quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Que o Menos Ruim Seja ao Menos, Melhor Aproveitado - Por Luiz Domingues


O termo democracia tem origem grega e,
é formado por duas palavras: demos
– povo - e kratos - poder. Assim,
Democracia é o regime político no qual
a soberania é exercida pelo povo,
pertence ao conjunto dos cidadãos,
que exercem o sufrágio universal.
Esse tipo de Governo foi denominado
por Aristóteles de Democracia
Alguém disse, anos atrás : "quando se tem vinte anos de idade, você é um Ser humano melhor se simpatiza com a esquerda, mas quando passa dos quarenta, é um tolo se ainda acredita nisso"...

Já faz tempo que eu convenci-me que o regime democrático é o melhor sistema político do mundo, não por ser perfeito (longe disso), mas por ser o menos ruim, entre os outros, péssimos. No bombardeio de artigos que a mídia publicou sobre os vinte anos da queda do muro de Berlim, completados em 2009, chamou-me a atenção a entrevista com o filósofo, Francis Fukuyama, nipo-americano, que nessa mesma ocasião do evento da queda do muro de Berlim (1989), cunhou a bombástica frase : "A queda do muro representa o fim da história"...
Desta feita, ele veio com a seguinte consideração : "A democracia é a nossa única alternativa". Será ? Não consigo pensar em uma democracia plena no Brasil, com a existência dessa anomalia chamada : "voto obrigatório".
Pois mostra-se algo inacreditável que o voto obrigatório seja ainda uma regra inquestionável, neste país A principal discrepância nesse sistema é a óbvia manipulação por parte dos partidos políticos, a gerar consequências constrangedoras para um país que deveria, pelas suas riquezas naturais e potencialidades inerentes, estar caminhar economicamente para o primeiro mundo. E talvez esteja justamente aí, um dos motivos pelos quais tal desenvolvimento do qual esperamos, nunca concretize-se, de fato.
Como pode ser considerado normal, o fato de que o voto consciente de um cidadão bem informado e formado, educacional e culturalmente a falar, seja esmagado impiedosamente por milhares de votos perpetrados por incautos, que só votam por ser obrigados, literalmente, por temer sanções, as mais estapafúrdias ? Esses milhares, talvez milhões de pessoas, que são obrigadas a votar e o fazem sem consciência sociopolítica alguma, usam seu poder legítimo sob critério de escolha baseado em motivos fúteis e dessa forma inconsequente, portanto, na somatória ao ter o peso igual ao do voto do cidadão consciente, pela somatória, tende a esmagar o voto solitário de quem foi à urna com propósito sério a eleger um representante pelo qual, depositava a sua esperança em gerir a máquina estatal ou legislar com planos bons para o bem geral da coletividade. Isso é "democrático” ?

Tal distorção abominável, já está a demorar em demasia para ser corrigida no sistema eleitoral e certamente prejudica a consolidação de uma democracia plena. Temos um sistema de votação e apuração moderno pelo aspecto da tecnologia empregada, mas esbarramos nesse conceito atrasado, onde direito é confundido com dever.

Portanto, se não temos um sistema político mais avançado que o da democracia, por enquanto, que ao menos o exerçamos com um critério mais apurado de qualidade, pois estamos fartos em eleger pessoas desqualificadas para os cargos dos poderes executivo e legislativo. Quem não tem consciência, que fique em casa a aproveitar o seu churrasco dominical e assim a deixar as urnas para quem realmente enxerga no voto, o exercício de seus ideais para o gerenciamento dos municípios; estados e a federação.

Chega de parlamento formado por ex-jogadores de futebol; comunicadores de massa; religiosos e / ou artistas popularescos a ser eleitos por pessoas que votam pela "obrigação", e nada mais.

Matéria publicada com exclusividade para o Blog Pedro da Veiga, em 2011. Ilustrações tiradas da Internet e fotoformatação produzida por Pedro da Veiga.

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