quarta-feira, 2 de maio de 2012

Nova Terra ? - Por Luiz Domingues




A Nasa divulgou recentemente novidades alvissareiras no tocante às suas novas descobertas.

São novos planetas com forte indício de conter água entre seus componentes, além de novas estrelas com potencial igual ou maior que o nosso Sol, que foram descobertos e anunciados em pronunciamentos oficiais.
 


Foram descobertos mais de 500 planetas nessas condições nos últimos tempos e o que mais chamou a atenção dos cientistas, foi batizado como "Kepler 22-B". Ele tem o seu raio 2,4 vezes o tamanho da nossa Terra e está distante de nós, em 600 anos-luz.

Já a agência europeia ESO (Observatório Austral Europeu), anunciou mais 55 planetas com esse potencial, sendo que um, batizado como HD85512B, tem 3,6 vezes o tamanho do nosso planeta Terra e temperatura média entre 30 e 50 graus centígrados (para quem gosta de um calorzinho...).

Obviamente que se existe água, potencialmente pode-se esperar a existência de vida, nem que seja de forma unicelular.

Isso por si só, já denota um extraordinário avanço nas relações públicas entre os cientistas e o cidadão comum, haja vista a monolítica predisposição adotada até hoje pela ciência, de comum acordo com os governos e suas respectivas representações militares, de esconder a todo custo, toda a informação sobre essas descobertas, sob o desgastado conceito de que assim evitariam agitações sociais, pânico e outras conse
quências.

Isso não é novidade na história da humanidade. Basta recordarmos de um passado não muito distante, ou seja, o final da Idade Média, onde a Igreja conduzia o monopólio da informação com mão de ferro, através da famigerada "Santa Inquisição" e na blindagem de seu Índex.

Entre outras ocorrências, custou para admitirem que o nosso planeta era redondo, que girava em torno do Sol e não o contrário etc.
A negação veemente de vida inteligente em outros planetas é outro paradigma que está no limiar de seus estertores. Isso, naturalmente, balançará paradigmas dogmáticos principalmente das grandes religiões monoteístas do planeta e portanto, existem grupos que resistem com todas as suas forças para que tais novidades não venham à tona.

Contudo, tal como uma represa hidrelétrica que está prestes a desmoronar corroída por vazamentos, está ficando insuportável conter essa pressão.

Saída mais razoável para quem raciocina obtusamente coadunado com velhas doutrinas é enxergar essa possibilidade, não como uma negação de suas convicções sobre uma entidade onipresente e criadora de tudo, mas muito pelo contrário, perceber que isso potencializa esse conceito.  


Matéria publicada inicialmente no Blog Planet Polêmica, em 2011

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