segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

CD Gozi/Gozi - Por Luiz Domingues

O duo “Gozi” é formado pelo violonista e cantor, Ozi Garofalo e pela cantora, Gisele Garof. Eles são artistas que se mostram influenciados por variadas correntes musicais, mas predomina o Rock de uma maneira geral e a MPB mais clássica como os dois pilares principais que alicerçam a sua criação.

Cercado sempre por grandes músicos, alguns inclusive bem conhecidos no meio, a banda que lhes dá suporte nas gravações e nas apresentações ao vivo, é sempre de alto nível para elevar a qualidade do trabalho. Entre tantos músicos de alto gabarito, é um luxo ter Ayrton Mugnaini Junior e Marcos Mamuth para tocar baixo e guitarra respectivamente e assim garantir o nível excelente do instrumental.

Neste CD homônimo, “Gozi”, nota-se claramente no conjunto de canções apresentadas, as boas referências que o duo possui na sua boa formação para construir a sua arte e dar o seu recado artístico, por conseguinte.

No tocante ao aparato gráfico que embala o disco, a capa apresenta como base uma foto do duo sob um cenário que sugere a ambientação rural, o que de imediato me levou a crer que a dita vertente oriunda do Rock Rural dos anos setenta tem igualmente peso na constituição do trabalho do “Gozi”.

Trata-se de uma foto em preto & branco, levemente envelhecida como efeito e que certamente traz o charme necessário para sugerir não apenas a tranquilidade da casa no campo, mas também o lado emocional, ao sugerir o aspecto familiar e por conseguinte, a ambientação aconchegante do lar, doce lar.

Na contracapa, há a descrição das músicas e muito interessante, a lista de todos os músicos que colaboraram com o duo e certamente que tantos instrumentistas talentosos precisam ser reverenciados.

Sobre as faixas do álbum, tenho mais algumas considerações importantes para registrar.

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=7CGYd8NGrG4

Eu Quero Mais”, a primeira faixa, é um Rock’n’ Roll com estrutura bem tradicional na linha cinquentista dos primórdios. A canção é bastante empolgante e apresenta uma letra bem-humorada e com um recado bem direto sobre o papel do sexo na vida das pessoas e tudo dito sem a intenção da galhofa e tampouco a se preocupar com amarras moralistas, ou seja, trata-se de uma abordagem realista e a buscar a naturalidade na sua proposta poética

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=nbb_rhqW5XY

Três Doses a Menos” é mais um Rock com forte identidade Bluesy, mediante uma condução bastante ritmada o que certamente desperta no ouvinte a vontade de dançar. O piano dá um destaque todo especial para evocar a atmosfera de um cabaré, ou seja, torna a canção uma experiência sensorial mais acentuada.

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=aiw2_4oJzug

A terceira faixa, “Apego” traz o sentido explícito do Country-Rock na sua formatação base. Gostei muito da atmosfera gerada com o ótimo apoio dos músicos convidados. Inclusive a se destacar a presença de Edvaldo Santana ao vocal, um tremendo artista que milita entre as vertentes do Blues e da MPB em sua trajetória.

O vocalize apresentado pela cantora Gisele é muito interessante e de imediato me fez recordar da música do grande e saudoso compositor e maestro italiano, Ennio Morricone, quando este compôs muitas trilhas para ótimos filmes do gênero “Western Spaguetti”, portanto, gostei muito dessa referência cinematográfica sutil ali usada.  

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=IBZu96rcu0U

Chega a quarta faixa e em “Luau”, o Gozi usa uma condução com intenção latino-americana bem balançada e além da batida e do bom apoio da percussão, há o destaque de uma voz masculina a solar, no caso, Rei Salles, cantor convidado que trouxe a sua boa colaboração.

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=J4l0Hv-wPes

O Caipira” entrega pelo seu título, a intenção Folk implícita da canção. É nítida a influência da moda de viola mais genuína, a destacar a raiz interiorana bem saborosa.

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=uWXOGR288_Q

Societá São Paulone”, é uma surpresa agradável, pois se trata de uma “tarantella” clássica, ou seja, é o Folk italiano empolgante, que dá vontade imediata de cantar e dançar juntamente. 

Na sua letra, há uma divertida evocação das tradições italianas tão marcantes na cultura paulistana e claro, com direito a se exagerar no sotaque “italianado” do paulistano, no melhor estilo do português falado pelas ruas do bairro da Mooca, capisce belo?

Há também uma parte mais "Rock" dentro do arranjo e isso traz um brilho a mais, naturalmente.


Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=bxeDaBZxmlM

Ode ao Álcool” é na verdade uma ode à confraternização e certamente a enaltecer o aspecto da amizade como um valor a ser cultivado. A questão do elemento do álcool ser uma espécie de desculpa para que as pessoas se reúnam socialmente, é tratada com muito bom humor na letra, inclusive a citar o malefício que tal bebida causa no organismo humano, naturalmente em tom de pilhéria.

Nesta canção, Ozi Garofalo comanda a voz solo com contundência, pois se trata de um Rock mais acelerado.

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=ByM1sYihc_8

Vampira” é um Blues-Rock que tem no seu arranjo a proposta de mudança de condução rítmica, ao se tornar acelerada em sua parte final, para dar mais a ênfase à letra e abrir espaço para ótimos solos, de guitarra, piano, baixo e bateria. E ao final, o Blues-Rock balançado, no limiar do R'n'B, volta na sua constituição para dar encerramento bem dançante para a canção.

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=RJiigYqsviU

Ponte Aérea” é a nona faixa. Ela se inicia a insinuar se tratar de uma canção Soft-Rock, mas logo muda o panorama ao atingir um padrão de Pop-Rock ao estilo "AOR". No refrão, com a incidência do dueto vocal, há uma influência Country-Rock bem interessante o que fez recordar do som de Linda Ronstadt nos anos setenta. 

É ótimo o solo de guitarra, é preciso salientar. Um breve interlúdio usa o Reggae como referência e o sonoro palavrão cantado, não machuca o ouvido pois ficou nítida a intenção de enfatizar uma ideia em formato de interjeição.

E para encerrar, volta-se ao início com nova quebra rítmica e desta feita a trazer subliminarmente um elemento mais brasileiro, a insinuar o samba.

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=cgRZc0MZuZQ

Maroto” (Gozi) fecha o disco. Nesta faixa, o balanço alcançado pelo arranjo é muito grande a evocar tradições boas do R’n’B e da Soul Music, portanto, empolga não apenas pela instrumentalização bem rica, mas também pela linha melódica e bons backing vocals. 

O uso do Wha-Wha na guitarra foi providencial para garantir a atmosfera Black Music muito dançante e bastante enriquecida musicalmente, portanto a se configurar como algo contido na boa cartilha do gênero. E assim, com clima de final de anos sessenta/início dos anos setenta, o disco se encerra da melhor maneira possível na minha avaliação.

Em suma, o trabalho do duo, “Gozi” é multifacetado e amparado por ótimas referências estilísticas, bem engendrado e executado, a se valorizar o bom gosto, inclusive, mediante as escolhas que fizeram ao se cercarem de amigos talentosos para lhes fornecer o apoio como banda.

Por dedução, eis mais um trabalho que eu recomendo, certamente.

Gravado no estúdio do Meneka, entre 2017 e 2020.

Técnico de áudio, mixagem e masterização: Márcio Menechi

Capa: criação e lay-out final: Ozi Garofalo

Fotos: Vanderberg Cruz e Neide Sakai (ambos in memoriam)

Composições e produção geral: Ozi Garofalo

O Gozi tem em sua formação fixa, a dupla:

Ozi Garofalo: Violão e Voz

Gisele Garof: Voz

Músicos convidados:

Ayrton Mugnaini Junior: Baixo

Cristiana Costa: Teclados

Carlão Semprini: Bateria

Marcos Mamuth: Guitarra

Carlão Freitas: Gaita

Rafael Lima: Percussão

Márcio Menechini: Guitarra

Edvaldo Santana: Voz

Rei Salles: Vocal

Bráu Mendonça: Violão

Rosangela Alves: Voz

Para conhecer melhor o trabalho do Gozi, acesse:

Página oficial no Facebook

https://www.facebook.com/gozibanda/about/?ref=page_internal

Canal no YouTube:

https://www.youtube.com/user/ozigarofalo

Spotify:

https://open.spotify.com/artist/6wUoBnFKo6uYZvgkh4RWB9?si=kltmXpRMRMaoMgbGTG40pw&nd=1

Deezer:

https://www.deezer.com/us/album/193515872

Instagram:

https://www.instagram.com/gozioficial/


domingo, 2 de janeiro de 2022

CD No Quarto de Som/Tony Babalu - Por Luiz Domingues

Quando se fala de um guitarrista do alto quilate de Tony Babalu, realmente eu penso que é desnecessário fazer uma apresentação mais detalhada sobre a sua carreira e obra, dada a constatação de que ele é um grande artista consolidado no meio artístico brasileiro.

Portanto, feito tal ressalva inicial, eu parto do pressuposto de que o meu leitor habitual sabe muito bem quem é, e sobretudo o que representa Tony Babalu na história do Rock brasileiro, da música brasileira em geral e no âmbito mais amplo da cultura nacional.

Para realçar tal premissa, eu tive o prazer de resenhar seus dois últimos discos e aproveito para deixar o link de tais resenhas para a releitura e assim proporcionar ao leitor a possibilidade de entrar no clima da obra do grande Tony Babalu, no avançar desta resenha em específico.

Leia no meu Blog 1 a resenha sobre o álbum “Live Sessions at Mosh:

http://luiz-domingues.blogspot.com/2014/07/live-sessions-at-mosh-tony-babalu-por.html

Leia no meu Blog 1, a resenha sobre o álbum “Live Sessions II”:

http://luiz-domingues.blogspot.com/2017/09/tony-babalu-cd-live-sessions-ii-por.html

Tony Babalu em ação com a sua emblemática guitarra Fender Stratocaster. Foto: Karen Holtz

Eis então que veio a terrível pandemia de 2020 e o Tony Babalu, assim como todo mundo, precisou se preservar fisicamente ao adotar a reclusão estratégica em seu Lar, mas isso não o privou de continuar a criar e produzir novidades, e foi assim que ele lançou em julho de 2021, o CD “No Quarto de Som”.

Porém, antes de avançar sobre a resenha desse trabalho em específico, é preciso ressaltar que ele já havia lançado dois singles em 2020, sob a mesma perspectiva do confinamento, através das músicas: “2020” e "Lockdown”.

Acho oportuno falar um pouco desses temas lançados como singles, pois na prática, a circunstância pela qual tais peças foram compostas, gravadas e lançadas, possui em sua dinâmica toda a similaridade com o álbum que é o objeto central desta resenha e que foi lançado posteriormente.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=ekc3nPss-4M

2020” é um tema bastante incisivo como opção balançada, a buscar o sentido funky, mas com uma certa latinidade implícita. Neste caso, são notáveis as intervenções de teclados a insinuar o naipe de metais e a contar também com a inserção de percussão. E neste caso, mesmo que seja fruto de programação e não o fruto de instrumentos tocados por músicos de fato, a intenção do Babalu ficou demarcada e certamente mediante tal arranjo, ele teria buscado a excelência da parte de grandes músicos se pudesse optar por uma gravação orgânica tradicional.

E claro, as intervenções com guitarra e violão são excelentes.

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=FZJR90pkJSs

No caso de “Lockdown” a música já se inicia com o uso da fórmula de compasso em 6/8, e da forma como foi composta, induz o ouvinte à dança do começo ao final.

A sobreposição de violões e guitarras é muito rica e a execução mostra a firmeza de um diamante nos dedilhados precisos. 

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=FZJR90pkJSs&list=PLPrXphdNfPge5AzuBbtboVHKLYS2zKhOf

Esta música ganhou um belo clip de apoio, com imagens editadas pela produtora, Karen Holtz, a enriquecer sobremaneira a beleza musical proposta por Tony Babalu e principalmente a ofertar um alento para todos nós que passamos pelo momento difícil do confinamento.

Tony Babalu em momento ao vivo. Foto: Karen Holtz

O tempo avançou e eis que a pandemia teve novas ondas ainda piores e dessa forma, o ano de 2021 não pareceu apontar para o seu arrefecimento e pelo contrário, ficou ainda mais perigosa a sua ação virulenta.

Na contrapartida, Tony Babalu intensificou o seu esforço para produzir mais música de qualidade nessa prorrogação de um tempo muito difícil para todos nós e a extravasar a sua inesgotável inspiração, ele compôs mais material e desta feita, lançou um álbum com mais cinco temas muito fortes, ao qual intitulou como: “No Quarto de Som”, isto é, a se tratar da literal expressão de que trabalhou forte no seu quarto de música, existente em sua residência.

Mais uma vez a tocar guitarras e violões e programar os demais instrumentos (baixo, bateria, percussão e teclados), ele também operou sozinho a captura de gravação, a deixar apenas o processo da mixagem e masterização a cargo de outros profissionais, Marcelo Carezzato (este técnico já havia masterizado o single “2020” e mixado e masterizado, o outro single: “Lockdown”, citados acima) e Beto Carezzato.

Se para embalar os singles anteriores ele optara por capas bem simples, apenas a conter o seu nome e de cada respectiva canção anunciada, desta feita ele não fugiu muito da ideia de usar da parcimônia visual e apenas inovou ao usar uma foto para a capa e contracapa, a exibir o seu quarto de trabalho caseiro, com a presença de seus instrumentos, amplificador e demais equipamentos a postos para servi-lo a criar músicas bonitas, isto é, o cenário perfeito a denotar que o confinamento nesses termos para um compositor e instrumentista pode ser paradoxalmente, um pedaço do paraíso. A concepção gráfica foi de Marina Abramowicz e com fotos de Karen Holtz.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=5P2OC8z8wUg

Sobre as faixas, “Recomeço” começa com uma batida de samba bem clássica e com a introdução dos teclados, me fez lembrar o som Jazzy-brasuca de Sérgio Mendes. Frases pontilhadas de violões desenham a moldura e quando a guitarra entra, não dá para deixar de enaltecer o belo timbre da Fender Stratocaster, marca registrada do Tony Babalu e a sua linha de frases que é extraordinária, sempre com uma precisão absurda na execução e norteada pelo bom gosto.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=WJefkHhQcCc

Lara” tem uma levada Soft-Rock deliciosa. Parece que colocamos um disco dos bons do James Taylor na pick-up da vitrola, mas claro, com uma condução de guitarra e violões a la Tony Babalu, ou seja, privilégio que o velho Taylor nunca teve para abrilhantar os seus discos.

O tema transborda de sensibilidade a cada “bending” pela sua delicadeza ímpar. As partes com levada de violão intercaladas com pausas são ótimas, uma grande sacada.

Eis o link para escutar no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=e2oBVrTXogk

Tropical Mood” tem um "groove" incrível. É caribenha no aspecto subliminar e parece iluminada pelo sol de tão límpida e agradável na sua audição. A conga é providencial para garantir o balanço, naturalmente, mas todo o sentido rítmico mais acentuado está baseado na base de violões e guitarra. Mais um belo solo advém, com fraseados muito melódicos e sobreposição rápida, porém certeira no solo duplo. 

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=lCPDJvph2eg

Vem a quarta faixa, chamada “Reflexo” e esta composição tem um apelo dramático, que a credencia facilmente a vir a se tornar tema de qualquer trilha para uma peça audiovisual, ou seja, cabe tanto para filme, quanto seriado, tamanha a sua expressividade.

E tal tema vem com mais um solo cheio de notas muito bem realçadas pelo aspecto rítmico, percutidas nas palhetadas com a extrema felicidade de quem toca muito e além do mais, sob extrema naturalidade.

Eis o link para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=ZPK3IdfN8sI

Francisca” é bastante emocionante pela sua melodia muito bonita. Esta peça tem um sentido um tanto quanto rural na sua constituição e ao menos na minha percepção, soou-me como um entardecer no campo, tamanha a sua poesia implícita.

Lembrou-me também demais o trabalho de Egberto Gismonti pela riqueza musical e cultural implícita. Ela é uma música demasiada curta dentro do parâmetro da música instrumental em geral, no entanto, acho que essa economia proposta pelo Tony Babalu foi proposital, no sentido de que ele deliberadamente quis dar esse recado curto, a buscar a intensidade em contraste com a porção comedida. Claro, é uma mera impressão minha como ouvinte, mas eu preciso expressar o que sinto quando a escuto.

Então, é isso, “No Quarto de Som” mostrou o momento de um grande artista ante o confinamento e muito pelo contrário do que se poderia supor, o fato de ter sido uma obra a expressar o sentimento da angústia pelo confinamento e sobretudo, receio pelo destino da humanidade ante tal devastadora ação viral e letal, eis que Tony Babalu nos deu mais uma mostra de singeleza, bom gosto e alta inspiração, portanto, nos passou mais que um alento, mas a esperança de que esse momento tenebroso vivido pela humanidade, será vencido.

É óbvio que eu recomendo com toda a ênfase o CD “No Quarto de Som”, assim como os singles também citados nesta resenha. Tal álbum está disponível para a audição através de diversas plataformas musicais e que estão assinaladas abaixo.

Nestes trabalhos, Tony Babalu atuou sozinho, a tocar guitarra & violão e programar os demais instrumentos de maneira eletrônica. Ele mesmo operou a gravação em sua captura inicial e a mixagem & masterização ficou a cargo de Marcelo e Beto Carezzato (Carbonos Studio de São Paulo).

Capa e contracapa: Marina Abromowicz e fotos de Karen Holtz

Distribuição: Tratore

Gravadora: Amellis Records

Lançamento: julho de 2021

Para conhecer melhor o trabalho de Tony Babalu, acesse:

YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UChJtAvqNkU2xIK_Zcf6KLhw

Spotify:

https://open.spotify.com/artist/4EqJdbKwoA8tjgHUP1qXKa

Deezer:

https://www.deezer.com/br/artist/5251751

Site oficial do artista:

https://www.tonybabalu.com/

Soundcloud:

https://soundcloud.com/tonybabalu/sets/no-quarto-de-som/s-XlJkwED1Z2H?fbclid=IwAR0WD8DjrgRovLTQ8TT4Ev8XHrPlLqPkZrCCZ5AwhWxGM4leQPW4qc3-n3s

Instagram:

https://www.instagram.com/tonybabalu/

Facebook:

https://www.facebook.com/tonybabalu1

Site da Tratore:

https://tratore.com.br/um_artista.php?id=6050

Contato direto com o artista:

contato@amellisrecords.com.br