sexta-feira, 17 de agosto de 2012

The Buddy Holly Story - Por Luiz Domingues


Charles Hardin Holley nasceu em 1936, na cidade de Lubbock, Texas. Logo foi apelidadode "Buddy", e o "Holly" fazia trocadilho com seu sobrenome, e veio como complemento artístico.
 
Sua família era formada por músicos e dessa forma, desde pequeno recebeu aulas de violino, piano e violão.
Quando adolescente, formou uma banda denominada "The Crickets", e sua grande chance ocorreu numa noite em que conseguiu abrir um show de Bill Haley and His Comets, onde despertou a atenção de produtores que lhe abriram as portas para a indústria fonográfica e consequente estouro na mídia, tornando-o um astro de alcance nacional e rapidamente, em escala mundial.

O fato de ter tido uma formação musical mais rica sob o ponto de vista teórico e tocar vários instrumentos, lhe deu um destaque em relação aos outros astros cinquentistas, pois sua música era mais rica, harmonicamente.
Dotado de um grande e criativo senso rítmico, tocava guitarra fazendo bases diferenciadas e isso logicamente chamava a atenção, sem contar no quesito letras, onde muitas vezes surpreendia crítica e público ao fugir do trivial dos artistas contemporâneos seus.

Poderia ter tido uma longa carreira com muito mais a acrescentar, se o avião que o transportava (no mesmo voo, estavam Ritchie Valens e Big Bopper, pois os três excursionavam juntos), não tivesse a infelicidade de nunca pousar em segurança em seu destino final, naquela madrugada de 3 de fevereiro de 1959.
No ano de 1978, finalmente o cinema se coçou e produziu uma cinebiografia denominada simplesmente "The Buddy Holly Story".

Sob a direção de Steve Rash, o filme contou a trajetória do grande astro cinquentista que imprimiu sua marca indelével na história do Rock, influenciando explicitamente bandas sessentistas como "The Beatles" e "The Rolling Stones", por exemplo (Paul McCartney e Mick Jagger são fãs ardorosos de Buddy Holly).
Aliás, o nome "The Beatles", que é um trocadilho com "Beetle"(besouro), é uma homenagem à banda de Holly, "The Crickets" ("Os Grilos"), e quanto aos Rolling Stones, um de seus primeiros sucessos, foi "Not Fade Away", música de Buddy Holly, que costumam tocar até hoje nos seus shows.
O filme, no entanto, gerou polêmica. Algumas licenças poéticas irritaram os fãs de Buddy Holly. Como por exemplo na sequência onde por um mal-entendido, foi se apresentar no histórico Teatro Apollo, um verdadeiro templo da música negra americana. No filme, aparece sendo hostilizado pela plateia predominantemente negra, mas na vida real, foi o contrário, pois apesar da estranheza em ver um artista branco se apresentando, o ovacionou, depois que mostrou seu valor, com uma performance de extrema qualidade e energia.

Exatamente por essas mancadas da produção do filme, Paul McCartney indignou-se e bancou a produção de um documentário denominado "The Real Buddy Holly Story", lançado em 1985, com depoimentos dos membros dos Crickets e muitas pessoas que conheceram e conviveram com Buddy.
Por outro lado, o filme agradou pessoas não exigentes com a veracidade dos fatos, revelando a música maravilhosa desse grande astro do Rock dos anos cinquenta.
O ator que interpretou Buddy, Gary Busey teve uma atuação marcante ao ponto de receber a indicação ao Oscar, e ao prêmio da Associação de críticos. Manteve uma carreira agitada no cinema e também na TV, onde atua até hoje em diversas participações em séries.
Canções marcantes da carreira de Buddy foram executadas, aliás, as performances ao vivo são mesmo dos atores e os mais preciosistas torceram o nariz para isso. De fato, não é um primor musical, mas como efeito dramático, passa tranquilamente. Claro que os Crickets verdadeiros, tocavam muito melhor, e particularmente acho isso irrelevante para o filme.

Peggy Sue; Whole Lotta Shakin Goin' on; Not Fade Away; Well All Right; Rave on; Oh Boy; Listen to me; e Everyday, entre outras, estão no filme, para deleite dos fãs de Buddy.
Não tenho visto reprises na TV há muitos anos. Lembro-me de ter visto na TV, no início dos anos oitenta, mas acredito que não seja difícil de achá-lo na internet.

Falhas à parte, trata-se de um bom filme, principalmente para conhecer a arte imortal de Buddy Holly.
Matéria publicada inicialmente na Rádio/Blog do Juma, em 2012

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