lay-out): Rogério Sodré, Daniel Gerber e Luis “Caverna” Correa
Produção
André Miskalo, Daniel Gerber e Daniel “Kid” Ribeiro
A formação
do Power Blues no álbum:
Daniel
Gerber: Guitarra e Voz
Paula Mota:
Voz e Percussão
Daniel “Kid”
Ribeiro: Baixo e Voz
Franklin
Paolillo: Bateria e Voz
Músico Convidado:
Marcello
Schevano: Teclados
Para
conhecer melhor o trabalho do Power Blues, acesse:
Página da
banda no Facebook:
Canal do You
Tube da banda:
Contato
direto com a banda:
O álbum inicial do Power Blues, pode ser escutado em diversas plataformas digitais.
Agradeço o apoio da assessora de imprensa, Briba Castro, que gentilmente providenciou-me material de divulgação da banda.
Marcadores:
Banda Blues Power,
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Daniel Gerber,
Franklin Paolillo,
Luiz Domingues,
Paula Mota,
Rock Brasileiro.
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
Os Kurandeiros - 20/10/2019 - Domingo / 18 Hs. - Feira de Artes e Cultura da Lapa - Vila Romana - São Paulo / SP
20 de outubro de 2019 - Domingo - 18 Horas
Feira de Artes e Cultura da Lapa
Praça Cornélia
Vila Romana
Estação Barra Funda do Metrô
São Paulo - SP
Entrada Gratuita
Outros artistas a iniciar desde as dez da manhã
Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Nelson Ferraresso : Teclados
Phill Rendeiro : Guitarra e Voz
Luiz Domingues : Baixo
terça-feira, 1 de outubro de 2019
Veio a Ordem do Celular: Odeie quem Falar em Amar - Por Luiz Domingues
Tempo
confuso esse em que atravessamos, final da década de dez do século XXI, quando
a semiótica é desafiada frontalmente. Conceitos são subvertidos a conferir um novo
e inusitado significado & significância para todos os conceitos e a justificar
teorias da conspiração, aliás, as mais estapafúrdias a servir a ideologia A, B
ou C, como se os avanços da humanidade até então, de nada valessem e agora a
usurpação pura e simples fosse o lema dos formadores de opinião a manobrar, no
pior sentido bovino do termo, os destinos de milhares, quiçá milhões de seres
humanos.
Pois eis que chegamos ao limiar do histrionismo máximo em favor do ego. Nunca o egocentrismo foi tão exacerbado, ou a minha impressão é ingenuamente romântica ao ainda acreditar que possa haver solidariedade entre os homens? E pior, muito pior que isso, verifica-se neste mundo atual de 2019, a completa deturpação do conceito em si, ou seja, se já amargamos a falta de solidariedade, o que dizer então quando a própria palavra: “solidariedade” é demonizada ao ponto de ser atribuída e/ou atrelada a conspirações malévolas, que supostamente visam o mal da humanidade, como se servisse aos inimigos que querem dominar e massacrar a raça humana?
Mas alto lá,
quem é que deseja dominar, exatamente? Seria o lado “A” que demoniza o lado “B”, ou justamente o contrário?
Não parece uma estratégia que repete-se ao longo da história?
Sabotagens e acusações mútuas, permeadas por mentiras e nestes tempos de intensa massificação de mensagens via internet e vide a hipnose coletiva que observa-se pelas ruas, em torno do uso abusivo dos Smartphones, eis então o campo fértil para tal ferramenta corrosiva ser usada pelos formadores de opinião. E que não fiquem chateados os publicitários comigo, mas se a ideia foi criar técnicas e teorias para vender produtos, a justificar o progresso em torno da roda da fortuna que sustenta a sociedade de consumo e por conseguinte, o capitalismo, o fato foi que tais metodologias de massificação, que são muito sofisticadas e que avançam mais ao longo dos tempos, também passou a ser empregada por outros fins e assim, ao cair em poder de pessoas obcecadas pelo poder e/ou a usar a desculpa da manutenção do status quo dessa engrenagem que acham tão perfeita e fascinante, o sentido da solidariedade tornou-se por conseguinte, algo desprezível, um conceito abjeto como a configurar um preceito religioso atrasado, a lembrar um resquício da Idade Média ou até da antiguidade, ou como um sonho tresloucado de alguns quixotescos hippies dos anos sessenta, que sonharam e a palavra é essa mesma, ‘sonho”, a denotar que não passara de uma mera divulgação utópica, imaginar que um dia a humanidade seria regida pela total solidariedade fraternal.
Ah, a formação de opinião... a quem interessa
formatar um conceito, ou destruir um deles, considerado antagônico? Sabotagens e acusações mútuas, permeadas por mentiras e nestes tempos de intensa massificação de mensagens via internet e vide a hipnose coletiva que observa-se pelas ruas, em torno do uso abusivo dos Smartphones, eis então o campo fértil para tal ferramenta corrosiva ser usada pelos formadores de opinião. E que não fiquem chateados os publicitários comigo, mas se a ideia foi criar técnicas e teorias para vender produtos, a justificar o progresso em torno da roda da fortuna que sustenta a sociedade de consumo e por conseguinte, o capitalismo, o fato foi que tais metodologias de massificação, que são muito sofisticadas e que avançam mais ao longo dos tempos, também passou a ser empregada por outros fins e assim, ao cair em poder de pessoas obcecadas pelo poder e/ou a usar a desculpa da manutenção do status quo dessa engrenagem que acham tão perfeita e fascinante, o sentido da solidariedade tornou-se por conseguinte, algo desprezível, um conceito abjeto como a configurar um preceito religioso atrasado, a lembrar um resquício da Idade Média ou até da antiguidade, ou como um sonho tresloucado de alguns quixotescos hippies dos anos sessenta, que sonharam e a palavra é essa mesma, ‘sonho”, a denotar que não passara de uma mera divulgação utópica, imaginar que um dia a humanidade seria regida pela total solidariedade fraternal.
Pois é, a deturpação de conceitos como ferramenta eficaz para obter-se os resultados almejados e tratar por destruir os antagonismos. Aliás, nos tempos atuais, destruir opositores tornou-se mais importante do que convencer as pessoas que as suas metas são mais benéficas para a humanidade.
“Destruir”, que palavra mais terrível, mas cada vez mais reestruturada para ganhar uma outra conotação e lá vão os bovinos a compartilhar a nova ideia passada pelos formadores de opinião, a dar significado positivo para ela. Ganha admiradores, compartilhamento, mais admiradores, com alguns a inflamar-se e gesticular com regozijo ao gritá-la nas praças públicas.
Destruir, odiar, eliminar quem não pensa igual. Alimentar explicações estapafúrdias a justiçar teorias da conspiração em curso, no sentido de quem acredita em solidariedade é o inimigo que visa destruir a civilização.
Na contrapartida: ajudar, nutrir compaixão, compartilhar, não alimentar o ódio, passou a ser execrado e assim, as pessoas obedecem fielmente os comandos de seus smartphones, para avisar os seus familiares, amigos e vizinhos sobre o perigo que representa essa gente que fala sobre “amor”, pois eles sim, são conspiradores que desejam o mal da humanidade, não é mesmo?
Matéria publicada inicialmente no Blog Limonada Hippie, em 2019.
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