domingo, 19 de maio de 2019

Compacto Simples "Trilha" / Cosmo Drah - Por Luiz Domingues


O Cosmo Drah é uma banda vigorosa e obstinada em sua busca incessante para obter as melhores vibrações do Rock produzido em seu período de ouro, ou seja, o dito “Late 60’s / Early  70’s. Nesses termos, é bom que fique bem claro, para adotar tal predisposição artística, não basta apreciar tal estética; deixar o cabelo crescer e procurar figurino de época pelos brechós da cidade, tão somente. E nem mesmo saber tocar e cantar bem (esta, por sinal, uma condição sine qua non para poder executar tal tarefa a contento), mas sobretudo, para quem aventura-se nessa determinação em soar dessa forma, é necessário ater-se em outros detalhes inerentes, tão vitais quanto, e acima de tudo, precisa capturar a essência dessas “boas vibrações” e isso não aprende-se em escolas, por tratar-se de uma capacidade anímica, que depende exclusivamente em estar sintonizado no ponto exato onde essa conexão possa ser estabelecida, ou melhor, restabelecida. Pois o Cosmo Drah tem essa capacidade, certamente e a cada trabalho que lançam no mercado, reafirma-se tal expressividade com adendos, pois além de tudo, trata-se de uma banda com um nível técnico e artístico, muito grande. 
O Cosmo Drah em ação ao vivo, no palco do Sesc Belenzinho em São Paulo, no ano de 2019, por ocasião do show de lançamento do seu novo compacto. Foto : Isabella Piantra

Eis que após o seu excelente CD inicial, homônimo, lançado em 2015, a banda apresenta mais duas canções inéditas e lançadas, sim, em formato de um compacto de vinil em 7 polegadas, nada mais vintage, portanto. Nesse compacto simples, denominado : “Trilha”, as músicas apresentadas são : ”Pense” (Contracorrente) e “Trilha”. Trata-se de dois exemplos clássicos de Hard-Rock, bem do início dos anos setenta, com grande desenvoltura instrumental e vocal em ambos os casos, e também a conter arranjos muito bem engendrados. Gostei muito da performance da banda, e da felicidade pelos timbres observados, um ponto de honra para quem envolve-se com sonoridade vintage, é bom frisar. E não obstante os membros da banda serem meticulosos nesse sentido e ostentar grande conhecimento técnico sobre áudio (os irmãos Amorim, por exemplo, mantém uma prestigiada oficina de Luthieria para instrumentos e consertos de amplificadores e acessórios em geral, na zona sul de São Paulo), o fato foi que obtiveram o apoio decisivo de dois técnicos de som que também são bons músicos; professam dos mesmos valores musicais e ambos, são detentores de avantajados conhecimentos técnicos, casos de Lennon Fernandes (captura e mixagem) e Renato Coppoli (masterização), portanto, o áudio com tal sonoridade ficou garantido neste trabalho. 
Sobre a capa principal, nota-se uma belíssima ilustração, assinada por Camila Kury. Trata-se de um pequeno caminho construído em pedras, cercado por uma vegetação exuberante e certamente a sugerir a ideia da “trilha” defendida pela banda. Gostei muito da opção da artista ao ter usado conceito do preto & branco, pois a despeito da cor ser a opção lógica e na suposição de que igualmente teria ficado lindo, pela certeza da representação lisérgica iminente, ao usar o conceito PB, a artista visual, trabalhou com as matizes sutis a envolver o prata e o grafite, além de ter observado com criatividade o uso de luz e sombra. Na contracapa, existe uma bonita estilização do logotipo da banda, a envolver as fotos individuais dos seus componentes e uma ficha técnica sobre a produção do álbum, sucinta. O projeto gráfico ficou a cargo do genial artista plástico, Diogo Oliveira 

Sobre as faixas, tenho a observar mais alguns detalhes. Ouça a canção, “Pense” (contracorrente), enquanto lê o que tenho a dizer sobre ela. Eis o link para escutar “Pense” (Contracorrente), diretamente no You Tube : 

https://www.youtube.com/watch?v=WsU6d-awoNI


“Pense” (contracorrente) 

Gostei muito da levada inicial em um bem usado compasso sob fórmula 6/8, onde a pontuação rítmica dos três instrumentos primordiais, baixo; guitarra e bateria, mostrou-se extremamente bem encaixada. A aproveitar tal sutileza no arranjo, realçou-se os timbres respectivos dos instrumentos ao revelar-se excelentes, um adendo positivo a mais, portanto. Há uma parte B mais acelerada e que encontra-se alojada sob o clássico compasso em 4/4, o que garantiu um diferencial. Contém uma melodia dura, bem no padrão do Hard-Rock setentista, todavia, mostra-se muito boa e a observação dos backing vocals, muito oportuna. Sobre a letra, escrita pelo vocalista Rubem Yanelli em parceria com o baterista, Renato Amorim, o mote é em tom crítico, a abordar a dispersão das pessoas em meio a uma sociedade que massifica; mastiga e cospe as pessoas, a negar-lhes o direito a pensar e agir por si mesmas. Solo excelente de Anderson Ziemmer, gostei bastante do uso do Wah-wah.

Ouça, “Trilha”, enquanto lê o restante da resenha. Eis o Link para assistir diretamente no You Tube : 

https://www.youtube.com/watch?v=E65Pdhtyypo


"Trilha"

Muito bom o riff primordial, a dar início à canção. Gosto da desdobrada que só realçou a beleza da linha melódica, abrilhantada pelo bom uso da segunda voz, em harmonia. Adorei o fraseado da parte C, como ponte a abrir caminho para o solo (ótimo). Como não deixar de elogiar a parcimônia usada no tocante ao reverber ? Uma gravação seca, sem aquela pasta indecente que conspurca o áudio, em contraponto ao que acostumou-se a chamar-se : “padrão pop”, ou para deixar bem claro, o Cosmo Drah não busca esse caminho e ainda bem ! Palmas para a banda e para os técnicos, Lennon Fernandes e Renato Coppoli, por tal decisão sábia.
De costas, o técnico e multi músico, Lennon Fernandes, a trabalhar no Docestúdio, na produção do compacto "Trilha", do Cosmo Drah


Técnico de gravação (captura) e mixagem : Lennon Fernandes (Docestúdio)
Técnico de masterização : Renato Coppoli (Áudio Freaks !)
Capa (ilustração) : Camila Kury
Projeto gráfico e logotipo : Diogo Oliveira
Selos : Melômano Discos e Parafuseta Records

Formação do Cosmo Drah :
Elton Amorim : Baixo
Ruben Yannelli : Vocal e guitarra
Anderson Ziemmer : Guitarra; voz e percussão
Renato Amorim : Bateria e percussão 

Músico convidado :
Fabrício Arcanjo Pejome : Backing Vocals em “Trilha”

Sobre o Cosmo Drah, a minha recomendação é automática, ao dispensar maiores elucubrações. Uma banda excelente; honesta em seus princípios; perseverante e formada por pessoas da melhor qualidade, portanto, tem a minha admiração.

Para conhecer melhor o trabalho do Cosmo Drah, acesse o seu 
Canal do You Tube : 

https://www.youtube.com/channel/UCQV9OvrbJnNDSLeg1nvfguw 

Página do Cosmo Drah no Facebook : 

https://www.facebook.com/cosmodrah/ 

Contato direto com a banda :

cosmodrah@gmail.com 

Os álbuns da banda estão disponíveis em plataformas digitais tais como : bandcamp; onerpm e outras.

sábado, 18 de maio de 2019

Os Kurandeiros + Uncle & Friends - 19/5/2019 - Domingo / 16 & 18 Hs. - Feira da Vila Pompeia - São Paulo / SP


Os Kurandeiros

19 de maio de 2019  -  Domingo  -  16 Horas

32ª Feira de Artes da Vila Pompeia - Palco Boulevard

Rua Padre Chico x Rua Diana
Vila Pompeia
Estação Palmeiras / Barra Funda do Metrô
São Paulo  -  SP

Entrada Grátis

Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Luiz Domingues : Baixo

E no mesma Feira de Artes, Luiz Domingues e Carlinhos Machado apresentam-se com "Uncle & Friends, como convidados, em outro palco, a partir das 18 Horas

Uncle & Friends

19 de maio de 2019  -  Domingo  -  18 Horas

32ª Feira de Artes da Vila Pompeia - Palco Boulevard

Rua Padre Chico x Rua Diana
Vila Pompeia
Estação Palmeiras / Barra Funda do Metrô
São Paulo  -  SP

Entrada Grátis

Uncle & Friends :
Lincoln "The Uncle" Baraccat : Guitarra e Voz
Roy Carlini : Guitarra e Voz
Caio Durazzo : Guitarra e Voz
Amanda Semerjion : Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Rick Vecchione : Bateria 
Luiz Domingues : Baixo