quarta-feira, 28 de março de 2012

A Vez da Lusofonia - Por Luiz Domingues


A julgar pelos avanços que o Brasil tem apresentado nos últimos anos, era mesmo uma questão de tempo para a nossa língua materna passar a ter a relevância internacional que sempre mereceu.


Portugal, um pequeno país em extensão territorial, mas um gigante pelo fato de ter espalhado sua língua em quase todos os continentes do planeta, vê agora seu filho maior expandir-se e espalhar a língua portuguesa, elevando-a em padrões inimagináveis, se vistos anos atrás.

É sabido, por exemplo, que muitos países sulamericanos e hispânicos, instituíram o português como matéria nas escolas de ensino fundamental, sabidamente por conta da liderança natural que o Brasil foi assumindo no cone sul e América latina em geral, desde os primórdios da instituição do Mercosul.

Atualmente, ainda mais líder, destacando-se nos "Brics" e sendo projetado por economistas como uma futura potência de primeiro mundo num futuro não muito distante, tem dado margem a uma pequena corrida internacional de interesse pelo português, nossa língua.

Segundo dados, o português é falado atualmente por cerca de 250 milhões de pessoas no planeta, contando-se apenas os nativos. É a sexta língua mais falada do mundo, já tendo superado o russo, língua de um povo muito antigo e de sólida cultura e história, por exemplo.

Contudo, alguns avanços ainda precisam ser conquistados. 

A falta de recursos nas áreas de educação e cultura internamente falando, traz também seus reflexos nessa área de expansão da língua. 

São incipientes as iniciativas em prol do português. Se existe o Instituto Camões de Lisboa e o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo (além de 22 centros de cultura lusófona espalhados pelo mundo), realmente no cômputo geral são muito pouco em prol da divulgação e propaganda de nossa língua.

Outra questão é a institucionalização do português como língua oficial da ONU. Se o russo o é, com todo o respeito e admiração por esse país e sua cultura milenar, o português precisa dessa elevação, também.

Texto publicado inicialmente no Blog Pedro da Veiga, em 2011.

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