quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Filme: The Trip (Viagem ao Mundo da Alucinação) - Por Luiz Domingues

A quantidade de filmes que foram produzidos nos anos sessenta para retratar a contracultura sob diversos aspectos, foi enorme. Em meio à ebulição gerada pelo movimento Hippie, muitas obras foram produzidas, tanto com teor cinematográfico tradicional, a trabalhar com dramaturgia, roteiro, "storyboard" e que tais, quanto em termos mais alternativos, a buscar o caminho mais livre em torno do neorrealismo e com ecos na escola cinematográfica nouvelle vague. Isso sem deixar de mencionar que a quantidade de documentários que foram produzidos, também foi muito grande. E registre-se igualmente que não apenas a abordar diretamente a questão do movimento Hippie em voga, mas a focar em assuntos correlatos, tais como o Rock e a música em geral a ver com tal efervescência, diretamente; os ecos advindos da “beat generation”, Road Movies em geral, uma enorme quantidade de Motorcycles Movies e até filmes não exatamente ligados em tais ideias diretamente, mas a inseri-las em meio ao seu enfoque, seja lá qual fosse, visto que tornou-se uma espécie de pauta do dia para muitos cineastas, ao sentir-se a movimentação nas ruas, a gerar muita proeminência no cotidiano da sociedade norte-americana e europeia de uma maneira geral. 
Acrescente-se a tudo isso que eu mencionei anteriormente, uma movimentação interessante no meio cinematográfico, onde jovens atores formaram espontaneamente núcleos dentro da indústria tradicional hollywoodiana, a mostrar-se simpáticos às ideias contraculturais, e mais que isso, ao demonstrar empenho em usar a máquina dessa indústria para produzir obras com tal teor. E mais um aspecto, a presença de alguns cineastas mais veteranos, mas que haviam impactado-se fortemente com tais ideias, desde a explosão da “beat generation” cinquentista, aliás, e que dessa forma, sinalizaram buscar mais do que a simples vontade de procurar entender o que ocorria, contudo, a apresentar o ímpeto para trabalhar diretamente com tais questões em sua cinematografia, doravante. Casos de Otto Preminger e Roger Corman, por exemplo. Há registro de que Preminger (juntamente com o veterano ator, Cary Grant), conversaram bastante com o professor Timothy Leary (considerado um dos mais ativos acadêmicos a aprofundar as pesquisas sobre as drogas alucinógenas, notadamente o LSD), e chegou-se a cogitar a hipótese de Preminger filmar uma história com os atores sob efeito do ácido lisérgico.
O ator, Cary Grant entusiasmara-se muito com tal perspectiva. Tal informação consta do livro autobiográfico de Tim Leary, “Flashbacks”. Não há registro que Preminger tenha filmado sob tais condições, na prática, mas o fato é que tal cineasta lançou a seguir, a comédia musical, “Skidoo” (em 1968), com um elenco jovem mesclado a diversos astros veteranos do cinema em seu elenco (Groucho Marx e Mickey Rooney, entre outros), e cujo mote, foi a psicodelia em voga, mediante muita lisergia exposta em cena e com muitos freaks & hippies a surgir na tela, mediante o uso de muitas cores e delírios inerentes (há uma cena em tal filme, aliás, em que coloca-se ácido lisérgico no reservatório de água de uma penitenciária e todos os internos e também os guardas penitenciários, iniciam uma viagem psicodélica coletiva motivada pela droga).
Entre muitos atores simpatizantes dessas correntes de pensamento, houve um núcleo formado por jovens a destacar-se as figuras de Jack Nicholson, Bruce Dern, Peter Fonda, Dennis Hopper, Susan Strasberg, Karen Black, Mimsy Farmer, Max Julien, Adam Roarke e outros tantos. Desse núcleo básico formado por atores militantes contraculturais, algumas obras surgiram (“Easy Rider”, talvez seja o emblema máximo perpetrado por essa turma), e não por acaso, muitos desses atores mantinham estreita relação profissional com o diretor, Roger Corman, desde o início dos anos sessenta.
Corman era reconhecido por trabalhar com orçamentos muito modestos e geralmente a trilhar o caminho do terror e do Sci-Fi, como gêneros em que atuava no cinema, predominantemente e com sucesso, aliás, principalmente ao adaptar contos do escritor, Edgar Allan Poe ou recorrer à literatura gótica europeia para filmar as suas histórias de terror e neste caso, tornaram-se clássicas as suas obras com a participação do sensacional ator, Vincent Price, como o seu protagonista predileto e Jack Nicholson esteve envolvido igualmente, com essa filmografia clássica de Corman, em alguns momentos.
Em 1966, o filme, “Hallucination Generation (este dirigido por Edward Mann), já havia chamado a atenção para o tema dos Hippies em ebulição na sociedade. Eis que a toque de caixa, no ano seguinte, 1967, surgiu nas telas de cinema, mais filmes como : “The Love-Ins” e “Riot on Sunset Strip” (estes dois últimos citados, de autoria de Arthur Dreifuss e aliás, constam em resenhas para este livro, basta procurá-los no índice*), e no mesmo ano, para esquentar a temática nesse panorama, Roger Corman entrou com tudo no tema, ao lançar : “The Trip” (“Viagem ao Mundo da Alucinação”, como ficou conhecido em português), e com direta colaboração daquela turma boa de atores freaks, que eu mencionei acima, a atuar e escrever a história, no caso, da parte de Jack Nicholson. 
É preciso esclarecer,  no entanto, que no plano inicial estabelecido por Corman, a sua ideia fora trabalhar com o roteirista, Charles Byron Griffith, com quem já contara em filmes anteriores. De fato, Charles, que foi um roteirista competente, iniciou o trabalho, no entanto, Corman percebeu que precisava de um texto mais contundente, mais próximo da realidade expressa nas ruas, em termos de movimento Hippie que explodia e dessa forma, convidou, Jack Nicholson, para assumir o projeto e segundo consta na história dessa produção, pelo menos oitenta por cento do trabalho foi feito por Nicholson, a dar a entender que o trabalho de Griffith não foi totalmente descartado e algo de seu roteiro foi utilizado na filmagem.
 
Outro dado interessante e que corrobora o que eu comentei anteriormente sobre diretores veteranos de cinema que estiveram entusiasmados com os meandros da contracultura: Roger Corman, antes de iniciar a filmagem de “The Trip”, fez uso de LSD, para experimentar a sensação que a alucinação teria consigo próprio, portanto, tal qual um ator, fez o seu laboratório experimental pessoal, a preparar-se para mergulhar de cabeça nesse trabalho.
E mais um dado: a obra usou a música mais do que um mero adorno para compor a história e portanto gerou-lhe também a classificação como um Rock Movie, além de ser uma peça contracultural e alternativa, no sentido de um filme não comercial, em tese. Isso por conta das aparições sensacionais de artistas como: Gram Parsons (um grande nome do Folk-Rock), International Submarine Band e da Electric Flag, onde o baterista/cantor, Buddy Miles e o guitarrista Mike Bloomfield, grandes músicos da cena sessentista, atuavam juntos. 
Bem, sobre o mote principal, a trama foi construída como uma história comum, e não em tom de ode à contracultura, em princípio. Talvez tenha sido essa justamente a parcela de colaboração do primeiro roteirista contratado, ao ter concebido uma abordagem tradicional. Trata-se da história de um diretor de comerciais de TV, que em momento de crise matrimonial, procura ajuda profissional e através de um terapeuta que está a experimentar novas técnicas de tratamento, este lhe sugere o uso de drogas lisérgicas para que o paciente busque uma espécie de mergulho em seu próprio subconsciente e nessa reflexão, encontre respostas para entender os seus problemas, a configurar uma espécie de psicanálise bem alternativa e muito moderna aos padrões da época. 
Esse tal diretor de cinema, é Paul Groves (interpretado por Peter Fonda), que está atormentado pela suspeita de traição da parte de sua esposa, Sally Groves (interpretada por Susan Strasberg). Ele conversa com esse terapeuta chamado, John (interpretado por Bruce Dern), que propõe então a terapia em si, mediante o uso de LSD. É óbvio que a alusão ao terapeuta remete à figura do professor, Timothy Leary, e não por coincidência, em um "frame" bem rápido, adiante, a fotografia do próprio, Tim Leary, aparece em meio ao delírio que Paul tem, em meio à sua viagem lisérgica. O livro: “Howl” do poeta Beat e militante hippie, Allen Ginsberg, também é mostrado sutilmente, mas como um volume colocado a esmo no gabinete do Dr. John.
Paul conhece então uma moça que atua como uma espécie de apoio ao terapeuta, ao monitorar pessoas que estão a experimentar o tratamento, para também colher informações. Trata-se de Glenn (interpretada por Salli Sachse), e há um outro guia dessa experiência, na figura de Max (interpretado por Dennis Hopper), que mostra-se como um hippie convicto.
Entretanto, a grande ação do filme é a viagem lisérgica que Paul obtém ao tomar uma dose de LSD e são nessas ações entre a realidade a mostrar tal personagem a perambular pelas ruas e a encenação de seu delírio propriamente dito, que a trama mais desenvolve-se e aí sim, foi a porção mais clara da contribuição de Jack Nicholson como roteirista, certamente.
Bem, Paul mostra-se ansioso no início da experiência, ao cobrar do terapeuta, John, uma maior rapidez para que o efeito apresente-se de fato, todavia, quando a alucinação inicia-se, ele embarca de uma forma indelével nessa viagem (The Trip...), e a experiência dura por horas a fio, quase a completar um dia de duração, praticamente. Nessa circunstância, Paul vê-se em muitas cenas como se estivesse a interagir com estranhas situações, a vivenciar um sonho e em que muitos momentos, configura-se como um pesadelo. 
Ele interage com uma mulher seminua e belíssima, geralmente com o rosto e o corpo pintados com motivações psicodélicas e em outros momentos, em estilo afro em ambientação praiana, mas isso muda radicalmente ao bel prazer da viagem, logicamente, visto que ele vê-se em outras localidades e situações. Por exemplo, em uma espécie de mansão macabra, em meio a um grupo de pessoas sinistras, que sugere uma ação perpetrada por uma espécie de seita obscura a persegui-lo. Cabe observar que nessa parte mais sinistra da viagem de Paul, é óbvio que o diretor, Roger Corman foi para a sua chamada “zona de conforto”, ao trabalhar dentro da sua especialidade, que sempre foi predominantemente os filmes de terror. Nesses termos, cenas em ambientes tétricos a envolver masmorras, mediante forte ação da fumaça e vozes não identificadas a gargalhar de uma forma maquiavélica para assustar a personagem, mas sobretudo o espectador do filme, deixa isso bem claro. Até a morte de Paul é encenada com uma espécie de sacerdote a comandar membros dessa sugerida seita estranha, a conduzir o caixão para uma cerimônia fúnebre e muito estranha.
Fica claro que tal parte da viagem, a configurar-se como algo desagradável, denota a luta da personagem de Paul contra os seus “demônios interiores” e nesse sentido, os estranhos cavaleiros encapuzados que sempre estão a rondá-lo, sugerem isso fortemente e acima de tudo, tal suspeita confirma-se ao final, quando ao levantar os respectivos capuzes, revela-se que os tais cavaleiros são diversas mulheres com as quais Paul tivera envolvimento em sua vida, a começar por sua esposa, Sally. Fica então subliminarmente desvendada uma intenção psicanalítica no roteiro do filme e a justificar a tese, inclusive defendida pelo Dr. Timothy Leary na vida real, de que o LSD poderia vir a ser um agente terapêutico poderoso a auxiliar a psicanálise, no sentido de acessar compartimentos da psique humana, outrora inatingíveis.
Há um momento de volta à realidade, deveras interessante, quando Paul conversa com o terapeuta, John, a tecer muitas impressões sobre a sua experiência e na verdade, ele nem percebe que ainda está sob o forte efeito da droga. É claro que John sabe disso, mas há um momento de descontrole na monitoração e Paul, em meio à sua alucinação, fica agitado e vê John desfalecido, como parte da fantasia, e assim, sai para a rua. Em cenas noturnas, a parte mais psicodélica do filme acontece, com cenas editadas de uma forma frenética, para reforçar a ideia da alucinação a atingir o seu ápice. As cores explodem na tela, com as motivações psicodélicas a abundar. A música é magnífica nessas cenas, ora a sugerir o Rock psicodélico explícito, com toque Blues em alguns momentos, ora a sugerir o Jazz. 
Garotas a dançar seminuas, com os seus corpos pintados com motivações psicodélicas, cores em profusão vistas através de efeitos caleidoscópicos e fotos de personalidades completamente distintas da história, passam rapidamente, a sugerir registros de memórias dispersos contidas na mente de Paul e desconectadas entre si. 
Em algum momento, a consciência de Paul fica dividida entre a alucinação provocada pelo LSD e a realidade, quando por exemplo ele entra em uma casa de família a esmo e interage com uma menina pequena que inocentemente o trata como um amigo, mesmo sendo um adulto estranho e com comportamento adulterado dentro de uma residência alheia. A menina pede-lhe um copo de leite e ele a atende, como se fosse o seu pai e a seguir, senta-se com a pequena no sofá da sala de estar da residência para assistir TV, quando o pai da garotinha aparece e Paul percebe enfim que mesmo sem fazer nada ofensivo, está ali indevidamente e sai a correr. 
Em outra cena, ele entra em uma lavanderia coletiva e trava uma conversa bizarra com uma moça que está ali a esperar por suas roupas que estão a ser lavadas. Uma outra cena delirante, mostra Paul a circular com a companhia de um homem anão em um brinquedo ao estilo carrossel, de parque de diversão, enquanto, Marx (Dennis Hopper), verbaliza frases desconexas. Puro nonsense.
Enfim, Paul percebe que a polícia está a segui-lo e ele entra em uma casa noturna psicodélica, onde a ótima banda, Electric Flag, está a tocar e a loucura intensifica-se sobremaneira, a mostrar a psicodelia em cores e sonoridade máxima. Glenn o leva para a sua casa em uma bela praia californiana e ambos encerram a noite juntos. No dia seguinte, ao acordar, Glenn pergunta à Paul, qual foi a sua impressão definitiva sobre a sua primeira experiência com o uso da substância lisérgica e ele simplesmente responde-lhe que essa resposta ele só terá “amanhã”, a denotar que repetiria a experiência. Bem, dá-se um desconto pela euforia da época em enxergar os supostos benefícios e não mensurar os malefícios advindo pelo uso indiscriminado de uma droga tão poderosa, daí esse tipo de abordagem com tal teor, sem questionar, como hoje percebemos claramente, uma outra dimensão sob aspectos nocivos. 
O filme foi lançado em agosto de 1967, portanto a coincidir com o auge do chamado: “Summer of Love” (“o verão do amor”), considerado o grande clímax do movimento hippie e consequentemente a conquistar um interesse grande nas salas de cinema, tendo arrecadado muito bem em contraste ao fato de ter sido produzido com o orçamento modesto de um filme classe B. 
A crítica reagiu mal, à época, naturalmente. Falou-se basicamente sobre a trama ser inconsistente; os efeitos visuais exagerados e usados como mera muleta para encobrir uma história tão fraca. Nesse aspecto, eu penso que os críticos não foram injustos ou impiedosos como deles sempre espera-se tal tipo de comportamento desagradável, pois à luz da realidade, a história é realmente simplória e os efeitos chamam mais a atenção que o conflito em si. Faltou-lhes naturalmente a compreensão sob outros parâmetros culturais e neste caso em específico, contraculturais, pois se houvesse tal compreensão da parte deles sob tal ponto de vista, saberiam que a preocupação da parte de Roger Corman, Jack Nicholson e grande parte do elenco, que foi formado por atores engajados, foi passar ao máximo a ideia da experiência lisérgica, expressa em cores, sons e imagens completamente surreais a sugerir o acesso total do ser humano ao subconsciente. 
Nesse campo, os elementos oníricos são fortíssimos e as sensações amplificadas em níveis absurdos, daí a existência de tantas cores e sons em experiências psicodélicas, dada a sua profusão muito além da realidade normal corpórea que vivemos em nosso cotidiano. A intensidade das cores e dos sons torna-se enorme quando estimulada nesses termos e daí a necessidade de tentar passar a ideia. Entretanto, o inevitável ocorre, pois sem a indução proporcionada pela substância, a pessoa que vê tais imagens e ouve tais sons, não tem a mesma sensação, por isso, poder-se-á observar a opinião de pessoas que assistem manifestações desse aporte e as considerar profundamente entediantes. 
Creio portanto, que muitos críticos pensaram assim, notadamente jornalistas conservadores. Uma crítica que eu li quando pesquisei sobre o filme, levou mais para o lado cinematográfico, no entanto, ao afirmar que uma determinada cena, onde ocorre uma representação medieval do enterro de Paul, teria sido uma alusão ao filme: “O Sétimo Selo” (“Des Enjud Enseglet”, em sueco), obra elogiada do diretor, Ingmar Bergman. De fato, a figura de um sacerdote fantasmagórico lembra a representação da “morte”, personagem do filme de Bergman e a encenação toda, inclusive, lembra um pouco a atmosfera desse filme emblemático, ambientado na Idade Média. Daí a dizer ter sido essa a intenção deliberada da parte de Roger Corman, sinceramente eu não poderia afirmar com certeza, pois não encontrei nenhuma manifestação da parte dele nesse sentido. Se eu estiver enganado, portanto, que o leitor perdoe-me. Digo de antemão, que não descarto a hipótese, embora eu não tenha tal confirmação mediante pesquisa realizada e nem mesmo eu possuo essa impressão pessoal, mediante uma intuição particular minha. 
Em princípio, pareceu-me uma cena a evocar os temores internos da personagem de Paul em termos de traumas psicológicos advindos de suas neuroses e sob o ponto de vista cinematográfico, creio que foi uma inserção do estilo pessoal de Roger Corman como um especialista em filmes de terror, em uma brecha que o roteiro proporcionou-lhe, ao sugerir uma viagem ruim (bad trip), em forma de pesadelo e assim, nesses termos, Corman não fez-se de rogado, ao usar da sua especialidade como diretor de cinema. 
Independente das opiniões emitidas à época por críticos não simpatizantes da contracultura, o fato é que tal filme entrou para a história, mesmo que em seu bojo, seja considerado ingênuo nos dias atuais quando a consciência sobre o papel das drogas alucinógenas, mudou muito e enxerga-se muito mais os malefícios. No entanto, sob o ponto de vista histórico e artístico, é uma peça que tem a relevância assegurada, com certeza. 
 
No ponto onde o conceito em ser considerado como um Rock Movie, ficou patente, eu gosto muito da parte mais musical, ao mostrar e executar o som de artistas significativos da época e nesse quesito, o som é de primeira qualidade. Principalmente na parte mais acentuada da famosa viagem psicodélica da parte da personagem, Paul, quando a música mostra-se tão vital quanto os efeitos visuais a evocar a psicodelia total expressa na tela.
 
Outros atores participantes a ser citados: Barboura Morris (como Flo), Luana Anders (a garçonete), Dick Miller (este a tratar-se de um veterano ator com farta filmografia, inclusive dentro do gênero, Rock Movies, inclusive com algumas peças citadas neste livro. Em “The Trip”, ele interpretou a personagem: “Cash”), Judy Lang (como Nadine), Katherine Walsh (como Lulu) e outros.
Escrito por Jack Nicholson (com participação menor de Charles B. Griffith). Foi produzido e dirigido por Roger Corman. Lançado em 31 de agosto de 1967. Pelo teor do filme, as proibições foram inevitáveis, portanto, em muitos países foi exibido com cortes; sob forte controle de idade ou simplesmente proibido. Na TV, ficou muito restrito igualmente e apenas com a advento da TV a cabo, conteve mais exibições em canais mais específicos a abrir caminho para produções alternativas. Foi lançado em fita VHS, posteriormente em DVD e Blu-Ray. Na atualidade de 2019 (quando escrevi a resenha), encontra-se disponível com facilidade na Internet, através do portal YouTube, com a sua versão integral e gratuita pronta para ser acessada. 
 
Esta resenha foi escrita para fazer parte do livro: "Luz; Câmera & Rock'n' Roll", através do seu volume III, com a sua leitura disponibilizada a partir da página 452