sábado, 19 de maio de 2012

McCartney : Vivo ou Morto... - Parte 3 - Por Luiz Domingues


Encerrando a matéria, falo sobre as principais supostas "evidências" contidas após Sgt° Peppers, e até o fim da banda. E acreditem, tem muito mais coisas malucas, mas procurei sintetizar.
Na trilha sonora do filme "Magical Mystery Tour", próximo lançamento da banda, Paul aparece em fotos do filme, onde usou uma fantasia de leão marinho (Walrus). Dizem que em determinadas culturas primitivas, seria um animal relacionado à morte (alô, alô antropólogos : isso tem fundamento ?).

Mas aí tem o seguinte: na canção I'm the Walrus", John Lennon não chamou para si o personagem ? Quem realmente usa a fantasia no filme e nas fotos do disco ?

De fato, no encarte do disco, abaixo da descrição de "I'm the Walrus", tem a inscrição "No, you're not, Say Little Nicola". Se John era o Walrus, por que a negativa abaixo ? Quem seria o pequeno Nicola ?
Na capa, se olharmos as estrelas amarelas que formam a palavra "Beatles" ao contrário, sugere-se a existência de um número de telefone. Seria 231-7438. Várias pessoas ligaram para esse número em Londres, e uma secretária eletrônica dizia : -"you're getting closer" ("você está chegando perto"), sugerindo ser uma chave do enigma. Algum tempo depois, uma fã confessou que especificamente nesse detalhe, planejou a farsa e se divertia em aumentar as especulações em torno dessa teoria.

Uma foto no encarte do LP, trazia um detalhe : numa cena do filme onde os quatro Beatles descem uma escada dançando e usando fraques brancos, todos usam rosas vermelhas na lapela do casaco, com exceção de Paul, que usa uma rosa preta.

E fora o fato de Paul estar em fotos, descalço, também sinalizando estar enterrado, segundo algumas culturas que enterram pessoas descalças.

Na foto central do encarte, observa-se um adesivo na pele interna do bumbo da bateria de Ringo Starr. Estaria escrito : "Love 3 Beatles", dando a entender que estavam agora sem Paul, reduzidos a um trio.

Numa ilustração, Paul está com um gorro encobrindo um pedaço de seu rosto e de olhos fechados (máscara mortuária ?). E uma possível poeira de estrelas sugere uma auréola sobre sua cabeça.

Na canção "Strawberry Fields Forever", é nítida a voz de Lennon ao final, com o pit alterado, balbuciando. Segundo os especuladores, a frase pronunciada seria "I Buried Paul" ("Eu enterrei Paul"). John Lennon negou isso veementemente, afirmando que na verdade, balbuciou : "Crawberry Sauce"("Molho de Crawberry").


Em "I'm the Walrus", existe a frase : "Oh, untimely death " ("Oh, Morte Prematura"). Na mesma canção existem locuções coladas à canção : "Buried my Body" ("Enterre meu corpo"), e "What, Is He Dead ? " ("O Que ? Ele está morto ?"). Lennon as extraiu de uma transmissão radiofônica de uma encenação ao vivo de uma peça de Shakespeare, "King Lear".
Ao final de "All You Need is Love", Lennon cantou um trecho de outra música dos Beatles, numa junção inusitada. Ele cantou "She Loves You, Yeah, yeah, yeah...", mas os conspiradores insistiam se tratar de : "Yes ! He is Dead" ("Sim, ele está morto").
Entra o ano de 1968 e os Beatles lançam o LP "White Album". Na verdade, é um disco sem título e ficou mundialmente famoso por ter uma capa totalmente branca, sem nenhuma ilustração e nada escrito, apenas com a palavra "The Beatles" num discreto relevo, quase em braille, daí o apelido "Álbum Branco", como ficou conhecido popularmente.

Se você colocar a faixa "I'm So Tired" em seu trecho final para ouvi-la ao contrário, ouviria Lennon dizendo : "Paul is Dead Man... Miss him, Miss him..." ("Paul está morto, cara...saudade dele, saudade dele...").

A faixa experimental "Revolution #9", seria uma referência ao fato da palavra McCartney possuir 9 letras (Se fossem 13, seria coisa do ex-técnico Zagallo ?).

Em um trecho se ouve : "My Fingers are broken, and so is my Hair..." ("Meus dedos estão quebrados e meu cabelo também").


Se ouvirmos a expressão "Number Nine" ao contrário, supostamente ouviríamos a frase : "Turn me on , Dead Man" ("Ligue-me, Homem Morto").

O grito "Let me Out", seria McCartney pedindo ajuda para sair dos destroços do carro (ora, se foi decapitado, pediu socorro ?).

Nas fotos do encarte do disco, muitos indícios. Numa foto de Paul numa banheira, ele está com a cabeça colocada de forma a sugerir decapitação.

Noutra, Paul está entrando num trem, e duas mãos fantasmagóricas parecem puxá-lo.

Nas fotos individuais, a cicatriz no rosto de Paul, está proeminente (foi o melhor que conseguiram fazer com o sósia ?).

Mas na real, a cicatriz era uma marca do acidente de moto sofrido em 1966, e ele usou bigode na foto oficial do LP Sgt° Peppers em 1967, ainda para disfarçá-la, visto que era relativamente recente.


Na trilha sonora do desenho animado "Yellow Submarine", vê-se na capa sobre a ilustração animada de Paul, uma outra mão misteriosa. Outra bênção celestial ou Lennon fazendo um malicioso "chifrinho", tão somente ?

Já os mais exagerados dizem que o formato do Submarino Amarelo no desenho, é um caixão...

E no LP "Abbey Road", de 1969, a foto da capa é tão ou mais famosa e emblemática do que a de "Sgt° Peppers". Tornou-se um ícone mundial extrapolando as fronteiras do universo Rock, a imagem dos Beatles atravessando a "Estrada da Abadia", rumo ao famoso estúdio do mesmo nome, onde gravaram todos os discos de sua carreira.
E tornou-se um prato cheio para alimentar mais ainda essa teoria maluca, pois John está de todo de branco (o médico); Ringo de preto (o agente funerário); George de jeans (o coveiro), e Paul descalço e de olhos fechados (o defunto).
No canto da foto, um automóvel de marca Volkswagen, o nosso popular "Fusca", que entre os ingleses era chamado de "Beetle" (besouro), e denotando ser um Beatle. Ostentando a placa de inscrição "If 28", ou seja "Teria 28", sugerindo que se estivesse vivo e não estava, McCartney estaria com 28 anos de idade.

No outro lado da rua, um carro preto está estacionado (carro funerário ?).

McCartney leva um cigarro na mão direita, indício de que era um sósia, pois o verdadeiro McCartney é canhoto.

Na letra da primeira música do LP, "Come Togheter", se ouve : "One and One and One is Three" (Um, mais um, mais um, são três ").
Na contracapa, ao lado direito da palavra "Beatles", uma imagem feita de luzes e sombras forma uma caveira, supostamente.
O LP "Let It Be" é creditado como o último álbum oficial da banda e lançado em 1970, mas na verdade, foi um apanhado de canções que estavam sendo gravadas na época do "Abbey Road" e apareceram no filme "Let It Be", motivando o lançamento do LP em 1970, com a banda encerrando atividades.

Nele, não existem tantas suposições malucas.


Pelo que me lembro, falava-se que "Two of Us" seria uma referência à uma parceria (Lennon-McCartney), que não existia mais. Em "I've Got a Feeling", a ideia seria uma manifestação da saudade pelo Paul e a julgar pelos vocais sensacionais da música "Oh, Darling", só podemos concluir que o "sósia" cantava demais...
Toda essa loucura sempre foi negada oficialmente por eles, mas correm rumores de que seria um plano arquitetado por eles mesmo e pelo empresário Brian Epstein, para dar uma aura misteriosa além da música em si, estimulando os fãs a consumirem mais.

Particularmente, acho que a obra dos Beatles é tão monumental que dispensaria tal artifício barato, mas não descartaria a hipótese, ainda mais levando em conta o espírito sarcástico de John Lennon que deve ter se divertido muito com essas especulações malucas.

Lembro-me também que essa teoria fez barulho na mídia brasileira. No ano de 1969, chegou a ser exibido na TV, um programa apresentado pelo jornalista polêmico, Clécio Ribeiro. Nele, o jornalista apresentava essas evidências, munido de fotos e das capas dos discos e falava com tanta veemência, que parecia acreditar nesse fato.

Se fosse verdade, o McCartney "fajuto", além de se submeter a várias cirurgias para parecer-se com o verdadeiro, teria herdado o talento para cantar, tocar vários instrumentos, compor divinamente e fazer turnês até hoje, no limiar de seus 70 anos de idade e lotando estádios de futebol, mundo afora...

E basta olhar para o rosto de seus filhos e verificar que um sósia não teria filhos tão parecidos como o verdadeiro McCartney (mudaram também o DNA do cara ?), requinte esse que em 1966, não devia preocupar os cientistas malucos e dignos de serem vilões nos filmes do James Bond, agente 007.

Nem Ian Fleming teria criado uma teoria tão inverossímil...

4 comentários:

  1. Pois é, Luiz. Cada vez que leio sobre isso fico pensando em como pessoas gastam seu tempo analisando sublimações, imaginando coisas e teorias. Porém, o que mais me chamou a atenção na vida dos Beatles foi a diferenciação das imagens de Paul em tudo. Tudo parecia ser contraditório para ele. Inclusive se olhares no álbum Abbey Road, ainda, vai ver que todos estão dando o passo com a perna esquerda enquanto Paul, somente ele, está com a perna direita, parecendo andar diferente dos outros três. Fazer o quê, não?

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    1. Isso, aí !

      Também acho toda essa conversa bastante fantasiosa, tanto quanto as muitas similaridades entre John Kennedy e Abraham Lincoln, sobre a maneira como ambos morreram.

      Mas, em se tratando de Beatles, dá para entender que essa boataria tenha crescido tanto, mesmo considerando que há 50 anos atrás, não tínhamos internet e a mídia engatinhava. Isso só potencializa a ideia do quanto foram grandes, sem tais ferramentas modernas que dispomos hoje em dia.

      Muito contente por sua participação, lendo e comentando !! Visite sempre o Blog !!

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  2. como você pode provar isto só mostrando evidências
    como vcê sabe que ele morreu de verdade vocÊ viu o corpo verdadeiro?

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    1. A matéria é só uma menção à lenda urbana construída em torno dessa teoria e tornou-se longa, porque é permeada de detalhes, onde achei pertinente trazer todas essas informações para os leitores, como curiosidade.

      McCartney está vivo agora, em 2014 e espero que por muitos anos e nos presenteando com lindas canções e acredite, vivemos uma época difícil, onde é raro termos artistas de sua qualidade, portanto, ainda bem que o temos vivo !!

      Grato, pela participação, Maria Eduarda !

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