quarta-feira, 20 de junho de 2012

Kaleidoscópio, Altamente Rock - Por Luiz Domingues



Claro e escuro; Yan & Yang, quente e frio...vivemos num mundo das dualidades, onde os opostos convivem, às vezes não harmonicamente, mas existindo simplesmente, e nada podia ser mais antagônico aos tempos mais sombrios da ditadura militar de direita que assolava o Brasil, do que uma luz multicolorida, kaleidoscópica, e que brilhava intensamente no panorama do dial de uma emissora de rádio paulistana entre os idos de 1975 e 1976...

Estávamos numa Era de Desbunde pós Flower Power, que contrastava com a extrema repressão da ditadura e seu viés militarizado e direitista.
Flores; cabelos compridos; cores e sons deviam incomodar os que queriam dominar pela força; coturno; aspereza e voz de comando. 

Foi nesse contexto de realidades antagônicas que vivia-se o ano de 1975 no Brasil, e uma inesperada luz apareceu de forma inusitada, dentro de uma estação de Rádio AM, controlada por padres católicos.
Nas ondas da Rádio América AM de São Paulo, uma obscura estação perdida no dial das emissoras paulistanas, foi que surgiu o programa "Kaleidoscópio", um verdadeiro oásis cultural, difundindo Rock, MPB; Teatro; Literatura; Cinema, e qualquer manifestação artística coadunada com as forças aquarianas que estavam sendo duramente combalidas pela matiz cinza do baixo astral político que o Brasil vivia à época.

Seu apresentador e produtor era um rapaz chamado Jaques Sobretudo Gersgorin, que logo ficou conhecido pela alcunha de "Jaques Kaleidoscópio".
Extremamente carismático e antenado, cativava o ouvinte "Freak", levando informação; entrevistas transadas; música da melhor qualidade, e à medida que o programa foi ganhando audiência, criando quadros fixos e noites especiais, dedicadas à um tema único.

Quem não se lembra da sua convidada, conhecida como "teacher", uma garota de voz sensual, que lia traduções de músicas internacionais ? Ainda me lembro de "In My Time of Dying", do Led Zeppelin, e "July Morning", do Uriah Heep, nessas noitadas elucidativas...
E quanto às históricas noites de sextas de Lua cheia, onde aconteciam os especiais de Blues ?

Na base do boca a boca, artistas foram divulgando e buscando a sua própria divulgação no programa. Passou a ser comum, atores que acabavam de encenar seus espetáculos nos teatros da cidade, correrem à Rádio América e fazerem a divulgação de suas peças.

Músicos apareciam toda noite, e o Jaques lançou muito material até de quem não tinha disco formalmente gravado.
Foi lá que ouvi Maytrea e Silvelena (nossos amigos Zé Brasil & Silvia Helena, líderes do Apokalypsis); Bendegó; Papa Poluição; Odair Cabeça de Poeta; Sindicato; Tuca; Luli & Lucina...
O Terço lançou o LP "Casa Encantada", e foi no Kaleidoscópio que ouvi o disco pela primeira vez.
O mesmo com "Revolver", do Walter Franco, e "Snegs", do Som Nosso de cada Dia.

Foram muitas as noites dedicadas ao Rock Progressivo.
Inesquecíveis madrugadas embaladas pela nata do Prog Rock Italiano e o Krautrock germânico... 

A MPB de máxima qualidade...Jaques tocava coisas de Chico; Caetano & Gil, que as outras estações não tocavam, e um monte de novos artistas da safra da metade dos anos setenta, gente talentosa como Ednardo; Belchior; Fagner e tantos outros... 
A abertura do programa era um choque térmico para o ouvinte incauto e regular daquela emissora. Subitamente, após uma música qualquer da programação habitual da emissora, eis que à meia noite em ponto, surgia "Massavilha", do Som Nosso de Cada Dia, com seu solo de Mini Moog, absolutamente hipnótico, pilotado pelo saudoso Manito, anunciando : chegou o som "altamente" transado ! 
Um dos grandes méritos do Jaques, era o tom de sua locução, quase que falando ao ouvinte, como se fosse seu melhor amigo. Essa sensação de cumplicidade, fraternidade, tinha tudo a ver com o espírito Hippie de compartilhamento, sem mesquinharias, sem distanciamentos.

E era justamente nessa capacidade de transmitir essa energia, que se coadunava com os ventos "Woodstockianos" que ainda sopravam pela terra tupiniquim, que cativava os ouvintes, fazendo deles, companheiros fraternais de uma jornada.
Quem ouvia o Kaleidoscópio pelas madrugadas geladas paulistanas, sentia-se irmanado, integrado numa mesma vibração, e isso é uma sensação extremamente difícil de se explicar aos jovens de hoje em dia, em termos semânticos. A semiótica tropeça na impossibilidade de passar-se a verdadeira sensação que tínhamos nessa experiência radiofônica.
Outro tema musical que era muito usado como vinheta, se tratava de "House of the King", do Focus.

A gíria setentista, "Altamente", era usada pelo Jaques em profusão. Mais do que uma expressão, designava uma gama de sentimentos. "Altamente" era "Alta Mente", como teria dito Walter Franco em sua costumeira forma de brincar com a sonoridade e os múltiplos sentidos das palavras.
O encerramento do programa, toda noite, era um momento extremamente mágico. Quase batendo nas duas horas da manhã, com a Lua brilhando e o frio rasgando e o frio rasgando os ossos, Jaques colocava o trecho final da magistral obra de Mike Oldfield : "Tubular Bells"...

Quem conhece bem esse disco, sabe que se trata de uma obra conceitual, que ocupa o LP inteiro, e no seu trecho final do "lado A", da antiga bolacha de vinil, num looping hipnotizante, Oldfield vai anunciando a entrada de cada instrumento (literalmente, como um locutor), fazendo a mesma frase (e que é belíssima !!), um verdadeiro mantra, portanto.
Tal como o famoso "Bolero" de Ravel. a música te hipnotiza, e vai te levando num transe, e a cada instrumento que entra, num crescente, vai te envolvendo. 
Espertamente, o Jaques usava essa trilha como encerramento, quase um ritual xamânico.

Improvisando palavras de extrema positividade, numa fala pausada e em tom intimista, deixava o ouvinte num estado de percepção alterado, no padrão "Alfa".
Dessa forma, extasiados pela massa sonora advinda de duas horas de audição de sons incríveis, fora os papos super interessantes, nesse momento, o relaxamento extrasensorial que ocorria no desfecho, fazia-nos dormir como anjos de um paraíso Hippie, onde tudo era Paz & Amor, de fato.

O programa durou até 1976 na Rádio América, e depois migrou para a Rádio Excelsior, mas a despeito dessa estação ser muito maior e ser também a decantada "A Máquina do Som", e identificada portanto com o público jovem desde os anos sessenta, na Excelsior, o élan foi diluindo-se, infelizmente.
Luiz Domingues em foto de 1975, quando era ouvinte assíduo do Kaleidoscópio
 
A minha experiência pessoal com o Kaleidoscópio  também foi de extrema importância na minha formação Rocker, e certamente foi um dos fatores que influenciaram-me na minha decisão de tornar-me músico e aspirar uma carreira artística. 
Foi num dia de maio de 1975, que um amigo "freak" da escola onde eu estudava na ocasião, abordou-me e disse-me que descobrira um programa de Rádio que só tocava altos sons, e era apresentado por um Hippie com mil papos incríveis.

Não acreditei em princípio, e piorou quando me disse ser numa estação AM "careta", que geralmente dedicava o seu espaço à música popularesca e programação religiosa. Mas era verdade...

No dia seguinte, falei para o colega "freak", que tinha ouvido e estava boquiaberto com a descoberta. Dali em diante, passei apuros para acompanhar as entediantes aulas matinais da 7ª série...
Entre 1975 e 1976, estudei "sonado" todos os dias, e era duro prestar atenção nas aulas de Educação Moral e Cívica, após ter passado a madrugada ouvindo Jimi Hendrix...

Em tempos de Internet e You Tube, isso soa como algo extremamente ingênuo, mas a verdade era : em 1975, não tínhamos acesso à nada, tanto pela falta de tecnologia, quanto pela questão da ditadura coibindo, cerceando, censurando tudo e a todos.
Portanto, ter uma revista como a "rock, a História e a Glória", sendo vendida nas bancas de jornais e revistas, e ouvir o Kaleidoscópio nas madrugadas, tinha um valor extraordinário para nós, Rockers; Freakes & Hippies tupiniquins...

Passaram-se muitos anos e o Jaques sumiu, Mas quem viveu a época, lembrava-se com extremo carinho e nas rodinhas, sempre alguém contava alguma vivência pessoal sobre o Kaleidoscópio, e o questionamento : por anda o Jaques ?
Assim que surgiu a Revista Poeira Zine, em 2003, encante-me pelo seu poder de resgate; pesquisa e sobretudo pela paixão com a qual o seu editor, Bento Araújo, escrevia suas matérias. Identificava no seu estilo jornalístico, a mesma redação que lia na velha "Rock, a História e a Glória".

Tornei-me amigo do jornalista Bento Araújo, e um entusiasta da sua revista. Claro, informalmente lhe dei sugestões de pauta. Numa dessas, falei sobre o Kaleidoscópio, sua importância para a cena setentista, o impacto e a aura de alto astral que o envolvia.

Passado o tempo, para a minha surpresa, recebi num dia do final de 2005, o telefonema do Bento Araújo, convidando-me para entrevistar o Jaques em pessoa ! 

Num trabalho de investigação minucioso, ele o encontrara vivendo em Pernambuco.

E foi assim que nos encontramos num restaurante próximo à Avenida Paulista, aqui em São Paulo, e mediante a liberdade que o Bento outorgou-me, munido de meu questionário básico, elaborado previamente.
A matéria foi publicada na edição nº10 (Thin Lizzy, na capa), para a minha satisfação e orgulho.

Nesse mesmo dia, saí desse almoço e fui ao Teatro do Sesc Pompeia prestigiar o Língua de Trapo, que lançava o Box Set / CD, com toda a sua discografia reunida.


No camarim, disse ao Laert Sarrumor, que havia entrevistado o Jaques, e este me autorizara a lhe ceder o seu número de celular. Fã incondicional do Kaleidoscópio nos anos setenta, como eu, o Laert vibrou e daí materializou-se uma entrevista do Jaques no programa "Rádio Matraca", produzido e apresentado pelo próprio Laert, na emissora USP FM.
Histórica entrevista de Jaques na USP FM, em visita ao programa "Rádio Matraca", no ano de 2006, e onde comandou um bloco como uma mini edição do Kaleidoscópio, emocionando-nos. Da esquerda para a direita : Luiz Domingues; Zé Brasil; Bento Araújo; Marcio Ortiz (o técnico de áudio da emissora). Sentados : Alcione Sana; Marcello Bittencourt (diretor da USP FM na ocasião, e também um grande fã do Kaleidoscópio nos anos setenta); o grande Jaques Sobretudo Gersgorin e Laert Sarrumor. Foto : Grace Lagôa
 
Em abril de 2006, tive o prazer de participar dessa entrevista histórica, acompanhado do meu colega de banda na ocasião (Pedra), Rodrigo Hid; o jornalista Bento Araújo; da fotógrafa Grace Lagôa, e o Jaques, que estava sendo ciceroneado pelo Zé Brasil, líder do Apokalypsis, outro que trabalhou fortemente por esse resgate, também.
Alcione Sana e Laert entrevistando o Jaques. Ao fundo, Zé Brasil e sua acompanhante, cujo nome não me recordo, infelizmente. Foto : Grace Lagôa
 
Ao final, Laert Sarrumor, e sua coprodutora / apresentadora, Alcione Sana, deram o microfone ao Jaques, que comandou uma micro edição do Kaleidoscópio, com direito à "Massavilha"; "House of the King" e "Tubular Bells", como trilha sonora, como nos velhos tempos.
Confraternização final após a entrevista e a mini edição do Kaleidoscópio, trinta anos depois...em pé, da esquerda para a direita : Luiz Domingues; Bento Araújo; Rodrigo Hid; Marcello Bittencourt; Zé Brasil & friend. Sentados : Laert Sarrumor; Alcione Sana; Jaques "Kaleidoscópio" e Marcio Ortiz. Foto : Grace Lagôa

Quando encerrou-se, o Zé Brasil fitou-me e com seus olhos marejados, disse-me que estava "passando um filme na sua cabeça", com 1975 revivido.

Caramba...eu e Laert Sarrumor também estávamos extasiados, nessa mesma vibração !! 
Jaques "Kaleidoscópio" em foto de Toni de Gomes para a Revista Poeira Zine, clicada no dia da entrevista que realizei com ele, em outubro de 2005

Esse Jaques não havia perdido o jeito...  
Foi uma noite..."altamente" !!

Eis abaixo o link para ouvir essa edição do programa "Rádio Matraca, especial com o Jaques, na íntegra.

http://www.radio.usp.br/programa.php?id=20&edicao=060429

Bem, o Kaleidoscópio na minha percepção pessoal, foi de suma importância na difusão contracultural no Brasil. Mais que um programa disposto a tocar altos e improváveis sons numa emissora fora de esquadro para apreciadores da nata do Rock como nós, marcou pela incrível demarcação de um alto astral, inigualável. 

Era na verdade, um farol iluminando a escuridão de um mar revolto em meio à madrugada. .
Era nosso porto seguro, numa época onde a informação era escassa e o astral reinante, antagônico. Se o Kaleidoscópio espalhava o colorido fraternal da cultura hippie, embalado pelos mais belos sons, era mais do que necessário naquela atmosfera cinza que o Brasil enfrentava.
                                                  Foto : Toni de Gomes

Jaques teve a perspicácia de ser esse homem no farol para uma geração que sonhava com a fraternidade aquariana em meio ao caos opositor.

Sou-lhe eternamente grato pela sua atuação com o Kaleidoscópio, e muito me orgulho de ter tido nesse episódio da minha vida, ali entre 1975 e 1976, um pilar forte para que eu confirmasse todas as minhas convicções culturais / contraculturais, e ser o que sou.
Alcione Sana; Marcello Bittencourt; Jaques Kaleidoscópio e Laert Sarrumor. Ao fundo, Zé Brasil. Foto : Grace Lagôa 

Grato por tudo, amigo Jaques Sobretudo Gersgorin, popular "Jaques Kaleidoscópio".
O trecho final de Tubular Bells, de Mike Oldfield, trilha usada pelo Jaques para fazer os ouvintes viajarem através das portas da percepção......

A charge usada como ilustração desta minha matéria, é de autoria de José Nogueira, e foi publicada originalmente no Site "A Barata", para ilustrar uma matéria escrita pelo seu editor, Luiz "Barata" Cichetto sobre o programa Kaleidoscópio, e sim, o Luiz "Barata" também é um grande fã desse histórico programa setentista.
                                                   Foto : Toni de Gomes

Matéria publicada inicialmente no Blog Limonada Hippie em 2012

10 comentários:

  1. Infelizmente não acompanhei esse programa de rádio e através de seu texto "altamente" poético e apaixonante senti uma vibe incrível, um bálsamo no coração. Incrível como sentimentos são contagiosos.

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    1. Que maravilha para mim saber de alguém que não viveu a emoção de ouvir o Kaleidoscópio na época, tenha sentido a vibe, através da minha descrição via texto.

      Isso muito gratifica-me como cronista.

      O grande barato é resgatar tal sentimento e resgatá-lo. É a minha determinação, que vai muito além do mero registro nostálgico.

      Grato por ler e comentar !!

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  2. Tambem rebobinou um filme aqui na minha cabeça, Luiz. Trilha sonora e imagens voando juntas "nas asas da grauna", como dizia o Jacques !
    Fantástica matéria .

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    1. Sidnei, nossas lembranças setentistas são iguais, sei disso, e já conversamos a respeito em redes sociais, e até pessoalmente.

      Nas "Asas da Graúna", muito bem lembrado e de fato, o Jaques tinha uma ligação forte com o Henfil, outro ícone setentista que tínhamos.

      Maravilha que tenha gostado...altamente !!

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  3. Adorei o texto: traz lembranças a quem viveu a época e é bem explicativo pra quem não viveu. O programa Kaleidoscópio não conheci, só a Máquina do Som.

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    1. Oi, Laila !

      Muito bom receber sua visita em meu Blog !!

      Fico muito feliz que minha matéria tenha lhe dado um bom apanhado do que representou o Kaleidoscópio para nós que o acompanhamos à época.

      Visite sempre o meu Blog que está à sua disposição !

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  4. Luiz, foi como estivesse eu num "self safari". Estar vivendo uma situação onde o personagem da historia são boas lembranças e recordações de um passado conhecido é arrepiante. E, em nome dessa sensação que voce Luiz Domingues me disponibilizou, muitos muito obrigado. Sou seu fã. Altamente, Bjaqs.

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  5. Mas que honra e prazer ter um comentário do grande Jaques em meu Blog !

    Meu caro, este texto e a repercussão decorrente é mérito inteiramente seu. A importância que o Kaleidoscópio teve na vida de toda uma geração, é inestimável.

    Foi falado numa rede social que a grande sacada do programa era o astral que você soube captar e repassar aos ouvintes, como ninguém, e eu concordo com tal colocação. Se a trilha sonora era de altíssimo padrão, porque ali no meio da década de setenta isso era um padrão, havia todo um astral de finzinho de Era Hippie que chegara com atraso no Brasil, e esse astral contracultural, pleno de desbunde, era o grande barato do programa.

    E, tenho dúvidas se mesmo com essas condições ideais, teria dado certo com outro apresentador e nesse sentido, o comentário na rede social foi cirúrgico : de fato, concordo com o que foi dito, ou seja, o mérito do Jaques foi total para esse sucesso.

    E como acréscimo, te digo que o legado foi muito grande, e uma quantidade de enorme de pessoas tem no Kaleidoscópio, uma influência gigantesca em sua formação pessoal, incluso eu mesmo, naturalmente.

    Você é meu fã ? Caramba, Jaques...se uma vidente tivesse me dito que isso aconteceria no futuro, lá nos idos de 1975, eu não acreditaria !!

    Tremenda realização para mim, ouvir um elogio vindo de você, que tanto me influenciou positivamente na década de setenta.

    Altamente !!

    Abração, mestre !!

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  6. Este programa me tronou contribuiu enormemente para a minha formação musical de ouvinte de roque.., sendo estudante do colegial, ficava acordado ate meia noite com meu radinho de pilha para ouvir o programa ..ótimos tempos, no outro dia comentava o programa com meus amigos ,,outra gíria usada pelo Jacques era Altamente e numas, realmente o final era com tubular bells ou as vezes terminava também com kraftwerk Kometenmelodie 2 o disco autoban > E hoje graças a Deus e ao Jacques tenho todos esses discos que ele tocava na minha coleção..ahh pelo meu amior ao radinhi de oilha , deois troquei por um radio philco transglobe e ingrssei no curso de engenharia eletrônica...Vejam como um bom programa pode influenciar na vida de uma pessoa..

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    1. Que satisfação eu tive em ler seu comentário, caro Edison Tadeu !!

      O que relatou é muito semelhante ao que eu também vivi naqueles anos, ouvindo o Kaleidoscópio pelas madrugadas avante e sonhando com um mundo melhor.

      A trilha sonora clássica do encerramento do programa era mesmo o "Tubullar Bells" do Mike Oldfield, mas você tem razão, às vezes usava-se o Kraftwerk que citou, além do Focus ("House of the King").

      Achei o máximo você afirmar que isso transformou a sua vida. Saiba, que mudou a minha, também !!

      Bem, o Blog é seu, visite-o sempre. Garimpando, tem muitas matérias guardadas no arquivo, sobre múltiplos assuntos relacionados à esse assunto e época.

      Grande abraço !!

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